História As Origens de Sebastian - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Andreiakennen, As Origens De Sebastian, Drama, Fantasia, Original, Romance
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Palavras 1.356
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A presente história contém temas adultos e polêmicos como: romance homossexual, sexo, e aparente Zoofilia (atração ou envolvimento sexual de um humano com um animal). Se for menor de idade, ou se os temas lhe causa repulsa, é melhor não prosseguir.

Capítulo 1 - Capítulo I - O Encontro


As origens de Sebastian

Capítulo I

 O Encontro

 As origens de Sebastian

Capítulo I

 O Encontro

 Crispian era o único filho do casal de nobres Edward e Francine. Nos dias de verão o jovem lorde gostava de cavalgar na companhia dos pais na floresta que fazia fundos com a residência onde moravam.

Durante toda a estação, no período da tarde, repetiam a mesma trilha. Porém, em um determinado dia, Crispian pediu ao pai para irem mais longe, pois ele queria se aventurar mais adentro da floresta e quem sabe ter a sorte de encontrar um urso.

Edward não viu problema em atender ao pedido do filho, já que estavam sendo escoltados por sua guarda.

Contudo, não chegaram a estender muito a caminhada quando o incidente ocorreu: algo atravessou a estrada e assustou o cavalo de Crispian, fazendo-o disparar em uma corrida sem rumo.

A criança não tinha forças suficientes para deter o animal usando somente o puxar nas rédeas e, após avançarem quilômetros floresta adentro, o cavalo voltou a se assustar. Ele relinchou, arqueou-se nas patas traseiras e fez com que o menino deslizasse pelo seu lombo e baqueasse com o solo. Logo o cavalo voltou a sua fuga desenfreada, desta vez, sem o pequeno Crispian de sobrepeso.

 O jovem nobre havia recém feito nove anos, de pele clara, cabelos loiros, idênticos aos da mãe, os quais morriam na altura dos ombros e o par de belos olhos azuis claros, herdados de ambos os progenitores, formavam sua tez harmoniosa. 

Após se recuperar da queda Crispian tentou ficar de pé, mas desistiu assim que apoiou o pé esquerdo no chão e sentiu uma fisgada dolorida no tornozelo. Havia se ferido na queda. Optou por arrastar-se no chão coberto por folhas secas e alcançar o tronco de uma árvore onde se encostou.

Tentou manter a calma, pois sabia que o pai logo estaria ali pra resgatá-lo. Entretanto, manter a calma enquanto ouvia o farfalhar dos arbustos ao seu redor era um desafio o qual não conseguira vencer.

A respiração ficou tensa a medida que o barulho ficou mais próximo. Quisera que fosse, mas os movimentos nas folhagens não eram uma alucinação causada por sua imaginação, aquilo que o estava rondando se desembrenhou do meio dos arbustos e expôs sua face feroz.

Surgiu o primeiro, em seguida o número aumentou para dois, depois três, quatro, cinco e quando Crispian se deu conta estava rodeado por mais de uma dezena de lobos da floresta. Os animais rosnavam e salivavam com os olhos firmes e atentos sobre o que seria uma presa: ele.

Deu-se por vencido. Não havia como fugir de uma alcateia inteira com a perna ferida. Apenas fechou os olhos e esperou ser atacado.

 Porém, notou que algo errado havia acontecido. Ouvia os rosnados dos lobos, mas eles não haviam avançado. Esperançoso de que fosse a escolta do pai, Crispian reabriu os olhos, para se desanimar em seguida. 

Infelizmente não era o pai, nem um dos seus homens. O que amedrontara os lobos fora algo totalmente inesperado.

Parado entre os predadores e ele havia um animal que lembrava um lobo, mas o tamanho era desproporcional ao dos outros; a criatura parecia atingir um metro de altura. Os pelos também era diferente: composto por três cores distintas, sendo o preto a cor predominante. Mas as quatro patas eram de um tom cinza claro. O cinza também se encontrava em parte das orelhas e da cabeça. A terceira cor — e talvez a mais exótica — formava uma faixa vermelha que iniciava no alto da cabeça da criatura e prosseguia por todo seu dorso até morrer na ponta da calda. Os pelos, que pareciam bem cuidados e macios, reluziam. A enorme calda lembrara a Crispian os cabelos de uma senhorita: lisos no cumprimento, mas com cachos bem definidos nas pontas.

O jovem se viu deslumbrado, hipnotizado pela beleza do animal. Até que a criatura se moveu com uma agilidade fora do comum. Seu ataque foi direcionado a um único lobo, o que parecia ser o líder da alcateia. Depois da mordida certeira no pescoço que deixou o lobo-líder agonizando no chão, os demais se afastaram a passos comedidos para trás, uivaram para o alto e fugiram desgovernados.

 Restaram no lugar somente Crispian, o lobo morto e a criatura que se voltou para o jovem. Os olhos dos dois se encontraram em uma estranha contemplação e assim ficaram por alguns instantes.

Crispian notou que os olhos da fera, que se destacava em sua face escura devido ao tom azul muito mais claro que os seus, pareciam gentis como de um ser humano.

Um pouco abismado, sorriu, e seu sorriso se desfez quando notou adereços no lobo que o fizera acreditar que aquele animal tinha um dono. Argolas douradas ornamentavam suas patas e a coleira era como os colares egípcios e intercalavam-se entre placas douradas recortadas em losangos e fileiras de pedras brilhantes. Era certo que aquela criatura tinha um dono e, pelos adornos extravagantes, deveria ser alguém com o status mínimo de um rei.

O animal se sentou na frente de Crispian e continuou observando-o de forma serena.

O garoto, que até então estava paralisado de medo, elevou sua mão direita com a intenção de tocar a face felpuda da criatura, que permitiu o toque.

Crispian sorriu ao fazer aquele afago na face do animal e vê-lo retribuir fechando os olhos, aproveitando do carinho que recebia.

— Você é tão lindo. Será que poderia me ajudar a encontrar meus pais?

...

Os cavaleiros de Edward retornaram até o casal com o cavalo do filho, mas não havia nem sinal do jovem lorde.

— Onde está meu filho? — perguntou o pai desesperado.

Um dos homens abriu a boca para se pronunciar, quando o grito de Francine chamou atenção deles.

Boquiabertos, eles abriram espaço para chegada de uma criatura que trazia em seu dorso o jovem Crispian.  

Passado o instante de choque e ao perceberem que o animal era dócil, o menino tentou convencer o pai a adotar seu salvador.

— Não podemos, Crispian — Edward tentou resistir, ainda hipnotizado diante daquela criatura.

— Por que, papai?

— Olhe para ele, meu filho — pediu, enquanto criava coragem para tocar o pescoço do lobo. — Está carregado de joias pesadas e ainda... — o homem dedilhou o losango central do colar de ouro que servia como coleira e identificou uma escrita em alto relevo. — “Earthen” provavelmente tem dono. E um dono nobre e riquíssimo pelo que vejo.

— Earthen?

— É o nome gravado no medalhão.

Os olhos lacrimejados do garoto se moveram do pai para o lobo. E como se tentasse consolar sua própria decepção ele lamentou-se ao animal.

 — Acho que não poderemos ficar juntos, Earthen.

Os cavaleiros de Edward chegaram da vistoria em torno do local e se aproximaram dele para relatar o resultado. 

— Não encontramos nenhuma residência de luxo no raio de quilômetros, milorde. Se o animal pertence a algum nobre, este provavelmente não vive nas redondezas.

— Será que essa criatura está perdida?

— Ou abandonado.

— Não acredito que alguém abandonaria um animal carregado de joias como ele.

Os olhos de Crispian brilharam ao ouvir a palavra “abandono”.

— Se ele está abandonado, diga que podemos ficar com ele, papai?

O homem se ergueu e firmou as duas mãos na cintura. Em seguida correu seu olhar avaliativo pelos cavaleiros, o filho, a criatura e enfim repousou-o sobre sua esposa, buscando em Francine um último argumento.

Mas a esposa sorriu docilmente e, condescendente com o pedido do filho, ela deu de ombros e pronunciou-se a favor. 

— Apesar de ser um tipo raro e ter esse tamanho monstruoso, Earthen parece um animal domesticado, Edward. Ele salvou a vida do nosso filho. Acho que não há perigo algum em ficarmos com ele até encontrarmos seu verdadeiro dono.

O garoto moveu rapidamente os olhos da mãe para o pai e com a esperança renovada esperou o homem mais velho dar seu veredito final. 

Edward suspirou e sentindo-se vencido diante de mãe e filho, declarou:

— Somente até encontrarmos o verdadeiro dono, Crispian. Por isso, não se apegue...

 Antes mesmo que o pai terminasse a advertência o jovem nobre se agarrou ao pescoço do lobo e comemorou eufórico. 

— Obrigado, papai! Obrigado!

Continua...


Notas Finais


Não é o meu primeiro projeto original, contudo é o primeiro que decidi tirar da gaveta.

Na verdade, esta história fará parte de um ciclo de várias histórias que contará as origens dos personagens principais que irão compor o enredo central de uma trama bem maior.
Por enquanto, divirtam-se com a história da origem de Sebastian, que será um dos personagens central desse outro projeto que ainda vai demorar um pouco pra sair da gaveta.

Obs.: Sebastian, e os demais personagens os quais irei narrar as origens, fizeram parte de um jogo de interpretação online (RPG) que eu e um grupo de amigos jogávamos há muito tempo atrás. Por isso que, qualquer semelhança com personagens de seriados, animes, mangás ou até mesmo outros jogos de RPG, não passará de mera coincidência.

Se curtiram, comentem!

Até o próximo!


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