História Fate - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Bakugo Katsuki, Uraraka Ochako
Tags Bakuraka, Bnha, Citação Tododeku, Crise Existencial, Depressão, Desfecho Lento, Fate, Kacchako, Katsuocha, Mad Gurl, Monoma Neito, Yaoyorozu Momo
Visualizações 187
Palavras 3.474
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olááá!!!

Ahh, que delícia escrever esse capítulo!! Espero que gostem!!
A imagem já dá aquele spoiler básico, hihi

Boa leitura!! :D
xx

Capítulo 4 - III For her, for him


Fanfic / Fanfiction Fate - Capítulo 4 - III For her, for him


Uraraka e Midoriya preparavam-se para dançar na sala do apartamento do esverdeado. Uma sala comum e não tão grande, com um par de sofás brancos com toalhas azuis sobre e almofadas no mesmo tom, um tapete bege no centro do cômodo e uma TV e sistema de som embutidos na parede, também branca, em frente aos sofás. Vários quadros de diferentes fases do crescimento de Midoriya enfeitavam as paredes alvas. "Tão fofo, Izu!" Uraraka maravilhava-se com as faces e caretas do pequeno Midoriya. "Como chorou!" ela não contém o riso. Alguns passos à direita da TV, estava a varanda e, com mais outros poucos passos, a cozinha estilo americana. Um lar pequeno, porém aconchegante. Uraraka amava isso. Quando vivia na mansão com seus pais, antes de mudar-se para um pequeno flat menor que o de Midoriya, odiava os ecos que a casa tinha, sentia-se sozinha

Toda segunda eles treinam e estudam, alternando entre os domicílios de cada um. Ochako ensinava-o biologia e Izuku, literatura. Treinavam para uma apresentação em dupla que sua tutora, Nemuri Kayama, a famosa Midnight, pediu para que fizessem. Ela foi uma grande dançarina que decidiu deixar sua carreira no auge e lecionar em sua cidade natal. Nemuri disse que ambos não conseguiam expressar sensualidade quando necessário e pediu para que eles dançassem algo mais ousado.

Uraraka alongava-se, tocando uma das mãos na ponta do pé estendido a sua frente. Vestia um short azul, uma camisa branca e tinha os cabelos curtos presos em um coque pequeno. Izuku surge na sala, estava com uma regata preta, um calção verde e com os cabelos domados por um tiara vermelha – presente de Shoto.

Ochako notou como a feição de Izuku estava diferente do comum. Seu colega raramente demonstrava desânimo, apenas quando era repreendido ou agredido por alguém e de forma bem grave – pois já estava acostumado com os maus-tratos, era necessário algo muito grandioso para abatê-lo –, nem com Shoto ele brigava. "Algo aconteceu… Ele está encarando o chão, oras!" ela pensa.

– Izu… – Ochako inicia com sua postura impecável, de mãos na cintura e de frente ao garoto. – Você está bem? – ele levanta seu olhar para ela. "Está tão abatido…"

– Sinceramente, não! – ele senta no sofá atrás de si com as mãos em sua cabeça. Uraraka senta-se em seguida.

– Diga-me, Izuku. Não gosto de te ver assim… Alguém fez algo com você? Te bateram? Xingaram? Ou… – ela dizia sem parar e gesticulando, demonstrando nervosismo.

– Eu que fiz, Ocha! – os olhos verdes, antes direcionados para baixo, olhavam-na, estavam marejados. – Eu sou péssimo! – ele joga a cabeça para trás.

– Não, Izu! É ótimo! O melhor… – ela sorri forçado, pois não era agradável vê-lo assim. – Por favor, seja direto. Odeio quando fazem algo com você e da maneira que se culpa por ser agredido… – Uraraka era frágil, mas quando se tratava de Izuku, tornava-se a pessoa mais destemida possível. – Foi Shoto? Vocês brigaram? Ele te traiu…? – ela diz com receio e Midoriya segura suas mãos inquietas.

– Lembra-se de Kacchan, meu amigo? – ele diz e ela acena que sim. Ele suspira. – Eu acho que vou perdê-lo… – agora as mãos de Izuku tremiam entre as de Ochako.

– Não… A amizade de vocês é longa e firme, certo? Nunca vai acabar. – ela beija uma das mãos repletas de cicatrizes do esverdeado. Midoriya passou por uma fase meses atrás: cortava-se com frequência. Ochako soube por ele que Kacchan foi o único capaz de fazê-lo parar com tal hábito automutilante. Ele sofria por amor. A falta de tal sentimento, para ser mais exato. A aparição de Shoto aqueceu de vez a alma de Midoriya e selou o fim de sua tristeza emocional. "Nunca permitirei que se machuque, Izu. Tem minha palavra!" ela enrijece a feição.

Ele encara as próprias mãos marcadas e lágrimas escorrem de seus olhos até a ponta de seu pequeno queixo. Uraraka queria chorar junto de seu amigo, mas precisava passar firmeza e confidencialidade. "Respira, Ochako, não transpareça seu choro…" – ele suspira novamente – "Se suspirar de novo Midoriya, não conseguirei me conter!" – Não vou perder a amizade dele, Ocha… – ele inicia em baixo tom, quase um sussurro. 

– Não entendi, Izu, por favor, fique calmo, estou aqui e pode contar comigo para tudo! – ela sorri forçado novamente com os olhos brilhando pelas lágrimas que começaram a acumular-se em seus cílios. "Caramba, Ochako! Não consegue segurar um mísero choro?!"

– Ele… Eu… – ele suspira mais uma vez, deixando Ochako em pleno desespero. "O que esse Kacchan tem afinal?!" – Acho que ele está morrendo aos poucos, ele não sente nada… – Midoriya seca as lágrimas com a mão livre, e, em seguida, tem seu corpo abraçado fortemente por Uraraka. "É tão bondoso, Izuku, a melhor pessoa do mundo! Se eu tivesse te conhecido antes, quem sabe, não teria feito tudo que fiz. Você é tão sensível quanto eu. Sei como ser frágil é péssimo. Importamo-nos demais com tudo, com todos, com o que eles pensam, menos com nós mesmos. Serei seu porto seguro, Izu". As lágrimas do garoto molhavam as costas de Ochako. – E eu acho que não posso fazer nada para mudar isso! – ele suspira sôfrego, como uma confissão suja, como se fosse o maior dos pecados expor a condição de seu amigo. Uraraka chorava."Esse rapaz está tão mal assim? Como eu estive…?" – ela pensa – "Se sim, isso dói muito" – Não vai demorar para ele começar a faltar os treinos, não frequentar a escola, se cortar e, por fim…

– Não ouse completar, Izu! – ela segura a face avermelhada do colega de frente a seu rosto também vermelho. – Você me disse várias coisas sobre o Kacchan, ele é forte, vai sair dessa, tenho certeza! – outro sorriso forçado. "Está virando um hábito sorrir assim, Ochako?!" ela se policia. 

– Isso é diferente… É uma dor emocional, psicológica… Kacchan é uma muralha, tanto pelo físico, quanto pela mentalidade: é fechado, frio, impenetrável. Nunca me deixará ajudá-lo… Ninguém poderá ajudá-lo… E isso me parte o coração. – ele afunda o rosto no ombro da garota. "Ah, Kacchan… Mal te conheço e não sei se te amo ou te odeio por fazer isso com Izu".

[...]

Bakugo caminhava a passos largos e pesados em direção ao apartamento da família Midoriya depois de ter ido para casa. A mãe de Deku era enfermeira e deixava, quase todos os dias, o pequeno esverdeado sozinho em casa, assim como Katsuki também ficava. "Se Deku quisesse ir para um rumo ruim, chance é o que não lhe falta. Como ele não se sente sozinho como eu? Seria aquele desgraçado meio-a-meio o motivo de sua força e perseverança? Ou ele só não é tão fodido quanto eu?"

Estava certo do que ia fazer pela primeira vez nesses meses de tortura silenciosa e fria. "Você me convenceu, musgo, preciso disso, preciso de alguém para conversar…" Uma esquina e já era possível ver o prédio de cinco andares que Izuku morava. "Ainda bem que Kirishima não insistiu tanto para vir aqui, se bem que seria engraçado. Adoraria deixar o 'Tokuzão' puto em finalmente apresentá-los" ele sorri sozinho com a imagem dos dois amigos juntos. Um sorriso raríssimo e belo. "Seria o inferno em arco-íris!"  – ele sorri novamente – "Amo esses dois babacas, são tão tolos e felizes com suas idiotices singelas. Dois sortudos".

Ele chega ao apartamento. Era no segundo andar de um prédio simples no subúrbio onde moravam. Ele bate a porta. Música era escutada dentro do domicílio. "Mas que merda ele está fazendo?" sem resposta de Deku. A melodia pop e nada agradável aos ouvidos de Katsuki ainda soava. "É realmente um cabeça de alga! Como me chama para vir aqui se está ocupado?!" Bakugo dava as costas a porta para ir embora, não insistiria, toda a sua motivação virou cinzas ao notar a vida completa de Deku, e como ele não estava incluso nela. A música é silenciada e a porta, aberta.

– Kacchan! – um Midoriya sorridente, suado e levemente ofegante diz. – Entre, já terminamos o treino, vou ensiná-la literatura, posso ensinar a você também e depois conversamos. – "Ele disse terminamos? Tem alguém aí? Ah, Deku. Você também não..."

– Não vim para ter aulas, Deku. Só… – Bakugo inicia, mas logo para. Katsuki estava convicto que o amigo daria-lhe atenção, a tão desejada atenção que Bakugo tanto negou tempos atrás. Ele tinha tomado coragem o suficiente para admitir tudo que sentia – pois notou que Deku sabia de sua condição –, no caso, a falta de sentir e como isso dói, mas Izuku não estava disponível como de costume, e sim, distante cada vez mais de si. "Já entendi que até você eu perdi. Um verdadeiro merda! Por que não aceita de uma vez que vai acabar sozinho?!" – Tchau, Deku. Outro dia quem sabe. – ele sai sem olhar para trás, mas tem seu braço segurado pelo menor.

– Não, Bakugo. Não mesmo! Vamos! Você prec… – Katsuki puxa seu braço e quase derruba Midoriya no chão, calando-o. O louro encurrala Izuku contra a parede do corredor. Fitava-o profundamente. A selva verde dos olhos de Izuku estava sendo incendiada pelo fogo presente nos de Katsuki.

– Vai se foder, Deku! – ele grita na face de Midoriya. – Continua com suas coisinhas! Não vou te atrapalhar! Entendeu? Não tenho saco para isso! – ele termina de esbravejar tais palavras ao seu amigo com lágrimas nos olhos. Bakugo estava frágil e Midoriya não o via assim, emotivo, há semanas. "Não preciso de ajuda" – ele contém as lágrimas – "Nunca precisei".

– Kacchan… – Midoriya desmorona. – Por que não consigo te entender? Por que tudo sempre é tão difícil com você? Eu sei que está sofrendo, está doente! E tal doença tem nome: depressão. – lágrimas escorrem dos olhos verdes que ardiam de tanto que chorou nesse intervalo curto de duas horas. – Deixe-me te ajudar, seu idiota! – ele grita e soca o peito de Katsuki, afastando-o. "O que estou fazendo com você, Deku?" ele se aproximava do colega. "Meu sofrimento não devia ser o seu, ou de ninguém. Já te vi nos piores estados, como ouso aborrecê-lo dessa forma? Bem típico de você, Katsuki. Tudo que você toca é destruído".

– Me des… – o loiro inicia com seus olhos prestes a transbordarem. "Eu sou um porra!" a sensação de vazio era preenchida por uma de afeto e culpa. "Desculpe-me, Izuku".

Ochako surge a porta. – Izu! – os olhos carmim úmidos de Bakugo pendem sobre a garota. "Ela…" – a sensação de afeto aumenta junto com a angústia –Logo agora? Sério, universo?" O peito de Katsuki estava inundado de emoções e sentimentos, e isso o incomodava, era algo estranho, incomum, um pequeno prazer que não se permitia sentir. – Voc-Você é o-o Kac-chan…? – pergunta incrédula. "O moço desbocado daquela noite… O meu herói…" ela pensa e um sorriso terno surge em sua face. Katsuki fica levemente boquiaberto e totalmente paralisado. "Puta merda, Bakugo. Ela é tão pequena e graciosa…" – Não grite com Izu, Kacchan! – ela pede em alto tom, com o rosto vermelho e com os olhos fechados fortemente, a feição doce de segundos atrás sumiu por completo. Bakugo franze o cenho. Sua instabilidade emocional vem a tona. "Kacchan?! Ha! Não pense que por ser uma garota vou te poupar, bochechuda" ele cerra os punhos e seus lábios estão levemente abertos: está quase bufando sobre a menina que estava a poucos passos de distância. 

– O que você anda falando para suas novas companhias para acharem que podem gritar comigo, hein, Deku?! – ele esbraveja aos dois. – Primeiro o duas-caras, agora essa… Essa… – ele olhava para ela. Observava cada detalhe de sua face: o leve rubor constante de suas bochechas, as duas mechas maiores que escapavam de seu laço e os grande olhos marrons. As palavras lhe faltavam pela primeira vez em anos, sempre foi bom em ofender os outros, seu raciocínio era rápido e perspicaz em notar “defeitos” nos demais, mas aquela carinha fofa não lhe lembrava nada ruim, pelo contrário, assemelhava-se ao celestial, a um anjo

– Essa o quê? – ela o questiona com as mãos na cintura. "O meu dia está uma verdadeira porcaria! Não permitirei que esse rapaz grite comigo, mesmo ele tendo me ajudado naquela noite, nem com Izu!" – Ele só diz coisas boas sobre você, seu grosso! – ela fala. "Sei que ele não está bem psicologicamente, mas não é motivo para despejar tudo sobre Midoriya" pensa convicta de suas ações.

Izuku intervém entre os dois amigos, já estava recuperado do choro, era habituado a chorar e recompor-se rapidamente. – Vocês… – inicia, com o olhar sanguinário de ambos sobre si. "Respira, Izuku, qualquer movimento brusco e você morre" – Não precisam brigar. – ele sorri levemente. Uraraka vira o corpo e a face.

– Diga para ele se manter controlado. Humpf! – ela diz e faz bico.

– Garota… – Bakugo iniciava dando um passo em direção a ela, mas Midoriya leva uma das mãos para sua boca e implora com o olhar para ele não falar mais. O loiro vira a face e suspira assim como Ochako. "Que fofos!" Izuku pensa. "Até poderia apertar a bochecha dos dois, mas creio que arrancariam minhas mãos caso fizesse".

– Acho que os ânimos estão calmos, certo? – o esverdeado não tem resposta de nenhum dos dois. – Vou considerar isso como um “sim”. Gostaria de apresentá-los formalmente agora… Afinal, são meus dois melhores amigos. – ele toca os ombros de ambos os colegas, fazendo-os encararem-se novamente. "Wow! Consigo sentir a eletricidade entre vocês…" Izuku pensa. "Foco!" Ocha, esse é o Kacc

– Bakugo Katsuki para ela. – o loiro interrompe.

– Uraraka Ochako para ele. – ela diz e estende a mão em desafio. Eles mantinham a conexão de seus olhos, ignorando por completo a existência de Midoriya ali. Não era como da vez no estúdio, era mais ousado, quente. Estavam em chamas. Ele retribui a saudação com um sorriso sádico no lábios. Ela tentava manter a feição séria, mas a visão desse garoto a sua frente lhe causava arrepios. "Ele é sinistramente atraente. Esses olhos vermelhos parecem estar em brasas… Tsc! Concentre-se, Ochako, está sendo má com ele, não deve achá-lo bonito, mesmo ele sendo muito…" ele sacode as mãos unidas. "De fofa você tem nada, Uraraka" ele pensa ainda mergulhado no mar pardo, nada calmo, e sim, quebrante contra as rochas costeiras da praia castanha de Ochako. "Hipnotizante..."

– Já podem soltar as mãos, eu acho… – Midoriya diz e desfaz o transe que ambos estavam inseridos no olhar alheio. As mãos separam-se lentamente. Aproveitavam o último, e primeiro, toque real de suas peles.

– Vocês têm muito o que conversar… – Uraraka diz. – Vou para casa, Izu. – ela sorri. – Foi um prazer te conhecer, Bakugo. – ela diz sarcástica para o albino. 

– Uma pena eu não poder dizer o mesmo, Uraraka. – ele responde num tom rude e recebe a face de uma Ochako dando-lhe língua enquanto entrava novamente no apartamento. "Maldita!" ele trinca o maxilar. "Eu poderia…"

– Tudo bem, Ocha, mais tarde então? – Midoriya diz.

– Claro! – ela já estava com seus materiais nas costas e de cabelos soltos. – Tchau, Izu! Tchau, Bakugo. – ela passa pelo rapaz. "Não olhe, Ochako! Não olhe!" ela controlava seu desejo de dar outra olhada no garoto de cabelos loiros peculiares e bem cheiroso. "Ah! Não consigo!" ela não resiste e faz outra leve analisada do esquentadinho. 

Desde suas pernas aparentemente fortes a seus braços definidos expostos pela camisa nadador que vestia, além daquela face, que face. Ela volta a olhar para frente depois que nota o olhar perverso, porém penetrante, do garoto triste sobre si. "Nota oito? Um grandíssimo dez aos meus padrões, se assim posso dizer! Menos na educação, um baita descontrolado. Uma pena… Espero que Izu consiga ajudá-lo. Imagina se ele fosse dez em tudo…" ela pensava já no térreo. "Não imagine nada, Uraraka! Ele não é para seu bico, ele é muito intenso, e você não aguenta intensidade" caminhava de volta para casa, logo mais, a noite, precisava estar pronta para treinar novamente. "Como seria ser intensa como ele?"

[...]

– Um, dois, três! Go Dragons, go!¹ – um coro de garotas grita. Yaoyorozu salta do topo da pirâmide de dez integrantes, entre elas Jiro e Hatsume, todas uniformizadas com minissaias e croppeds azuis, iguais ao uniforme do time, com “UA” estampando na altura do busto em branco. Ela cai nos braços de Kaminari. 

– Ótimo treino, garotas! Obrigado, Denki! – ela dizia enquanto batia palmas e sorria para o garoto. Treinavam a formação que fariam toda semana a partir dessa. O torneio estava próximo e ela precisava fazer tudo perfeitamente, afinal, seu próximo alvo a veria como foco principal de todas as líderes de torcida, a ponta da pirâmide. Estavam no ginásio durante o treino de basquete dos rapazes, um local grande com arquibancadas de ambos os lados e com duas portas nos fundos da quadra laranja e grande. 

Era a quinta vez que ela repetia os movimentos com seu corpo de torcedoras. Estavam tão cansadas quanto os jogadores que corriam de um lado para o outro atrás delas, mas Yaoyorozu não, treinar nunca era demais.

– Por quanto tempo terei que fazer isso, Momo? – Jiro questiona com as mãos apoiados nos joelhos. – Odeio essas roupas, esses gritinhos e todo esse clima de… Sei lá… High School Musical. – ela cruza os braços.

– Adoro te ver nessa roupinha, Kyoka. – Kaminari diz e pisca para a morena.

– Também adoro ver suas pernas secas nessa calça preta apertada, sua bunda fica ó.. – ela gesticula com as mãos duas bolas e manda um beijo ao garoto, esse envergonhado.

– Não temos substituta ainda, Jiro. Não posso sair colocando qualquer uma na torcida. – Momo responde. – Você consegue, vai, por mim… – ela pede com com os olhos a brilhar.

Argh! Mais uma semana, Yaoyorozu, uma semana! – Kyoka diz firme a outra morena rosada a sua frente. 

– Garotas, vamos mais uma vez! – ela diz empolgada.

Momocchan, não conseguimos mais. Você pode estar no gás, mas nós temos um limite. – Hatsume diz. – Até os garotos pausaram o treino. – Momo agora olha para a quadra. "Todoroki queria falar comigo, de novo." ele surge e toca no ombro da amiga. "Que susto! Ele é tão silencioso quanto um gato..."

– Venha cá. – ele diz e segue para uma das portas do ginásio. Ela suspira. "Amigo inseguro é um saco! E quem diria que Todoroki seria esse amigo".

– Tudo bem, podem descansar, mas será rápido. – ela diz e deixa as garotas comemorando.

– Salvas por Todoroki Shoto! – Jiro diz e senta na arquibancada atrás de si junto das outras meninas.

Eles caminham e param a porta. Shoto estava em puro suor e emanava calor. O uniforme azul de treino com o número 15 nas costas – em homenagem a Midoriya – estava colado a seu corpo como seus fios de cabelos a sua testa, mas não se importava, queria conversar com ela, ter uma conversa cara a cara com Momo era difícil devido a rotina cheia de ambos.

– Poderíamos conversar depois de seu banho. – Yaoyorozu diz e tapa o nariz em brincadeira.

– Você não está a mais agradável também. – ele diz sério e recebe um soco no braço pela ofensa. – Desculpe a sinceridade. Yaoyorozu Momo é perfeita, não fede a suor. – ele diz seco e revirando os olhos. Ela abre um sorriso.

– O que você quer? Fale logo, estou no meio de uma crise com as garotas. – ela cruza os braços.

– Como vão as coisas com Bakugo? – ele diz olhando para o chão e passando uma das mãos pelos cabelos úmidos. "É vergonhoso ter ciúmes do melhor amigo do namorado, mas o que posso fazer? Aquele idiota tem um poder sobre Izuku, poder que nunca hei de ter".

– De novo, Todoroki? Sério? – ela diz. – Midoriya te enfeitiçou mesmo… – ela sorri. – E isso é ótimo. Sinta o que nós, mortais, sentimos: ciúmes e insegurança.

Ha, ha. – ele diz sem expressão alguma. – Acho que o seu feitiço que não funciona mais. – ela fecha o semblante. – Algum avanço?

– Não... ainda. – ela diz. – Não tenho tempo para nada! Hoje mesmo, começarei aulas de xadrez. Tenha paciência. Quero isso bem mais do que você, pode acreditar. – ela sorri maliciosamente. "Ter aquele corpo para minha coleção… Foco, Yaoyorozu! Não babe sobre Shoto devido a visão de um Katsuki seminu" ela respira fundo.

– Quero vê-la tentar domar aquela fera. Odeio admitir, mas Bakugo é difícil de aproximar-se, não sei como Midoriya o suporta. – ele morde o lábio. "Maldito".

– Se ele te aguenta, Bakugo deve ser fichinha. – agora ele fecha o semblante. – Quando eu o ter, você verá a mágica que farei. Ele será um cavaleiro sociável e um doce de rapaz, pois a aparência já me agrada, e muito. – ela sorri convicta.

– Já entendi. Só seja rápida. Quero ele o mais ocupado possível com você, entretenha-o. – Shoto diz por fim. "Assim Mid só terá tempo para mim…" – Pode voltar a torturar as garotas. – ele sorri irônico. – Até mais. 

– Tchau, Tokun. – ela diz imitando a voz doce de Midoriya. Ele nem se dá o trabalho de responder.

"Todoroki…" – ela pensava enquanto caminhava de volta a arquibancada – "...tudo que é bom vem aos poucos, creio que você sabe disso, vem devagar, e assim será com Bakugo" – Vamos, garotas! – "Ele estará aos meus pés por bem ou por mal" – Não acabamos por hoje! Formação!


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Notas Finais


¹ "Vai dragões, vai!"


E aii?!?

Finalmente! Nosso casal se encontrou! Melhor situação não há, certo? Hihi
Esse TodoMomo vai ser problema, ahushu
Lágrimas de Mid = água, desculpe te fazer chorar tanto, Izuu!! Mas você é assim aqui no meu universinho.
Izu e Ocha com seus problemas do passado... Ninguém é feliz aqui, gente, sorry, só o Denki, Mei, Kyoka e o Eijiro. :3

-- Então, não queria impor nada a vocês, minhas belas e pacientes leitores/as, mas gostaria que escutassem a música que Deku e Ocha dançavam, hihi, vai ser útil num capítulo futuro. Avisarei sobre a música novamente no capítulo que ela for "usada". :)

Strip that down — Liam Payne
Link: https://youtu.be/13CdKgFiiXQ

Muuito obrigada por lerem até aquii!! ^-^
Beijos com borboletas inofensivas e até o próximo!!
Xx


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