História Far Away-Tão longe (Itasaku) - Capítulo 18


Escrita por: e Teresa-Chavez

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kisame Hoshigaki, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Morino Idate, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, Tsunade Senju
Tags Itasaku, Leucemia, Naruto
Visualizações 373
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, olha a hora que estou postando isso khskjs 12:30

Antes de lerem, queria deixar umas explicações básicas quanto a este capítulo:

Para aqueles que (podem) irão estranhar o fato deles dormirem juntos e não terem nada, devo ressaltar que nessa história o Itachi sofre com um tipo de Leucemia, ok?

"Más Marcelo, quem tem Leucemia não pode transar"?

Claro que pode! Mas a questão aqui é que o Itachi está começando a sentir-se mal devido aos resultados aparentes do que está se tornando o seu corpo. Ele não se sente bem com a visão que está tendo de si mesmo; a de está totalmente deteriorado pelas manchas na pele e o emagrecimento excessivo.

Sei que isto é apenas uma história, mas convenhamos que não teria lógica fazê-lo totalmente feliz com tudo como se essa enfermidade não fosse nada, sendo que ele sempre se sentiu o Centro do mundo, com todos aos seus pés.

Não vou prolongar mais, por favor peço que tenham paciência, com o tempo tudo irá se ajeitar.

Boa leitura~

Capítulo 18 - Quando fala o coração.


Fanfic / Fanfiction Far Away-Tão longe (Itasaku) - Capítulo 18 - Quando fala o coração.

Você é a única que eu preciso esta noite, sem promessas... Eu apenas quero morrer em seus braços... 

~Shayne Ward- No Promises

Pov Sakura



Se há um tempo atrás alguém me dissesse que eu viria cursar a minha faculdade de Medicina aqui em Los Angeles, e acabaria me apaixonando perdidamente por um quase completo desconhecido, eu chamaria essa pessoa de louco com toda a certeza.


Nunca na minha vida imaginei isso, nem em meus sonhos.


Mas é verdade, tudo isto é realidade e eu não estou sonhando. 


A cada dia que passa ele me surpreende cada vez mais. Definitivamente esse não é o Itachi Uchiha que me recebeu em sua casa aquele dia. Ele tem sido tão amável comigo, a forma qual ele me olha chega a me arrancar suspiros, faz-me derreter parecendo uma bobinha apaixonada... Eu sou uma boba apaixonada, não sinto vergonha disso. 


—Porque está aqui sozinha? —olho para trás. Itachi tem debaixo do braço um balde enorme de pipocas —Podia ter ido ficar comigo no cinema.


—Desculpe por não ter ido, é que passei o dia inteiro com a cara dentro dos livros.


Levanto-me dá grama em que estive sentada esse tempo inteiro.


 Pode parecer estranho, mas esse lugarzinho aqui, debaixo desse céu estrelado no meio do quintal, virou o meu refúgio. Sempre que eu quero pensar, respirar um pouco, venho para cá. 


— Você estuda demais, de uns tempos para cá você passa quase todo o seu tempo livre estudando.


—Eu preciso, não é? Afinal eu ainda não sou uma médica, não me formei —rio do óbvio.


Ele abraça-me a cintura e em seguida rouba-me um beijo, na verdade o certo seria dizer que rouba o meu ar, seu beijo mal deixa eu respirar. 


Sou a primeira a afastar quando o beijo termina. 


—Eu nunca vou me acostumar com isso —falo sorrindo.


 Ainda é estranho lidar com o fato de eu está tendo um relacionamento com o meu próprio paciente. Espero que a senhora Tsunader nunca saiba disso, ao menos não enquanto eu não estiver me formado.


— Sério? Poxa, achei que você já estivesse acostumada comigo —finge uma carinha triste, mas sei que é tudo brincadeira. Acabo sorrindo. Como pode ser tão adorável? ...— Termina de ver um filme comigo?


—Ok, eu vejo —falo, vejo seus olhos brilharem — Um batalhão vai assistir com a gente? —digo apontando as pipocas com um riso divertido. 


—Porquê- —quase enfia a cara no balde — Tem tanta pipoca assim?


— Não, imagina... —reviro os olhos sorrindo. 


Ele pisca para mim, em seguida puxa-me pela mão para perto dele mais uma vez, fazendo nossos rostos se aproximarem. 


Uma sensação de paz e tranquilidade invade todo o meu ser. Como pode fazer-me sentir tão única e exclusiva desse jeito?.. Tão feliz...



Mesmo ele aparentando está tão frágil fisicamente e emocionalmente, eu assim, perto dele, bem juntinho, eu sinto que não haveria outro lugar nesse mundo em que eu pudesse me sentir melhor do que aqui.


—Amanhã é dia de exames no hospital, você lembra não é? Não pode dormir muito tarde—sorrio bobamente quando ele começa a roçar os nossos lábios, depositando leves beijos sobre eles.


 — Claro que eu sei, você está sempre me lembrando disso —morde o meu lábio inferior esbanjando um sorriso—Agora vem cá, depois falamos sobre dormir. 


Nós dois caminhamos para o seu cinema particular.



Durante esse tempo, o corpo de Itachi começou a dar sinais de algumas mudanças. Ele está bem mais magro que antes, a sua perca de peso está sendo assustadora.Também notei um dia desses quando ele estava se vestindo, a presença de manchas em suas costas e braços. 


Isso tem afetado muito o emocional dele, dá pra perceber. Muitas das vezes eu o pego em flagrante pelos cantos da casa, parecendo distante, desolado. Definitivamente ele não se sente o mesmo homem de antes...


 Eu faço o que posso para vê-lo bem... Sinto e sei que está sendo difícil para ele passar por todas essas coisas, mas nada que eu faça ou queira fazer por ele parece ser suficiente. Me sinto frustrada, um tanto inútil e triste por ele. 


Nessa profissão é de extrema importância não envolver o emocional com o profissional, mas se tratando desse caso fica impossível fazer isso.


Nem consigo imaginar a dor que ele deve está sentindo... Deve doer muito o ato de olhar-se no espelho todos os dias e notar os resultados aparentes do que parece que irá ceifar a sua vida a qualquer momento.


O pior de tudo é que ele não divide nada comigo do que sente, ele não se abre, não coloca pra fora o que lhe angustia, prefere ficar sozinho pelos cantos.


 Me sinto mal por isso... É como se ele estivesse a todo o momento fechando as portas da sua vida para mim, me excluíndo, deixando-me de fora.


 Queria que ele compartilhasse comigo os seus momentos ruins, assim como ele faz com os bons e divertidos, igual agora. Afinal, namorados se ajudam, não é mesmo?


 Eu não sou psicóloga, mas acho que falar com alguém, ajudaria muito a diminuir a angústia que ele deve sentir.


 — Em quê você tanto pensa?— pergunta de repente. 


Olho para o seu rosto e vejo-o erguer sobrancelha.


—Nada... Não é nada—solto um longo suspiro fingindo um sorriso.


 É melhor não incomodá-lo com minhas paranóias, se ele prefere guardar tudo para si, por mim tudo bem... Quando ele se sentir pronto para dividir o que sente comigo, eu vou esta aqui.


 — Nada —olha-me cerrando os olhos com uma cara idiota —Sei...


 — Bobo —rio jogando algumas pipocas em sua camisa —É sério.


—Não tem como ficar tanto tempo desligada do mundo por nada, olha só —aponta para a tela gigantesca em nossa frente —O filme terminou e você nem assistiu.


Abaixo a cabeça alguns instantes, olhando para as minhas mãos que estão em cima das minhas pernas.


 Eu tenho vontade de falar para ele o que me incomoda, sobre o seu silêncio com relação a algumas coisas, mas também tenho medo de acabar forçando a barra e fazê-lo sentir-se pior do que já está. Se ele não quer dividir comigo com certeza tem os seus motivos, é melhor eu respeitar o tempo dele, começamos a namorar tem tão pouco tempo. 


— Vem cá —Itachi fica de pé estendendo a mão.


Arqueio sobrancelha estranhando a sua atitude. Por fim seguro sua mão permitindo-me ser guiada por ele. 


Entramos na mansão de mãos dadas, seguimos para a escada, e quando chegamos na porta do seu quarto as minhas mãos gelam. Instintivamente paro bruscamente atrás de seu corpo, quando ele gira a maçaneta da porta para entrarmos. 


—Calma, não é nada do que você está pensando —logo se defende.


 Me sinto até ridícula com isso. Nesses meses em que estamos juntos, nós dois nunca tivemos nada mais íntimo... 


—O que vamos fazer aqui então? 


Ele não me responde, apenas abre a porta esperando que eu entre. 


Algo no seu jeito faz-me sentir tão segura e nervosa ao mesmo tempo, é difícil explicar em palavras. 


Fico de pé perto da janela, Itachi vai até a luminária que está do lado de sua cama a ligando. 


—Senta aqui —bate com a mão do lado do colchão ao mesmo tempo em que se senta. 


Faço o que ele disse. Itachi abraça-me passando os seus braços ao redor do meu corpo, deitando a sua cabeça em meu ombro. 


Fecho os meus olhos sentindo a sua respiração quente ir de encontro ao meu pescoço várias vezes, enquanto ele está me apertando entre os seus braços.


—Dorme aqui comigo? —fala tocando os seus lábios molhados na curvatura do meu pescoço, causando-me um arrepio gostoso.


Levo minhas mãos até os seus braços acarinhando com as pontas dos meus dedos. Suspiro lentamente aproveitando cada carinho, cada um dos seus toques.


Assinto com a cabeça juntamente de um riso bobo em resposta ao seu pedido. 


Ele beija o meu ombro e vai até o seu closet, voltando com um casaco moletom preto e uma calça na mesma cor. 


—Trouxe isto para você —me entrega uma de suas camisas. 


Fico de pé a olhando, coloco na frente do meu corpo vendo como fica. É uma camisa branca social de botões. 


—Quero acordar amanhã e ver você ao meu lado vestida nela —aproxima ficando por trás de mim. 


Suas mãos tocam levemente a minha cintura, e desliza de encontro a minha barriga subindo até perto dos meus seios causando um leve arrepio. 


—Vou te esperar aqui... —sussurra com os lábios colados em meu ouvido, finalizando com uma leve mordida. Coro miseravelmente. 


Ele só pode está querendo me provocar... E está conseguindo.



Visto-me no banheiro e logo estou de volta ao quarto.


—Uau! —deixa um riso torto escapar, vindo rapidamente ao meu encontro. 


Ele fita os meus olhos acariciando minhas bochechas com as costas de sua mão.


—Isso vai ser mais difícil do que eu imaginei... —fala rindo enquanto vem com a sua boca ao encontro da minha. 


Seus dedos alcançam a minha nuca, ele puxa o meu cabelo entre o beijo fazendo-me arfar em sua boca.


—Meu Deus!... Você vai me deixar louco assim —murmura entre os dentes com nossos lábios se tocando. Sinto a sua respiração descompassada.


Ele desce a mão com certa dureza em minhas costas até a minha bunda apertando. Dou um tapa de leve em sua mão, ele sorrir apertando uma última vez.


—Vamos... —segura uma de minhas mãos voltando a cama. 


Fico rindo do seu jeito de homem perfeito enquanto tira os lençóis para deitarmos. 


Deito-me primeiro, em seguida ele, que fica de frente para mim olhando o meu rosto.


De repente Itachi me puxa para cima dele, fazendo com que eu fique minúscula sobre o seu corpo.


Sinto meus batimentos acelerarem e uma sensação de felicidade tomar conta de mim, quando ele me olha com devoção e carinho, fazendo-me sentir a pessoa mais especial do mundo.


Queria muito poder gravar esse momento, cada detalhe dos seus olhos, seu sorriso...Para assim nunca poder esquecer disso...


—Está me deixando com vergonha —rio desviando meus olhos dos seus que me fitam docemente.


Um silêncio se instaura entre nós dois, e por alguns minutos, apenas os nossos batimentos e respirações são audíveis. Seus dedos seguram o meu queixo para que eu o olhe nos olhos.


 — Hoje eu estava pensando... — começa levando uma mão até o meu rosto acariciando. Sinto o seu braço livre subir e descer a mão em minhas costas por cima da camisa.


— Pensando em quê? 


—Em um milhão de possibilidades que poderiam fazer-me tão feliz assim —dá um risinho torto.


 — O que concluiu disso?—deixo um riso bobo escapar já imaginando a sua resposta. 



 — Nada — rir da minha cara de expectativa. Dou um tapa em seu ombro.


 —Idiota!—falo com um bico.


Itachi morde o meu queixo rindo ainda mais de mim. Em seguida pressiona sua mão em minhas costas fazendo-me deitar em cima do seu peito, com o meu rosto na curvatura do seu pescoço. 


Fico um tempo assim de olhos fechados, brincando com o meu dedo na barba rala do seu queixo.


Ele me abraça forte, mais tão forte como se nunca mais fosse me soltar.


—Eu disse nada, porque não encontrei nada capaz o suficiente de fazer-me tão feliz quanto você —diz tudo isso com a boca quase colada em meu ouvido me surpreendendo. Sou muito chorona, e quando vou perceber algumas lágrimas já estão inundando os meus olhos — Só me pergunto aonde você esteve todo esse tempo — deita de lado fazendo-me sair de cima do seu corpo. Ficamos nos olhando de frente para o outro — Eu sei que logo você irá se formar, e que está aqui apenas pelo o seu curso.


—Sobre isso, eu acho que devíamos...— vou pra falar, ele me interrompe encostando um dos seus dedos em minha boca.


 — Não fala nada... — aproxima se aninhando bem juntinho de mim — Eu vou até o inferno por você se for preciso — passa um de seus braços sobre a minha cintura abraçando—Só não me deixa sozinho como eu estive antes... 


Suas palavras fazem algo dentro do meu ser amolecer completamente. Ele parece tão frágil assim desse jeito, como se estivesse prestes a se quebrar a qualquer momento. 


 —Eu não vou para lugar nenhum —beijo a sua testa com certa melancolia. 


Percebo um riso tímido em seus lábios. 


Não demora muito e o sono começa a nos dominar, abraçados e juntinhos dormimos por toda a noite.





Notas Finais


Bom foi isso. Não sei se ficou um tanto superficial, mas o que tinha de acontecer neste capítulo, aconteceu Kjskjs.

Até o próximo pessoal. Obrigada por acompanharem. Abraços do seu autor, Marcelo.


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