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História Fase dois - Capítulo 1


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Notas do Autor


Voltando com uma das minhas fics antigas ksks

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Aquela casa


Ele se encontrava sentado no chão daquela casa fria que um dia chamou de lar.

-Que droga... Isso não me faz bem.- Pensou ele, se levantava do chão com certa dificuldade.

Ele tinha passado mais um dia ali dentro, observando o local, os móveis e poucas decorações que tinham espalhadas, a maioria ele tinha jogado fora.

Logo depois ele tirou o pirulito que estava em sua boca, jogou ele no lixo e começava a se espreguiçar.

-Tenho que me livrar disso o mais rápido possível.- Ele sussurou para si mesmo.

Andou até a porta e a abriu, saiu da casa e depois a trancou. Levou a mão até o bolso e começou a andar até a calçada.

-Não preciso disso.- Ele se virou e olhou a placa "vende-se ou aluga-se.", logo em baixo tinha seu número de telefone.

Aquela casa era dele, mas não só dele... Era dele e de sua noiva, ou melhor... Ex-noiva.

Ficar naquela casa era uma tortura, tudo o fazia lembrar dela, lembrava de quando eles compraram ela, decoraram de acordo com o gosto dela e várias outras memórias.

Não, ela não estava morta, para o azar dele.

Aos seus 27 anos, Amaimon tinha uma ótima carreira na empresa de seu pai, um homem que não mostra muitas emoções, considerado até mesmo frio. Adora coisas doces. Ele deveria está casado agora, mas faz seis meses que sua noiva o deixou plantado no altar e fugiu com nada mais e nada menos que seu meio irmão mais novo.

Depois disso, ele não teve mais vontade de fazer nada, até mesmo recebeu uma licença de seu trabalho, coisa raríssima. Porém um mês atrás, ele decidiu voltar.

Ele andava sem rumo, apenas vagava pelas ruas naquela manhã, mas logo lembrou que teria que avisar uma pessoa de sua decisão.

-Ah, preciso avisar o mano...- Ele se referia ao seu irmão mais velho. Pegou o celular e mandou uma mensagem, resolveu não ligar... Sabia que seu irmão era um homem ocupado, além da empresa, ele tinha um colégio para dirigir como diretor.

Guardou o celular no bolso e voltou a andar sem rumo, mas depois decidiu para na cafeteria mais próxima.


Agora ele estava sentando em uma mesa, suas mãos estavam sobre o mesa e o café entre elas. Olhava distraído para fora, pela grande vitrine que tinha naquela cafeteria.

-Certo, então você pode começar manhã mesmo.- Dizia o gerente.

Logo seu olhar desviou para o gerente do lugar e para outra pessoa que estava ali, parecia uma jovem que estava procurando emprego.

-Muito obrigada!- Dizia se curvando como agradecimento.

- Não é muito nova para trabalhar?- Pensava ele, tomava um gole do seu café, mas seus olhos acabavam se encontrando com o daquela jovem.

A jovem não fez nada mais do quer sorrir, sim, sorrir para um completo estranho e depois saiu.

Amaimon começou a pensar o quão estranha aquela garota era por distribuir sorrisos para estranhos, talvez fosse alguém completamente ingênua.

Mas ele foi tirado de seus pensamentos pelo seu celular que vibrava, seu irmão tinha o respondido.

"Estou muito feliz e orgulhoso de sua decisão!
Você precisa seguir em frente e deixar para trás o que aconteceu.
Se quiser conversar, seu irmão sempre estará disponível para você."

Ele leu a mensagem e refletiu um pouco. Seu irmão foi quem mais lhe deu apoio nesses seis meses. Amaimon chegou a se surpreender, quando seu irmão tirou tempo de onde não tinha para o ajudar.... Ele era grato por isso, não sabia o que faria sozinho nesse tempo.

Depois de terminar seu café e pagar, ele se levantou e novamente começou a vagar pelas ruas. Hoje não tinha trabalho a fazer, terminou o trabalho que acumulou nas férias tão rápido que deveria, tinha que ocupar a mente com alguma coisa.


Já era tarde da noite, ele nem mesmo viu o tempo passar.

-Hora de voltar para casa.- Falou ele e começou a andar, sua casa ficava longe, por isso tinha que ir de trem, não estava com o seu carro, mas uma coisa acabou acontecendo, o que vinha ocorrendo muito esses dias.

Amaimon se encontrava na rua da casa que gostaria de se livrar. Quando percebeu isso, ele deu um longo suspiro... Agora para chegar na estação de trem mais próxima, teria que passar por aquela casa.

-Não gosto nada disso.- Dizia ele puxando um pirulito e abrindo ele.

Continuou andando, mas quando chegou perto da casa, acabou levando um leve susto.

-Hum...- Ele andou mais para perto e viu melhor uma garota com um caderno e caneta na mão, parecia anotar o número de telefone da placa.

- Acho que é isso...- Sussurrou ela, porém quando foi guardar o caderno e caneta para se virar, levou um susto ao ver Amaimon parado a observando. -A-Aaah!- Ela deu alguns passos para trás e depois levou a mão um pouco acima dos seios. -Haha, você me assustou.- Dizia ela rindo um pouco sem graça.

Ele continuava a observando, logo a achou familiar.

-Está interessada na casa?- Perguntou ele.

- Sim, na verdade eu acho que irei alugar ela.- Respondeu a garota.

-Ah... Gostaria de vê-la?- Ele colocou a mão no bolso e puxou as chaves da casa.

A garota logo entendeu que ele era o proprietário da casa.

-Oh, eu até que adoraria, mas estou muito atrasada para chegar em casa... Podemos nos encontrar amanhã de manhã?-

-Entendo, sem problemas então, amanhã cedo estarei aqui.- Dizia ele.

A garota se aproximou e sorrio, logo depois pegou na mão dele e o cumprimentou.

- Até amanhã e boa noite!- Soltou a mão dele e passou por ele.

Amaimon não teve reação na hora, mas depois a olhou por cima do ombro.

-A garota da cafeteria....- Sussurrou ele. -Garota peculiar.- Ele a observou sumir e depois decidiu ir para a sua casa.

Não pensou que se livraria da casa tão cedo, mas isso era bom.

Já a garota, teria uma grande surpresa quando chegasse...



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