História Fatalidade - Capítulo 29


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O que posso dizer?... Desculpem, demorei mas postei ;)

Esse é o último capitulo, depois dele um epilogo possivelmente curtinho. ;)

Capítulo 29 - Miraculous do pavão


A vontade de sair da escola no intervalo era enorme! Mas era preferível esperar, não havia mais Hawk Moth, e não havia qualquer sinal de algum Chat Noir diferente de Adrien, então provavelmente Gabriel não tinha o anel. Se tivesse causaria estrago para chamar a atenção de Ladybug como fazia com o miraculous da borboleta.

Ela decidiu mandar uma resposta pouco reveladora e Adrien para não deixa-lo no escuro.

“Adrien,

Foi uma surpresa que não viesse à aula hoje! Estou em casa com o material do trabalho em grupo. Se for mudar algo no que já fizemos até agora discutimos por e-mail. Seu pai ainda não devolveu seu celular? Ele ainda está em casa? Falou o que aconteceu para ficar tão bravo?

Marinette.”

A resposta de Adrien veio poucos minutos depois.

“Mari,

Continuo em meu quarto, meu pai parece bem... Alterado. Ele ainda está com meu celular. Você está vendo as notícias? Creio que meu pai esteja bravo porque... Chat Noir pegou joias de família no cofre do escritório! Eu realmente não entendo, nem sabia que minha mãe tinha joias!

Adrien”

Adrien colocou o link das últimas notícias, era uma reportagem de Gabriel Agreste acusando Chat Noir de furto, com imagens da câmera de segurança. Era uma provocação, algo para fazer com que os heróis aparecessem. Talvez uma medida desesperada considerando que Gabriel não poderia dizer exatamente o que fora roubado e que Chat Noir e Ladybug poderiam simplesmente se defender acusando-o de ser Hawk Moth. Alias Ladybug sequer estava envolvida naquilo e se Chat Noir nunca mais aparecesse o que seria muito possível considerando que Hawk Moth não agiria mais a acusação de Gabriel Agreste seria totalmente vazia. Era desespero, até onde chegaria se deixassem?

Ela e Adrien evitavam mensagens reveladoras, se Gabriel estava com o celular dele poderia ler as mensagens então a melhor coisa era continuarem de forma discreta.

Quando chegou em casa, Marinette subiu direto para o quarto conversando com Tikki sobre o miraculous do pavão.

— Nooroo disse que a joia está danificada e Duusuu incomunicável, Tikki. O que você acha se eu tentar usar o miraculous para descobrir mais alguma coisa?

— Considerando que talvez Emilie tenha feito exatamente isso e por esse motivo está desacordada não parece ser uma boa ideia.

— Mas o próprio Gabriel deve ter tentado... Será que ele obteve alguma resposta? Será que ele tentou algo depois que ela foi afetada pelo miraculous?

— Ah! Ele deve ter tentado, mas não deve ter conseguido nada ou Nooroo teria dito algo mais esclarecedor.

— Mas você acha que vale a pena tentar?

— Me parece perigoso...

Ela abriu a caixa e pegou o broche olhando para a peça. Poderia deixar o miraculous ali e ir para a casa de Adrien procurar pelo jardim interno onde poderia estar Emilie. Porém, sem qualquer informação extra, estaria exatamente na mesma situação de Gabriel Agreste. E sem mais nada a única alternativa viável que poderia ter seria a mesma que ele considerou antes dela: o poder absoluto.

— Eu tenho que tentar, Tikki. Mas algo me diz para fazê-lo como Ladybug!

Marinette comandou a transformação antes de colocar o broche preso ao traje. E assim que prendeu a joia, sentiu o local se aquecer, quase queimar e sua mente foi envolvida por imagens estranhas, fogo, lutas. Ela pode ver o portador do joia da borboleta, mas não era Hawk Moth, ou era? Então viu alguém que certamente era Emilie, reconheceu pelas fotos. Ela olhava diretamente em seus olhos e quando estendeu a mão pode senti-la tocando em sua bochecha, mas ela gritou e o olhou para os próprios dedos, mas não conseguia afastá-los. Sabia que algo estava errado, num gesto instintivo levou a mão a joia do pavão e sentiu a palma da mão queimar. Tentou tirar o broche, mas por longos instantes não conseguiu. Era a mão que não respondia ou o miraculous estava simplesmente preso demais?

Quando o adereço finalmente soltou-se em sua mão ela o jogou no divã a frente e caiu sentada no chão ofegante. O que havia sido aquilo? O miraculous jazia inocentemente sobre o tecido rosa. Ela não tinha visto ou falado com Duusuu. Seu brinco apitou mesmo que ela não tivesse usado seu “lucky charm” e ela abreviou aquele momento comandando a destransformação.

— Marinette! — A kwami se aproximou dela, abraçando sua bochecha sem nem se lembrar de cookies.

— Que raios foi isso, Tikki?!

— Não tenho ideia, mas também senti.

Marinette foi até o espelho sentindo o ardor acima do busto onde havia prendido o broche. Ao afastar a camiseta logo notou a bolha marcada ali, no formato exato da joia. Sua mão estava vermelha não com uma bolha, pelo menos, não ainda.

Não tinha tido qualquer explicação, e por um momento usar o poder absoluto lhe pareceu o caminho mais simples. Mas tinha entendido alguma coisa, algo que não poderia explicar, pois parecia loucura... Tinha muito receio, pois era apenas um sentimento e se estivesse errada a morte de Emilie poderia ser apenas uma parcela do resultado ruim. Talvez não devesse arriscar? Mas deixar as coisas como estavam não era, com toda certeza, uma opção...

Ela alimentou Tikki pensativa. Mas achou melhor nem perguntar a pequena, se Tikki soubesse mais alguma coisa teria dito. Daquele ponto em diante, estava as escuras. Transformou-se em Ladybug e saiu dali na direção da casa de Adrien.

Dando a volta pelos fundos da casa ela logo descobriu tanto uma janela fechada que provavelmente seria da sala próxima ao escritório interno, quando uma janela lateral muito grande próxima ao chão em uma área restrita por muros parecendo estar ali para iluminação natural de um porão. Quando observou pelo vidro, descobriu que era exatamente o lugar que procurava. Deu a volta para chegar ao quarto de Adrien vendo as janelas lacradas. Então se aproximou discretamente por um dos cantos batendo. Logo pode ouvir a voz de seu parceiro do outro lado.

— Ladybug?

— Sim, descobrir o jardim de inverno. Já sei o que fazer, mas vou precisar da ajuda de Chat Noir. Você pode sair daí. — Ela disse com uma segurança que não sentia de forma alguma.

— Sempre tem um jeito...

— Então use, e renove a transformação.

Algum tempo depois a dupla dava a volta na casa chegando a enorme janela. Observando o lado de dentro era possível ver a redoma de vidro onde estava Emilie. O lugar estava vazio exceto pela presença do esquife. Eles quebraram um dos vidros entrando de forma mais silenciosa possível.

— É... É... exatamente como em meu sonho, My Lady! — Chat Noir tinha se aproximado vendo a mão deitada imóvel sob a redoma. Passando a mão sobre o vidro mas sem tocá-lo, como se pudesse ser extremamente frágil ou pudesse prejudicar Emilie de alguma forma com o contato.

— Precisamos abrir Chat Noir.

— Você sabe o que fazer, My Lady?

Com algum receio, ela assentiu, mas em busca de alguma dica usou seu poder, recebendo um elástico de cabelo no padrão joaninha. Então teve certeza, ainda assim...

— Precisamos abrir, mas não use o cataclismo, não ainda.

Cada um foi para um dos lados do ataúde de vidro segurando nas bordas e suspendendo a tampa. No mesmo momento que conseguiram retirá-la soou uma estrondosa sirene pelo recinto. Rapidamente Ladybug tirou o miraculous do pavão que estava consigo envolvido em um lenço e o prendeu logo acima do busto de Emilie. No instante seguinte Gabriel Agreste estava descendo pelo elevador gritando a plenos pulmões.

— O que vocês pensam que estão fazendo!? Não percebem?! Vão mata-la!

Mas sem qualquer comando de transformação o corpo de Emilie se transformou como se fosse uma heroína, envolvida pelo azul do traje do pavão. Logo depois uma enorme esfera de fogo a envolveu e ela estava no centro como se fosse o núcleo azulado do fogo, a parte que tem mais oxigênio enquanto as labaredas externas fulguravam em sua cor amarelo alaranjada irradiando calor intenso.

— My Lady?!

— Tire Gabriel Agreste daqui, Chat Noir, mas leve-o para fora da mansão!

Chat Noir se aproximou do elevador que não tinha ainda chegado ao chão e quebrou o vidro externo com o bastão. Não tinha nenhum animo para piadas e a insegurança fazia com que seu coração pulsasse de forma acelerada, ainda assim precisava fazer o que ela havia dito.

— Você ouviu a dama, senhor Agreste. Vou tirá-lo daqui.

Gabriel Agreste tentou saltar do elevador para o chão do jardim interno e seguiu-se uma breve luta com Chat Noir enquanto proferia impropérios a ele.

— Não bastava entrar aqui, furtar, agir como um gatuno sem honra! Foi isso que aprendeu com o guardião?! Vocês não entendem?!

— Quem não entende é o senhor! — Em uma luta corporal entre Chat Noir e Gabriel Agreste o segundo não tinha a menor chance e foi rapidamente imobilizado pelo felino negro. Nathalie olhava do alto pelo acesso, mas nada podia fazer. Chat Noir saiu dali pela janela de vidro quebrada, levando Gabriel Agreste consigo. O pai vociferava maldições e xingamentos ao gatuno. Do lado de fora da mansão, Nathalie e o segurança correram atrás deles e Chat Noir já sabia o que fazer para tirá-los daquele combate e voltar para ajudar sua joaninha. Na frente da mansão havia uma joalheria e provavelmente tinha um bom sistema de segurança. Ele deixou que Nathalie e o segurança se aproximassem e entrou com Gabriel na loja sendo prontamente seguido pelos dois. Lá dentro ele empurrou Gabriel para o fundo e quando estavam ajudando seu pai ele se esquivou para fora quebrando a janela de vidro. Automaticamente o sistema de segurança da loja desceu as grades que impediam qualquer um de entrar ou sair do local. Ele fez um breve aceno displicente a todos ali, como se aquela luta fosse apenas mais um combate entre a dupla e um akumatizado.

— Aí vocês estão em segurança! Agora com sua licença, tenho que voltar para ajudar My Lady! — As piadas e a calma eram falsas, mas precisava, não poderia agir diferente.

Quando retornou ao jardim interno labaredas de fogo lambiam as paredes do local e o calor interno e a fumaça demonstravam claramente o quão perigoso era aquele incêndio. Parte das mechas azuladas de Ladybug estava obviamente retorcidas e mais curtas, tendo sido queimadas. Num movimento rápido da parte dela ele viu imergir e emergir da esfera de fogo flutuante seguido de ofensas feitas por parte de Emilie. A voz era dela, mas não podia entender o que dizia, não era francês e nem os gestos nem a expressão lembravam sua mãe.

Ladybug tinha arrancado o broche, mas a transformação da vilã não parecia se desfazer. Ela meteu o broche dentro do ioiô, como se fosse um akuma e prendeu com o elástico que recebeu antes, pois aquilo era mais espesso que uma borboleta e o ioiô não se fechava completamente. Logo depois Ladybug purificou o broche, da mesma forma que fazia normalmente com um akuma.

Um grito estridente e agudo de Emilie, ou seja lá do que fosse aquilo no meio da bola de fogo, soou pelo local. A esfera flamejante sumiu, junto com o traje azulado e o corpo inerte começou a cair da posição suspensa onde estava. Uma névoa escura saia de dentro do ioiô de Ladybug. Chat Noir saltou agilmente amparando a queda de Emilie enquanto Ladybug abrir seu ioiô tirando o miraculous do pavão dali.

— Chat Noir, seu poder, agora!

Segurando Emilie com um braço ele ativou seu poder estendendo a mão, Ladybug jogou o miraculous escurecido para ele. Chat Noir agarrou o broche no ar com um movimento e o cataclismo destruiu a peça.

No momento seguinte, Ladybug lançava o elástico que recebera do “Lucky charm” para o alto e as joaninhas milagrosas começaram a reparar as coisas, exceto o fogo que a essa altura já tinha se alastrado pelo menos até o escritório.

— Temos que sair daqui, My Lady! Ou vamos morrer queimados!

Chat Noir estendeu seu bastão quebrando a janela que havia sido reparada. O calor do fogo já era insuportável e a fumaça do local fazia com que ambos tossissem. Chat Noir avançou para fora com seu bastão com Emilie nos braços, mas só porque via Ladybug a seu lado. Não sabia, não queria saber, o que faria se ela não conseguisse acompanha-lo. Não conseguiria levar as duas e sequer sabia como estava Emilie naquele momento.

 

Do lado externo ele foi na direção da mesma loja onde havia deixado o pai preso. Na frente da casa já dois carros de bombeiros estava parados. Assim que colocou os pés na frente da joalheria os vidros do escritório estouraram em um estrondo pela pressão e calor que fazia do lado de dentro.

As mangueiras já estavam desenroladas e os bombeiros direcionaram os jatos de água para dentro assim que as janelas arrebentaram. Gabriel berrava com toda a capacidade do pulmão nem vendo Emilie nos braços de Chat Noir parou. Apontava freneticamente para a casa, ainda preso pelas grades antifurto da loja.

— Vocês tem que voltar lá! Adrien! Adrien está trancado no quarto! Eu o tranquei lá!

Gabriel punha tal força com as mãos na grade que os nós dos dedos estavam brancos e parecia que se lhe dessem algum tempo, seria capaz de entortar aquilo apenas com sua força. Quando ouviram mais um estrondo e parte da casa onde estava o escritório desabou. A fumaça saia pelas janelas e as chamas eram visíveis do lado de fora. Ele caiu de joelhos com as mãos no rosto sem qualquer possibilidade de sair daí. Os brincos e o anel apitavam.

— Ele não está lá Sr. Agreste, nós o tiramos de lá. — Procurou com os olhos por Chat Noir, mas não pode vê-lo e logo viu Adrien saindo do beco mais próximo correndo em direção de Emilie.

— Estou aqui, pai! — Gritou se aproximando, mas parou se ajoelhando do lado de Emilie tentando verificar seu pulso ou qualquer coisa que pudesse lhe dar qualquer indicio de que estava viva. — Pelos céus! Mamãe!

Os bombeiros já estavam próximos e o afastaram para dar espaço para os médicos. Então ele viu e Gabriel viu também. Emilie começou a tossir logo foi levada para a ambulância para colocarem uma máscara de oxigênio. Ladybug ouviu o bipe do brinco e mesmo em meio daquela confusão, não tinha mais muita coisa que poderia fazer ali. E se afastou em direção da padaria dos pais com o miraculous do pavão que havia sido reparado após o cataclismo. Assim que pudesse voltaria como Marinette.



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