1. Spirit Fanfics >
  2. Fatalidade - Three Shots >
  3. First shot

História Fatalidade - Three Shots - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee ~
Obrigada pela atenção! Para quem não me conhece, sou a Leths, e, bem, sou uma ex-autora de histórias que, por questões da época, precisou parar de escrever, quer dizer, nunca abandonei o Spirit por conta de interativas, mas enfim.

Eu só estou falando isso por conta de um projeto que tenho para voltar a escrever, sendo fazer pequenas ones de alguns personagens meu feitos para interativas sobre o passado deles, com a autorização do autor, óbvio. Como devem ter reparado, essa one virou uma three shots por questão de linha de raciocínio, o que faz que talvez, se sair mais ones, não sejam tantas, porque estou bem naquela vibe “quero escrever história” ahhahahah

Buuut, fiquei verdadeiramente contente com o resultado desse capítulo e estou bem ansiosa para escrever o resto <33

Sem mais delongas, em oferecimento a autora perfeita @NellyHime , essa micro história é sobre um período do passado de uma personagem minha para uma fanfic interativa dela (Malus Malum, super recomendo, por sinal) que infelizmente não trabalhei tanto, porque o passado dessa coisinha já possuía sei lá quantas coisas e eu não era tão experiente em fazer um conto no lugar da historinha das minhas crias. Sem contar sério foi uma delícia ver essas duas juntas.

Para contextualizar, Cassandra Fox Aniston é uma bruxa que, por conta do contexto da obra (casa das treze, Grande Avó, as Tias, tudo isso faz referente ao universo criado pela Nelly no contexto de Diabolik Lovers), precisou ficar 8 anos numa espécie de orfanato BEM rígido até o dia que ela literalmente tiraria a sorte, vendo se seria condenada aos vampiros, ou estaria livre. Outra questão dela é sua aparência física, sendo sempre ela quando dizer sobre morena ou olhos azuis. Sua personalidade é um tanto difícil de explicar brevemente, mas pensa numa mulher que ama provocar as pessoas, sedutora e esse tipo de característica. Essa é a personalidade dela numa forma mais estereotipada.

Já Jessica Smith, a pessoa que terá o foco em si, é uma sereia órfão que foi para esse lugar após o assassinato dos pais, sendo um ano mais velha que a primeira. Sempre foi provocada pela Fox, o que a fez supostamente odiá-la e, bem, o desfecho dessa história veremos agora!

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 1 - First shot


o ódio de uma sereia

 

Essa história sempre possuiu de tudo para dar errado, então por que raios pensou que poderia dar certo? 

Jessica sempre foi uma mulher ponderada, inteligente e dedicada, não sendo à toa o apreço das pessoas por si. Tudo exalava perfeição, desde suas falas meticulosamente planejadas, até os fios de seu cabelo; a aurora mais bela que alguém poderia presenciar. Mesmo não sendo a número um, tamanho prestígio lhe caia bem, sendo o suficiente para amaciar o seu ego. Ao menos até conhecer a bruxa.

Não conseguia dizer ao certo como – ou até mesmo em que momento – toda essa história começou, podendo ser quando pegou-a fugindo de seus aposentos naquela manhã um tanto quanto usual, ou até mesmo quando deparou-se com aquele hipnótico olhar pela primeira vez, podendo jurar conseguir mergulhar em toda sua imensidão, afogando-se na sensação propiciada à si. Ela era que nem um diamante negro: rara, feita apenas para poucos apreciarem. Sendo única em todas suas formas, tornando impossível de pensar em como não conseguiria se apaixonar por essa mulher. Enquanto a si mesma, bem, era sem graça, vazia, por mais que a notoriedade fosse concentrada em si, não via um motivo que a tornava tão interessante quanto sua antiga amante que jurava odiar. O que no fundo sempre soube que não se passava de uma grande mentira, por mais que demorou um tempo para perceber. 

Digo, Cassandra sempre mexeu consigo de uma forma. 

Jessy nunca foi de dar atenção para os outros, simplesmente não ligando para o quê falavam ou, tampouco, faziam desde que presenciou a morte de seus pais. Você se encrencou com alguma Tia? Paciência. Foi punida pela Grande Avó? Acontece. Botou fogo num recinto? Bem, boa sorte. Todas essas coisas simplesmente não eram assuntos seus, portanto, preferia não se meter nos ditos. Entretanto, quando o assunto era Cass, ficava realmente brava com as atitudes dessa, repreendendo-a e ainda recebendo como resposta aquele maldito sorriso indolente que a outra tanto amava dar. O incômodo que sentia pela falta de obediência da dita – sendo o motivo por esse suposto desgosto-, no fundo, nunca deixou de ser preocupação, desejando de uma maneira louca, que nem ela sabia explicar ao certo, o melhor para a mulher, o que implica em não vê-la machucada, sem comer ou sob qualquer tratamento sádico que aquela velha poderia disponibilizar.

Sem contar o fato de Cassandra sempre ter sido uma afronta à sua sexualidade, fazendo com que sua pseudo antipatia ganhasse maiores justificativas quando entramos nesse assunto. Ficar com outras mulheres sempre pareceu ser algo tão errado, profano, algo que alguém como ela nunca faria, podendo botar sua mão no fogo para provar que era hétero. Só que no fim, o corpo, ao contrário de sua boca, não mente. 

E aquele dia foi a prova disso. 

Jessica estava estressada naquela manhã. O dia parecia ter virado e dito “hum...olha que menina mais bela, vamos ferrar um pouco sua vida?”, estando no início de um período conhecido popularmente como TPM, ou melhor dizendo, tempo feito exclusivamente para matar suas esperanças e acabar com sua vida. Nossa, como ela odiava ficar nesse estado! Apenas desejava mandar todos para inferno, enquanto ia no local mais isolado que possuía para apreciar de um bom livro. Só que, como todos devem imaginar, nem tudo acaba ocorrendo como o nosso planejamento. 

Primeiro veio a cólica. Aquilo definitivamente não era algo de Deus, desejando apenas deitar em posição fetal, enquanto lamentaria das coisas mais banais possíveis, mas que lhe incomodavam e não falava por simplesmente saber que seria julgada. Então, após isso, precisou conviver com a irritante companhia de todos daquele lugar, precisando controlar-se fortemente para não dizer nada de errado para ninguém e ser punida logo em seguida pelo seu suposto “mau comportamento”. E, enfim, quando achou que poderia descansar, a Aniston surgiu, indo provocá-la como usualmente fazia. A sereia por si só já estava irritada, mas ver aquela faceta típica de quem irá aprontar algo foi o estopim para si, explodindo com a mulher, enquanto jurava aos céus nunca mais desejar ver sua face novamente. Por incrível que pareça, talvez por perceber que a loira não se encontrava nos seus melhores dias, Cassandra respeitou, indo distrair sua mente com qualquer coisa que não lhe entediasse em outro lugar. 

Com um longo suspiro, admitiu para si mesma o fato de não estar em seu melhor estado. Mesmo não sendo uma das treze que tirariam a sorte para tentar quebrar a maldição dos príncipes mimados, sabia que um comportamento desse não seria tolerado pelas tias ou ainda menos pela Grande Avó. Ou seja, isolar-se seria o melhor a ser feito no momento. 

Então, trazendo livros grossos em seus braços, Jessy foi caminhar lentamente sobre o gramado, vislumbrando-se com a beleza da primavera, enquanto ia ao lugar de desejo. Algo que ninguém sabia sobre si era que a Smith possuía um pequeno esconderijo seu; o seu segredo mais íntimo e afetivo, uma vez que era sempre ali que ia quando qualquer coisa lhe afligia, acalmando-a de um modo sem igual. Não sabe ao certo como o descobriu, uma vez que não viu sequer Melly naquela região, mas ao seu ver tamanha exclusividade era o que tornava-o tão especial, já que pelo menos dessa forma poderia retirar essa máscara que carregava consigo, sendo exatamente quem ela era sem possuir o peso do julgamento em seus ombros, nem que fosse por alguns instantes. Em outras palavras, aquele era o seu lugar de paz e ficava bem com ele. 

Mas, diferente do de costume, conforme ia se aproximando, mais e mais ouvia uma melodia misteriosa que ficava progressivamente mais alta, pegando-a de surpresa. A voz que a cantava, como o esperado, era feminina, possuindo um timbre doce, gostoso de se ouvir, aumentando ainda mais o deleite propiciado pela sensação que ela trazia. Contudo, quanto mais prestava atenção, percebia a sensualidade oculta pelas suas palavras, assim como já ouvira antes em músicas como o jazz -  muito apreciado pela sua falecida mãe, por sinal -, lembrando-se fortemente desse estilo.

 A suavidade que englobava todo esse contexto era encantadora, sendo hipnotizante, de sua forma, como se houvesse um feitiço que deixava-a levar lentamente, desejando saber quem seria a responsável por tudo isso. O que foi uma surpresa para si, de certa forma. 

A Senhorita Fox - assim como chamava a morena de longos cabelos cor de chocolate-, dançava de um modo único, enquanto recitava os sons ouvidos por si anteriormente. 

Apesar da raiva sentida mais cedo pela mulher, Jessica simplesmente não conseguia desvincular o seu olhar dela. A forma lenta em que se movia no ritmo de sua palavras penetrantes era um pecado, enquanto o remexer daqueles largos quadris, sua sina. Isso instigou-a de uma forma inexplicável, fazendo com que uma erupção se iniciasse em seu peito, completamente presa no borbulhão de sentimentos propiciados por essa cena. 

—Pelo visto alguém repensou o “eu te odeio, quero que desapareça e nunca mais surja na minha frente novamente” bem rápido, não?— Cassandra parou o que estava fazendo, virando-se para a dita com o seu clássico sorriso em sua face polida—Mas, e aí, gostou do meu pequeno show particular?  

Caso vergonha matasse, pode ter certeza, Jessica estaria a 10 metros abaixo da terra, com direito a flores e incensos, por favor. Pela primeira vez em dias, ou melhor, meses, simplesmente não sabia o que dizer. Basicamente não poderia dizer que sim, que amou aquilo que viu e, se pudesse, ficaria o dia inteiro a apreciando, só que também não poderia dizer o contrário. Poxa, ela estava basicamente babando na bruxa! 

Ei, não precisa ficar tímida. Nao tem nada demais em dizer que ficou hipnotizada por mim, eu também ficaria, principalmente quando pensamos nos símbolos de sexualidade nesse local. Aposto que a grande delas nunca gozaram na vida, o que é bem triste. 

Puta merda. Puta merda. Puta merda! 

Certo, era só ela se controlar, não? Quer dizer, contar até dez, imaginar ovelhas pulando cercas ou até mesmo um campo florido, para então dizer alguma frase já planejada sua e acabar com essa situação. Sem estresse, sem problemas. Ela conseguia, sim, conseguiria fazer isso! Então, com tal linha de pensamento, fingiu uma falsa calmaria e disse de um modo frígido:

—Cassandra, quer dizer, Senhorita Fox, se comporte. E o quê eu disse ainda está de pé, apenas estava esperando acabar para solicitar que você saia daqui. Então, por favor, vá embora daqui.

A morena encarou-a com um careta, sendo claramente o que não desejava ouvir.

—Por que você acha que eu te obedeceria? 

—Porque estou mandando. Agora, s.a.i.a.

Hum… fraco. Vai precisar de mais que isso para que eu te ouça. 

—E o que você quer dessa vez, que eu grite dizendo que está tentando fugir? 

Uau, isso sim seria ser cruel. Mas eu pensei em algo mais interessante, tipo, aproveitar um pouco, o que você acha?

Merda, o sorriso, aquele maldito sorriso. 

Jessica fechou os olhos, dando um longo suspiro com a ação, tentando ficar o mais calma possível, o que, francamente, não estava dando certo. Não iria responder isso por motivos óbvios, tendo plena consciência do joguinho que a Fox estava tentando armar com suas provocações. Aquilo não a levaria para nenhum lugar além do estresse, mudando sua estratégia para ver se desse modo conseguiria ao menos um mínimo avanço. 

—Hoje o dia está péssimo, somente queria ficar um pouco sozinha. Digo, aqui é o meu lugar de paz, apenas queria relaxar um pouco. Então, por mais que isso seja dificil para você, poderia me deixar em paz apenas por um mísero dia?

—Está bem, está bem. Você venceu, feliz? Mas... —Jessy encarou-a atenta, como se pedisse para prosseguir, apesar do claro alívio em seu olhar.— eu não irei sair pois cheguei primeiro e preciso treinar, porém, apenas porque estou muito bondosa hoje, prometo te deixar em paz enquanto você faz o que bem entender, está bom para a vossa majestade

Pensou antes de responder. Sabia do modo de ser da morena, amando a importunar das mais diversas formas possíveis em qualquer oportunidade que tinha. Entretanto, também possuía plena noção que isso também era o melhor que possuía no instante, estando entre a forca e a cruz.

—Certo, só cumpra com suas palavras. 

O sorriso, de novo. Ela não cansava de fazer isso? 

—Pode deixar, amor, não farei nada. Quer dizer, ao menos que você peça

Jessica tentou ignorar essa fala e se aproximou de uma árvore, encostando sua costa em seu tronco, enquanto abria um de seus livros, completamente pronta para devorá-lo. Pelo menos, era o que desejava fazer.

 Ao contrário de do que pensava, Cassandra verdadeiramente cumpriu com o que lhe foi dito, fazendo suas atividades como se ela não estivesse ali. O que foi frustrante

Com a expectativa de receber a atenção da morena, constantemente via-se perdida em suas curvas, encarando-a na espera de uma ação, sendo impossível focar-se na narrativa de seu autor favorito com aquela ninfa a sua frente, enfeitiçando-a com tudo que ela fazia. Mesmo sequer olhando para si, Cass lhe provocava, gerando uma contestação em seu interior sobre aquilo que ela teoricamente havia relevado. 

“[...]ao menos que você peça”, o que ela quis dizer com isso? Por que pediria algo para ela? Não existia nada que a Aniston possuía que ela cobiçava, então qual seria o propósito disso? Tamanha hesitação por uma simplória frase faziam-na mordiscar seus lábios rosados de um modo involuntário diante a todas as possibilidades que vinham em sua mente, não sabendo mais o que era que ela desejava ou não, ou ainda o que faria caso a morena estivesse planejando algo por trás disso tudo. Imagina se isso foi apenas um plano totalmente bem planejado feito exclusivamente para a confundir? Está bem, poderia estar um tanto quanto paranoica sobre o assunto -até porque. como que ela saberia que sempre vai ali quando algo lhe passa?- , mas o modo em que ela se tocava, passando as mãos pelas suas curvas tão explicitamente, era covardia. Não que ela estivesse gostando, apenas estava...admirando a vista. Isso, admirando a vista. 

Quando percebeu, minutos já haviam se passado e ela estava ali, com sua mente em outra dimensão, esquecendo totalmente do motivo que colocou-a nessa situação. Isso era estranho, mas ainda não deixava de ser um estranho bom. Não era de perder sua atenção, assim como que nunca havia sentido essa sensação em seu peito, entretanto, sentia-se bem, em paz, como naquele instante não estivessem no inferno daquela casa, com o diabo daquelas pessoas ou com a porcaria da pressão colocada constantemente em cima de si. O universo inteiro havia se tornado Cassandra, e estava contente com isso. 

Talvez tamanha euforia tenha a feito mudar e talvez, pelo mesmo motivo, naquele instante, aquela não fosse mais Jessica, mas sim uma outra mulher que nunca havia conhecido antes, audaciosa ao ponto de, quando a outra percebeu seu olhar incessante, ao invés de corar e resmungar como Jessy faria, simplesmente lançou um sorriso lascivo como resposta, podendo ver pela primeira vez a surpresa naqueles olhos azul acinzentados. E, nossa, isso foi mais belo do que qualquer noite estrelada presenciada por si, sendo sua nova visão favorita.

Tomada pelo impulso, numa coragem não pertencente à ela, levantou-se, diminuído cada vez mais a curta distância entre ambas, finalizando apenas quando sentiu seu lábio roçando ao da mulher. Aquilo foi rápido, singelo, sem qualquer toque a mais, entretanto, o suficiente para sentir tal sensação em seu peito agravar-se pela descarga elétrica proporcionada pelo seu corpo. 

Que merda é essa? A tensão em seu interior logo foi substituída pela culpa, rompendo o breve contato entre elas sem qualquer noção do que havia feito, ou melhor, o que iria fazer agora. Sua mente estava em branco, não processando o que havia acabado de acontecer. Ela havia... beijado Cassandra? Céus, desde quando saiu do mundo de seus mundo ficcionais e começou a vivenciar esse doce pesadelo? 

—Eu, hã... — Vamos, precisava dizer isso. — Desculpa, não sei como acon....

Calou-se.

 Cassandra aproximou-se de si, sendo possível experienciar a árdua respiração da mulher em seu ouvido, onde deixou um breve sussurro:

—Você fala demais.

Jessica estremeceu. O toque dela em seu pescoço, indo dessa região a sua boca numa série de beijos leves, sem qualquer pressa ou brutalidade, era algo novo para si, e quando a bruxa finalmente chegou no lugar que ela internamente desejava, foi algo mágico, como nada igual que já havia passado antes. O beijo foi inicialmente leve e um tanto quanto desajeitado de sua parte, afinal; nunca havia o feito antes. E sabia que Cassandra notou isso, não tendo afobação em seu toque, mas sim um carinho sutil e afetuoso em seus cabelos que apenas deixava-a ainda mais confortável com aquela situação, restaurando cada vez mais aquela confiança em seu peito. Era um beijo mais sentimental, no fim das contas, onde diziam tudo que não cabia em palavras com os seus corpos.

Talvez por conta disso, com um breve sorriso ao longo do beijo, tomou coragem de se arriscar, colocando ambas as mãos ao redor do pescoço de sua companheira, imitando seus toques de um modo tímido. Como resposta, logo sentiu o contato da outra expandir-se, aventurando-se gradativamente pelos seus ombros, suas costas e, enfim, sua cintura. Quando sentiu os leves apertos na região, arfou baixinho, tendo seu corpo mais e mais aproximado do dela, sendo possível sentir os seios rígidos da dita contra o seu, o que era uma sensação estranhamente boa. 

Conforme a situação prosseguia, mais e mais era possível sentir a intensidade do momento. Não conseguia explicar o que se passava pela sua mente ou, tampouco, pelo seu corpo. A névoa de pensamentos, o formigamento de sua barriga, a fraqueza de suas pernas, o calor em sua intimidade. Toda aquela adrenalina era excitação? Não conseguia responder. Somente sabia que aquilo, sem sombra de dúvidas, havia sido melhor do que em qualquer livro lido por si, e desejava sentir essa vivacidade sempre.

Quando Cassandra afastou-se levemente, logo sentiu a abstinência de seu toque, assim como uma completa viciada que desejava mais e mais de sua droga. Encarou-a confusa, sem entender ao certo a situação, o que foi o suficiente para que recebesse sua resposta.

—Nem imagino como seria a reação daquela velha se nos visse juntas— Cassandra disse de uma forma abstrata, mais para ela mesma do que à si, dando um largo sorriso em sua direção antes de prosseguir. — Ei, não precisa fazer essa cara, na próxima vez que nos vermos prometo encher todo o seu corpo de beijos até que implore por mais enquanto grita o meu nome, mas não quero a encrencar, e, bem, em breve uma das Tias provavelmente virá aqui. —Colocando o braço ao redor da cintura de Jessy, finalizou— Enfim, vamos antes que notem nossa falta. 

A contra gosto, concordou com sua cabeça, respondendo-a brevemente como usualmente fazia. Ao longo do caminho, a Aniston – como o esperado – tentou provocá-la incontáveis vezes sobre o que aconteceu, mas ela não queria falar sobre isso, Jessica simplesmente não conseguia após notar o que havia feito, sendo a primeira vez que a ficha caiu para si, percebendo o quão importante essa mulher era em sua vida. 

Afinal, Jessica Smith sabia que Cassandra Fox Aniston era uma bruxa, contudo, não imaginava que ela lançaria um feitiço em sua vida, sendo essa sua sina. 

Nunca foi ódio que sentiu por ela, no fim das contas.


Notas Finais


Então, o que acharam? Críticas construtivas sempre serão bem vindas.

A música inspiração do capítulo foi Hate me dá Ellie Goulding e esse foi a primeira parte dessa história, sendo o começo dela, como perceberam. No próximo irá ser um tanto mais...interessante? Uma vez que teremos o relacionamento delas que, já aviso, é totalmente proibido pelo contexto em que ambas estão inseridas (segundo Nelly, se a pessoa que administrava o local as pegassem, vulgo a Grande Avó chamada constantemente como velha no capítulo, queimaria-nas vivas).

Não sei quando vou posta-lo, mas prometo dar o meu melhor!

Acho que não possui mais nada para dizer. Novamente, obrigada pela atenção e até a próxima. <3333


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...