História Fatal Frame: A Maldição de Kiri - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fatal Frame
Tags Drama, Fatal Frame, Game, Lenda Japonesa, Terror
Visualizações 11
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil desculpas a quem estava acompanhando essa história... Estava passando por muita coisa ruim e acabei perdendo totalmente o foco da história... :c
Mas agora voltamos com tudo! Espero que gostem, e mais uma vez minhas sinceras desculpas pela demora..

Capítulo 4 - Capítulo 4: Família Hinasaki e a Câmera


Fanfic / Fanfiction Fatal Frame: A Maldição de Kiri - Capítulo 4 - Capítulo 4: Família Hinasaki e a Câmera

Mafayu ainda não acreditava no que fizera a poucos instantes atrás… Espantou um espírito de ódio com sua câmera, o levando a crer em definitivo nas crenças de sua família sobre a tal câmera que capturava o que os olhos não podem ver. Diferente de sua irmã mais nova, Mafuyu nunca foi de acreditar tanto em crenças e lendas. Talvez por ter de amadurecer rápido na cidade o afastou um pouco do lado do misticismo, porém não duvidava da existência do sobrenatural. Afinal já era algo que vinha na sua família desde que sua mãe, Mikoto, encontrara a câmera que tudo vê lá em sua infância.

Vilarejo Minakami, outono de 1968

Mikoto tinha apenas seis anos de idade, no auge de sua pureza e inocência. Próximo ao vilarejo e não muito longe da mansão Himuro, ela brincava na floresta com outras crianças de Minakami, se divertindo por entre as arvores. Ficava tarde, e o sol começava a querer se por, deixando no céu aquele tom alaranjado tão forte quase chegando num vermelho, as sombras na floresta aumentavam, a deixando um pouco escura antes do anoitecer. As pequenas crianças já começavam a se dirigir para a saída da floresta para irem para suas respectivas casas, e Mikoto fazia o mesmo. Sorridente, andava devagar admirando o fim de tarde, caminhava lentamente até que ouvira um sussurro...  Mikoto olhou para trás tentando ver se era alguma criança tinha ficado para trás mas nada enxergava, então voltava a caminhar mas novamente ouvira um sussurro agora um pouco mais alto do que o anterior. A pequena criança olhou de novo para trás e dessa vez avistou alguém por de trás de uma árvore a uns dois metros a sua frente, o que a fez desmanchar aquele sorriso inocente e dar lugar a um semblante um pouco assustada por não saber de quem se tratava de estar ali à espreita, observando... Era uma jovem, parecia ser mais velha por ser mais alta, estava de kimono tão branco quanto sua pele pálida, cabelo grande e negro com uma franja que cobria quase por completo seus olhos, a deixando mais enigmática ainda.

Saía por de trás da árvore e estendia levemente a mão direita movimentando lentamente os dedos, chamando por Mikoto. Esta arregalava os olhos e engolia seco ao ver aquela pessoa tão estranha, nunca vista no vilarejo, então ficava parada apenas encarando. A garota do kimono revelava um objeto em sua mão esquerda, e estendia os dedos que chamava por Mikoto, agora apontando para ela. A garotinha se perguntava “Para mim?” em sussurro tão baixo que apenas ela poderia ouvir, mas a estranha do kimono acenava com a cabeça, concordando, deixando Mikoto espantada de como ela poderia responder algo que nem tivera escutado! A jovem dava dois passos a frente, olhava aquela figura pensava um pouco e prosseguia em passos lentos em direção à garota de kimono branco, a mesma dava uma tímida risada e voltava a se esconder atrás da árvore. Mikoto acelerava os passos e chegava até lá, mas para sua surpresa já não havia mais ninguém ali, nada, apenas um ar gélido. A menina olhava para baixo e bem no pé da árvore estava o objeto que a outra segurava, parecia com uma câmera antiga. Respirava profundamente, e sorria aliviada, mas ainda um pouco espantada. Agachava-se e pegava a câmera abandonada e levava para sua casa.

Chegando em casa, já corria ao atravessar a porta, querendo mostrar a novidade do dia.

- Mãe! Mãe! Olha o que ganhei olha o que ganhei!

- O que foi Mikoto? O que você ganhou? –aparecia de um dos cômodos da casa, sorrindo ao ver a animação de sua filha. Iyai era uma mulher de expressão um pouco fechada devido a tudo que passou na  infância, seu cabelo semi grisalho mostrava essa experiência, mas ao tratar de sua filha, ela sempre esboçava um sorriso demonstrando felicidade em tê-la por perto.

- Isso aqui! O que é isso mamãe? –corria em direção a sua mãe, estendendo as mãos mostrando o objeto que agora lhe pertencia.

- Mikoto quem te deu isso? É uma câmera! Ninguém te daria algo assim? –respondia de forma espantosa, já que seria algo bem incomum alguém dar assim do nada uma câmera daquela para uma garotinha.

- Uma moça de kimono! Ela deixou isso pra mim e foi embora!

Ainda achava aquilo tudo muito estranho, mas acreditava em sua filha afinal ela não teria motivos para mentir. Então ambas foram para o quarto conversar, Iyai pegou a câmera e começou a explicar o que era. Tiraram algumas fotos e depois guardaram o objeto que permaneceria por anos na família Hinasaki, e foram apreciar a noite.

 

Agora ali naquela casa, o sobrenatural parece ser o mais comum apesar de insano. Após abrir a porta, o jovem andava por uns cinco metros por um corredor vazio. O silêncio era absoluto, só se ouvia o ranger da madeira envelhecida com cada passo que ele avançava. Virando a esquerda se separava com outra porta, ele a abria e adentrara no cômodo silencioso. Suava frio, os olhos frenéticos e observadores mais atentos do que nunca, com a câmera em mãos subia uma pequena escada de seis degraus se deparando com algo se assemelhava a uma biblioteca. Havia livros em estantes, pergaminhos espalhados tanto no chão quanto em móveis, alguns em ótimo estado de conservação, alguns danificados pela umidade e pelo tempo ali esquecidos, mas ainda assim eram perfeitamente legíveis.

Andando um pouco mais, Mafuyu avistava um tipo de caderno negro de capa dura onde as letras douradas formavam o título da escritura, “O Demônio Cego”. Ele se abaixa a para o pega-lo e levá-lo como uma de suas provas dessa visita. Arqueava as sobrancelhas ao ler o título, despertando a curiosidade em saber que tipo de conto estaria ali. Então o jovem encostava-se na parede próxima e abria o caderno em páginas aleatórias próxima e começava a ler alguns trechos em tom de voz tão baixo que parecia um sussurro…

“pag. 27 ...Talvez ela não saiba o quanto seu sacrifício é importante para o nosso futuro, precisamos dela, senão os demônios não se satisfarão e o ritual não será completo.

Pag. 29 … As portas para o inferno ficarão abertas e só o “demônio cego” pode acalmá-los e controlar o mal…

Pag. 36 … A máscara já está pronta… Ela irá perfurar os olhos da donzela, iniciando o ritual e saciando os demônios. Me desculpe, não queria que fosse assim mas é necessário…”

-Chega! -Mafuyu soltava o caderno, respirando ofegante, acabara de ler sobre um ritual em que cegavam uma garota inocente com uma máscara com pregos na região dos olhos - O que faziam aqui? Que brutalidade…

Este foi apenas um dos muitos segredos que aquela casa ocultava, rituais, mortes, demônios… O que teria levado a família Himuro a praticar tais atos tão extremos? Mafuyu se perguntava isso misturando em si uma mistura de curiosidade em terminar o que viera fazer, ou ir embora e deixar essa experiência para trás até sumir de suas lembranças.

Enquanto respirava profundamente até tomar alguma decisão entre ir e ficar, um ruído vindo de trás de uma porta a dois passos em sua frente. Com os olhos focados de onde surgia o barulho, Mafuyu sentia o ar ficando pesado e gélido... Com os dedos trêmulos segurava a fechadura da porta e a abria. Para sua surpresa era um tipo de gravador antigo que estava exalando aqueles ruídos, o jovem soltava a respiração junto a uma longa piscada, aliviado por não ser nada demais. Levava a mão até o aparelho e o desligava, mas antes mesmo que tirasse sua mão dali, uma outra mão pálida e gelada pairava sobre a sua, deixando Mafuyu paralisado com o que ele já imaginava o que pudesse ser. 


Notas Finais


Até dia 20 tentarei enviar o capítulo 5!


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