História Fantastic Ages Online (Interativa) - Capítulo 3


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Categorias Dark Souls, Sword Art Online
Personagens Personagens Originais
Visualizações 18
Palavras 6.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá a todos os leitores. Desculpem por ficar sem postar a tanto tempo. Eu tive muito trabalho com algumas questões relativas aos estudos e planejava voltar em julho. Infelizmente só consegui postar hoje, mas espero manter a regularidade de capítulos mensais daqui em diante.

Capítulo 3 - Dragão vs Dragonesa


- Deheuden's Realm Inc. A empresa que construiu o futuro. Construíram um mundo sombrio e fantástico, um lugar de aventuras épicas onde são realizadas proezas extraordinárias, onde os destemidos enfrentam criaturas sombrias em busca de glória, onde os limites da realidade são definidos pela própria imaginação. Fantastic Ages Online, um mundo para onde as pessoas viajam por quem podem ser mas onde ficam pelo que podem realizar.

"Serasar, a cidade dos começos. É o ponto inicial para qualquer um que adentre o mundo de Fantastic Ages. Uma gigantesca metrópole medieval localizada onde as transitórias terras dos lordes convergem. Protegida por dois círculos de muralhas, a cidade está dividida em onze distritos, tão distintos quanto as raças que neles habitam. Cada uma das raças iniciais possuí ali seu próprio domínio mas o trânsito a qualquer parte é livre e indiscriminado. As canções dos bardos trovam e as lendas declamam, quando a harmonia entre as raças for quebrada e capital dos inícios profanada, ao soar dos sinos os lordes deveram deixar seus sepulcros e abandonar seus tronos. Será o início do fim e o fim do início, a ascensão daquele que governará a legião dos heróis. "

O distrito dos draconatos era a definição de grandiosidade. Arquitetura que remetia a magnificência dos dragões. Todas as edificações eram extensas e muito altas, construídas exatamente para impressionar e fazer quem passasse diante delas sentir-se apequenado. Imagens de dragões surgiam a todo o momento: estátuas, afrescos, vitrais e chafarizes. Um atestado do poder das titânicas bestas e da reverência dos draconatos pelas criaturas forjaram a identidade de sua raça.

Em geral as vias daquele distrito eram bastante largas, mas havia também becos e vielas paralelos as carreiras principais. Cherry havia surgido em meio ao distrito élfico, após completar a criação de personagem e através do log in cruzar os portões daquele mundo.

Ainda confusa com os comandos e o painel de jogador, ela acabou utilizando o teletransporte local e foi aleatoriamente para outro distrito. Era tudo muito novo, a primeira vez que ela vivia todas aquelas sensações. Sua atitude provavelmente a delatava, uma novata. 

A elfa caminhou um pouco por entre aquelas vias larguíssimas e observou as efígies dracônicas de pedra e tinta dos nos largos vastos e sobre os faraônicos edifícios daquele novo distrito.

Jogadores surgiam e desapareciam sob um brilho azulado e ao som do despedaçar de cristais. Muitos outros negociavam nos mercados, conversavam entre si e viviam aquela realidade que parecia mais real do que o mundo de onde ela viera.

Sem pressa, porém sem rumo, Cherry observou um grupo de jogadores conversando mas não se aproximou. Eles pretendiam formar uma equipe e começar a explorar, eram quatro: dois draconatos, uma elfa e um humano. Não perdem tempo. Foi o que ela pensou. Pensava também que com a pouca experiência que possuía unir-se a novos jogadores não seria exatamente proveitoso. Na melhor das hipóteses eles iriam esbarar uns nos outros, suas táticas seriam desorganizadas, as funções da equipe poderiam ficar desbalanceadas e eles acabariam atrasando uns aos outros até finalmente começarem a ganhar experiência e principalmente habilidade para atuar como grupo.

Na pior eles seriam jogadores melhores que ela e então a própria Cherry é que seria desastrada, descoordenada e os atrasaria. Aquela insegurança não era típica dela, mas a elfa sabia como as pessoas se irritavam facilmente quando seus esforços em jogos virtuais não rendiam resultados e também como facilmente encontravam no membro mais fraco de um grupo o bode expiatório de seus fracassos.

Ela suspirou e muito por acaso flagrou-o enquanto adentrava uma das vielas paralelas a principal. Altivo e robusto, equipamento superior e atitude confiante. Ela se levantou num salto, os reflexos físicos acompanhando a velocidade com que a ideia surgia para ela. A solução era um examinador beta. 

Ela ganhou aquela ruela abarrotada em alta velocidade. Escamas pálidas, o corpo vigoroso protegido por uma armadura de placas negra e púrpura. Ela o chamou: 

- Ei, você aí ! Você esteve no teste da fase beta, não é ?

Ele parou. Logo as pessoas começavam a desviar. Agora que seu alvo estava estático Cherry percebeu que estava certa. Outros jogadores encaravam-no curiosos. Naquela viela, barracas de toldos coloridos encontravam-se de ambos os lados da rua, onde Personagens Não Jogáveis negociavam com jogadores todo tipo de mercadorias. Ela esperava, alguém tentou passar por aquela via cavalgando, ao notar sua largura, o amontoado de gente e a enorme figura em uma armadura de placas roxa, ele desistiu.

O draconato voltou-se para ela e encarou. Sua face amedrontadora carregava a nobreza dos guerreiros sagrados.

- O que foi ? - inquiriu ríspido.

A elfa estremeceu diante do tom. Cherry recuou um passo. Mas agora iria até o fim, afinal já havia começado a conversar com ele. Fugir seria muito suspeito.

- Desculpe se eu o incomodei - sua voz soou trêmula, nada bom ela entregou que estava assustada - Você estava no teste beta não estava ? 

- Sim - respondeu e continuou encarando.

Péssimo. Ela podia sentir que aquele jogador não estava interessado, aliás ele parecia incomodado com o fato de ter sido interrompido. 

- Hoje é meu primeiro dia - isso não começou nada bem, melhor dizer logo o que eu quero - Por favor me ensine o básico !

Ela juntou as mãos, unindo linguagem corporal a verbal para intensificar o pedido. Cherry olhou para ele cheia de expectativa. O draconato de repente pareceu desconcertado. Ele pigarreou.

- Primeiro, qual seu nome ? - perguntou.

Ela quase respondeu Cheryl Leviels, mas então se lembrou de aquele era outro mundo e ela respondia por outro nome.

- Cherry. Meu nome é Cherry. E o seu ? 

-  Meu nome é Balasar. Cherry você não se importa de pedir a um estranho para ensina-la ?

A elfa sorriu para ele.

- Eu achei que seria divertido interagir com alguém desconhecido. - Mentiu - Ou vai me dizer que na vida real você só joga com os seus amigos ?

Ela riu. Balasar ficou estranhamente sisudo. 

- Acho que não estou interessado. 

Ele começou a se mover, o trânsito naquela rua estreita melhorou um pouco. Ela havia conseguido, ela podia sentir que atitude dele havia melhorado, mesmo que por uns poucos segundos. Então o que foi aquilo ? Ela tentou fazer uma brincadeira e de repente eles voltaram ao início. Talvez ele não fosse tipo divertido ?  

Ela não pensou duas vezes, agora era tudo ou nada. Correu para interceptá-lo. Felizmente batalhas somente eram autorizadas em cidades com requisitos formais de duelos, ela não esperava que ele chegasse tão longe apenas por uma pequena chatiação. Cherry foi mais rápida, seus movimentos eram velozes e graciosos.  Ela colocou-se novamente entre Balasar e seu destino.

- Espere ! - ela abriu os braços para impedi-lo de continuar - Eu vou te contar. É a primeira vez que estou jogando e imaginei que conhecer alguém do beta poderia me ajudar a evoluir mais rápido. Quando vi você com toda essa pose achei poderia me ensinar e assim eu teria chance de ficar forte mais rápido.

O meio-dragão ergueu uma sobrancelha enquanto a encarava. Agora outros jogadores ouviam aquela conversa. Após ponderar alguma coisa Balasar observou as redondezas e suspirou. 

- Muito bem - foi o que respondeu para espanto geral e da própria Cherry - Tem uma área em específico por onde quero começar. Não é a área inicial mais fácil, mas se estiver disposta venha comigo até o mercado. Eu pretendo formar uma equipe lá.

Juntos agora seguiam para o centro de Serasar. Eles caminhavam em silêncio, lado a lado pelas espaçosas vias do distrito dos draconatos. Os dragões sobre os edifícios a observá-los.

- Então ... - Cherry tentava encontrar assunto para conversarem, mas não conseguia pensar em nada.

- Posso fazer uma pergunta ? - o vozeirão de Balasar ribombou nos ouvidos da elfa.

- Acho que você já fez - ela riu. 

Imediatamente arrependeu-se da piada, pela expressão ele não era obviamente o tipo divertido. 

- Eu suponho - a voz dele soou estranha. Será que a presença dela o incomodava tanto assim ? Provavelmente ele ia começar a ignorá-la - Mas se você me permite outra, por que escolheu a combinação de elfa e mística ?

Aquilo a pegou de surpresa. O que ele queria dizer ?

- Quer dizer - ele continuou, parecendo desconcertado com a confusão dela - Os elfos são uma raça comum entre as garotas, eu acho. Eles são altivos e longevos. Guerreiros que interpretam a vida e a natureza de forma mais contemplativa que as raças de vida mais curta. 

Ele parecia entender bastante de como funcionava a realidade fantástica. Um nerd ? Talvez fosse mais útil do que um examinador beta comum. Mas ele estava errado, elfos tem boa aparência. Garotas gostam de ser bonitas ! O que foi ? Agora é crime querer se sentir bem com a aparência do seu avatar  ?

- Você está certo. - respondeu com um sorriso sem graça.

- Todavia - ele continuou, agora impulsionado pela confirmação dela - Místico é uma classe bastante difícil de jogar. Para começar é muito difícil ganhar experiência inicial no jogo com uma classe com tão poucos atributos físicos, ainda mais sozinha.

Eu achei a ideia do poder psíquico legal seu inconveniente. Só porque eu não pensei tão bem na combinação inicial não significa que você tem que ficar me julgando !

- Que bom que eu não estou mais sozinha.

- Mas esse é um fator que você não é capaz de controlar. Devemos estar preparados se a situação exigir que joguemos sozinhos. Por que você escolheu essa classe ? 

Idiota ! Idiota ! Se acha um espertalhão ?! Fica fazendo perguntas imbecis ! Idiota ! Morra !

- E sou do tipo que gosta de desafios - a elfa respondeu olhando confiante para ele.

- Entendendo. Isso me ajuda inclusive a entender melhor o contexto em que estamos. Pensando melhor ....

Ele parou por um momento. Pensando melhor o que ?! Ãn ?! Nerd maldito que deve morar no porão da mãe !

- Pensando melhor você é uma novata digna de admiração. - ele sorriu para ela.

Era isso que ele queria dizer...

-Chegamos - ele anunciou.

- Uau !

Cherry então parou de prestar atenção em seu companheiro e observou o local em que estavam. Defronte a eles uma alta muralha de pedras cinzentas. Havia ameias no topo daquele monstruoso paredão de defesa e um passadiço, porém sem guarda algum. Um enorme portal em forma de arco garantia a passagem através da muralha. Seus sólidos portões de madeira estavam abertos e as grades, que a companhavam os portões na barragem do arco, levantadas. No topo da curvatura mais um dragão, esculpido de costas para a muralha ele observava atento todos aqueles que chegavam e partiam.

- Para onde vamos ? - perguntou a elfa admirando a arquitetura do lugar.

- Para o distrito central é claro - respondeu Balasar - O melhor lugar para formar uma equipe, conseguir itens a bons preços e é claro conseguir informações. 

Ao atravessar o portal a dupla se viu então num ambiente bastante distinto do que era o distrito dos draconatos. Em comum aquelas duas áreas possuíam a grandiosidade, em contraste praticamente todo o resto.

O distrito central era uma vastidão de edifícios esplendorosos num arco-íris de matizes que se projetava em direção aos céus. Carruagens cintilantes trafegavam através de vias largas com impecáveis calçamentos de pedra. Havia dirigíveis no céu, numa impressionante demonstração de um balé aéreo, um gigantesco anfiteatro nos moldes da antiguidade clássica, um enorme Santuário com complexos de templos de colunas espiraladas e telhados triangulares repleto de estátuas das mais diversas divindades, um enorme palácio com torres cônicas que rasgavam o firmamento e por fim um grande mercado ao ar liver, abarrotado de vendas com seus toldos coloridos e ambulantes gritando a plenos pulmões a qualidade e o preço de suas mercadorias. O distrito era uma mistura do medieval com a temática steampunk, uma ambientação que apenas a fantasia poderia produzir e que atraía os jogadores as multidões.

Cherry olhou para Balasar estupefata.

- Eu retiro meu uau de antes. Agora sim: uau !

O draconato foi tomando a dianteira, aquilo era impressionante com certeza, mas ele já conhecia aquele mundo. A elfa seguiu em seus calcanhares.

- Vamos seguir para a arena ? - ela perguntou entusiasmada - Tenho certeza de que há vários jogadores para montar uma equipe.

- É claro - Balasar respondeu - Mas antes vamos precisar de alguns itens.

Os dois seguiram em direção ao mercado de tendas coloridas. Os padrões eram os mais diversos, listrados, quadriculados e losangos, tal qual eram as mercadorias. Itens mágicos reluzentes, poções com aromas exóticos, alimentos com texturas tão verídicas que chegavam a dar água na boca. Era uma profusão de sensações, que como um todo criava uma atmosfera vibrante e agradável aos que por ali perambulavam. Ouvia-se o som de milhares de vozes, pechinchando, expondo, questionando e aceitando.

Um ambiente quase todo inspirado nas feiras livres medievais que alavancaram o renascimento comercial europeu, entrecortado ocasionalmente por algum aspecto da temática steampunk. Autômatos carregando caixotes, grandes recipientes de vidro luzindo como algum aparato da tesla ficção, grandes engrenagens a girar para algum mecanismo e mesmo ocasionais membros mecânicos rudimentares em alguns dos Personagens Não Jogáveis.

No centro daquela amálgama tecno-medieval, irrompia uma estátua de grande altivez. A figura eternizada na pedra era a de um homem idoso de longos cabelos e barba, trajado em vestes régias e usando uma coroa de esplendor. Um de seus braços estava erguido formando um ângulo de noventa graus e no punho cerrado ele carregava o que parecia ser um raio. Com a outra mão ele apontava um dedo na direção do céu, onde o Sol brilhava forte naquele dia. A estátua ainda parecia um estranho brilho pálido, provavelmente emanando algum tipo de luz mágica.

- Quem é aquele ? - perguntou Cherry apontando a estátua.

- Pholtus - ele respondeu sem olhar para ela, aparentemente a procura de algo ou alguém - O deus da lei e da luz. Ele possuí um templo no Santuário dos Grandes Deuses e é uma das escolhas mais populares entre os clérigos e paladinos.

- Mas deuses existem neste mundo ou eles são apenas parte da história do jogo ?

- Eu não chegaria a dizer que é impossível a existência algum deus no mundo real, apesar de eu mesmo achar implausível. Mas eu entendo a sua pergunta, nesse mundo os deuses são muito mais palpáveis vamos dizer. Eles são os personagens não jogáveis mais poderosos do mundo e aqueles que fornecem o poder dos milagres aos clérigos. 

- Não aos paladinos ? 

- Não, apesar de a fé ser importante para um paladino. O que determina a existência, quantidade e força de seus milagres desta classe é seu juramento sagrado. 

- Ahn, entendi. - Ela não entendeu.

- Mas nós podemos encontrar os deuses ? 

- Teoricamente sim.

- Como assim teoricamente ?

- Você não leu as descrições do jogo não é ? Os deuses vivem em Anor Londo, também conhecida como a Cidade dos Deuses ou a Grande Capital dos Deuses. A cidade contudo está inacessível e ela fica bem distante de Serasa. É preciso atravessar uma infinidade de áreas para chegar até lá.

- Hum.

- Ali está quem eu procurava.

Balasar apontou na direção de uma figura um tanto excêntrica. Não era possível discernir o sexo, dado que estava vestindo um longo robe cinzento com capuz e um manto pesado por cima. Quem quer que fosse ou o quer que fosse estava sentada de pernas cruzadas e cabeças baixa, com as mãos enluvadas sobre os joelhos. Atada a ela por uma corda gasta havia uma espécie de carroça, abarrotada de sacos pardos bem apertados. Brotando de uma das laterais da carroça havia ainda um lampião apagado, que talvez ela utilizasse para se locomover com toda aquela tralha durante a noite. 

- Comprem alguma coisa, qualquer coisa... - disse a estranha figura com uma voz feminina idosa - Vamos, agora ajudem uma pobre idosa e comprem alguma coisa.

- Melentia - Balasar se aproximou, Cherry usava seu corpanzil para não se aproximar muito da idosa, que além dos trajes inapropriados para um dia como aquele, não inspirava aproximação pelo fato de feder a alguma coisa podre.

- Keh heh heh - riu-se a velha - Oh, você de novo. Vá em frente para você é mais barato.

A elfa ficou um pouco surpresa com aquilo.

- Balasar, você a conhece ? - perguntou erguendo uma sobrancelha.

- Sim. Quando eu participei do teste da fase acabei descobrindo-a por um acaso. Os preços dela são melhores que média dos Personagens Não Jogáveis e muito mais baratos que os dos jogadores. 

O draconato então encarou-a seriamente de cima para baixo. Eles se afastaram um pouco.

- Entenda, a aparência dela pode ser um pouco inusual ... 

Ambos direcionaram um olhar de esgueira a figura da velha, empacotada no pesado manto sob o Sol forte.

- Mas ela cobra apenas trezentas moedas de prata por cada joia da vida e uma moeda de ouro pela poção de cura.

Cherry ergueu os ombros e espalmou as mãos em rendição.

- Você é o examinador beta.

Enquanto Balasar remexia nas sacolas da carroça da mercante e observava com atenção algumas pedras de coloração dourada e frascos com líquidos brilhantes, Melentia voltou-se para a elfa que o esperava próxima.

- Meu nome é Melentia. Você é uma estranha nestas terras ? - perguntou.

Parece que aquela era a parte do "Roleplaying". Seria a primeira interação de Cherry com um Personagem Não Jogável.

- Aparentemente - ela respondeu enigmática e deixou a palavra pairar. Estava orgulhosa, aquela resposta fazia o tipo da sua personagem.

- Tudo o que temos são estranhos hoje em dia. Todos se foram e partiram. Serasar tornou-se vazia com o fim da guerra e ninguém jamais precisou levantar-se outra vez para combater na capital dos começos.

- Aqui está Melentia - Balasar retornou interrompendo a conversa, ao que parecia era proposital - Dez joias da vida e cinco poções.

A velha estendeu a mão enluvada formando uma concha com ela e pareceu levemente menos cabisbaixa enquanto esperava algo de Balasar. Ele não se demorou e esparramou um punhado de moedas de prata e ouro sobre a mão da comerciante, que imediatamente cerrou o punho.

- Eu gentilmente agradeço. Keh  heh heh.

Os dois seguiram seu caminho, atravessando as estreitas vias entre as barracas e disputando espaço na caminhada com milhares de jogadores que continuavam suas próprias pequenas peripécias naquele mercado.

- Você só deve conversar com Melentia se desejar realizar a missão dela - comentou Balasar caminhando ao lado de Cherry.

- Como assim ? - ela voltou-se para ele confusa.

- Os Personagens Não Jogáveis tem inteligência o suficiente para manter diálogos com você como se fossem pessoas reais, mas se conversar muito com eles acaba recebendo missões que deve cumprir. Eu já fiz a quest dela, foi assim que acabamos nos tornando aliados. Não é muito difícil e você pode ativar a missão no lugar para onde estamos indo.

A elfa deu um leve soquinho no braço de seu parceiro. 

- Com certeza pedi à pessoa certa para me ajudar.

Eles caminharam afastando-se do mercado em direção a arena, também no Distrito Central. Avançando, passaram por um grupo de Personagens Não Jogáveis que aparentavam ser algum tipo de pregadores.

Todos trajavam vestes clericais brancas, usavam capuzes e sobre os ombros estolas com detalhes em dourado. Os pés estavam descalços e eles incessantemente tocavam sinetas enquanto bradavam uma espécie de profecia apocalíptica. Os rostos cobertos por máscaras douradas, que simulavam rostos humanos sem expressão, faziam-nos ainda mais atemorizantes e a voz saía metalizada por debaixo de toda aquela paramenta.

- Talvez vocês já a tenham visto, quem sabe num sonho. Uma terra lúgubre e esquecida. - clamou o primeiro.

- Um lugar onde as almas podem reparar suas mentes doentias. Você perderá tudo. Uma vez marcado. - reverberou um segundo.

- O símbolo da maldição. Um augúrio das trevas. - um terceiro juntou-se a arenga.

- Agora nós iremos para a arena. - Balasar decretou.

Cherry observou-o concordando. Eles estiveram juntos desde pouco tempo depois de ele retornar àquele mundo. Balasar sabia que suas aptidões sociais estavam longe de serem sequer aceitáveis, o que resultou nele tentando falar o menos possível e limitando-se a responder as perguntas dela. Em determinado momento porém, para compreender melhor a situação e meditar sobre como ele faria para ajudá-la, ele teve de fazer-lhe algumas perguntas também. 

A presença dela fazia ele ficar desconfortável. Destarte sua quase nulidade nas interações sociais, ele possuía ainda menos destreza com o sexo oposto. E o fato dela ser muito simpática não o ajudava. Tudo bem. Ela poderia nem mesmo ser garota na vida real, mas se era esse o caso, o jogador por trás de Cherry sabia como interpretar. O que mais deixava Balasar nervoso era seu senso de humor, ela parecia alguém brincalhona e extrovertida. Ele não sabia muito bem como reagir aquelas interações. Esperava apenas que ela não pensasse nele como alguém enfadonho.

Absorto, Balasar mal reparou quando uma figura de manto e capuz aproximou-se interpelando-o. Obrigado a parar, percebeu que Cherry, em seus calcanhares, também o havia feito e observou quem se interpunha em seu caminho. Diante de Balasar estava uma figura baixa e esguia,trajada num manto azul escuro e com um capuz a ocultar-lhe a face.

- Desculpe-me - foi o que disse o draconato - Parece que esbarrei em você.

- Não, você não esbarrou. - a voz era feminina - Eu o interceptei de propósito.

Aquilo alarmou o paladino. Balasar recuou um pouco, sem realizar movimentos muito bruscos. Cherry parecia ter sentido a tensão e recuou junto a ele. 

- Quais são suas intenções ? - perguntou sem rodeios.

A reposta dela foi abrir uma tela de jogador a sua frente. Ela executou alguns comandos rápidos e então o manto que vestia desintegrou-se num clarão azul e ao som de cristais se quebrando. A aparência daquela misteriosa era a de uma bela garota de pele alva, levemente rosada. Era de altura mediana e construção corporal leve.

Os olhos eram relativamente grandes, num formato triangular um pouco oval e da cor verde, um pouco puxado para um tom mais escuro, não tão vivos e brilhantes quanto uma esmeralda, e nem tão mortos quanto um verde musgo. Seus cílios eram grandes e as sobrancelhas finas, da mesma cor do cabelo. Ela possuía um nariz pequeno e levemente arrebitado, logo abaixo estão seus lábios, finos, mas ao mesmo tempo carnudos, e levemente rosados, mesmo que ela não utilizasse maquiagem.

Os cabelos eram loiros, num tom de amarelo um pouco pálido, mas ainda com um brilho dourado. Curtos alcançavam até um pouco abaixo de seus ombros e ela os deixava amarrados em tranças atrás de sua cabeça, unindo-os com uma fita azul enquanto duas mechas na frente das orelhas modelavam seu belo rosto. Sua franja estava dividida em duas, mostrando parte de sua testa.

Sobre a cabeça, chifres curvados de cor branca que ficam um pouco escondidos pelo seu cabelo e nas laterais do rosto e no pescoço ela possuía escamas reptilianas. Sinais que delatavam, apesar da aparência, que ela não era humana.

Balasar ficou pasmo. Cherry não entendeu, mas ele sabia de quem se tratava.

- A Dragonesa da Eterna Noite da Lua de Aço  ? A Santa da Lei Solar ? Uma entre os Top10 examinadores beta ? 

- Espere - interrompeu Charry voltando-se para Balasar - Como alguém pode ser a eterna noite de lua negra e uma santa do Sol ao mesmo tempo ?

- São os títulos que ela recebeu entre os examinadores - ele devolveu sem tirar os olhos da garota a sua frente - As espadas dela chamam-se Iroon Moon e Stay Night, a segunda um item raro muito poderoso. Por isso lua de aço e noite eterna. Ela também é paladina e serve ao deus Pholtus, por isso santa da lei solar.

- Mas por que dragonesa ?

- Ela é uma draconata.

- O que ?! - exclamou a elfa agora dando uma boa olhada.

Os ombros da garota a sua frente eram curtos, seguindo para seus braços esbeltos e aparentemente fracos, que a partir do pulso estavam cobertos por escamas de cor branca. Os seios eram de tamanho mediano, nem tão pequenos nem tão grandes, pouco perceptíveis graças à sua armadura. Sua cintura era fina, proporcional ao seu corpo, e seus quadris medianos, ligeiramente torneados.

- Ela não parece em nada com você. - foi a conclusão.

- Esse é um avatar raro. Impossível de conseguir, ou pelo menos deveria ser.

- Sua companheira parece não me conhecer. Devo interpretar que ela seja uma novata.

- Exatamente.

- Mas não foi por ela que eu vim até aqui, Baluarte Dragão Púrpura. Eu tenho bastantes títulos e fama mas você como um dos examinadores beta Top50 não deveria se intimidar tanto, Balasar.

Como ela sabia tanto sobre ele ?

- Eu não estou intimidado, Saber - ele pronunciou seu nome vagarosamente - Sou apenas cauteloso. O que é que você quer ?

- Estou aqui para desafiá-lo para um duelo.

- Um duelo ? A troco de que ?

- Não é educado ficar perguntando os motivos de uma dama. Mas se você vencer eu te conto.

- Você não parece exatamente vestida para lutar - ele observou.

Saber usava uma camiseta de manga longa branca com um laço azul em seu pescoço, uma saia longa azul, meia-calça preta e botas de couro marrom. Além das vestes sua armadura era incrivelmente básica: um peitoral, luvas, cotoveleiras e joelheiras de ferro.

Uma tela de jogador abriu-se defronte a Balasar em resposta: 

 

Desafio para um duelo !

A jogadora Saber desafia o jogador Balasar para um duelo.

Aceitar                                            Negar 

- Está com medo ? 

Balasar olhava de Saber para a tela a sua frente. Liberdade. Ele sentia-se vivo, ele estava de volta aquele mundo. O draconato tocou na tela para aceitar o duelo. Imediatamente surgiu sobre os dois uma contagem regressiva de cinquenta segundos, era tempo de equiparem os equipamentos e itens que utilizariam e discutirem alguma regra particular aquele duelo. Acima deles pairavam também seus respectivos nomes, raças, classe e níveis.

Balasar (Draconato) - Paladino de Nível 150

Saber (Draconato) - Paladina de Nível 350

Aqueles que estavam próximos pararam para assistir e logo formou-se uma comoção na região. Um duelo e obviamente pelos níveis entre examinadores beta, logo no dia de estreia do jogo. Burburinhos eclodiam aqui e ali, conjecturando qual o motivo por detrás daquele duelo e analisando ambos os combatentes. 

Ao observar que havia duzentos níveis de diferença entre ele e Saber, Balasar não desanimou. Pelo contrário, ele sentia que estava em chamas para aquele duelo. Agora o draconato estava sob os holofotes e, de repente tomado de uma confiança súbita por ser Balasar e não quem era naquela outra realidade estúpida, resolveu dar o show que o público desejava. Ele equipou seu escudo de corpo, feito de aço negro e com a insígnia de um dragão púrpura.

- Bahamaut ! - gritou invocando o deus dos dragões metálicos e da nobreza. 

Em resposta a seus grito ouviu-se um temível rugido carregado de grandiosidade e uma efígie semelhante aquela em seu escudo, porém prateada, reluziu nos céus. Saber sorriu para ele.

- Pholtus ! - ela exclamou e ergueu um dos braços com o punho cerrado.

Na mão erguida da paladina do deus da luz e da lei formou-se um raio. Ela de súbito ajoelhou-se e fincou o raio no chão invocando um brilhante cegante que a envolveu. Depois a paladina equipou uma espada de metal bastante comum, com o cabo azulado contendo anéis brancos e dourados. Na lâmina abria-se uma fenda losangular quase na ponta. Ela girou a espada displicentemente numa das mãos e então em guarda apontou-a para Balasar. Aquela era Iron Moon.

A contagem regressiva já quase chegava em zero e o paladino de Bahamut equipou também sua arma. Em suas costas surgiu uma bainha de couro para uma espada longa. Ele ainda não a havia sacado mas a espada deveria ter por volta de 1,70m.

Comecem !

Balasar sacou sua espada. Uma espada grande de aço da melhor qualidade  com símbolos e palavras em Dracônico gravados nela. Ele observou cautelosamente sua adversária e então se sobressaltou. Assim que Saber começou a se mover ela tornou-se um borrão diante de Balasar e avançou contra ele. O paladino de Bahamut mal acompanhava seus movimentos e ela começou a direcionar uma série de cortes e estocadas contra ele. 

A dragonesa era um verdadeiro furacão mas ele não recebera o título de Baluarte Dragão Púrpura por acaso. Sua defesa era quase impenetrável e pressionado ele não realizaria movimentos que o expunham, pelo contrário Balasar abrigava-se atrás do escudo e apenas executava manobras defensivas acanhadas. 

De repente, como se houvesse utilizado uma magia para teleportar-se, Saber estava atrás dele numa posição bastante vantajosa. Ela desferiu uma estocada certeira com a espada, mais rápido do que ele poderia executar um giro para defender-se com o escudo. Balasar então a surpreendeu e erguendo a espada levou-a num movimento ousado até as costas, bloqueando a lâmina de Saber com a sua própria. Ela era muito mais veloz e com certeza possuía uma força considerável, mas num embate direto em que ela tentava forçar sua lâmina sobre a dele o draconato a bloqueava com alguma facilidade.

Ela deu um salto para trás recuando. O público aprovara a batalha até ali, uma gritaria se espalhou entre a platéia com torcedores de ambos os lados. Um gnomo passava apertado em meio a multidão recolhendo ouro de apostas.

- Você realmente sabe como se defender. - comentou Saber.

- E a sua velocidade é impressionante - devolveu ele - Eu pensei que essa armadura básica era o jeito de você dizer que estava me subestimando, mas com certeza você ganha algum bônus em velocidade.

- Será ? - ela sorriu inocente.

Enquanto conversavam o corpo dela começou foi envolto por uma luz dourada. Cego por alguns segundos, Balasar se encolheu ainda mais por detrás do escudo. Quando voltou a enxergar foi tomado por um súbito sentimento de medo. Saber usava um régio manto luminoso e sobre sua cabeça estava uma coroa que era uma auréola. Em uma das mãos a paladina de Pholtus trazia um raio e com a outra ela apontava para cima. Sua presença era esmagadora, o adversário estava paralisado.

Saber arremessou contra ele o raio que estava em sua mão, o projétil atravessou o escudo e explodiu contra o peito de Balasar. A vida do draconato diminuiu um pouco e ele continuava pasmo enquanto um segundo raio formava nas mãos da oponente. 

- Dano psíquico - Cherry ouviu alguém da platéia comentar - A benção de Pholtus misturada ao juramento dela paralisaram o outro, esse raio não é real, apenas uma tradução do efeito que essa aura luminosa está tendo sobre a mente dele.

Balasar forçou-se a controlar sua mente. Ele murmurou uma prece a Bahamut e invocando seu juramento sagrado invocou um milagre. Uma cúpula de energia prateada o envolveu, impedindo que o brilho emanado de Saber o atingisse. Seus movimentos fluíram e seus pontos de vida pararam de cair.

- Muito esperto - comentou sua adversária - Mas será que é o bastante ?

Ele arfava.

- Por que você não vem descobrir ?

O manto de luz que envolvia Saber pareceu se intensificar e por detrás dela surgiu a figura de Pholtus. O deus era luz. Seus longos cabelos e barba, suas vestes régias e coroa de esplendor. 

- Largue esse escudo ! - exclamou a paladina com uma grave e soberana voz masculina sobrepondo-se a dela.

Os olhos de Balasar desfocaram como num transe. A boca do Draconato pendeu e com uma expressão estranhamente abobalhada ele derrubou seu escudo. 

- Te peguei.

Um estrondo irrompeu, era Saber investindo a toda velocidade e de espada em punho. A estocada estava armada e trespassaria a armadura e o peito do oponente naquele golpe. Tudo pareceu então estar em câmera lenta, com a adversária já quase sobre ele Balasar recobrou a consciência. Ele via tudo com perfeição, cada passo, a estocada armada e é claro tinha um vislumbre de sua derrota. Agora era tudo ou nada.

Saber percebeu que os olhos dele entraram em foco novamente. O draconato rugiu em resposta a sua investida e ela percebeu que ao invés de inutilmente tentar recuperar o escudo ele movimentou a espada. Aquela enorme espada de aço então desceu sobre ela, envolta num brilho prateado, pouco antes da paladina estraçalhar a armadura e fincar sua espada no peito do dracônico. 

Câmera lenta. Todos pareciam prender a respiração. Choque. Para não ser atingida Saber desviou para o lado, sacrificando a maestria do golpe que com certeza a conduziria a vitória naquele duelo. A espada dela de fato atravessou a armadura placas roxa de Balasar, mas atingiu com um corte na lateral do corpo. Ferindo-o mas não derrotando-o. A espada dele, por sua vez, desceu pesadamente cortando o ar e colidindo contra o calçamento de pedra, que explodiu com o impacto.

Uma nuvem de poeira subiu. Balasar caiu sobre um joelho, levado ao limite naquela proeza. Saber se afastou com leveza, abrindo espaço entre os dois. Quando a poeira baixou, o público que se segurava foi finalmente ao delírio. Aquela era uma grande batalha.

- Você foi muito bem - Saber encarou-o com complacência - Se fosse um pouco mais forte este duelo teria valido mais apena para nós dois.

- O que quer dizer ? - ele agora respirava com muita dificuldade - Isso ainda não acabou ! 

- Você está certo, acaba agora. 

A mão de Saber reluziu num intenso brilho dourado. Uma forma alongada começava a se forma nela, seria outro raio ? Mas desta vez surgiu uma espada longa. O cabo, a guarda e a base da lâmina azul e dourada, inscrições rúnicas e um ponto rubro que era uma joia. A espada rara, Stay Night. Ela embainhou Iron Moon e assumiu postura com a nova espada.

- Como ? - Balasar estava incrédulo - Você não equipou. Agora além de um avatar raro invoca armas livremente em combate ?

Aquilo chocou o público. Balasar não tinha maldade na pergunta, ele estava realmente surpreso, mas a forma como disse fez parecer que Saber trapaceava,

- Não é isso - ela tratou de se explicar - Eu recebi uma benção de Pholtus durante uma missão no período do teste beta e agora posso invocar armas livremente num clarão através da vontade do deus. 

- Acabou, Balasar.

Aquela última frase seguiu-se um estrondo e então novamente Saber investiu. As forças de Balasar estavam minguando, ele agora era incapaz de seguir os movimentos dela. O draconato esforçou-se para se colocar de pé e com dificuldade manteve-se. Era realmente o fim.

Ele colocou a espada na horizontal, segurou firmemente a guarda com uma das mãos e com a outra forçou a palma na parte rompa da arma. Desta vez o impacto o atingiu em cheio, Stay Night quebrou a espada dele, atravessou o peitoral de aço da armadura e por fim o peito de Balasar, tingindo o púrpura de carmim. Ela esperou alguns segundos, a vida dele se esvaía junto ao sangue jorrava livremente pelo buraco na armadura. Saber puxou a espada. Balasar se movimentou, fincou a espada no chão e colocou ambas as mãos sobre o cabo. O último ato antes de sua barra de vida zerar, o corpo não pendeu. Mesmo no momento derradeiro ele não se curvou.

Vencedora: Saber

Ninguém ousou se aproximar de Saber. Stay Night desapareceu de suas mão num clarão. Ela olhou para seu adversário, derrotado mas não prostrado. Em breve, pensou. A paladina de Pholtus deu as costas vitoriosa e partiu dali, perdendo-se entre a multidão. Lentamente quem assistia começou a aplaudir e então o clima tenso ganhou ares festivos novamente. 

Como era um duelo, o avatar de Balasar não se desapareceu rompendo-se como cristais. Depois de cinco minutos sua barra de vida encheu-se novamente e ele estava curado dos ferimentos. O draconato sentou-se pesadamente no chão. As pessoas vieram cumprimenta-lo, ele fizera uma boa luta, um PvP inaugural memorável para Fantastic Ages. Passou-se algum tempo e as redondezas voltaram a normalidade.

Balasar sentia-se aliviado, ele se saíram bem contra uma Top10 do Beta, mas no fundo havia dentro dele uma pontada de decepção pela derrota. Mas as conquistas e perdas eram o que faziam aquele mundo fantástico. E morte, que constava no título da nova edição do jogo, era um elemento com o qual os novatos logo descobririam que o flerte era perpétuo.

- Será que ainda da tempo de eu pedir pra ela me ensinar ?

Cherry chegou por detrás dele, ela o encarava com um semblante zombeteiro.

- Cala a boca.

A elfa riu e estendeu uma mão para ajudá-lo a se levantar. O paladino aceitou de bom grado e colocou-se de pé.

- Vamos - ele disse para ela.

- Vamos ? 

Balasar sorriu.

- Para arena. Estamos indo formar uma equipe.

 


Notas Finais


Obrigado a todos que lerem este capítulo. Espero que tenham gostado, não deixem de comentar para deixar suas críticas e sugestões. Juntos tornaremos esta história divertida para todos. Lembrando que ainda temos vagas para participar.


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