História Fantásticos - Capítulo 25


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nada é tão frio quanto uma pessoa sem amor.

Capítulo 25 - Coração congelado


Coração congelado

 

               Ela chora, ali, sozinha. Apenas com aquele corpo, deitado, caído, parado ali, mas ela ainda está sozinha. Suas mãos

estão no peito dele e lágrimas caem insistentemente dos olhos. Quer gritar, mas não vai dar esse gostinho a Insegura.

               Medroso agora está morto, já não há mais o que se fazer. Insegura deixou a casa dele e seguiu, mas Ansiedade ficou ali, sozinha.

               -- Medroso!  --  ela diz, em soluços.  --  Eu... Sinto muito! Eu... Não fiz nada pra te salvar! Me perdoa... Medroso, me perdoa!

               Treme, segura, se retorce, mas não grita. Não, Insegura não merece seus gritos de dor e frustração. Quando olha pra Medroso, gelado, branco, sem vida, o amor de sua vida, tudo o que quer fazer é jogar-se por cima dele, abraçando-o ou juntar-se a ele tirando sua vida.

Seu coração dói.

               -- Medroso!  --  ela cruza os braços, ajoelhada ao seu lado.  --  Isso não pode ser verdade, você não está morto. Apenas, dormido. Isso é só um feitiço, não é? Diz que é, por favor! Eu...  --  sua voz se eleva em mais soluços.  --  Eu posso até confessar uma coisa, mas só se você abrir os olhos. Vamos lá, é só... Só abrir. Por favor, Medroso! Eu te amo! Viu, até confessei. Acorde, por favor! Eu te amo, te amo! Me dá um sinal. Vou contar até cinco e você vai abrir os olhos, ta bem? Um...  --  imóvel.  --  Dois...  --  sem respirar.  --  Três... Por favor! Quatro...  --  nada.  – Vamos lá, você consegue. Quatro e meio... Quatro e noventa e nove...  --  ela segura o grito.  --  Cinco.

               Não consegue mais. Joga-se por cima do corpo e agora grita em choros. Abraça-o com toda a força que tem suas lágrimas molham o rosto do corpo sem alma. O fecho do relógio no pulso de medroso se enrosca na manga do vestido dela, arranhando com força seu pulso, fazendo com que seu Vistery derrame sobre a mão dele.

               -- Volta! Por favor!  --  ela grita quase sem respirar.  --  Eu preciso de você! Eu te amo! Medroso! Acorda!

               Não para de gritar por um segundo sequer e mal percebe que o coração de Medroso não está mais parado.

               -- Medroso! Não vai, eu preciso de você! Eu preciso! Eu te amo! Não me deixa! Por favor!

               O pulso dele se ergue, mas Ansiedade não nota, muito menos quando ele torna a respirar. A pele dele esquenta mas continua pálido. Quando seu peito torna a subir e descer, Medroso ergue os braços, segura-a erguendo para que possa respirar, deixando Ansiedade paralisada.

               -- Me... Medroso? Você... Como você... Você...?

               Ele perde a força e derruba ela em seu peito outra vez. Ansiedade senta-se no chão de imediato, vendo se está tudo bem.

               -- Consegue falar?  --  ele assente.  --  O que houve?

               -- Insegura tentou me matar.  --  sua voz é fria.  --  Esvaziou o meu Vistery com uma facada no pulso. Você está machucada?

               -- Seu relógio cortou o meu.

               -- Foi o seu...  --  ele tem dificuldades pra respirar.  --  Seu Vistery derramado caiu no meu pulso e ainda não era tarde demais! Mas, é pouco, estou perdendo a força de novo.

               -- Não!  --  ela grita, inclinando-se e pondo os braços sobre ele.

               -- Escuta, Ansiedade. Ela vai matar a princesa hoje. Você precisa parar aquela... A...  --  ele se empalidece outra vez.

               -- Não, de novo não!  --  ela tira o relógio de Medroso e rasga sua pele. Gruda seus pulsos com os dele e não os tira.

               -- Pare de fazer isso.  --  ele ordena, sentindo força lhe completando.  --  Você ficará fraca, demais!

               -- Não importa, vai! Eu nunca tive força pra detê-la, você a criou. Você tem que ir. Ficarei aqui!

               -- Não vou deixar que se mate.  --  ele agora se levanta e vê Ansiedade cair com inconsciência no chão.

               Medroso a coloca no sofá, cobre os machucados dos pulsos dela com curativos, espera até que ela respire bem e diz.

               -- Eu vou, mas você vem comigo.

               -- Serei um peso morto.  --  ela sussurra.

               -- Não será, quando se recuperar, poderá ajudar. Você nunca será um peso morto, ouviu? Nunca. Obrigado por me salvar, mas não vai se matar por mim.

               Ansiedade tenta dizer algo, mas num segundo, deita-se e seus olhos se fecham. Medroso então percebe que os curativos escaparam e o Vistery ainda escorre sem parar. Se não correr, será tarde demais.

 

               -- Para de tentar, Projeto Ruim. Não vai adiantar.  --  Barney provoca, algemado a Insegura.  --  Minha irmã te deu uma surra hoje.

               -- Cala a boca, cavalinho.  --  ela tenta escapar das algemas.

               Barney pensa que dessa vez, Insegura e a princesa se superaram. Insegura, usou seu máximo de poder pra criar uma barreira na divisa entre a realidade e o Reino da Fantasia, invocar todos, Fofura, Sarcasmo, Principe, Princesa, Esperta e Barney, pra ficarem presos e juntarem-se a ela. Tudo o que Insegura quer é causar a Maldita depressão. Mas ela foi longe demais matando Medroso! Embora Barney não queira acreditar que ele esteja realmente morto. Espera que seja mais uma das mentiras da nojenta.

               A princesa se superou. Insegura a irritou de um jeito quando disse que Medroso estava morto, tanto que Táci apenas jogou suas mãos em direção a Insegura e seu Vistery a manteve presa por doze horas. Mesmo assim, não conseguiram achar uma maneira de quebrar a barreira.

               Insegura se livrou e apagou o príncipe com uma pedrada na cabeça, em seguida o transformou em pedra, assim podendo matá-lo, pois segundo as regras de Vistery, se alguém for paralisado inconsciente, pode perder a vida se muito tempo sem respirar. Com ainda mais raiva, a princesa trancou Barney e Insegura ali, naquele baú, para que ele cuidasse dela.

               -- Hei, projeto: Por que tu ta fazendo tudo isso? Tem maneira de te fazer voltar a ser o que era antes?

               -- Não é da sua conta.

               -- To pergunto de boa. Se não responder, te beijo de novo.

               -- Vai se ferrar. Tem um jeito sim. Mas é arriscado e você não vai saber.

               __ por que você gosta de ser assim.

               -- Olha só, cavalinho.  --  ela tenta soltar as algemas. –Se você ta tentando me converter pra moçinha, pode se tirar da chuva.

               -- Responde ou eu vou meter a língua em você.

               -- Ah, seu... Eu gosto de ser assim. Quando eu era uma porcaria de menina...

               -- Você nunca foi isso.

               -- Quando eu era, nunca ganhei nada.

               -- Como não? Você passou na escola de Magia, foi morar no reino com seus amigos e...

               -- E o que mais eu fazia além disso, hem, cavalinho? Alem de estar com meus amigos?

               -- Você podia dar festas quando quisesse, ganhava tudo ao seu dispor, caramba, você era amiga da princesa e viajava com ela. Conheceu lugares que sempre quis, lembro de você dizer que não sabia como imaginar ser mais feliz.

               -- Eu era tonta. Não sabia que havia ainda mais felicidade. Na verdade, meu sonho era governar, sempre foi. Não assim, como quero hoje, mas eu queria comandar, ser líder de alguma coisa. Mas Esperta roubou o ultimo modo do qual eu poderia ser, ela virou a líder dos formandos e, tudo acabou. Ela vai ser uma que vou adorar eliminar.

               -- Caramba!  --  Barney parece decepcionado olhando pra ela.  --  Você era tão legal! Minha preferida das garotas do castelo. Eu me lembro quando cuidou de mim.

               -- Hum. Então aproveite sua preferida. Logo você não viverá.

               -- Não. Você não é minha preferida. A Confiante é. E se ela não vive mais, você também não vai. Você não merece estar no corpo da garota que já amei. E se tentar se meter com minha irmã, não terá chance nem de respirar seu ultimo segundo.

               -- Apenas, tente me matar.

               Insegura luta com suas mãos até que consegue puxar a chave do bolso de Barney, usando seus últimos poderes de Vistery. Manda que a chave abra. Seria mais fácil se o Vistery abrisse as algemas logo, mas Barney colocou uma força cujo tamanho era indescritível para ela. Soltou suas mãos e tentou correr, mas Barney a segurou.

               -- Fica! Você não vai a lugar algum.

               -- Há!  --  ela zomba.  --  Vocês realmente acham que vão conseguir quebrar essa barreira? Hum, surpresinha pra você, cavalinho. Medroso e eu construímos isso aqui há três anos. Essas paredes são construídas de puro ódio e rancor, tristeza e mágoas. Tudo bem que com o amolecimento do meu ex-parceiro, elas ficaram mais fracas, mas eu as reforcei com violência e só com um milagre pra conseguir quebrá-las. Então adivinha, não vão mais sair daqui.

 

               -- Princesaaaaaa!  --  Fofura grita.

               Insegura voltou a ação. Encontrou princesa usando sua força de Vistery para acordar o príncipe, que não havia acordado até agora e pôs-se a trabalhar. Desativou as portas e a barreira tornou-se ainda maior e mais potente. Fofura foi presa em uma grande bola de vidro que agora está prestes a ser jogada do alto telhado, pronta para espatifar-se no chão e cortar as feias da pequena garota.

               -- Eu vou te tirar daí.  --  grita a princesa.

               -- Você acredita nosso?  --  Insegura a encara.  --  Diz, princesa: Você sabe que é um caso perdido agora, sabe que tornei forte demais pra ti. Por que ainda quer e insiste em lutar, se sabe que vai fracassar e perder todos os seus amigos? Desista e você ainda poderá viver.

               -- Porquê: -  ela encara de volta.  --  É por eles que estou lutando. Esse é meu modo de governar.

               Táci em um golpe pula em cima de Insegura, a amarrando em cordas e as firmando com seu Vistery.

               -- Não sei se você sabe, Insegura, mas seu ex-parceiro também me treinou. Mas, desde que nasci.

               A princesa agarra a garota pelos cabelos e a prende em estacas de ferro, aperta-as em seu corpo, como Medroso fez com ela em seu treinamento na casa de Poderosa. Mas Insegura solta-se facilmente e ataca princesa, jogando-a uma barra de ferro, que bate em seu estomago e a faz cair.

               Táci agora está no chão, cansada e dolorida. Seu estomago dói tanto que poderia gritar e desmaiar por dor.

               -- Ainda quer lutar, princesinha? Han. Olha pra você, jogada desse jeito. Medroso sempre quis te ver assim, sabia? Hoje, realizei o sonho que ele tinha. Ele iria adorar te ver assim, mas, fazer o quê, se você o transformou em bonzinho novamente, matando meu parceiro. E já que você eliminou quem mais me dava atenção, nada mais justo que você ser eliminada, não acha?

               Ela não consegue se mexer. Tenta falar mais sua voz não sai.

               -- Não consegue levantar, linda? Sua amiguinha vai cair daquela bola assim que eu querer, Sarcasmo pode ser meu ajudante agora, o que acha? Hum, Barney, pode ser meu companheiro, afinal, ele não vai me negar nada se eu o enfeitiçar. Ansiedade está morta, Medroso também. Seu príncipe, não fará diferença pra mim, uma vida a menos. Esperta... Ah Esperta! Sempre se achando a melhor de todas! A preferida do rei, a mais inteligente, não é? Ela vai ser a primeira que vou amar eliminar! E quanto a ti, princesinha, terá uma dor rápida, e não precisará ver seu reino, em chamas, com todas aquelas pessoas correndo e gritando, implorando por socorro! Imagina só: Todos morrendo em suas casas, seu reininho todo se destruindo! Isso é tão bom de imaginar! Também é pra você? Mas, veja pelo lado bom: Ainda vão sobrar sobreviventes depois da tragédia. E sabe o que acontecerá com eles? Virarão meus escravos! O que acha? Legal, não é? Mas, caso você queira morrer lentamente e ver tudo o que criou se excluir, é só pedir. Isso é, se conseguir falar alguma coisa. E aí, princesa, como vai ser?

               Ela olha pra cima, sentindo dor em todo o corpo. Sente que seus ossos estão todos quebrados. A raiva invade sua alma, Insegura passou dos limites. Rouba Barney, Mata Medroso e Ansiedade e quer matar todos de seu reino, inclusive o príncipe! Não consegue imaginar essas coisas acontecendo. Não, ela tem que salvar Fofura, Sarcasmo, precisa dar um jeito de reverter a situação de Medroso e Ansiedade, precisa cuidar de seu irmão, não deixar que algo aconteça com o príncipe e o mais importante, salvar seu reino, seu maravilhoso lugar das garras da maluca.

               Apóia os braços no chão, ergue os pulsos, mas falha e não consegue fazer nada.

               -- Que foi princesa? Não consegue se mexer?

               Levanta novamente aponta as unhas para Insegura.

               _- Oh! Ela vai me matar com as unhas dela! Que fofinha!

               Desvia a mão e agora aponta para si mesma.

               -- Vai se matar agora?

               Táci fecha os olhos, fortemente. O brilho branco torna a sair lentamente de suas mãos. Insegura ao ver isso pula em cima da garota, pondo suas unhas para o chão.

               -- Para de lutar. Você não tem mais chance. Hum. Tire daqui essa irritante beleza, transforme em pedra essa brilhante princesa. Vistery, pra já!

               As pernas dela começaram a se paralisar. Táci nunca havia sido uma pedra. Tudo doía ainda mais. Não importava, não agora. As pedras de suas pernas tornam a cair e seu corpo já consegue se mexer.

               -- O quê?  --  Insegura grita vendo Táci se levantar aos poucos.  --  Para! Vistery, pra já!

               Táci desvia como um raio do poder de Insegura.

               -- Como? Como fugiu do meu poder? Ninguém escapa das pedras!

               -- Hei!  --  ela ainda fala baixo por conta da dor’ que sente no abdome.  --  Quero que aprenda uma coisa, Insegura: Já disse e digo outra vez: Esse é meu jeito de governar. Olhando através da bola de cristal, expulse daqui a garota que faz mal, chamando aquele que criou essa aberração, traga aqui meu protetor e guardião, fale com aquele que não presta pra nada, expulse daqui agora essa malvada. Você nunca foi assim de verdade, fique do tamanho da sua bondade! Vistery infinito com garras de tigre e força e poder, invoque Poderosa aqui sem temer, me transforme no que me deixe fervendo com base na força do meu treinamento, pra já!

               Cinco segundos se passam e Táci começa a tremer desesperadamente. Sua dor passa e tudo o que sente é o calor que a invade. Em seguida vê suas unhas se transformarem em garras e seus punhos se serrarem com a maior força que jamais sentiu. Olha pra Insegura e vê o medo em seus olhos. Dá um sorriso para ela como quem diz: “Chegou a minha hora”.

               -- Você quer lutar?  --  sua voz é firme agora.  --  Então vem, Insegura.

               Insegura fica parada.

               -- O que foi? Está se sentindo... Insegura? Hei, a... Insegurança dominou você? Insegura? Minha grande amiga! Você não quer destruir meu reino:? Me destrua primeiro.

               -- Tudo bem, se é isso que quer? Olhos de prata! Pra já!

               Os olhos castanhos de Insegura tornam-se prateados e ela amarra a princesa com cordas de asso feitas por raiva, como as paredes da barreira. Mas Táci se solta logo em seguida apenas com um piscar de olhos.

               -- Vamos ver como se sente provando de seu próprio remédio. Você não quis esvaziar o Vistery de Medroso, então vem cá, Insegura.

               Táci se joga em direção ao rosto da inimiga e sem tocá-la, perfura a pele dela apenas fazendo movimentos e ouvindo gritos de dor e frustração.

               -_ No rosto dói? Quer experimentar nos pulsos, vadia?
               -- Han.  --  Insegura pôe as mãos no rosto dolorido.  --  Tem coragem realmente de me matar?

               -- Se for pra salvar meu reino, sim. Não tenho d[o nem um de acabar com sua vida, inútil!

 

               -- Fofura, você está bem?

               -- Sim!  --  ela diz entre os braços firmes de Sarcasmo.  --  Apavorada, mais bem.

               Sarcasmo salvara Fofura antes que a bola caísse, quando o objeto rolou pro outro lado da barreira onde ele estava.

               -- Como você se salvou da algema?

               -- Ah.  --  ele a solta dos braços.  --  Tive uma ajuda de Barney. Vem, vamos, precisamos salvar o príncipe.

               -- Sabe como tirar as pedras?

               -- Sei, Medroso me ensinou.

               Os dois correm até a estátua do príncipe e Sarcasmo usa seu Vistery girando sua mão em sentido horário e circulando o corpo de pedra, até que ele fica branco.

               -- Insegura sabe que eu sei.  --  diz ele tocando o coração de pedra.  --  Ela me via sempre com ele. Por isso me prendeu, pra que eu não fizesse nada. Mas ela não é tão inteligente. Porque esqueceu que Barney é o rei das algemas.

               -- Barney é apaixonado por...

               -- Consegui!  --  Sarcasmo grita.  --  Desculpe te interromper, só fiquei animado.

                              -- Tudo bem!  --  ela sorri sem jeito.  --  Meus parabéns!

               -- Principe! Você está bem?

               -- Sarcasmo!  --  ele abre os olhos se mexendo rápido.  --  Onde está a princesa? Barney? Onde...?
               -- Relaxa!  --  Sarcasmo pôe a mão em seu ombro.  --  Precisamos correr sem perguntar.

               -- Vamos!  --  Fofura toma a frente, correndo.

 

               Ele carrega Ansiedade nos braços, do lado de fora.

               -- É ali.  --  ele olha pra grande caixa de vidro fixada na floresta.  --  Consegue ver?

               Ansiedade assente. Está sem forças pra falar, se mexer ou ao menos olhar qualquer coisa. Ver ela desse jeito deixa Medroso com ódio, mas mantém a paciência enquanto estiver junto dela.

               -- Só preciso arrumar um modo de entrar. É feita de ódio. Nada passa por isso.

               Ansiedade geme. Aperta fracamente o pulso dele.

               -- O que foi? Está bem?  --  ela assente e se mexe sem parar no colo dele.  --  Não faça força, por favor! Está vendo algo?  --  ela nega com a cabeça.  --  Sabe de algo? --  assente.  --  Sobre a barreira?  --  Assente.  --  Sabe entrar?  --  mais uma vez.

               Medroso abre um sorriso que se fecha logo em seguida. Claro, ela é a melhor amiga de Confiante, por isso sabe todos os segredos dela e lembra como passar pela barreira. Mas a coitadinha não pode ajudar, não tem forças e ele jamais a forçará a gastar a única energia que tem.

               -- Bem, não importa. Preciso que fique imóvel.  --  ela nega. Mexe-se até que ele a derruba dos braços.  --  Não faça isso, menina!    Ela ergue as mãos e ele ajuda-a a ficar em pé.

               -- Fale... Fa... Vo... --  ela tenta falar.  --  Fale que... Eu só... Precisa de mim.

               -- Não force, por favor! Não quero te perder.Tente gesticular.

               Ela aponta pra ele, para a boca.

               -- O que eu preciso falar?  --  ela o aponta outra vez, faz um coração com os dedos e aponta a barreira.  --  Eu amo... Insegura?  --  assente.  --  Isso é loucura! Por que um eu te amo Insegura vai abrir essa barreira?

               Ela aponta pra si e pros cabos de ódio.

               __ Você tem que segurar esses cabos enquanto digo isso?  --  assente.

               -- Força. Força que a amo.

               -- Com a força que você a ama?  --  assente.  --  Não. Não vai fazer isso. Essa é sua única força, Ansiedade! Por favor!

               -_ Eu vou.  --  ela sussurra.

               __ Não vai!  --  ele a segura pelo pulso.

               -- Rápido! Princesa... Morrer. Reino... Morto. Não... Importe eu. Ela... Sim.

               Ele a olha com a tristeza infinita. Quer chorar.

               -- Eu vou deixar você fazer, mas você não vai morrer. Não vai! Insegura vai pagar, te prometo. Eu juro pela minha vida, que enquanto meu coração bater, vou vingar esses machucados.

               -- Hum...  --  ela sorri com dor.

               -- Vamos logo.

               Dirigem-se a barreira. Ela ergue o braço lentamente e agarra os doze fios de asso. São pesados e forte. Não tem certeza de que vai conseguir, mas agora depende dela. Medroso está contando com ela e não pode falhar de modo algum. O ama tanto que não liga em dar sua vida!

               -- Consegue apertar mais forte?  --  ele grita.

               Ela se esforça pra apertar os dedos com mais força. Seu braço não vai dar conta. Sente que vai cair e derrubar os fios. É quando sente o braço dele por baixo do seu, o segurando e dando força. Ele a segura e sussurra em seu ouvido:

               -- Eu acredito que consegue, Ansiedade! Você é minha preferida! Se não conseguir, não tem problema!

               Força seus dedos. Agora vai ser mais fácil conseguir. Medroso confia nela. Aperta, aperta, e aperta mais. Logo os fios ficam brancos e a caixa brilha num tom de verde.

               -- Diz!  --  ela grita.

               Medroso tem que dizer que ama aquela vilã de meia tigela. Mas ele fará, pela princesa, pelo reino, por Ansiedade, principalmente.

               -- Eu... Eu te amo, Insegura!

               O brilho branco vem em direção de Ansiedade e a derruba com violência.

               -- Ansiedade!  --  ele se abaixa para apanhá-la.  --  Vem, ela se abriu, vamos entrar.

               -- Vai. Não vou. Não posso. Não...

               Os olhos dela se fecham e sua respiração para.

               -- Ah, Ansiedade!  --  ele toca seu rosto.  --  Juro vingá-la.

 

               -- Sim.  --  diz Insegura.  --  Eu luto com você.

               Ela faz uma espada aparecer misteriosamente em sua mão e corre para pôr no peito da princesa, mas é surpreendida pelo reflexo rápido dela e logo vê que a espada não está mais em suas mãos. Não entende. Principe, Fofura, Sarcasmo e Barney estão todos ali e a espada agora pertence a Fofura.

               -- Não se aproxime dela!  --  Fofura diz com firmeza.  --  Quer morrer rápido ou lentamente?

               -- Fofura, não a mate!  --  Esperta grita de longe.

               -- Cala a boca!  --  Fofura retruca.  – Não se meta dessa vez. Ela se meteu com meus amigos, não merece viver.

               --Se você matar, deixará de existir. Você é Fofura, não pode matar.

               -- Não me importa! Deixa ser do meu jeito, ta? Se eu tiver que deixar de existir, que seja. Ela não é Confiante.

               -- Ah, Esperta.  --  Insegura zomba sentindo a espada levemente em seu peito.  --  Sempre querendo ser a chefe de tudo. Fofura, você evoluiu. Gostei, me dá mais um motivo para matá-la.

               -- Já chega!  --  Táci se aproxima tomando a espada de Fofura.  --  Você não vai deixar de existir, Fofura. Ela vai.

               A princesa puxa com seu pensamento os fios de asso da parede e amarra a vilã com tanta força que a faz ter dificuldades pra respirar.

               -- Lembra dessas unhas? Hora de por onde devem.  --  ela crava as garras no pulso de Insegura que grita ainda mais.

               Seu Vistery derrama sem parar.

               -- Agora, morra, querida!  --  ela aponta as garras pro coração de da inimiga.

               -- Não!  --  todos se viram e vêem Medroso, com uma expressão indefinível de ódio.

               -- Pare, princesa. Agora.

               -- você ainda está vivo?  --  Insegura se indigna.

               -- Você!  --  ele olha pra ela com os olhos cheios de raiva.  --  Por culpa sua, Ansiedade está morta! Você não merece morte rápida. Eu quero que você sofra até não agüentar mais!

               -- Ah!  --  ela ri maligna.  --  Você é apaixonado por ela? Han. São realmente feitos um pro outro. Dois trouxas que não fazem nada direito, moles e inúteis. Bom, uma a menos pra mim. Aquela inútil nem vai fazer diferença mesmo!

               Medroso respira e seus olhos soltam um brilho azul que Insegura nunca vira sair pessoalmente dele. Medroso sempre contara que quando seus pais tinham ataques de ódio puro, esse brilho sairia e não descansaria até que o motivo do ódio seja eliminado da existência. Mas não pensava que ele podia provocar. Ela temia esse brilho, sabia que a partir desse momento, iria sofrer até a morte.

               Ela então é jogada ao chão, batendo a cabeça com toda a força, mas o brilho não a deixa desmaiar. A dor é grande mas sua boca está amarrada e não pode gritar. A força do brilho então vira fogo e prende Insegura dentro.

               -- Mexa-se.  --  ele diz.  --  Mexa-se e será queimada. Será de qualquer jeito.

               Ela fecha os olhos sentindo o fogo atingir seu corpo. Não consegue respirar muito bem, se esses são seus últimos segundos, ainda tem uma coisa a fazer. Mentaliza as palavras com a maior força que ainda tem: O coração congelado aqui prevalece, do amor que sente agora se esquece. Vistery, poder maligno e ultimo, vem já!

               A barreira branca agora torna-se preta e tudo torna e desmoronar. O ódio torna-se gelo e agora as paredes são azuis. O silêncio invade e o fogo que torneava agora se apaga. Insegura está em pé, viva e forte, sem machucados ou cicatrizes. Pega a espada ao seu lado e antes que os demais possam Pará-la, enfia-a nos dois pulsos do príncipe, fazendo com que seu sangue derrame. Ela acertou a veia principal e ele está agora a beira da morte, gritando e sangrando no chão.

               -- Não!  --  Táci grita correndo em direção a ele.  --  Sua bruxa!

               -- Esses são seus últimos segundos, princesa. Salve ele enquanto ainda é tempo.  --  a voz de Insegura agora é fria e não mais zombeteira.

               -- Faça, princesa.  --  Medroso ordena.  --  Salve-o, agora! Você não tem muito tempo. Faça o que tem que fazer.

               -- Eu... Não vou virar o que ela quer, vou?

               -- Salve-o. Nós vamos dar um jeito de resgatá-la.

               Chorando, Táci pega a lâmina na mão de Sarcasmo e rasga seus pulsos com força, fazendo seu Vistery por todo o corpo do príncipe. Seu poder é infinito, só precisa enchê-lo o suficiente e tudo pra ela está perdido por um tempo.

               -- O que...?  --  o príncipe tenta falar sentindo o poder entrar em seu pulso.

               -- Não fale.  --  a princesa diz, chorando.  --  Você agora tem Vistery, é metade real, metade fantástico. Pode fazer tudo o que faço. Eu só posso fazer isso caso você esteja morrendo. Insegura lançou o ultimo truque que pode ser lançado. Ela perdeu o poder. Mas, preciso que não perca a esperança enquanto eu não estiver ao seu lado. Então, prometa pra mim que não vai desistir de mim!

               -- claro que prometo! Mas... O que ta acontecendo.

               -- Ela congelou meu coração. Daqui há alguns minutos, não terei mais amor e me tornarei como ela, juntando-me a ela. Não me deixa. Você é um de nós agora, então. Continue me amando. Eu jamais deixarei de te amar.

               Ela se levanta e anda até Medroso.

               -- Cuida dele! Por favor!

               -- Insegura vai morrer, eu te prometo!

               Táci então cai ao chão como uma pedra, gelada e pálida, como se estivesse morta.

               Insegura a some ao mesmo tempo que Táci, quieta e sombria, deixando todos ali, presos na barreira.

               -- O que houve?  --  p príncipe se levanta.  --  Ela... Não nos ama mais?

               -- Ah.  --  Medroso suspira.  --  Insegura jogou sujo. Por enquanto, não. Ela não tem mais amor.

               Hendrick respira fundo e encara todos que estão ali.

               -- Ela levou minha princesa. Agora, vou atrás dela, com tudo o que tenho. E eu não vou falhar, nem descansar, enquanto não resgatar o coração que me pertence, nem que eu tenha que roubar, de novo.

 

O frio me domina agora.

Eu só quero que me salve.

Só você pode.

Eu...


Notas Finais


Volte a amar.


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