História Fate Lullaby - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Fate/Stay Night
Personagens Personagens Originais
Tags Anime, Aventura, Comedia, Ecchi, Fate, Interativa, Magia
Visualizações 290
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Harem, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo


Aquela madrugada não era normal.

Claro, a maioria das pessoas não tinha como saber. Boa parte delas estava dormindo, sem ter qualquer consciência do que acontecia no mundo real. Mesmo aqueles que ainda estavam na rua — uma ocorrência nada fora do comum em pleno século XXI — não tinham como saber... afinal, a grande maioria das pessoas neste planeta só tem acesso a uma pequena fração da realidade.

Mas uma minoria... uma minoria secreta de pessoas, dotadas de um dom que o senso comum decretou ser impossível... essas pessoas sabiam.

Há um motivo pelo qual, desde os primórdios da humanidade, a escuridão é temida. As trevas borram as fronteiras entre o material e o imaterial, o corpóreo e o espiritual. Borram tanto que mesmo as pessoas normais, confinadas ao mundo material, conseguem ter uma ideia intuitiva da presença do sobrenatural quando imersas na mais completa escuridão.

Para aqueles que nasceram com o dom de ver além, no entanto... essa “ideia intuitiva” é bastante real. E para aqueles que aperfeiçoaram seu dom através de estudo e treinamento intensivo... era possível se utilizar de inúmeros métodos para conhecer e lidar com as energias e seres misteriosos que ganhavam mais poder na escuridão da noite.

Sim. Para essas pessoas, não é incomum sentir energias estranhas ou ver criaturas incorpóreas durante a madrugada. Mas aquela noite, em especial... era diferente de tudo o que os magos daquela era já haviam sentido.

Sim, magos. Nada mais justo que dar um nome a quem é capaz de fazer o que essas pessoas fazem.

Naquela noite, em vários lugares diferentes, os magos presentes naquela cidade realizavam inúmeros rituais. Alguns desenhavam círculos mágicos no chão. Outros canalizavam o poder contido em pedras preciosas. Outros simplesmente liam velhos tomos de conhecimentos ancestrais. Diferentes métodos de atingir o mesmo fim — descobrir o que havia de diferente naquela noite.

Os magos mais experientes, no entanto, já tinham uma suspeita.

E não demorou até os magos menos experientes chegarem à mesma conclusão.

As práticas e estudos de um praticante de magia são complicadíssimos de entender para uma pessoa normal, e mais ainda de descrever. Mas uma coisa é certa, todos, cada um em seu ritmo, inevitavelmente chegariam à mesma conclusão. A mesma inacreditável, maravilhosa, e aterrorizante conclusão.

O Santo Graal estava de volta.

 

—Sayuri?

Já era de manhã quando o cheiro delicioso do café-da-manhã começava a se alastrar pela residência Tsukuyomi. Era um lindo dia de céu limpo, os agradáveis raios de sol da manhã eram acompanhados pelo canto dos pássaros... e por um beep beep incessante que só ficava mais e mais alto.

Ao abrir a porta do quarto da filha, o som ensurdecedor do despertador ficou ainda mais insuportável — exceto para a própria Sayuri, que ainda dormia o sono mais tranquilo que sua mãe já vira.

—Ai, ai... — Sem pedir licença, ela simplesmente entrou e desligou o alarme, que provavelmente começaria a incomodar os vizinhos se continuasse a tocar. —De que adianta comprar o despertador mais barulhento que existe, se você não acorda nem com o barulho de um trem?

Essas palavras poderiam muito bem ser ditas num tom reprovador, mas a mulher estava claramente achando graça. Sayuri, por sua vez, continuou dormindo, com um sorriso satisfeito.

—Hehe... obrigada... — A jovem falou, sem abrir os olhos. —É uma grande honra... ser a primeira... a pisar em Marte...

—Semana passada era uma ídolo pop, agora é astronauta? — A mãe estava claramente se divertindo. —É bom ter ambições, filha, mas se atrasar para a escola não vai te ajudar a realizá-las...

—Ah, mãe, não exagera... — Ela finalmente começava a abrir os olhos, lentamente. “Coincidentemente”, bem na hora que o cheiro da comida na cozinha começava a chegar no quarto. —Nem tá tão tarde assim... são só... — ainda zonza, ela olhou para o despertador, esperando sua visão focar. —... ainda são... oit-... OITO HORAS?!

 

Meia hora depois, os pais de Sayuri comiam calmamente, fingindo que assistiam ao noticiário matinal. Era impossível assistir com todo o barulho no andar de cima, mas eles não se importavam — na verdade, era até mais divertido.

—AAAAAAAHHHHHH, POR QUE NÃO ME ACORDARAM MAIS CEDO?! — A voz da garota soava lá de cima, junto com seus passos pesados enquanto saía do banheiro na carreira.

—Acredite, não foi por falta de tentativa! — Seu pai respondeu calmamente, enquanto sua mãe ria ao ver a filha entrando na cozinha ainda de toalha, com um único pé de meia calçado enquanto escovava o cabelo desesperadamente, segurando duas fitas na boca. —Acho que não deu para nos ouvir de Marte, não é? Hahaha!

—Ah, cala a boca! — Ela reclamou, com as bochechas corando enquanto tentava amarrar o cabelo com suas fitas. Era difícil sem um espelho.

—Você vai chegar parecendo a Sadako desse jeito, filha! — A mãe não estava rindo, mas claramente ainda estava achando graça. —Tem certeza que essa é a impressão que você quer passar no primeiro dia?

—Eu conserto no caminho! — Ela disse, correndo para a sala em busca do outro pé de meia. —E também como no caminho!

A mente de Sayuri estava um turbilhão tão grande que ela não conseguia decidir em que ordem fazia as coisas. Aquele seria o seu primeiro dia na Academia Homuraha, e a última coisa que ela queria era chegar atrasada! Claro, ela já chegara atrasada em outras escolas inúmeras vezes, mas não podia fazer isso logo numa escola nova! Opa, a meia! Como se não bastasse, ela se mudara para Fuyuki havia apenas alguns dias, então não precisava ter a fama de dorminhoca junto com a fama de caipira! Ah meu deus, onde estava a mochila?! Seus futuros amigos fariam piada sobre ela o tempo todo se ela pagasse um mico desses — ah, a torrada estava pronta! —, e ela queria pelo menos causar uma boa impressão! Ah, lá estava a mochila!

—Mãe, pai, estou indo! — Ela gritou da porta, já calçando seus sapatos e pronta para sair. —Amo vocês!

Já eram oito e meia da manhã, a aula já devia estar começando e ela ainda estava saindo de casa! Com a torrada na boca e a mochila pendurada no braço, ela já estava alcançando o portão para a calçada, quando...

—Filha! — Sua mãe chamava, da soleira da porta.

—O que é, mãe?! — Ela já atravessava o portão da frente, quase deixando a mãe falando sozinha. —Eu não tenho muito tempo!

—Você vai mesmo para a escola de toalha?

—HÃ?!

Ela olhou ao redor. Algumas pessoas na rua a olhavam de um jeito estranho... sentindo um frio na barriga e um vento nos ombros, ela olhou para baixo... constatando que ainda estava, de fato, usando apenas a toalha com a qual saíra do banho — que, de todos os momentos possíveis, escolhia logo aquele para cair de seu corpo, em plena calçada pública.

—POR QUE NÃO ME AVISOU LOOOOOGOOOOOO?! — Com o rosto completamente vermelho, ela correu como um raio para dentro de casa, segurando desajeitadamente a toalha em seu corpo enquanto sua mãe mal conseguia segurar as risadas.

 

Naturalmente, a jovem Sayuri não sabia de nada.

Era apenas uma adolescente colegial, preocupada com problemas adolescentes e colegiais. Fazer amigos. Não ir mal na escola. Se divertir. Talvez até mesmo encontrar aquele alguém especial.

Ela não tinha como saber o que se passava além do manto de normalidade que cobria a cidade de Fuyuki. Ela sequer sonhava que pessoas com poderes inimagináveis começavam a se reunir naquela cidade, e tinha menos ideia ainda dos seres insanamente poderosos que aquelas pessoas logo invocariam.

Claro que ela não sabia. Aquilo estava completamente fora de sua realidade.

O terror da invencível lâmina capaz de derrotar até mesmo o maior dos inimigos.

O terror da lança cuja estocada era mais veloz e penetrante que a mais poderosa alabarda.

O terror da corda que, quando puxada por seu único dono, dispararia a morte certa e inescapável daqueles em sua mira.

O terror da manipulação e distorção da realidade em seu nível mais inconcebível, que nem mesmo as mentes mais iluminadas eram capazes de entender ou suportar.

O terror dos cascos e rodas que traziam consigo a morte montada.

O terror silencioso e invisível daquele que roubava vidas com mais eficiência e imprevisibilidade que o próprio Ceifador Sinistro.

O terror em sua forma mais pura e primordial, em que a razão não existe e apenas a loucura, pura, simples e incompreensível, reina.

O terror que só podia existir porque um artefato, tão incompreensível e aterrorizante quanto, permitia sua existência. Requeria sua existência, para que o artefato em si pudesse existir.

Felizmente, pessoas como Sayuri, como a maioria da população, podiam viver felizes sem se preocupar com esse tipo de coisa. Essa é uma parte da realidade acessível a poucos, e apenas sete dentre esses poucos teriam a responsabilidade de lidar com tais horrores.

Por isso, a jovem de cabelos rosados que corria apressadamente, já devidamente uniformizada, na direção de sua nova escola, poderia se preocupar apenas com seu atraso no primeiro dia. Para ela, especificamente, era o pior que poderia acontecer.

Ao menos, é o que qualquer um acreditaria. Mas o destino consegue ser bem traiçoeiro — e, para aqueles que manipulam o próprio tecido da realidade, uma surpresa do destino é ainda mais imprevisível.


Notas Finais


Olá! Se tiver lido até aqui, espero que tenha gostado e que se interesse em participar desta fic interativa!

Esta é a minha primeira fic mais... "séria", digamos assim. Claro, ainda terá vários momentos de comédia, talvez até mesmo capítulos inteiros só para descontrair, mas ainda terá drama e suspense e magia e tudo o mais! Mas acho justo avisar desde já que, apesar de ser inspirada em Fate, esta história não terá qualquer relação direta com a franquia. Na verdade, até mesmo o tom e o estilo vão ser bem diferentes... espero que os fãs de Fate não se decepcionem :<

Maiores detalhes sobre as mudanças, e tudo o que vocês precisam saber, estão nos links abaixo:

Avisos e regras:
https://docs.google.com/document/d/1DlpZ3ZtGkTAfBCXsMdVTaYpZypDXp-6Kd3eDW68bKic/edit?usp=sharing

Informações da história:
https://docs.google.com/document/d/1mdTWitYpTs3UA-82z_PtMq6Smpj3YU4EOQt16XyNRu4/edit?usp=sharing

Modelo de ficha (Mestres):
https://docs.google.com/document/d/1bxu0F30YC8zuM8obVS7bYXx683PU-gyElNC-JpS13TA/edit?usp=sharing

Modelo de ficha (Servos):
https://docs.google.com/document/d/1BRhCBDezTZKnm7yniNmqCk8kBVHmPWuCeJKxzcNxUqM/edit?usp=sharing!

Peço encarecidamente para que leiam tudo, caso queiram mandar fichas! Sei que parece muita coisa, mas eu juro que tentei simplificar o sistema o máximo possível! Apesar de certas descrições, esta fic não vai se focar taaanto assim em lutas — a ideia é focar mais no lado místico e sobrenatural, por isso simplifiquei bastante várias mecânicas e sistemas de Fate em prol de algo mais abstrato. No mais, espero que gostem!


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