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História Fate - Winx Saga - Nosh - Capítulo 46


Escrita por: UniterUrreaNosh

Notas do Autor


Um capítulo pequeno, porém cheio de ação onde a história evoluí bastante. Espero que gostem e comentem o que acharam.

Capítulo 46 - Capítulo 46 - "...Outra forma"


Josh:


— Não! — Gritei correndo até eles. 

— Josh espera! — Any gritou porém não ignorei. Não posso deixar Noah morrer. 


— Josh! — Heyoon gritou. Ela arremessou uma lança até meus pés. Assim que a peguei, vi sua lâmina brilhante. Seu fio era dourado. Aço Celestial. 


— Solta ele! — Gritei correndo até eles. A espada saiu de Noah e o Carniceiro jogou o jovem próximo a nós. 


Com raiva, ataquei. Ele defendeu a meu ataque com sua espada. 

Um corte de cima foi feito, me defendi com o cabo da lança, caso contrário aquilo me partiria ao meio. 


Heyoon tomou de mim a lança e me entregou duas espadas. Logo Bailey se aproximou segurando um martelo maior que nossos crânios, também revestido do aço dourado. 


De longe, disparos foram feitos. No meio do combate percebi que vinham de Marco, Hina, Joalin e Krystian. 


Do outro lado do campo, Shivani, Sina e Sabina foram socorrer Noah. 


Defendi o ataque dele enquanto Yoon deixou um corte na coxa. Bailey com um acerto no rosto dele o derrubou. Entre as gramas verdes começaram a subir vinhas vermelhas, algo que nunca vi Savannah fazer. 


Savannah se aproximou cerrando os punhos. Era nítido que as raízes estavam fortes o suficiente para fazê-lo sangrar nas pernas presas. 

Any agachada tocou a terra e uma leve tremida no chão ocorreu. Todo o líquido da terra se juntou e cercou a face dele, o impedindo de respirar.  


Marco se aproximou e com sua espingarda, disparou um tiro de perto nele. O ferimento aberto, logo fechou. O maior engatilhou novamente e puxou o gatilho, outro ferimento que logo se fechou, não deixando sequer cicatrizes. 

Já Heyoon cravou a lança perto da costela dele. 


Assim que vi a magia em sua mão, não tive tempo de reagir. E aquilo explodiu em uma onda poderosa. 

Nour tinha feito uma barreira que no fim foi explodida junto. 

Meus ouvidos estavam estourados como todos os outros. Um zunido. 
Com a visão trêmula ainda vi ele levantar arrancando o metal de sua costela esquerda. 


Seus ferimentos começaram a cicatrizar até desaparecerem. Seu sorriso era algo que me fazia ter calafrios. 


— Noah, precisamos de você! Acorda! — Sina gritou desesperada. 

— Eu cuido dele. — A voz grave atrás de todos nós disse. Me virei rapidamente vendo Andryen, pai de Noah alí. 


Noah: 


— Diga-me, por que aceitou a sua natureza e não a usa? — A voz veio das sombras. A caverna inteira era escura, iluminada por poucos feixes de luz que entravam entre as rochas. 


Encarei aqueles olhos vermelhos na escuridão. Fazia tempo que não via ele. 


— Shivani disse que me viu destruindo o mundo. Não quero fazer isso. — Digo o encarando. Pelo menos os olhos que posso ver. 

Presumo que bufou, após sair ar quente de suas narinas. 

— Quem se importa? — Perguntou com descaso. 

— Eu me importo! — Gritei, tendo chamado sua atenção. Rosnou em resposta. — Seu rosnado não me assusta mais. 

— Você precisa de muita magia para matar um Celestial. O metal apenas o deixará ferido por um tempo. Você sabe como tem que ser feito e só há uma forma. 


É verdade. Eu sei como ele quer dizer que devo matar Kathro. Mas destruir tudo não é uma opção. 


— É a única opção. — Disse como se soubesse o que pensei. 

— Ouve meus pensamentos? 

— Estamos convivendo juntos desde seu nascimento, sei tudo o que se passa pela sua cabeça. Se Kathro estiver no mundo para ser destruído, morrerá. É a única forma. — Ele disse. Pude ver as escamas vermelhas com tons dourados por um breve momento. 

— Sempre existe outra forma. Uma brecha ou qualquer coisa. Eu jamais deveria ter nascido e cá estou. Deve ter outra forma. 

— Precisa saber de algo. Ela vive. — Foram suas últimas palavras. Abri meus olhos vendo as orbes azuis brilhantes. 

— Estavam chorando? — Perguntei olhando para todos envolta de mim. Observei estar deitado no sofá de casa. — Cadê ele? 

— Volta a ficar deitado. — Josh disse tentando me tranquilizar. — Andryen lutou contra ele. Depois Kathro fugiu como um cão sem dono. 

— Você deveria ter visto Noah, seu pai não se feriu em nenhum momento! — Krystian disse animado. E percebi meu outro pai, Marco fechar o rosto. Talvez ciúmes. 

— Todos foram incríveis. Obrigado. — Agradeci pondo a mão em meu peito. Minha blusa branca estava molhada e azul de meu sangue. Porém sem ferimentos. 

— Habilidade regenerativa. — Andryen disse limpando a lâmina de sua espada. 

— Descansa mais um pouco querido. — Minha mãe disse, acariciando minhas bochechas. 

— Eu tive um sonho estranho. Lembram que comentei sobre o dragão da minha magia? — Minha família humana parecia não compreender, já meus amigos e meu outro pai sim. — Ele disse algo sobre "ela" ainda estar viva, algo assim. 

— Ela quem? — Lamar perguntou. 

— Não faço a mínima ideia pra falar a verdade. — Comento me levantando para remover a blusa coberta de meu sangue. 

— Noah, podia ter morrido seu idiota. — Linsey disse me abraçando. Um abraço realmente apertado. 

— Não queria preocupar vocês. Ficar aqui não é seguro. Mas partir também não seja. O que faço? — Perguntei a eles. 

— Posso mandar um esquadrão de Solária para cuidar deles. — Sina comentou. 

— E iríamos para onde? — Joalin perguntou me encarando. 

— Ver Yonta. — Josh disse por mim. — Vamos para Alfea. 

 

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A ventania extremamente forte me circulava na estrada. O céu vermelho me deixava nervoso. Estava causando essa tempestade. 

— V-você poderia... — Josh disse com dificuldade. Seu peito estava todo ensanguentado e com uma espada atravessada em seu corpo. — P-poderia ter nos salvado... — Então caiu sem vida, de olhos abertos com uma lágrima escorrendo por suas bochechas. 


Envolta de mim, todos meus amigos estavam alí, mortos. Com espadas atravessadas em seus corpos, entre outros jeitos assassinados que não quero imaginar como ocorreu. 


— Tudo isso é culpa sua. — A voz estridente atrás de mim disse. Sua lâmina arrastada no solo empoeirado causava faíscas. — Você matou todos eles. 

— Cala a boca. — respondi chorando. 

— Você matou sua família, seus amigos... 

— Cala a boca — Respondi pondo a mão no rosto. Não fui eu. Não pode ter sido eu. 

— Matou o amor da sua vida! — Ele disse levantando a voz. 

— Eu disse pra falar a porra da boca! — Gritei alto. 


— Noah para! — Do outro lado, Yonta disse. Minha visão mudava suas vestes. Por breves momentos usava sua roupa social escolar e outras, o sangue vermelho deixava tudo mais aterrorizante. Seu olhar se focou com os meus amigos mortos. 

— Você fez isso garoto. Se mate! Acabe com isso antes que você acabe com todos eles. — A voz dele estava calma, mesmo com toda ventania. 

— Não escute ele. — meu olhar se focou em Yonta, alí não tinha a ventania, era calmo. 

— Você é um destruidor garoto, irá trazer a morte para Wendy e Marco. Você será a causa de Linsey não ter uma vida. Por causa do irmão problemático. 

Minha respiração começou a voltar a ser descompensada. Sentia que a qualquer momento, iria explodir. 

— Noah... — A voz veio de Josh, mas não o que estava sem vida no terreno, e sim ao lado de Yonta. — Nada disso é real. Segura minha mão! 


Me aproximei dele, então a ventania extremamente afiada retornou. Parecia estar me impedindo de o tocar. 


— Segura minha mão! — Ele gritou e então ele mudou. 

Era uma mulher. Usava uma túnica branca acima de uma armadura de prata. Posso sentir que ela é alguém importante, mesmo nunca ter a visto. 

— Mãe? — Perguntei. Não era Wendy e nem Marion. 

Ela possuía cabelos castanhos e cacheados voavam livremente pelo vento, junto ao seu véu. 

— Uriel, meu filho. — sua voz calma me trazia tranquilidade. — Você é um grande homem. Tenho orgulho de quem você se tornou meu filho. Fará maravilhas. 

Então Joshua retornou. Estava muito próximo a mim, mas parecia tão distante. Nossos dedos não conseguiam se tocar. 

— Amor segura minha mão! — ele disse e dei mais um passo, assim tocando nele. 

Abri meus olhos com todos meus amigos e Yonta a minha frente, porém eles estavam afastados, exceto Yonta e Joshua. 

Os móveis estavam destruídos e queimados. A parede atrás de onde ficava a cama estava destruída, dando a vista da floresta depois da barreira. 

Eu estava pairando no ar, sem nenhuma asa de fogo ou qualquer resquício de magia. 

Desci e fui até o loiro o abraçando que caiu em meus braços. Limpei o sangue que escorria de seu nariz quando implorava por perdão. 


— Me perdoa, me desculpa! — Digo o abraçando ajoelhado com ele. 

— Eu vi... — Ele disse. — Os corpos, o que ele disse. Não foi você. Jamais faria isso. — Josh disse acariciando meu rosto. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam e até o próximo capítulo


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