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História Fatal - Caso Iniciado (ATEEZ - Kim Hongjoong) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Atração.


Fanfic / Fanfiction Fatal - Caso Iniciado (ATEEZ - Kim Hongjoong) - Capítulo 1 - Atração.

Meus punhos doem e meu corpo vibra com os gritos de dor. Teria eu perdido... a verdadeira essência de um lutador?

 


[•••]


• Roma, Itália. 13:00pm.


— Está quase na hora. Ela chegará logo. — Escutou assim que adentrou ao carro.

Branner e Tom conversavam enquanto o coreano entregava os copos de café à eles, vulgos seus parceiros de trabalho. Ambos trabalhavam para CIA e estavam investigando um caso de assassinatos de poderosos líderes mafiosos. Certo que Hongjoong ainda não era oficialmente um agente, era somente um estagiário e estava mais para o cara que apenas trazia o cafézinho, coisa que sempre era obrigado a fazer enquanto a ação acontecia e o mesmo não podia participar. De toda forma, Kim Hongjoong sempre dava o seu melhor para subir de cargo e se tornar oficialmente um agente da CIA e se igualar aos seus queridos companheiros.

Os três homens se encontravam dentro de um carro que estava estacionado à poucos metros de distância de um hotel luxuoso do centro de Roma. 

Esperavam por uma mulher, cujo acreditavam que seria uma assassina profissional comandada pela a temível Madame M, responsável pelo o desaparecimento de inúmeras garotas nos anos anteriores. Através de um pequeno painel conseguiam assistir, com o acesso as imagens de segurança, tudo o que acontecia dentro do hotel, desde ao banheiro do primeiro andar até o quarto onde estaria o maior mafioso de toda Europa e talvez próxima vítima da assassina.

— Está tudo certo para o final? — Questionou Hongjoong recebendo um revirar de olhos de Tom, que não foi visto pelo o coreano.

— Está sim. — Respondeu Branner, o responsável pelo caso que estavam investigando.

Poucos minutos depois, um táxi fora estacionado em frente ao grande hotel e uma mulher descera do mesmo.

— Aí está ela! — Falou Tom chamando atenção dos outros e agora ambos assistiam a transmissão, concentrados, pois a mulher havia finalmente chegado.

Ela trajava um vestido de cor cinza com finas alças sobre os ombros. Seu andar era firme e seu rosto era inexpressivo por debaixo dos óculos escuros que usava. Seu celular começara a tocar e logo a mesma atendeu o telefone já sabendo de quem se tratava. A voz confiante da assassina soara com um simples "sim" em resposta para o que havia sido lhe dito para fazer. Rumou em direção ao elevador e apertou o botão que indicava ao quinto andar. A aura da mulher exalava a sensualidade, tal coisa que era perceptível aos agentes que ainda a observavam pelo o painel.

Saiu do elevador assim que ele chegara ao andar estimado e caminhou até a porta do quarto onde havia um homem de segurança que logo começou a revistá-la. As mãos passavam sem pudor algum por debaixo do vestido que a mulher trajava. Sem nenhum indício de armas consigo ou qualquer perigo iminente, fora permitida entrar no cômodo e logo avistou mais dois homens, estes estavam sentados sobre poltronas enquanto tragavam um cigarro. Passou pelos os mesmos e chegara ao seu destino final.

Avistou o seu alvo sentado perto de um piano e sorriu pela a primeira vez. Caminhou lentamente em um ritmo totalmente sensual em sua direção e logo sentou-se sobre o piano ficando de frente para o homem que agora lhe fitava interessado. Sem vergonha alguma soltou os fios que seguravam a parte de cima de seu vestido, deixando visível todo o seu colo nu.

— Adoro essa técnica! — Comentou Hongjoong animado ao ver a cena que se passava no painel.

— Que técnica? — Perguntou Branner, curioso.

— A de usar o corpo para descobrir alguma coisa ou distrair para fazer alguma coisa. — Disse Tao ainda sorridente o que fez com que ambos os agente olhassem em sua direção, perplexos.

A mulher começara a soltar pequenos gemidos o que fez com que a atenção voltasse para a tela rapidamente. O gângster distribuía selares pelos os seios expostos da mulher que passara a rebolar sobre o colo do mesmo. Hongjoong assistia a tudo sem desviar o olhar enquanto levava pequenos salgadinhos de queijo em direção a boca, completamente vidrado na tela.

— Ainda tem alguma coisa para comer? — Perguntou Tom olhando em direção ao que coreano que engolia o último salgadinho.

— Que tal ir comprar burritos de frango para nós, huh? — Sugeriu Branner com um sorriso sapeca no rosto.

— Agora? — Perguntou o coreano que continuava a assistir a cena erótica que passava.

— Sim, agora. — Falou Branner em tom irônico.

Completamente frustrado, Hongjoong saiu de dentro do carro, bufando e seguiu em direção à uma lanchonete próxima do carro, pedindo os malditos burritos de frango.

Batucava os dedos na mesa enquanto esperava os pedidos serem feitos. Bufou mais uma vez naquele dia e passou a observar as pessoas ao redor, com um sentimento totalmente desconhecido, parou os olhos em uma mulher sentada a poucas mesas longe da sua. A mulher usava óculos escuros que pareciam ser de uma marca muito cara, os lábios estavam rígidos sobre uma única linha e bebericava um café de forma totalmente elegante. A observava, instrigado, algo naquela mulher a tornavam totalmente misteriosa e perigosa, mas logo tratou de ignorar tal pressentimento ruim em relação a estranha. Não poderia julgá-la sem antes ao menos conhecê-la.

Ingenuidade sempre fora um grande defeito do moreno.

No carro, os agentes continuavam a vigiar as ações da assasina. A mulher de madeixas negras curtas, agora estava sentada sobre as costas do homem enquanto massageava as mesmas. Deslizando as mãos suavemente por entre a carne macia daquela região, a fim de relaxar os músculos tensos do mafioso. Tinha um sorriso perverso no rosto, seria muito simples o que teria que fazer a seguir e numa agilidade perfeita encontrara o ponto fixo da medula espinhal do homem a rompendo em um só golpe. O mesmo tentou gritar, mas fora impedido pela a mão da mulher que cobriu a sua boca enquanto esperava a paralisia de todos os movimentos do homem, assim o deixando morto em cima da cama, completamente paralisado.

Saiu de cima do mesmo, tratando logo de vestir suas roupas para sair dali o mais rápido possível.

Tom e Branner continuavam a observando enquanto se preparavam para quando a mesma saísse do hotel os mesmos pudessem capturá-la em flagrante, mas ficaram surpresos ao ver que a câmera, que haviam instalado no quarto do hotel do gângster, parou de funcionar, ficando com a tela escura em seguida.

— E agora? — Questionou Tom, agoniado.

— Vamos esperar, apenas. — Ditou Branner.

Ainda no hotel e já totalmente vestida, a assassina passou por onde estavam os dois seguranças de antes enquanto ajeitava os óculos escuros sobre o rosto. Estava quass chegando ao fim do corredor daquela suíte quando escutou um apitar de toque de celular, qual não pertencia a si.

"PARADA!"

Escutou gritarem e logo os viu vindo em sua direção. Chutou o que estava mais próximo enquanto trocava de perna para chutar o rosto do que se aproximava, atravessando-o o queixo com a ponta do seu salto agulha que fez com que seu corpo fosse de encontro ao chão, morto.

Viu o primeiro que chutou vir de novo em sua direção tentando acertá-la com inúmeros golpes. Alcançou uma garrafa de vidro e a quebrou avançando em direção ao homem e fincando o objeto, agora pontiagudo, em seu estômago. Percebeu que mais um homem apareceu segurando uma espingarda em mãos enquanto a recarregava. Correu em sua direção e logo desarmou o homem usando as mãos para quebrar-lhe o pescoço em um golpe fatal. Mais dois homens apareceram e retiravam as armas do cós das calças e miravam em sua direção. Em um movimento rápido e astuto, a mulher pegara a espingarda com as pernas e girou o corpo atirando nos homens de uma só vez. Ambos caíram no chão.

Continuou a sua caminhada tranquilamente até a parte detrás do hotel onde encontrou um carro estacionado, já preparada para a sua fuga. Entrou no mesmo e saiu em disparada, mas não rápido o suficiente para fugir de um dos capangas que carregava consigo uma bazuca e que lhe lançara um tiro que fora em direção do veículo, fazendo com que o mesmo explodisse em chamas.

— Merda! — Praguejou Tom ao ver a explosão que acontecera e logo se retirou de dentro do carro sendo seguido por Branner atrás de si. Corriam em direção do carro que estava envolta de fogo.

Branner correu até a porta do carro, puxando-a e retirando de lá o corpo da mulher que se encontrava inconsciente, mas ainda assim com vida. Escutaram disparos e viram do topo do hotel um dos homens do mafioso atirando em direção dos agentes. Tom tentou acertá-lo, mas fora mais lento e recebeu tiros no peito caindo no chão, sem vida.

Hongjoong que estava prestes a pegar a sacola com os pedidos, vislumbrou a explosão e escutou a troca de tiros, logo virou-se em direção à onde ocorria os disparos. Prostou-se a correr até onde estava Branner enquanto mirava em direção ao homem no topo da sacada do hotel e disparou tiros em direção ao mesmo, acertando-o na cabeça.

Foi tudo muito rápido. Escutou mais disparos, mas estes vinham de dentro de um outro carro e iam em direção ao corpo da mulher inconsciente e de Branner que fora atingindo várias vezes nas costas. Virou-se em direção ao veículo e então a viu. A mesma mulher misteriosa que ele observou na lanchonete.

Sorriu para ele enquanto subia a janela de vidro escuro e o carro dirigia em alta velocidade para longe de todo aquele caos.


[•••]


3 meses depois. 


• China, Hong Kong. 


A garota sentia os olhos da desconhecida sobre si. Observando aos seus movimentos, analisando a precisão dos mesmos. Fascinada pela a técnica usada pela a menor. Mas tal coisa já era de se esperar, todos se fascinavam por ela; Lee Ji-Eun, a melhor lutadora de artes marcias que poderia existir em toda a China.

Ela tinha certeza que era a melhor, mas guardava tal sentimento somente para si mesma, contudo, era de fato surpreendente. Sempre ganhava todos os campeonatos e seus adversários sempre eram bastante incomuns e diferentes. Muitos achavam injusto uma garota de quatorze anos lutar contra homens de trinta ou mais anos. De toda forma, aquilo não mudava em nada, ela sempre vencia no final. Certo que aquela fama toda era protegida e escondida a todo custo de seus pais. Os mesmos não poderiam nem sonhar que a garota lutava ou se sequer saía de casa, já que tal coisa era algo totalmente proibido para a mais nova. Como motivo para tal proibição, usavam o fato de estarem ocorrendo inúmeros seqüestros por toda a China e que fazendo aquilo estariam zelando pela a segurança da menina, mas ela sabia que não era somente aquilo. De todo jeito, não tivera opção de escolher senão aceitar o que lhe era dito mesmo não aceitando totalmente.

Era um dia comum. Como todas as outras vezes, esperou o pai sair para ir trabalhar como feirante enquanto a mãe ficava em casa cuidando da mesma. Viu a mais velha trancar-se em seu quarto e logo rumou para fora da casa correndo em direção à onde ocorreria as finais do campeonato qual participava. Com seu lenço, de cor vermelha, amarrado em sua cabeça, o que tomara como "marca registrada", adentrou a academia de luta ilegal enquanto se preparava para o seu primeiro desafio do torneio e observava aos outros participantes.

A regra era simples: valia tudo!

O que era uma coisa boa para a garota que poderia ir sem dó e sem piedade, podendo mostrar o seu verdadeiro talento: lutar. Em contrapartida, os adversários também não pegariam leve consigo, já que já tinham em mente a sua boa fama de lutadora, mas não se deixara abater por tal coisa. A luta consistia em que ganhava aquele quem deixasse o outro inconsciente primeiro. Aquele era um desafio qual a mais nova já estava acostumada, quando conhecera a arte da luta, seu professor, um velho amigo do pai mais nova que lhe gostara de sua personalidade, sempre lhe ensinava as mais variadas formas de ataque e os combates sempre terminavam em quem desmaiasse o outro primeiro. Depois de anunciado o começo do torneio e o nome de todos os participantes, Ji-Eun começou a se preparar tanto fisicamente quanto psicologicamente.

Tinha convicção que ganharia, só teria que ter fôlego até as finais, mas não seria nada fácil ao escutar o nome do atual campeão: Wu Yifan. Ele era alto, (muito mesmo, tanto que Ji-Eun ao seu lado parecia uma minúscula formiga) tinha braços fortes e sua destreza enquanto desferia aos golpes era algo que a garota admirava bastante. Ele era três anos mais velho que si e, mesmo Yifan sendo seu oponente, não podia evitar suspirar pelo o rapaz.

Sim, a garota possuía uma certa apaixonite pelo o rapaz.

O anfitrião da luta logo surgiu no campo de visão da garota enquanto o mesmo subia em cima do ringue improvisado fazendo com que os que estavam ali presentes fossem a loucura, eles gritavam euforicamente pelo o início do campeonato.

— VOCÊS ESTÃO PRONTOS PARA O MASSACRE? — Perguntou gritando em direção a platéia que responderá com ainda mais gritos. — VAMOS COMEÇAR! — Gritou novamente e logo o som do gongo anunciando o início da primeira luta se fez presente.

A chinesa assistia aos homens socando-se dentro do ringue. Estes que já estavam suados e em seus rostos indícios de graves machucados eram perceptíveis assim como o sangue que fluía dos narizes dos mesmos. Viu o momento exato em que o que parecia ser mais fortes correu em direção do oponente o derrubando no chão e sentando-se sobre o mesmo enquanto disparava-lhe inúmeros socos em seu rosto. Mais sangue espirrava e a platéia ia a loucura com o combate sanguinário e pediam por mais.

— Assustada? — Escutou alguém falar perto de si e deparou-se com sua paixão platônica, Yifan, sorrindo ladino.

— Não, já estou acostumada. — Respondeu simplista, mas com uma pitada de mentira. Certo que sabia que era normal tamanha violência, mas ainda assim ainda continuava sendo uma garota e não gostava muito de tantas brutalidades.

— Lógico que sim. Afinal, você é a melhor lutadora da China. — Disse o mais alto em tom irônico, como se estivesse rebaixando a garota (Como se fosse possivel ainda mais). O olhou com desdém. O que ele estava querendo dizer com aquilo? — Só vou te dizer uma vez. Saía daqui enquanto há tempo, não vou pegar leve só porquê é uma garotinha.

Garotinha? Sério?

A mais nova apenas gargalhou o que fez com que o mais alto a olhasse incrédulo com tamanha ousadia.

— Do quê está rindo? — Perguntou trincando o maxilar.

— Da sua tentativa frustrada de tentar me fazer desistir só para não parecer tão patético quando eu te vencer na final. — Respondeu já não sentindo mais nada em relação, toda a admiração e paixão sumira ao ver como ele era realmente.

O rapaz apenas sorriu cínico com a ousadia da garota. Era, de fato, surpreendente a autoconfiança dela. Agradou-se com o jeito da mais nova.

— Vamos ver se consegue me vencer. Garotinha. Estou pagando para ver! — Disse ainda sorrindo e por fim fizera um breve carinho no queixo da menor que evitou um suspirar apaixonado.

 Maldito coração traíra!



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