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História Labirinto - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Vitória



Licurgo, Ângelo e DC despertaram do transe. Somente Ramona continuou por causa de Magali.

- E agora? – os dois perguntaram e Licurgo respondeu.
- Agora vamos até lá para ajudá-los. Eles devem estar perto de recobrar a consciência e não é seguro deixá-los a mercê dos ID’s.

Os três correram até o local e encontraram o ID da Magali gritando apavorada ao ver suas vítimas escapando uma a uma.

- Não! Isso não pode ser, não pode!
- Ah, pode sim coisa bizarra! – DC falou entrando no recinto seguido por Ângelo e Licurgo.
(Licurgo) - Agora vocês não poderão fazer mal a mais ninguém!

A atenção deles foi atraída para os corpos dos jovens que ainda levitavam no ar. Ao ver que o corpo da Mônica foi se abaixando lentamente, DC correu a tempo de conseguir segurá-lo em seus braços. Ele a deitou no chão e tentou reanimá-la.

- Mônica, acorda! Você tá bem?

Os outros dois também foram despertando e um deles acordou num salto e correu para a direção deles.

- Sai pra lá, zé ruela! – ele ouviu a voz do Cebola e foi empurrado para o lado. – Mônica, eu tô aqui! Tô aqui! Acorda!
- Ei! Não esquece de que eu ajudei ela!
- Hmmm Cebola? DC? O que aconteceu? Que lugar é esse?

Aos poucos ela foi se recuperando até conseguir se levantar.

- Finalmente seco! Nem acredito! – Cascão falou se espreguiçando feliz por ter saído daquele lugar.
- Tá todo mundo bem? – Mônica perguntou e Licurgo respondeu.
- Nem todos. Magali continua naquele lugar!

Todos olharam para o ID dela, que ainda não tinha desistido do seu plano.

- Vocês podem ter escapado, mas ela me pertence e terei a vida dela agora!
- Ah, é? Pois vem falar isso pro meu punho, ó!
- Não faça isso! Se bater nela, poderá ferir sua amiga! – Licurgo alertou. – Ramona está tentando falar com ela agora, mas não sei se irá conseguir!
- Ela não vai conseguir escapar porque não tem mais ninguém além daquela bruxinha feia para ajudar! Só ela tem acesso a mente da Magali!
- Isso não é verdade, sua tonta! – Soranin cortou. Com o despertar dos humanos, os ID’s também se recuperaram. – Nós também vamos dar um empurrãozinho!
- Você vai nos ajudar? – Cebola perguntou incrédulo. – Qual é a pegadinha? Fala logo!
- Não tem pegadinha nenhuma. Se nós não podemos ter o que queremos, ela também não pode!

Os ID’s se concentraram apesar dos protestos da outra. Só lhe restava lutar com todas as suas forças para não perder aquela guerra.

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Magali estava pronta para dar uma dentada na sua melancia, ignorando as súplicas de Ramona que tentava de todo jeito tirá-la daquele transe.

- Magali, não faz isso! – outra voz gritou e ela viu seus amigos chegando. Era a Mônica.
- Agüenta firme, Magá! A gente tá aqui pra te ajudar! – Cascão falou também.
- Mentira! Vocês não são de verdade, são falsos como todos os outros! Eu cansei, viu? Cansei!
(Cebola) - Cansou nada! Você pode muito bem sair dessa!
(Mônica) - Lembra de quando a gente tava no Reino dos Gatos? Você deu conta de tudo sozinha! Venceu os desafios e salvou a gente!
(Cascão) – Você arrasou em todos os desafios! Não pode ser derrotada por uma melancia!
- Gente...
- Fique comigo, Magali. Não dê ouvidos a eles! Comigo, nossa vida será muito melhor! – seu ID falou enquanto se materializava na sua frente.
- V-você? Eu lembro de você! Agora eu lembro! Foi você quem me trouxe aqui?
- Sim! Para ficarmos juntas para sempre! Você não disse que gosta de mim? Então por que não podemos ser uma só?
(Mônica) - Não dê ouvidos a essa doida! Ela quase matou a gente pra sugar a nossa vida!

Ela mal acreditou no que tinha ouvido.

- É verdade? Você tentou matar meus amigos?
- Por favor, olhe para mim! Acha mesmo que eu faria isso?

Aquele ID parecia tão meigo e inofensivo que por um instante Magali acreditou nela. Só por um instante, pois na mesma hora ela lembrou-se de que ela era seu lado mau, seus defeitos e seu egoísmo. Era obvio que nada de bom podia sair dali.

- Você tentou matar meus amigos e isso eu não perdôo de jeito nenhum!
- Eu não ia te matar, juro! Você ia ficar comigo para sempre!
- Ah, tá, me engana que eu gosto! Acha que eu ia ser feliz sem meus amigos?
- Você nem ia sentir falta deles!
- Ia sim! Não vou aceitar esse tipo de coisa!
- Magali, por favor! Você já me enfraqueceu por todos esses anos! Me deixa viver um pouco! Me deixa ser livre!
- Não deixo não! Na minha vida quem manda sou eu e não vou te deixar solta por aí!
- Não, por favor! Não!

Ela não quis mais saber de conversa e resolveu acabar logo com aquilo.

- Não vou comer nada dessas porcarias porque fazem mal! Eu não tô passando fome pra me rebaixar desse jeito! Agora quero sair daqui!

Seu ID caiu de joelhos e desapareceu. Todos os outros também desapareceram junto com a comida que estava ao redor, restando somente uma porta luminosa. Tudo estava acabado.

Quando recobrou a consciência, Magali deu um grande sorriso ao ver seus amigos ao redor.

- Gente, muito obrigada! Vocês ajudaram muito!
- Você se ajudou, Magali. – Ramona falou sorrindo. – Nós só te incentivamos.

Perto dali, um dos monstros estava caído no chão de joelhos e chorando de raiva e desespero.

- A gente devia dar uma lição nela! – Akanin falou estalando os dedos.
- E a gente devia dar uma lição em vocês! – uma voz zangada falou e eles se depararam com quatro humanos muito furiosos.
- Ô Mônica, olha só o que eu achei aqui! – Cebola falou lhe dando um coelho de pelúcia e completou olhando Soranin pelo canto do olho. – Parece que alguém fez um nó nas orelhas dele!
- Seu dedo-duro! Eu te ajudei, esqueceu?
- Me ajudou? Você me enfiou naquela bagunça!
- E a mim também, sua coisa feia! – Cascão falou chegando perto do seu ID pronto para a briga. Kainin se encolheu em sua concha para evitar o castigo.

Como os outros estavam ocupados demais com seus monstros, Magali chegou perto do seu que ainda chorava.

- Eu sinto muito, mas não podia te deixar fazer isso. É minha vida, meu corpo. Você é apenas parte de mim.
- Mas queria ser a parte toda!
- Volte para dentro de mim e ainda poderá fazer parte da minha vida, mas a atriz principal ainda sou eu.

Um card apareceu em sua mão e em poucos segundos, seu ID foi absorvida para dentro dele. O mesmo aconteceu com os outros após levarem muitas coelhadas da Mônica. Era um castigo bem merecido.  

 



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