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História Proibido - Capítulo 11


Escrita por: Imagination

Capítulo 11 - Recompensa


Recompensa

 

Tch, não me devia ter afastado tanto do rio. As reservas de água estão bastante baixas, logo agora que até estava a ter um bom progresso nos treinos”, pensava Levi enquanto via à sua frente, Eren recompor-se depois de mais uma transformação. Agora já conseguia sair pelo próprio pé e controlar-se melhor. À medida que os dias foram passando, a voz do capitão parecia mais impregnada na consciência do rapaz de olhos verdes. Desse modo, sempre que ouvia o tom sério e autoritário, mesmo já na sua transformação sabia que devia obedecer.

Nos últimos dias, os treinos andavam bem intensos. Entre transformações e o uso do 3D Maneuver Gear, o soldado sentia que estava a fazer progressos. Se houvesse dúvidas, perdi-as quando ouvia um elogio do seu superior. Inicialmente era um pouco difícil manter o ritmo, até porque depois daquela primeira noite em que Eren finalmente resolveu o “problema” da sua virgindade; a verdade é que todos os dias repetiam a mesma atividade. Chegando até mais do que duas ou três vezes por dia, porque durante os treinos, Levi repentinamente podia empurra-lo contra o tronco de uma árvore. Depois disso e de sentir a língua dele na sua boca enquanto o capitão lhe tocava entre as suas coxas, era impossível Eren concentrar-se em outra coisa que não fosse no homem à sua frente. Não se cansavam do corpo um do outro e conseguir conciliar isso com os treinos nem sempre era coisa fácil, mas o rapaz estava a aprender a lidar com isso.

Vendo como utilidade nos treinos, pelo menos ajuda-me a ficar mais resistente ao cansaço”, pensava Eren, observando o capitão dirigir-se a ele com uma garrafa de água na mão.

- Não vai beber nada? – Perguntou curioso, pois há bastante tempo que não via Levi beber uma só gota de água, apesar do tempo incrivelmente quente dos últimos dias.

- Bebe tudo e cala-te, Eren. – Respondeu ríspido como de costume.

É a última garrafa. Será melhor que regressemos hoje à montanha Também já preciso de beber qualquer coisa, mas a minha prioridade é ele. Não quero que desidrate ou adoeça neste fim do mundo. Se algum de nós, tiver que ficar sem beber água que seja eu, que sou mais resistente”, concluía Levi, observando o rapaz à sua frente beber todo o conteúdo da garrafa.

- Obrigado, senhor. – Agradeceu e levantou-se aguardando a próxima ordem.

O capitão começou a dar-lhe indicações de que regressariam à montanha. Vendo o ar um pouco mais desanimado por deixarem os treinos ali, Levi disse que regressariam depois de algum descanso. E teve que virar o rosto para que o frio na barriga que sentiu acalmasse. Era sempre assim. Bastava que Eren mostrasse um sorriso quase infantil para que o capitão se sentisse pouco à vontade. Evidentemente, o dono dos intensos olhos verdes não se apercebia dessas pequenas reações do seu superior.

- Vamos correr, Eren. Quero chegar lá antes de anoitecer. – Disse Levi, iniciando um ritmo de corrida rápido.

- Sim, Lev…senhor! – Corrigiu-se e seguiu o capitão de perto.

Durante os treinos, Eren sabia que devia dirigir-se ao Levi como seu superior. Apenas nos momentos de intimidade, o capitão não se importava de esquecer essas formalidades.

- Onde vais, Eren? – Perguntou ao ver o rapaz afastar-se.

- Tenho a certeza que vi um coelho por ali!

- O quê? Aqui na montan…

- Volto já, senhor. Prometo que não me demoro! – Pousou as mochilas no chão e correu na direção oposta à da casa que se encontrava a poucos metros.

Levi bufou. Como é que se atrevia a sair assim sem esperar pela sua ordem? E ainda por cima deixou tudo ali para ele acabar de carregar.

Argh, deve estar repleto de suor”, assim que Levi pegou numa das mochilas, ouviu um grito.

- Eren? – Largou a mochila, seguindo a direção em que o tinha visto ir, parou por momentos ao ouvir um bramido. Levi então lembrou-se que daquele lado havia uma falésia. “O pirralho não pode ter sido estúpido o suficiente para não ter visto…”- Eren!

Aproximou-se da falésia e vi-o transformado uns bons metros mais abaixo, servindo-se de uma das mãos gigantescas para se segurar e não cair.

- Desfaz a transformação e… - A sua visão começou a escurecer repentinamente. “O que se passa? Não, não posso cair aqui… preciso tirar o Eren daqui…”, a sua visão abandonou-o. O seu corpo cedeu e Eren que saía da parte detrás do pescoço do Titã, viu o capitão desacordado a cair. Moveu-se rapidamente e agarrou-o pelo braço. Chamou por Levi, mas nem sinal. O corpo do Titã desvanecia e começava a deslizar. Eren puxou o corpo de Levi contra ele e levou a sua mão livre à boca. Estava exausto, mas nem pensar que ia cair e morrer ali. “Vou tirar-te daqui, Levi. Só preciso que o meu braço alcance aquela parte ali…”. Mordeu a mão e apenas o seu braço sofreu efeitos da transformação. Era mais um sinal de que estava a chegar ao seu limite, mas mesmo assim, foi o suficiente para ter uma ajuda e elevar-se para sair daquele lugar.

- Capitão Levi? – Chamou ao ver o seu superior abrir os olhos ao fim de um bom tempo. Eren começava a sentir-se menos aflito, pois estava a pensar no que iria fazer se aquela situação continuasse. Sentia-se perdido. Chegara a sentir medo de que não pudesse fazer nada para ajudá-lo.

Que bom… que bom que está a acordar!

- E…Eren? – A voz soou demasiada fraca e os olhos do capitão demoraram um pouco para poder focar a imagem que tinha à sua frente. Os olhos preocupados de Eren que começava a sorrir ao vê-lo acordado. – O que aconteceu?

- O senhor… ah, acho que ficou demasiado tempo sem beber água. O tempo estava muito quente.

- Tch, nem posso…acreditar numa coisa destas. – Ia levantar-se, mas Eren colocou a mão sobre o seu peito.

- Beba mais um pouco de água, antes e… - A mão de Levi tocou o rosto do rapaz que corou surpreso com aquele gesto e com a expressão preocupada que o seu superior fazia.

- O que aconteceu ao teu rosto?

- Ah… o senhor caiu de repente e eu…

- Amparaste-me a queda?

Tch, como pude deixar uma coisa dessas acontecer? Depender dele numa situação daquelas, quando era ele que precisava de mim e…”, acariciou um pouco mais o rosto de Eren que continuava sem saber como reagir. Havia escoriações sobretudo na parte onde tocava, mas fora isso, pôde ver as mãos ensanguentadas e sabe-se lá que outros ferimentos teria, “Por minha causa… arriscou-se tanto por minha causa…”.

- O senhor está a magoar-me um pouco… - Comentou, visivelmente envergonhado.

- Dói-me o braço, não consigo tocar-te de outra forma. – Retrucou. – Eren?

- Sim? Precisa de alguma coisa?

- Obrigado.

O olhar perplexo do rapaz recaiu sobre o capitão. Se não estava em erro, era a primeira vez que aquele homem lhe agradecia por alguma coisa. Isso desenhou um sorriso no seu rosto. Não conseguia disfarçar a alegria que sentira ao ouvir aquela palavra. Algo tão simples como um agradecimento e que o deixava tão feliz.

- Não tem que agradecer. Eu fico muito feliz que esteja bem.

Levi retirou a mão da bochecha do rapaz e levou-a ao seu próprio rosto. Colocou o braço sobre os seus olhos, procurando não continuar a ver aquele sorriso.

- Não sorrias assim para mim, Eren…

- Huh? – Balbuciou sem perceber. – Não percebi o que quis diz…

- Chega, podes tratar-me por tu. Não estamos em treinos. – Disse Levi, fugindo a qualquer explicação enquanto se sentava sob o olhar um pouco apreensivo de Eren que achava que ele devia ficar deitado. Porém, sabia que não valia a pena argumentar.

- Tem… quer dizer…tens aqui água. – Ofereceu uma das muitas garrafas de água, armazenadas naquela casa. O capitão bebeu o conteúdo enquanto discretamente, observava o estado do rapaz. As suas roupas rasgadas, os ferimentos que deixavam cair algumas gotas de sangue sobre no chão e nos lençóis. – Ah, desculpa! Eu vou já limpar tudo, não te preocupes.

Assim que se levantou, Levi viu que o rapaz coxeava e que grande parte do sangue que escorria vinha da sua perna direita. Acabou rapidamente de beber água e foi ao encontro do rapaz que em vez de se ocupar dos seus ferimentos, ia pegar nos produtos de limpeza. Não que Levi estivesse satisfeito com o cenário de sujidade, mas naquele momento a sua prioridade era outra.

- Eren esquece isso agora. Tens que tomar banho e vou ajudar-te a tratar desses ferimentos. É preciso desinfetar e…

- Mas capi…digo, Levi as minhas capacidades regenerativas devem tratar disso daqui a algumas horas.

- E até lá fico a ver-te a seres devorado por bactérias? Nem pensar! Mexe-te e entra na casa de banho!

Levi não podia deixar de achar impressionante e quase divertido como Eren ainda se envergonhava por se despir à sua frente. Tendo em conta, o que faziam todos os dias, não havia ali nada que os dois já não tivessem visto mas mesmo assim, o rapaz continuava a sentir-se menos à vontade do que o capitão. Este aproveitou para ver melhor a extensão dos ferimentos e além disso, embora Eren falasse das suas capacidades regenerativas a verdade é que podia ver como ele estava mais pálido e com uma respiração um pouco fora do normal. Já tinha feito demasiadas transformações num só dia e isso teria que ter alguma influência na sua recuperação.

No fim do banho, apenas com uma toalha na cintura e sentado na cama, Eren em silêncio via o seu capitão fazer alguns curativos nas suas mãos e num dos seus braços. Além de também ter passado um líquido que ardia bastante no seu rosto. Depois disso, concentrou-se mais na sua perna onde estava o maior ferimento e no qual, Levi começou a pôr uma ligadura que envolvesse todo o corte, isto depois de o desinfetar.

- Levi… obrigado. Não precisavas de te incomodar tanto comigo. – Disse ao ver todo o tempo e cuidado que o seu superior estava a dedicar-lhe.

- Não és nenhum incómodo, Eren. – Afirmou Levi, acariciando de leve a sua outra coxa que só tinha pequenas escoriações. O rapaz apertou os lençóis nas suas mãos. – A culpa disto é minha. Devia ter avisado o que havia ali… não devia ter perdido os sentidos num momento daqueles.

- A culpa é minha por ser tão impulsivo e distraído… - Disse, tentando não ceder perante a vontade de tocar em Levi que continuava a acaricia-lo e sem deixar de olhá-lo nos olhos, começou a puxar a toalha. Eren prendeu a respiração. – Levi?

- Acho que mereces uma recompensa… - Pegou no membro de Eren e sem esperar uma só palavra do rapaz, meteu-o na boca. Ao sentir a boca e a língua quente de Levi naquele local tão sensível, Eren deixou a sua cabeça ir para trás e não conteve um gemido.

- Hum…Levi…

- Podes tocar-me. – Disse sem nunca deixar de encarar as expressões que o rapaz fazia quando a sua língua passava em locais mais sensíveis como a ponta. A respiração cada vez mais audível e os gemidos ecoavam pelo quarto à medida que Levi continuava a deslizar a sua língua em toda a extensão daquele órgão pulsante. Passava a língua, chupava e por vezes, servia-se apenas da mão para continuar a deixar Eren fora de si. Este segurava os cabelos do capitão com força, chegando a magoá-lo um pouco, mas Levi decidiu não dizer nada a respeito. Estava bem mais interessado nas sensações que estava a proporcionar ao rapaz que estava a chegar ao seu limite quando viu o capitão parar o que estava a fazer.

Ah? Vai parar agora? Será que fiz alguma coisa de errado? Não… não quero que pare logo agora”, pensava Eren, sentindo quase tomado por um desespero. Estendeu a mão até à camisa de Levi.

- Por favor… - Pediu.

O capitão sorriu de lado e tirou a mão de Eren e em seguida, começou a tirar as próprias roupas num ritmo bem lento.

- Eren, eu disse-te que te ia recompensar, não é? Não te preocupes, não vou deixar-te nesse estado. – Afirmou, retirando a sua última peça de roupa e aproximou-se do rapaz, sentando-se sobre as suas pernas. O rapaz estava perplexo. Normalmente, quem ficava naquela posição era ele, mas desta vez sem tirar os olhos dos seus, Levi encaminhava o seu membro para ele. Assim que o capitão começou a sentir a sua entrada ser invadida, teve que fechar os olhos e morder o lábio. Disfarçar a dor era bem mais difícil do que tinha imaginado.

- Levi? Hum… estás bem? – Perguntou Eren, sentindo o seu corpo querer negar aquela preocupação e simplesmente, puxar aquele homem contra si sem qualquer cuidado.

- Sim… - Murmurou, agora com a testa contra o ombro de Eren. Aquilo era bem pior do que tinha imaginado, mas agora era tarde para recuar e por isso, respirando fundo uma última vez, sentiu que o membro do rapaz tinha entrado por completo. O seu corpo estremeceu. – Se te mexeres agora, Eren parto-te o pescoço…

O rapaz obedeceu, ficando completamente imóvel. Só podia imaginar o desconforto que o seu superior estaria a sentir. Embora, houvesse outra parte dentro de si que queria mexer-se, que também desejava movimentar os quadris para apreciar um pouco mais daquela sensação de estar dentro dele. Contudo, conteve-se. Não faria, nem diria nada até que o capitão tomasse a iniciativa. Isso demorou bem menos do que esperava. Pouco depois daquela ameaça, Levi começou a movimentar-se e Eren levou as mãos até à cintura do homem sobre as suas pernas, fechando os olhos.

- Estás tão apertado, Levi… - Deixou escapar Eren. – Tens a certeza que estás bem?

- Cala-te… - Respondeu com uma respiração alterada, continuando a mover-se, fazendo o rapaz gemer juntamente com ele. – Não penses que vou chorar como tu… sou bem… Ah! Mais resistente… - Mordeu o pescoço de Eren com força quando aumentou o ritmo dos seus quadris. Era doloroso e ao mesmo tempo, demasiado bom para se atrever a parar.

- Pois, mas eu acho que está lento demais… - Murmurou Eren perto da orelha de Levi e antes que este pudesse contra-argumentar, o rapaz sem avisar atirou-o para cima da cama.

- Eren…? O que…AHH! – Não só o tinha colocado de barriga para baixo contra a sua vontade na cama, como o tinha penetrado sem sequer dar qualquer tipo de aviso. Levi detestava demonstrar fraqueza, mas aquilo fora demasiado inesperado para conter aquele grito e uma lágrima solitária que caiu pelo seu rosto. Teve que morder os lençóis ao sentir aquele ritmo desenfreado que Eren lhe impunha. Aquilo estava completamente fora do seu controlo. Nunca lhe tinha passado na cabeça que pudesse ter uma reação daquelas e pensava que se calhar até merecia, por tudo o que já tinha feito ao rapaz que continuava a investir sem qualquer piedade.

- Levi… - Eren puxou os cabelos de Levi para poder alcançar melhor o seu pescoço e lambê-lo, continuando a manter um ritmo quase insuportável ao capitão que tinha cada vez maiores dificuldades em calar os gemidos e gritos de dor. – Disseste que eras mais resistente, mas… já vi pelo menos uma lágrima no teu rosto… - Comentou perto da orelha do capitão, parando com os movimentos por alguns momentos.

- Pirralho… espero que aproveites bem porque quando te…AHH! – Eren impediu que terminasse ao começar a mover-se novamente sem qualquer aviso e com maior intensidade do que antes. Agarrou os lençóis com mais força e desta vez, não podia fazê-lo com os dentes, caso contrário ficaria sem possibilidade alguma de respirar.

- Ahh… Levi… estou quase…

- Eren… - A voz de Levi soou quase como um grunhido antes de sentir que também ele estava no seu limite. Em pouco tempo, ouviram-se os gemidos mais altos de ambos.

As respirações era a única coisa que se ouviu durante vários minutos até que Eren deitado sobre o corpo de Levi, perguntou:

- Vou ser castigado por isto, não vou?

- Podes ter a certeza que vais… - Levi suspirou. – Abusaste da minha boa vontade. Só te queria recompensar, mas sabes bem que passaste dos limites…e já agora, sai de cima de mim. És mais pesado do que pareces…

- Desculpa… - Eren afastou-se um pouco, ficando deitado ao lado do capitão.

- Pedir desculpas não vai adiantar… - Levi fechou os olhos. – Quando me conseguir levantar desta cama, vais-te arrepender disto, Eren Jaeger…



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