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História Labirinto - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Fim



A volta dos quatro foi muito emocionante para a família, amigos, professores e colegas de escola. Muita comoção, choro e lágrimas, abraços e beijos. O pesadelo tinha terminado, finalmente.

Todos puderam voltar para casa e daquela vez com a certeza de que era real. Não se tratava mais de um sonho que ia terminar a qualquer momento.

Os ID’s voltaram para as mentes de cada um e não iam sair de lá tão cedo. Apesar de não lembrarem de tudo, eles tinham guardado o essencial para evitar que aquilo acontecesse de novo. E daquela vez Licurgo não bloqueou mais suas memórias. Ramona estava certa, eles precisavam crescer e amadurecer. Não podiam ser protegidos o tempo inteiro.

Para comemorar a volta deles, uma grande festa foi dada na casa da Marina com toda a turma. Até Irene foi convidada, pois Mônica estava feliz demais para reclamar de qualquer coisa.

- Eu ainda não entendi como vocês foram raptados! – Cascuda falou abraçada ao seu namorado e feliz da vida.
(Cascão) - Pô, nem a gente lembra direito.
– Vocês estavam sob uma espécie de hipnose feita pelos monstros. – Ângelo explicou. – Licurgo falou que como vocês não lembravam deles, acabaram sendo influenciados. Assim foram levados embora sem nenhuma resistência.
(Cebola) – Que doideira, fala sério!
(Mônica) – É mesmo! Ainda bem que tudo acabou, nossa!
- Ainda bem mesmo! – Magali falou comendo um grande pedaço de melancia. Como era bom poder colocar algo comestível na boca!  
– Nem me fale! Agora eu tô bem sequinho e quero continuar assim por muito tempo!
- Não por muito tempo! Você ainda vai tomar banho, mocinho!
- Ah, faz isso não Cascuda!

Eles deram risadas com a cara que Cascão tinha feito e continuaram conversando alegremente.

No outro lado da piscina, DC conversava animadamente com Ramona.

- Então toda essa realidade é uma ilusão mesmo? A mídia é toda manipulada? Tem uma elite global por detrás de tudo? Caramba, que doido! Como você sabe disso?
- Pesquisando. Tenho livros e bons sites que posso recomendar.
- É claro que quero, isso é legal demais!

De longe, Nimbus olhava os dois com bastante curiosidade. DC não era de se interessar por qualquer garota. Ela devia ser muito interessante para atrair a atenção de alguém como ele.

- E aí, posso entrar na conversa? – ele falou trazendo dois copos de refrigerante.
(DC) - Beleza, a gente já terminou.
(Ramona) - Eu mando tudo pra você por e-mail.
- Manda o quê? – Nimbus perguntou não entendendo nada.
- Umas coisas muito legais que ela me falou.
- Ah, é? Também fiquei curioso! Por que não me conta?
- É, conta pra ele que eu vou dar um rolé por aí.

Quando ele saiu, deu uma última olhada para trás e piscou um olho para Ramona, que lhe agradeceu com um sorriso. Depois daquela, o distraído do seu irmão certamente ia reparar mais nela e ver como era uma garota bacana.

Agora ele tinha outra garota em mente e ela estava bem ali conversando com aquele lesado do Cebola. DC esperou que ele saísse de perto dela para conversar com os outros rapazes e resolveu aproveitar.

- Tchau Mônica.
- Oi, DC. Puxa, eu nem te agradeci direito por ter me ajudado! Obrigada mesmo!
- Nhé, nem foi grande coisa assim!
- Seu bobo!
- Tô zoando, você sabe! E aí, tá tudo bem mesmo? Se recuperou de toda aquela doideira? Eu lembro que suas mãos estavam muito machucadas.
- Mas agora não estão mais. Era tudo uma ilusão mesmo.
- Ufa, ainda bem! Você sabe... não quero que nada de ruim te aconteça.

O rosto dela ficou vermelho ao ver que DC estava vindo com aquela conversa outra vez.

- Você fica linda com o rosto vermelho assim, sabia?
- DC...
- Olha, Mônica... eu queria te dizer uma coisa. Acontece que eu... eu...
- Caham! Estou interrompendo alguma coisa?

Cebola apareceu do nada e ficou de frente para DC. Os dois se encararam com raiva e parecia sair faíscas dos seus olhos.

- Você sempre aparece na hora certa, não é mesmo?
- Tá querendo briga por acaso? Olha que eu te dou uns murros! – Cebola falou cerrando os punhos. Foi preciso que Mônica os separasse e mandasse cada um para um lado. Cebola saiu dali protestando.

- Se esse mané ficar se engraçando com você, quebro a cara dele na hora! Tô de olho, heim?  
- Quem tá de olho sou eu, ceboludo!
- Aff! Vocês me estressam, viu? Anda, pára de briga senão dou peteleco na cara dos dois!

Quando tudo ficou calmo novamente, a música continuou tocando, todos continuaram conversando e a festa seguiu seu curso. Quim andava de um lado para outro com um prato de salgadinhos procurando por Magali. Onde ela estava?

Do lado de fora da casa, ela estava encostada em um muro pensando na vida. Apesar de se sentir feliz por ter saído daquele lugar maluco, ela não podia deixar de se sentir mal consigo mesma ao lembrar de que seu ID tinha tentado matar seus amigos. Era seu ID, uma parte sua! Como aceitar que uma parte dela tentara fazer algo tão horrível?

E mesmo assim todos correram para ajudá-la. Ela não teria conseguido sair dali sem a ajuda deles. Isso também a deixava muito triste. Eles devem ter conseguido sair sozinhos, mas ela precisou de ajuda.

- Por que anda tão pensativa, mocinha? A festa não é lá dentro? – uma voz falou e ela viu Licurgo a sua frente.
- Professor... eu tô me sentindo muito mal com tudo isso! Não dá pra acreditar que uma parte de mim tentou matar meus amigos! É horrível demais! Será que eu sou tão má assim?

Ele tirou os óculos para limpar e respondeu.

- Todos temos luz e trevas dentro de nós. Qual lado vence? Depende das nossas escolhas. Você escolheu a luz, subjugou seu lado perverso e fez a escolha certa. Então a luz em você saiu vitoriosa.
- Mas e se eu tivesse escolhido ficar com ela?
- Você não escolheu e é isso que importa. Sua vida está novamente em suas mãos, você pode agora decidir como irá viver daqui por diante. Não pense mais nisso.

Magali abaixou a cabeça, como que pensando e voltou a falar.

- Mas pra sair de lá, eu precisei da ajuda dos meus amigos... sem eles, eu teria comido aquela melancia e tudo estaria acabado!
- Não se deprecie, menina. Sua vitória foi mais difícil porque uma parte sua conspirava contra você. Eles tiveram a ajuda dos seus ID’s, mas você precisou lutar contra ela e vencê-la mais uma vez. Você é mais forte que pensa. Não esqueça disso.

Ela acabou sorrindo novamente. Talvez ele tivesse razão. Só lhe restava aproveitar sua vida e fazer de tudo para que seu lado perverso e egoísta não voltasse a lhe controlar novamente. Ela não queria ver uma parte sua causando estragos na vida dos outros.

- Ai, valeu professor! O senhor é louco, mas é muito gente boa! Até mais!
- Eu não sou louco! – Ele falou torcendo o nariz e acabou sorrindo também. – Sim, sim... tudo bem quando acaba bem.

Magali voltou a festa e deu um grande beijo em seu namorado antes de aceitar o prato de salgados que ele lhe oferecia. Nada mais de passar fome.

Uma música romântica começou a tocar e os casais logo se formaram. Mônica e Cebola dançavam felizes sob os olhares do DC. Bem... ele tinha perdido aquela batalha, mas a guerra estava longe de acabar. Era preciso saber esperar e ser paciente. Uma hora sua chance ia chegar e não ia ter para mais ninguém. Nem para o Cebola.

Licurgo continuou seu caminho pensando em tudo o que tinha acontecido. Ele sabia que os ID’s ainda iam dar muito trabalho. Aquela guerra estava longe de acabar. Mas daquela vez ele estava preparado e seus jovens heróis também.

- É um longo caminho a percorrer. Não tem problema. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo. Mas por enquanto, acho que vou querer churros com doce de leite!

 



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