História Fangs - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Choi Youngjae, Halloween, Im Jaebum, Shiroween, Vampiros
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Palavras 2.341
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


SHIROWEEN!!

Capítulo 1 - Eu poderia te matar, se eu quisesse


Youngjae estava bastante ansioso com a festa, havia passado todo o mês de setembro e início de outubro planejando o grande evento e tentando encontrar a fantasia certa. Pensou tanto e no final resolveu se vestir como um dos personagens de sua saga favorita, e não havia como negar, o uniforme feminino da corvinal ficou impecável em seu corpo, apesar da saia de prega ter ficado um tanto curta, deixando uma boa porção de suas coxas visíveis, — além de que teria que ter o dobro do cuidado ao subir escadas, não que estivesse se importando com tal —, mas tirando isso, os óculos redondos, assim como as extensões que colocou no cabelo que já batia no queixo para fazer duas Marias Chiquinhas tinham lhe caído bem. Havia sido uma ótima escolha se vestir como a Murta-que-geme. A festa dada pela fraternidade Sigma7, realizada sempre no dia 31 de outubro, não importasse o dia da semana, era um evento bastante aguardado pelos estudantes de várias universidades e alguns estudantes do ensino médio. E como um dos idealizadores, se sentia orgulhoso pela proporção de como o evento que havia começado sendo apenas algo para distrair das provas de meio semestre se tornaram algo com direito até mesmo a página no Instagram. A última festa havia contado com setecentas pessoas, com direito a aparição da polícia, mal podia esperar para o que de diferente esse ano aguardava.

Já se passavam das dez da noite, de seu quarto já dava pra ouvir o ruído abafado da música e as vozes das criaturas fantasiadas que já lotavam o lugar. Depois de arrumado, Youngjae saiu de seu quarto e mal havia chegado ao topo das escadas para notar que a casa já estava cheia. A batida estridente de uma música eletrônica soava por todo o recinto, que havia sido decorado de forma que replicasse uma casa mal assombrada, as luzes haviam sido envoltas com papel colorido vermelho, fumaça de gelo seco saía pelos cantos. Desceu as escadas e logo foi bombardeado por conhecidos, alguns elogiaram sua fantasia, outros perguntaram do que estava vestido. Também não foi o único que havia fazer uma homenagem a saga de J.K Rowling, mas de fato era o único em imensidão de Voldemort.

Passeou por toda a casa, como era uma borboleta social não teve aquele que não o conhecesse, e até mesmo aqueles que Youngjae não fazia ideia de quem eram cumprimentou todos. A parada mais longa foi no bar, era um bebedor nato, isso era um fato, mas de todas as bebidas que já ingeriu sempre escolhia a cerveja como melhor opção para ficar bêbado rápido, e naquela noite Youngjae queria ficar nocauteado. Bom, isso foi até seus olhos distinguirem a figura de um vampiro no meio de toda aquela gente. De seu lugar encostado no balcão improvisado n cantinho da sala, conseguiu discernir a figura um atraente vampiro encostado na parede oposta. Ele tinha a aura misteriosa, e não era só pelo seu figurino impecável, e seu olhar predatório. Deu um sorriso em escárnio dando um gole generoso em sua cerveja, ao pensar que, talvez, aquela fosse sua primeira vítima da noite.

Quando terminou a garrafa, jogou-a na lixeira, segurando os olhos no garoto de cabelos vermelhos encostado na parede. Ele usava botas de couro preto, jeans justos de mesma cor, uma camisa formal branca com babados, no estilo vitoriano com respingos de sangue e uma capa vermelha escura, ou era marrom amarrada ao pescoço que arrastava no chão. A maquiagem em seu rosto era realmente incrível, realista e sombria, seus olhos puxados bem delineados, pele extremamente pálida para representar a falta de sol, e no canto dos lábios um filete de sangue escorria, de longe aquela era a melhor fantasia que já tinha visto aquela noite. Quando voltou a encarar os olhos alheios se arrepiou por inteiro ao perceber que era encarado de volta, o vampiro sorriu passando a língua por uma de suas presas, e seus joelhos fraquejaram, que porra, talvez ele que fosse ser a vítima ali. Youngjae observou tudo aquilo em alguns segundos, antes de ser puxado por uma garota fantasiada de chapeuzinho vermelho sexy para a pista de dança. Logo a imagem do garoto fantasiado de vampiro sumiu de sua mente ao ter o corpo da garota contra o seu, os seios pressionados contra seu peitoral, as mãos de dedos longos e unhas grandes cravadas em seu ombro enquanto a beijava como se não houvesse amanhã.

Não durou muito. Em algum momento alguém achou uma ideia brilhante jogar cerveja para o alto molhando todos que estavam perto o suficiente. Youngjae perdeu a garota de vista e quando se virou para sair dali esbarrou com tudo contra um peitoral firme, só não caiu porque mãos rápidas lhe seguraram pelos ombros. A sua frente estava o garoto de antes, o que havia secado por alguns minutos. De perto ele era ainda mais bonito, haviam duas pintinhas acima de seu olho esquerdo e seus lábios finos se abriram em um sorriso assustador.

— Você quer dançar? — O vampiro perguntou. Sua voz baixa, porém bastante clara mesmo com todo o barulho ao redor. As poucas garrafas de cerveja já haviam o deixado levemente bêbado, Youngjae o encarou hesitante, mas quando olhou naqueles olhos escuros, sentiu que não seria capaz de dizer não. Seu olhar tinha algo sinistro que atraiu o jovem, havia uma magia forte o impulsionando de encontro aquele vampiro. Sem dizer nada, ele apenas acenou com a cabeça e voltou para o meio da sala, onde todo mundo estava dançando.

— Eu me chamo Jaebeom, qual seu nome bruxinha? — Jaebeom perguntou enquanto se movia ao ritmo da música eletrônica sendo tocada.

— Não me chame assim... meu nome é Youngjae. — Ele ditou, então ofegou um pouco quando o vampiro passou os braços em volta da sua cintura, mas não protestou e continuou dançando com o outro. Estava um pouco tenso, mas quando Jaebeom se inclinou para sussurrar em seu ouvido que gostou de seu traje, principalmente em como a saia ficou perfeita, Youngjae ficou fervendo, os olhos fixos nele enquanto continuavam a dançar. Foi tudo um pouco absurdo, ele em uma fantasia de Murta-que-geme dançando de forma bastante íntima com um desconhecido fantasiado de vampiro, mas toda a situação se tornou ainda mais imprevisível quando sentiu os lábios e caninos de Jaebeom contra seu pescoço. 

Simplesmente não conseguiu mais pensar, mesmo estando relativamente sóbrio. Saboreou o álcool na língua do outro, passou os braços em torno de Jaebeom quando se inclinou um pouco e começou a pressionar beijos em seu pescoço. Youngjae ficou tão animado quanto Jaebeom, seus beijos ficando cada vez mais apaixonados. Youngjae gemeu contra o beijo quando sentiu a mão do vampiro correndo sob sua saia cinza. E só saiu de seu estado de tontura lascivo quando o vampiro agarrou sua mão levemente e o puxou para abrir caminho na multidão até um canto mais calmo, e pressionou suas costas contra uma parede. Youngjae enfiou os dedos pelos cabelos vermelhos de Jaebeom e seu corpo tremeu quando sentiu as mãos do outro deslizarem por suas coxas, corando quando o vampiro sorriu ao tocar sua boxer.

— Ei, estamos em público.

— Está com vergonha de te pegarem com um vampiro, bruxinha? — Jaebeom murmurou enquanto continuava beijando a pele macia de Youngjae por todo o pescoço, enquanto ele conseguia desfazer alguns botões de sua camisa.

— É claro que não, sanguessuga. — Youngjae gemeu arrastado quando sentiu aqueles lábios finos e a língua quente lambendo seu pescoço, ele não se importava muito se tivessem uma plateia, sinceramente. — Que tal me morder e beber todo meu sangue?

Falou em tom de brincadeira, porém sentiu calafrios quando o murmúrio alheio vibrou contra seu corpo.

— Hmm. — Youngjae sentiu a língua do vampiro traçando sua jugular, e por breves segundos de consciência se sentiu como uma presa acuada por seu predador. Porém foi rápido, tão rápido que nem se importou com isso. — Eu estou com muito, muito tesão.

Jaebeom ditou contra seu pescoço depois de um chupão particularmente dolorido.

— Ah, eu também sinto isso. — Youngjae segurou a semi ereção alheia e expôs ainda mais seu pescoço. — Bom, uma certa bruxinha está esperando que seu sangue seja sugado, então…

— Eu tenho certeza que não é apenas o sangue que ela quer que seja chupado. — Jaebeom murmurou, e o mordeu, chupando um pouco, lambendo o machucado e mordendo novamente no mesmo local, beijando-o.

Youngjae quase não sentiu como uma das pernas de Jaebeom começou a empurrar contra o meio de suas pernas, muito concentrado na dor fininha em seu pescoço, mas com certeza sentiu quando o outro começou a esfregá-la contra seu pau. Um pequeno gemido escapou, que pareceu particularmente alto no meio de todo aquele barulho.

Então, subitamente se lembrou onde estavam. Daquele vez seu breve estado de consciência foi mais forte, colocou as duas mãos contra o peitoral alheio empurrando um pouco Jaebeom para longe de si. Jurou ter visto um brilho vermelho nos olhos alheios, mas rápido como apareceu, sumiu.

— Ei, quer continuar isso lá em cima?

O sorriso que se abriu no rosto do outro foi resposta mais que suficiente.

 

[...]

 

Subir as escadas atracado com outro corpo deveria ser uma tarefa difícil, porém para Youngjae não era nada que não fizesse com frequência. A festa na parte superior da cada corria tão selvagem e animada quanto a parte de baixo. Youngjae guiou Jaebeom até o final do corredor onde ficava seu quarto, que era compartilhado com mais dois veteranos. Só bastou destrancar a porta e assim que a abriu os empurrando para dentro Jaebeom estava em cima de si em um minuto, se esfregando tão bem contra Youngjae que estava começando a enlouquecer, com as mãos apertadas em cada um dos bíceps do vampiro. Era glorioso, mas havia muitas roupas entre eles.

Ele o empurrou enquanto se beijavam, tropeçaram em objetos não identificados espalhados pelo chão, até as pernas de Jaebeom baterem contra a cama e ele acabou caindo ali sentado. Youngjae se acomodou no colo dele e deixou a língua do vampiro passar por todo o seu pescoço, suas presas raspando sua pele, bom, eles não tinham mais nada a fazer, e era Halloween, e Youngjae supôs que todo mundo queria transar com um vampiro no Halloween, certo? E bom, não havia uma festa que não tenha organizado que não havia parado na cama de algum estranho, pelo menos naquele momento estavam na sua cama, quer dizer, na cama de seu colega de quarto, mas não fazia muita diferença.

Puxou a camisa de Jaebeom até ter tê-lo despido em cima de si, o próximo passo era suas calças que pareciam muito apertadas, porém se distraiu com as presas alheias que brilharam sinistramente na meia luz do quarto. Nunca tinha visto próteses tão bem feitas como aquelas.

— Caramba, suas presas parecem de verdade. — Youngjae falou em meio aos beijos trocados com o outro rapaz. Que riu e disse:

— É porque elas são. — O tom de voz dele foi tão sério que foi inevitável Youngjae não rir.

— Claro que são. — Debochou, era só o que faltava, o bonitinho tinha que ser um daqueles nerds estranhos que viviam em cemitérios bebendo vinho e fazendo pactos com demônios, com suas tábuas de Ouija debaixo do braço, e roupas escuras, se sentindo uma criatura da noite.

— Você não acredita em mim?

Youngjae suspirou exasperado. Ele não queria conversar, queria ação, queria aquele monumento de homem lhe fodendo e fazendo valer à pena a sua noite. Virou seus corpos, fazendo com que Jaebeom ficasse deitado na cama e se ajoelhou entre as pernas alheias. Tirou o suéter jogando longe ficando com a camisa branca.

— Cara, eu estou fantasiado de Murta-que-geme, não de Bella Swan.

Em um piscar de olhos, literalmente um bizarro piscar de olhos, se viu preso deitado por cima de Jaebeom e antes que conseguisse reagir sentiu a pele de seu ombro esquerdo romper por baixo da camisa quando os dentes ferozes cravaram em sua pele. Youngjae grunhiu e então arfou, sua respiração descompassada, seus batimentos cardíacos mais agitados, foram minutos que pareceram durar horas. Quando foi solto, com seu olhar nublado encarou Jaebeom que o encarava de volta com seus lábios rubros assim como seus olhos.

Youngjae sorriu.

— Vampiro é? E ainda por cima novato. — Ditou puxando a gola da camisa arrancando uns botões no processo para ver o machucado em seu ombro. — Sua estamina deve ser invejável. — Concluiu, ao ver que os dois furos feitos pelos dentes alheios já haviam se fechado deixando apenas uns resquícios de sangue. Terminou de rasgar os botões da camisa e jogou o pedaço de pano ensanguentado longe.

— Você não está com medo? — Jaebeom perguntou intrigado, as pupilas dilatadas, sedento por mais sangue. — Eu poderia te matar, se eu quisesse. — Youngjae riu se sentando no colo do vampiro. Jaebeom o encarava com atenção, seus olhos vermelhos seguindo cada movimento seu, suas mãos frias mais pareciam brasa contra a pele de suas coxas.

— Porque vampiros estão sempre se gabando dizendo "eu poderia te matar, se eu quisesse". É mesmo? Sério? Não me diga! Da mesma forma que um ser humano poderia, ou um cachorro. Até mesmo um pato bastante dedicado poderia me matar. Você não é especial.

E riu mais uma vez, só que alto ao encarar a expressão confusa no rosto alheio. Quem quer tivesse sido o criador daquele vampiro não havia lhe ensinado muita coisa.

— Você realmente não está com medo?

Como por exemplo, identificar outro vampiro.

— De você? Nenhum pouco. — Youngjae sorriu afoito, sorriso esse que se alargou mais ainda ao ver a expressão de puro choque no rosto do vampiro a sua frente ao notar as suas presas.

Se inclinou sobre Jaebeom, tomou a boca alheia em um beijo, arranhou suas presas contra o lábio inferior dele sentindo um frisson gostoso percorrer seu corpo ao sentir na ponta da língua o gosto de seu próprio sangue. Assim como rebolou com gosto contra a ereção embaixo de sua bunda. E sussurrou contra a boca do outro vampiro.

— Eu poderia te matar, se eu quisesse.


Notas Finais




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