História Fate - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kankuro, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shinki, Temari, TenTen Mitsashi
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Palavras 2.723
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como estão?

Agora que teve toda essa briga com a Ino como será que vão ficar as coisas entre eles? E a Kaoru, está ou não doente?

Espero que estejam gostando da fic.

Boa leitura.

Capítulo 16 - "... Mas não posso me esquecer..."


Alguns dias tinham se passado desde o encontro na casa dos Sabaku e o mês de fevereiro estava indo embora, trazendo consigo os dias gelados de março e o segundo mês de gestação de Kaoru. A ruiva estava acompanhada da mãe e tinha acabado de pegar um envelope com os resultados de seus exames para poder entregar à Temari. A loira tinha reservado a manhã daquele dia para poder atender Kaoru e esperava que as notícias sobre os exames fossem boas.

- Como está se sentindo hoje? Os enjoos passaram?

Kaoru anuiu. – Cheiros muito fortes ainda me incomodam um pouco, mas me sinto melhor. Só estou nervosa agora pra saber logo se tenho alguma doença.

Temari sabia que sim. Acomodou-se em sua própria cadeira enquanto Kaoru e Kushina se sentaram à sua frente. A “ruiva-filha” apertava levemente a borda da mesa, um tanto apreensiva sobre o que aqueles papéis podiam indicar sobre sua saúde e sobre o futuro do bebê que carregava.

- Eu tinha comentado uma vez que o hospital que te atendeu foi negligente em relação ao fato de que você poderia estar grávida, mas que preferia acreditar que tinham sido sérios quanto aos remédios que você teria que tomar para evitar possíveis doenças. Por sorte eu tinha razão.

Kaoru respirou aliviada.

- Todos os resultados deram negativos então?

- Sim. Você não tem nenhuma doença, e apesar de eu saber que já tomou sua decisão em relação ao bebê não posso deixar de perguntar de novo porque agora você consegue pensar sem a preocupação de saber se está doente ou não.

- Eu não consigo pensar em outra coisa, Temari. Desde que eu descobri que estava grávida eu me perguntei o que deveria fazer e apesar dos medos que eu sinto eu quero ter esse bebê. Eu não sei o quanto deve ser difícil criar um filho, mas acredito que ele é a única coisa pura de tudo que aconteceu.

- Independente da sua escolha nós vamos apoiar você. – Disse Kushina. – Se essa é a sua escolha está tudo bem pra gente.

- Então já passou da hora de fazer um acompanhamento mais de perto. – Disse a Sabaku. – Eu vou te dar a carteirinha pra você poder anotar as datas que a gente vai se encontrar daqui até o fim da gestação e depois se você quiser pode escolher com calma o médico que vai fazer o seu parto. Como eu sou ginecologista vou te acompanhar durante o pré-natal e depois do parto.

Temari franziu as sobrancelhas ao ouvir Kaoru rir de repente e ao ver as expressões confusas das duas mulheres que se encararam por um momento a ruiva voltou a falar.

- Desculpem, é que você falou de parto e eu me lembrei do Naruto dizendo sobre ser a profissão do Itachi e como ela era estranha.

Temari lhe dispensou um sorriso. - Eu consigo imaginar o Naruto dizendo isso perfeitamente. Mas se você conhece o Itachi pode falar com ele então, eu só não sei se ele está aqui no hospital hoje.

- Eu falo com ele depois, acho que o Naruto falou alguma coisa sobre estar tentando levar ele para um dos encontros no fim de semana.

- Com bebês para virem ao mundo? Espero que ele arrume um tempo, mas não sei se vai acontecer.

Ainda assim Kaoru lembrou-se mentalmente de não se esquecer de falar com o irmão mais velho dos Uchiha. Naquele momento estava atenta às explicações de Temari e anotou junto com a Sabaku as datas para se encontrarem dali e pelos próximos sete meses, enquanto recebia algumas instruções sobre exames que precisaria fazer de rotina e cuidados que precisaria tomar.

Quando saiu dali passava das nove horas e trocando um olhar com a mãe as duas sabiam que naquele momento o que mais precisavam era de um café da manhã com tudo que tinham direito.

...

Gaara tinha acabado de voltar para a própria mesa quando viu que Temari tinha lhe deixado algumas mensagens e apesar de não gostar de lidar com questões pessoais enquanto trabalhava resolveu ver as mensagens da irmã, pois sabia que aquele era o dia em que Kaoru receberia o resultado dos exames.

Ao ver o que Temari lhe escrevera levou as duas mãos ao rosto.

- Graças à Deus...

O alívio que o preencheu foi o mesmo que atingiu Naruto quando viu a mensagem que a irmã tinha lhe mandado. As feições parecidas dos dois fizeram que Minato se voltasse para Gaara – que naquele momento estava mais próximo de si, curioso com as expressões dele e de Naruto.

- Aconteceu alguma coisa com a Kaoru?

Gaara ergueu a cabeça para fitar o próprio chefe.

- Os resultados dos exames dela deram negativos.

- Graças a Deus. – E no fim o próprio Minato acabou tendo a mesma expressão de alívio de Naruto e Gaara. – Eu sei que talvez esse não seja o momento ideal pra isso, mas você se importa de conversar comigo?

- Claro Minato-sama. Para te falar a verdade eu já estava esperando por isso.

Gaara seguiu Minato em silêncio até sua sala. O ambiente em que trabalhava era no mesmo andar da sala do loiro, sendo a única sala daquele grande salão. A visão que tinha do lado de fora das janelas era exuberante e um tanto quando assustadora, dado o andar em que se encontravam.

Gaara se sentou de frente para Minato, que pela segunda vez respirou fundo.

- Um filho é para a vida toda, mas só de saber que ela não tem nenhuma doença é algo que me alivia por dentro.

- Eu queria perguntar para a Kaoru tudo que ela passou quando estava fora daqui, mas com tantas coisas acontecendo achei melhor não tocar no assunto, mas o senhor sabe.

- Mas ainda assim Gaara só posso te falar sobre como eu me sentia e as minhas próprias experiências com a Kaoru longe daqui.

O Sabaku anuiu.

- Por que ela foi embora do Japão quando ficou doente?

Minato juntou as pontas dos dedos. - Porque nos Estados Unidos tinha um medicamento novo no mercado e que parecia muito promissor para o tratamento da leucemia. A ideia inicial era ela se tratar lá e depois que ficasse bem voltar, mas nesse meio tempo ela resolveu estudar por lá e decidiu que queria ficar nos Estados Unidos até terminar os estudos. Era algo que todos nós podíamos aceitar, ela queria viver e construir a própria história, então nenhum de nós poderia impedir. A Kushina deixou a carreira dela aqui, mas mesmo que eu dissesse que poderia ficar com a Kaoru ela não deixaria.

- Durante muito tempo eu só tinha ouvido o nome da Kaoru e não fazia ideia de quem ela era, mas me lembro do Naruto sempre falar dela com amor.

- As coisas quebraram e nós precisamos recomeçar de lugares diferentes. O Naruto sofreu muito e eu só podia continuar forte pra passar isso para ele e também para a Kaoru, então foi a esperança de cura dela que me fez continuar. Sabe Gaara, quando alguém que a gente ama tem uma doença tão grave nós tentamos dar todo o apoio possível e torcer para que o tratamento dê resultado. – Minato se permitiu fazer uma pausa. – Mas quando alguém que a gente ama sofre alguma coisa que veio de outra pessoa a sensação é completamente diferente. Eu me sentia desarmado de ver ela sofrer com a doença, mas a impotência que eu senti quando ouvi que ela tinha sido estuprada foi completamente diferente. Se eu pudesse teria matado quem fez isso.

- Quando eu cheguei à sua casa aquela noite e descobri o que tinha acontecido tentei imaginar como você e o Naruto estariam se sentindo. Acho que o senhor já reparou que eu sou uma pessoa mais reservada e também não sou muito de demonstrar sentimentos, mas no dia seguinte quando cheguei em casa pra mim foi automático dar um beijo na testa da minha irmã. Naquele momento eu só conseguia me sentir grato por saber que ela estava bem.

- Saber o que aconteceu com a Kaoru e que nada que eu possa fazer vai mudar isso ainda me machuca, mas depois disso eu também tenho sido grato por cada dia que ela está bem. Ver a minha filha sorrindo de felicidade foi uma coisa que demorou mais de oito anos para acontecer de novo e a preocupação que eu tenho com ela é maior do que eu consigo explicar.

- Não quero fazer mal a ela.

- Eu acredito em você, pode ter certeza. Eu não sou adepto de nenhum tipo de clichê e não vou te perguntar quais são as suas intenções com a minha filha. Eu poderia perguntar isso para o Sasuke. – Gaara se permitiu rir. – Mas em relação à Kaoru a única coisa que eu quero é te fazer um pedido. Eu só quero que você cuide bem dela e que faça ela feliz. Ela já sofreu tanto, a única coisa que eu quero é o bem dela.

- Sei que sim Minato-sama e eu também só quero o bem da Kaoru. Não sei dizer o que me ligou a ela de um jeito tão forte e rápido, mas de repente ela não era mais apenas um nome que eu já tinha ouvido falar e que tinha passado por coisas ruins, mas também era uma mulher que conseguia sorrir mesmo com o mundo ao redor em pedaços. Ela era capaz de sentir empatia por qualquer um mesmo depois de tudo que aconteceu e àquelas horas de conversa viraram aquela saída para o cinema que não deu muito certo.

- Mas você tem certeza quanto a um filho? Eu jamais julgaria você se dissesse que não quer porque essa é uma escolha sua.

- Minato-sama meu pai nunca foi um homem muito presente na nossa vida. Quer dizer, ele não era agressivo ou qualquer coisa do tipo, mas ele era um genitor. Prefiro explicar melhor dizendo que ele era um genitor e o senhor é um pai de verdade. E eu particularmente nunca pensei muito sobre filhos, se teria ou não, quando seria e se aconteceria, mas eu jamais abandonaria a Kaoru por ela estar grávida porque eu não sou nenhum covarde.

- Eu acredito no seu caráter, mas a vida da Kaoru tá uma loucura tão grande que eu só consigo sentir medo por qualquer coisa.

- Eu entendo você e entendo e respeito às decisões dela. Eu sou apaixonado pela sua filha, Minato-sama e se ela decidiu ser mãe então isso automaticamente me torna pai porque de todas as incertezas que eu tinha sobre se um dia teria filhos sempre teve uma certeza e era a de que eu seria um pai de verdade, muito diferente do meu genitor. Confiança não se conquista com palavras, mas eu estou com a Kaoru independente das escolhas que ela faça.

Minato sorriu com aquelas palavras.

- Eu só posso te agradecer por isso e torcer pela felicidade de vocês.

- E se for possível pode me dizer o quanto deve ser difícil criar um filho.

- Oh é difícil mesmo e se quer saber caso esteja com a Kaoru quando o bebê nascer nunca mais vai ver o mundo com os mesmos olhos. Eu não precisei ver meus filhos nascerem para respeitar e amar a Kushina, mas não sei te explicar como isso ficou mais forte depois de tudo que eu vi ela fazendo e passando. Mas um dia a gente conversa melhor sobre isso.

Gaara anuiu e já estava prestes a sair da sala quando se virou para Minato novamente.

- Não se esqueça de perguntar ao Uchiha quais são as verdadeiras intenções dele com o Naruto, por favor.

Minato o fitou e riu.

- Vou me lembrar de fazer isso quando você estiver por perto.

Gaara anuiu e saiu rindo da sala de Minato.

xXx

Dois meses depois

Com o fim do inverno e a primavera surgindo tímida por entre os dias frios que ainda restavam da antiga estação o clima estava um pouco mais agradável para aqueles que não apreciavam tanto frio e a neve que outrora preenchera as ruas japonesas por todos aqueles meses agora estavam derretendo e trazendo à tona as cores reais dos asfaltos e dos telhados das casas.

No estúdio de arquitetura Kushina estava terminando de organizar algumas coisas que estavam fora de ordem junto de Kaoru e Sakura que a ajudavam com aquilo para que pudesse abrir “oficialmente” o espaço. Sakura estava trabalhando ali há algum tempo e já tinha recebido algumas propostas junto de Kushina, mas sabia que quando tudo estivesse finalizado as coisas seriam mais corridas por ali.

- Desculpe o mau jeito, Sakura. Acho que você esperava algo pronto, não é?

- Ah, por favor, não se preocupe com isso Kushina-san, não é problema algum.

- Prometo que vou te passar tudo que sei. Não sei como vão ser as coisas depois de tanto tempo, mas ainda devo levar jeito para isso.

- Não fale assim, mãe. Nós passamos todo esse tempo fora, mas você continua sendo a mesma pessoa talentosa de sempre.

Kushina sorriu para a filha.

- Obrigada Kaoru. Não sei o que esperar disso tudo ainda, mas acho que vou seguir o mesmo conselho que te dei e viver um dia de cada vez. Parece o certo a se fazer.

- É o melhor que faz sim. Pelo menos pra mim tem dado certo e me ajuda a lidar com os traumas.

O conselho que Kushina dera a filha de fato estava funcionando – para ambas – e Kaoru se mostrava mais tranquila em relação às coisas que tinham acontecido pouco antes de sua volta para casa e mesmo a maternidade forçada que a acompanhava parecia estar lhe fazendo bem. Estava no quarto mês e apesar das roupas um tanto pesadas pelo frio quando estava sentada era possível ver os sinais da gestação – que ficava mais evidente cada vez que Kaoru levava uma das mãos à barriga, num gesto que já tinha se tornado comum.

Kushina sentia que algumas coisas ainda precisavam se resolver, mas ao menos Kaoru parecia bem consigo mesma e isso era um alívio para a “ruiva-mãe”, assim como para Minato e mesmo Naruto.

- Vocês vão sair hoje, não é?

Kaoru fitou a mãe. – Se não me engano o encontro de hoje a noite é na casa do Sasuke.

Sakura anuiu. – É sim, e por sorte parece que o Itachi vai estar lá, não sei nem quanto tempo faz que ele não passa um tempo com a gente.

- Eu ia dizer que faz mais de oito anos que não o vejo, mas encontrei ele algumas vezes no hospital desde que passei a fazer o pré-natal.

- Não me surpreende que ele não consiga ver vocês. – Disse Kushina. – Bebês simplesmente não escolhem quando vir ao mundo então ele não deve ter muita escolha às vezes.

A conversa das três acabou sendo interrompida pelo telefone, o qual Kushina se apressou em atender. Kaoru estava sentada perto da entrada e Sakura sentou-se a seu lado, falando em tom baixo com a ruiva.

- Acho que a Ino vai estar lá hoje.

- Ela conversou com todo mundo já?

- Não sei nem te dizer. Sabe Kaoru, desde que a Ino achou que você era responsável pelo Gaara não ter ficado com ela eu parei de tentar entender as atitudes dela, até aquele dia na casa dele. Eu acho que ela falou com algumas pessoas, mas não sei como estaria o clima com ela de volta.

- Ela nunca teve problema com vocês antes de eu chegar, não é?

- Ela sempre foi um pouco mais difícil de lidar, mas como ninguém mexia com o Gaara ela não surtava. Ela é uma amiga importante pra mim, mas nunca dei razão para as coisas erradas que ela fez depois que você chegou, então sinceramente não sei como vai ser, mas queria te avisar que ela provavelmente vai estar lá.

- Não tenho nenhum problema com ela, Sakura. O que ela acha de mim é só problema dela, então eu espero que esse fim de semana seja como os anteriores. Bom e com bons amigos.

Sakura lhe dispensou um sorriso e concordou.

Bastava apenas que a noite fosse agradável e tudo estaria certo.



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