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História Fatal Attraction - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Esclarecendo tudo


Fanfic / Fanfiction Fatal Attraction - Capítulo 14 - Esclarecendo tudo

  Estar com May me transformava, trazia a tona a verdadeira Sarah; a Sarah divertida, determinada, confiante, disposta a conquistar tudo o que ambicionava. A outra Sarah entediante, a chata, sem graça com tudo e com todos evaporava. E eu amava a outra Sarah que surgia com ela. Naquele dia no rio, May me disse:

"No começo pensei que você seria mais uma presa minha, ou até mesmo só um fica passageiro, mas quando te conheci melhor, enlouqueci, sério. Cada minuto que eu passava com você, me prendia mais a essa insanidade. Só queria gastar tempo com você, conversar e ouvir a sua risada, só que você estava com outro. Me matava pensar o que vocês faziam, foi só então que percebi o quanto a queria para mim. Beijá-la, tocá-la, fazê-la somente minha."

Inexplicavelmente eu senti-me maravilhada e satisfeita com sua confissão, era uma alegria bizarra. Não conseguia parar de lembrar dessa cena sem estar com um sorriso estampado no rosto. Não era possível uma única pessoa me propíciar tantas ondas de sentimentos. Entretanto, não era qualquer pessoa, era May. Quem me fez sentir desejada, admirada, quem enxergou qualidades em mim que eu nem mesmo enxergava. 

Eu havia ido para casa de manhã naquele dia, estava sozinha. Pensativa. May não puxou assunto sobre aquilo. Mas eu sabia que uma hora isso iria ter de acontecer. O lado positivo de adiar o que quer que tivéssemos de conversar, é que eu não estava preparada para dialogar a respeito de sentimentos da minha parte; pois sequer entendia o que sentia. Não ansiava apressar as coisas, em algum momento colocaríamos o diálogo em pauta e aí, eu seria totalmente sincera comigo e com May. 

Agora eu estava no trabalho, sentada olhando para a parede fixamente, já que não havia movimento a esta hora. Minha mente refazia cada fração com May. Fechei os olhos memorando o nosso ápice juntas, era tão bom ser tocada por quem sabia tocar, ela me faz sentir-me valorizada, desejada, coisa que nunca desfrutei com Zayn. Eu não tinha experiência com sexo, já que não tive tantos parceiros, e nunca havia ficado com mulheres, entretanto o que May me proporcionou certamente foi extasiante e a maioria das pessoas iriam gostar de serem estimadas como eu fui. E mal podia aguardar para ser novamente. 

Até agora minha mãe não havia me ligado para fazer seu interrogatório sobre o rompimento com Zayn. Meu ex já devia tê-los contado a novidade, e eu já estava pronta para a jorrada de questões que viria depois. 

Perguntei-me se eu não deveria estar triste e ressentida, afinal era assim que as pessoas ficavam quando terminavam um relacionamento. Eu, por outro lado, havia me entregado a uma mulher que ainda por cima era uma vampira. Isso faz de mim uma pessoa horrível, sem escrúpulos e horrível?

Faz.

Mas eu posso lidar com isso.




O celular vibrava a todo instante em meu bolso, desconfiava ser mensagens de May. Em um momento fui até o banheiro para verificar e acertei, em uma das mensagens ela dizia: "Quero ligar para você", mandei um "me ligue" e não se completou um minuto para meu celular tocar:

- Boa tarde. -ela falou animada.

- Boa tarde, como você está? - perguntei me encostando na parede.

- Bem, e você?- pergunta.

- Estou ótima, Karrie me fez contar todos os detalhes daquele dia. - suspirei exasperada. - Não sei se fico feliz ou arrependida por ter me aproximado tanto dela. 

- Ah, contou a ela que me devorou até que eu perdesse o controle?- ela provocou falando em um tom mais baixo. 

- Eu não fiz isso!- respondi imediatamente.

- Então só mordeu e chupou a minha língua até eu me render? - ela continuou provocando sem pudor algum. 

- Garota estúpida! Eu não estava no meu normal!- tentei me defender. - Para de se gabar. 

- Não consigo, ainda sinto seu gosto na minha boca, loira. E é muito bom. Sinto falta do seu cheiro, até. Ele é muito gostoso, já te disse isso?

- Isso é assédio por telefone. - sorri.

- Quando eu estiver te assediando você vai saber. 

- Quero te bater e te beijar, isso é normal?

- Não sei, mas acho divertido. Opa, estão me chamando aqui, mais tarde a gente conversa ok? 

- Ok, se cuida. 

Despedi-me e sorri boba enquanto voltava ao serviço. Estava tão bem comigo mesma e de bom humor, que não me importei de meu gerente me dar uma bronca, fiquei tranquila. 



~~~~




       A semana passou rápido, e logo já estava no fim do mês. Era meu "último" dia de trabalho, pois logo iria ficar de férias. Estava tudo dando incrivelmente certo. Ao sair da lanchonete para ir embora, eu tive uma surpresa que fez meus pés estancarem na calçada. 

May estava lá parada, apoiada num carro, com as mãos nos bolsos da calça e um sorriso travesso. Comprimi os lábios para não gritar o quanto eu estava feliz em apenas vê-la ali. 

- Oi. - falei totalmente sem jeito, alisando a alça da minha bolsa.

- Oi, Sarah. - ela se desencostou da moto e se aproximou. - Estava passando e pensei em te dar um "oi".

- Foi uma ótima ideia. - quis me jogar em seus braços, enlaça seu pescoço, e tascar um beijo naquela boca maravilhosa. Contive-me, no entanto não queria ser precipitada. - Como você está?

- Bem, na verdade um pouco ansiosa. Pensei em você o dia todo. 

- Também pensei em você. - ah droga, era a primeira vez que eu admitia isso a alguém e puxa... era incrível. 

Nunca fui boa em demonstrar sentimentos, em partes por achar uma bobeira e outras por medo, mas com May eu sentia vontade de contar-lhe todos os meus aterramentos e anseios. Impressionante como ela me deixava confortável e a vontade, eu podia ser eu mesma sem temor. 

- Então, já que está aqui, quer comer alguma coisa?- perguntei, depois desviei o olhar pensando. - Hum.. você não come essas coisas, né?

- Que tal um sanduíche?- sugeriu sorrindo. 

Sorri e fomos caminhando de volta a lanchonete, nossos braços tão pertos que os dedos se roçavam. Dado momento, ela entrelaçou nossos mindinhos e foi tudo. 

Foi rápido para fazermos nossos pedidos e recebê-los, mais ainda para encontrarmos um lugar e nos sentarmos. 

- Como foi seu dia?- fui eu a puxar assunto. Ficamos de frente uma para outra, coloquei a bolsa do meu lado.

- Corrido. - ela sorriu. - Tem sido assim nos últimos dias, Mya tem recebido vários pedidos para organizar festas desde a última, então ela me deixou responsável por algumas por não dar conta sozinha. 

- Você quem está organizando agora?- puxei um pacotinho de katchup, May assentiu. - Já pode me chamar para todas que eu aceito ir. 

- Ah, claro não me esqueci de você e seu fascínio por festas. - ela sorriu me lançando uma piscadela.- Tudo bem por aqui no trabalho?

- Tudo ótimo, eu acabei de entrar de férias inclusive. Pretendo procurar outro ramo, me especializar em algo de verdade, sabe? Mas também quero aproveitar essas férias, viajar... - mordi meu sanduíche com cuidado.

- Sarah, isso é maravilhoso... - murmurou contente. - Você está diferente, mais confiante, eu diria.   

- Sinto que as coisas mudaram, tudo mudou entende? Não amadureci tanto ainda, só que percebo essa mudança em mim e a minha volta. - mexi na embalagem vazia do katchup. 

- Também vejo essa mudança. - afirmou.

O silêncio caiu sobre nós, porém não foi do tipo constrangedor nem por não sabermos o que falar, apenas comíamos e nos entreolhávamos, algumas vezes as pernas se tocavam embaixo da mesa e me fazia vacilar. O simples fato de tê-la por perto já era o bastante para acelerar ridiculamente, o meu coração. 

Então lembrei-me de que tínhamos assuntos pedentes, ainda não resolvidos. Assim, deixei o resto de lanche de lado, bati as mãos para afastar os farelos e limpei a boca com um guardanapo. Engoli em seco antes de começar a falar:

- May, se estiver tudo bem para você, eu gostaria de conversar. - joguei o cabelo para trás, o gesto anunciava o meu nervosismo. - Conversar sobre o que houve entre nós. 

May parou e imitou o meu gesto, endireitando os ombros e me encarando. 

- Ok, vamos fazer isso. - aceitou sem pestanejar. - Do jeito que você preferir.

- Hum, bem.. eu... - busquei mentalmente as palavras corretas. O que eu deveria dizer? Por onde começar? - Olha, eu necessito saber se você está me levando a sério, ou se sou diversão. 

- Tá falando sério?- ela ficou incrédula. - Tudo o que eu te disse naquele dia é verdade, não só quero transar com você. Nós só nos queríamos e consumamos o desejo. - ela não oscilou em um só instante, o olhar dourado cravado no meu, causando ofegos. - Só pra saber, continuo te querendo loucamente. 

- Você.. - tão sem palavras e meu arfar foi mais alto que o esperado, envergonhei-me no instante. - E eu me sinto da mesma forma e foi por isso que eu terminei com Zayn.

- Sarah. - automaticamente ela apoiou os braços na mesa, como se quisesse me abraçar. 

- Não, tá tudo bem. - apressei em garantir. - Só para esclarecer, não fiz isso por crer que teríamos um tipo de caso, fiz por ser o certo. Eu não consigo te tirar do pensamento, continuar aquele namoro seria mentir para Zayn e para mim mesma.

Ela permaneceu calada, ouvindo atentamente o que eu falava, assentindo uma vez ou outra. Contei tudo rapidamente ou perderia a coragem, o assunto era delicado e eu não queria torná-lo embaraçoso. Foi bom desabafar, pôr para fora tais devaneios. O melhor de tudo era que May se interessava pelo que eu tinha a anunciar, não era somente sua opinião que importava. 

- Eu acho que o que precisava ser acertado, já foi. - sacudi os ombros.

- Pode não ser a coisa certa a se falar agora, mas fico feliz que tenha terminado com aquele idiota. Sem ofensas. - ela se prontificou em desculpar. - Eu notei em seu olhar desde a primeira vez que te vi com ele, você não estava agradada. 

- Foi bom você ter aparecido. - terminei meu hambúrguer. - A propósito, está ocupada amanhã?

- Pensando em fazer alguma coisa especial?- profanou maliciosa. 

Verdadeiramente eu queria fazer muitas coisas especiais.

- Pensei que poderíamos assistir um filme lá em casa, como daquela vez. 

Não sei se estava pronta para sair com May e me assumir assim para todos, ficar como um casal com ela em público. Eu nem falei com meus pais sobre isso, acho que precisava de um tempo para finalmente sair do armário. Não era vergonha o que eu sentia, era só... insegurança. 

- Eu adoraria. - ela sorriu contente.

- Combinado então. - sorri.

Conversamos mais alguns minutos, até eu pedir para ir embora. Já estava tarde, e eu ansiava por tomar um banho e tirar aquele uniforme da lanchonete. May se ofereceu para me levar até em casa e eu concordei sem rodeios, queria passar o máximo de tempo possível na presença dela. 


Notas Finais


já já acaba :(


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