História Fate of Ligth - et prophetiae ex animo - Capítulo 14


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Categorias Eldarya
Tags Eldarya, Ezarel, Guardiã, Leiftan, Miiko, Nevra, Oraculo, Profecia, Valkyon
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Palavras 3.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola gente mais um capítulo!!! Espero que gostem!
Muito obrigada pelos comentários no ultimo! Realmente me deixa motivada saber a opinião de vocês <3

Boa Leituraaa!

Capítulo 14 - Mente Frágil


Fanfic / Fanfiction Fate of Ligth - et prophetiae ex animo - Capítulo 14 - Mente Frágil

P.O.V Ashkore

- É estúpido! Estúpido e pretencioso não entendo por que ele precisa tanto desses pergaminhos é mais fácil ele ler lá de dentro.

A bruxinha mais uma vez reclamava das decisões de Leiftan, eu fingia que não escutava enquanto descascava uma maça deitado na minha rede.

- Se não gostou vai reclamar com ele. – falei sem interesse, ela ficou calada. – Perdeu a coragem? Então pare de reclamar eu não estou com paciência para ficar escutando sua voz irritante.

- Você é outro imprestável! Fica ai o dia inteiro deitado na rede sem fazer nada!

- Os incomodados que se retirem.

- Eu preciso de mais ervas e equipamento, tenta se lembrar disso a próxima vez que voltar naquele ninho de ratos. Está ouvindo seu... – lancei minha faca na sua perna. – ARG!

- Olha a boca suja, já falei que não estou com paciência.

Ouvimos um barulho de folhas ela se assustou e retirou a faca da perna ficando em defesa. Eu nem me movi.

- Ash levante-se pode ser um deles ou outro Blackdog.

E era sim um cachorro, mas não um Blackdog... Chrome entrou carregando uma sacola nas costas arfando de cansaço.

- Aqui está o que você me pediu, espero que seja o suficiente eu tive sorte dessa vez o Ezarel sumiu no inicio da noite do ultimo dia do festival e depois saiu em missão.

- O que ele estava fazendo? – eu pergunto, ele olha pra mim estranhando. – O que foi? Eu adoro uma fofoca.

- Hum eu não sei direito a Karenn disse que ele estava com a Melanie. - Eu e Naytill trocamos um olhar preocupado. – Enfim, você vai fazer com isso?

- Não é da sua conta lobinho, agora vá! – Naitili responde.

Chrome saiu resmungando, eu mordi minha maçã pensativo. Essa humana não vai ferrar com meus planos.

- Ainda acha que eu estou errada? Ele vai fraquejar.

- Temo que esteja certa.

- E então o que você quer fazer?

- Ele quer os pergaminhos não é? Vamos pegar os pergaminhos para ele. - eu coloco minha máscara e vou até a porta. – Comece a preparar alguns explosivos, não me espere acordada querida!

P.O. V Melanie

Nada, nada e nada! Eu passei a noite inteira no laboratório procurando encantamentos e poções que pudessem me levar de volta para meu mundo e... Nada! Cansada de procurar eu voltei os livros para a estante e desci as escadas em direção ao salão principal. Obviamente meu humor não estava dos melhores e eu não me importava de não sorrir quando alguém passava por mim.

- Olha se não é a ruiva mais linda de Eldarya, bom dia Mel. – ele ficou de frente pra mim e tentou segurar a minha mão para dar um beijo, mas eu retirei. – Posso te acompanhar enquanto você toma seu café da manhã?

- Não obrigada.

Eu desviei e voltei a descer as escadas.

- Bom dia, você não parece bem deveria ir ver a Ewe nós temos treino hoje as...

Eu ignorei Valkyon completamente e entrei na dispensa onde Ezarel estava passando mel na ultima torrada, só pode ser brincadeira eles combinaram? Ele olhou pra mim e então para a torrada em sua mão.

- Pode ficar eu já comi algumas. – ele me ofereceu.

- Eu não estou com fome.

Fui para o salão principal, eu neguei o prato de mingau de Karuto pegando só uma grande xicara de café e fui para meu quarto, porém antes de entrar Ykhar me parou.

- Mel oi, a-a Miiko quer te ver. – ele me disse suando frio. – Me desculpe ela s-só me mandou passar o recado.

- Bom, então você poderia passar meu recado para ela? – ela confirma. – Diz a ela que eu mandei ela para o inferno. Tenha um bom dia Ykhar.

- V-Você também.

Eu entrei e tranquei a porta suspirando forte, preciso de uma distração não da pra ficar quieta trancada no quarto.

- Vamos treinar um pouco o que acha Fox? – ela rodopiou.

Juntas nós fomos até a praia, a neve ainda dominava areia e a vegetação ao redor dando ao litoral do QG uma aparência mais paradisíaca que o normal. Eu montei um alvo e comecei a treinar alguns tiros com meu arco, me senti orgulhosa com o resultado já que acertei a maioria no centro.

-Nossa eu queria ser bom assim. – Chrome apareceu atrás de mim batendo palmas. – Parabéns.

- Obrigada, é só você praticar mais. – ofereci o arco para ele.

- Posso? – eu confirmo. – Bom, um pé para apoio flecha na mão dominante arco na outra e... – a flecha para no meio do caminho.

- Tenta não levantar seu ombro tanto...

Eu ajudei ele com algumas dicas e por fim o lobo conseguiu acertar o alvo algumas vezes e depois de  uma guerra de bolinhas de neve nós sentamos e começamos a conversar um pouco.

- Mel sobre ontem... Eu sinto muito.

- Não sinta Chrome não é culpa sua.

- Eu sei, mas mesmo assim. Nós somos a guarda de Eel as coisas não deveriam ser assim ninguém deveria sofrer pelos interesses da guarda. – ele disse de cabeça baixa eu consegui sentir o sofrimento na sua voz, então eu o abracei.

Me lembro da vez em que estávamos em missão e ele me contou como seus pais morreram em um ataque onde a guarda deveria proteger os habitantes do seu vilarejo, mas a maior parte não pode ser salva. Ele era apenas uma criança então foi trago para o refugio com outros órfãos.

- Eu só quero que você saiba que eu sei como é estar sozinho e confuso, então se você precisar de ajuda com qualquer coisa me avisa e eu vou fazer o possível para te ajudar.

- Obrigada Chrome, e você não está mais sozinho eu estou aqui por você, não hesite em vir até mim quando precisar de alguém.

- O-Ok, vamos voltar? Esse frio está congelando minhas orelhas.

Nós voltamos para o QG ele foi para a biblioteca falar alguma coisa com a Ykhar. Eu entrei no salão principal para pegar meu almoço que era um belo de um caldo com legumes, as mesas estavam todas ocupadas, eu escutei um assovio vindo de Valkyon que estava em uma mesa no fundo com Ezarel e o Nevra, o ultimo me indicou uma cadeira. Eu balancei a cabeça negativamente e fui para meu quarto.

P.O.V Ezarel

- Droga! – Nevra reclama.

- É ela realmente está nos ignorando. – Valk comenta.

- Sim eu estou começando a ficar preocupado.

- Eu não me surpreendo considerando o que aconteceu na reunião. – eu digo tomando meu caldo. – Quando o Karuto vai para de me servir essa água suja, Valky eu pago 50 maanas no seu bife.

- Não, pode continuar com seu caldo meu bife vale muito mais que isso.

- Ez como está a perna?- Nevra pergunta.

- Um inferno, não para de latejar e eu já tomei tudo que é tipo de analgésico felizmente não infeccionou.

- Vocês dois não me contaram o que aconteceu.

- O senhor perfeito estava reclamando por ter fracassado na missão e não escutou quando eles chegaram.

- Se você não tivesse parado em cada árvore estranha pra pegar flores nós teríamos chegado antes do anoitecer. – Nevra reclama.

- Não era só uma flor era uma payaga açucarada tem noção da quão rara é essa planta?!

- Sei ela vale uma perna de elfo.

- Enfim, antes de chegarmos à entrada de Eel uns oito ou sete blackdogs apareceram e um deles me mordeu.

- Entendi. – Valkyon disse bebendo no seu copo.

- Valkyon porque você não pergunta uma coisa mais interessante, por exemplo o que aconteceu entre você e a Melanie aquele dia?! Já que você se nega a me contar!

- Verdade, você sumiu o resto da noite. – Valkyon me diz com um olhar sugestivo.

- Não aconteceu nada.

- Como assim?! Nós queremos detalhes.

- Você é muito enxerido por que não vai morder alguém por ai.

- Por que eu me preocupo com você, então confessa antes que eu de um chute na sua perna fadinha da floresta orelhuda.

- Se chutar a minha perna eu arranco seu olho bom seu sangue suga dentuço...

- Chega! Vocês dois me cansam, Ez conta logo o que aconteceu.

Eu suspiro passando a mão pelo meu cabelo.

- Ótimo vocês querem saber? Tudo bem eu conto! Eu fui para o quarto dela com ela e então em um movimento estúpido eu a beijei e confessei todos os meus sentimentos para ela que me rejeitou, satisfeitos?

- Ela te rejeitou?! – Nevra pergunta surpreso.

- Sim.

- Estranho não imaginei que ela fosse fazer isso. – Valkyon comenta.

- Espera ela disse não, não mesmo?

- Não exatamente, ela disse que não esperava ouvir aquilo e que não sabia como me responder.

- Ah então ela não te rejeitou, só não te respondeu. – Nevra diz com a mão no queixo pensativo.

- Eu...

- Você ainda tem chance, vamos dar um tempo para ela. – Valkyon diz com uma mão no meu ombro.

- Isso e deixar ele. – Nevra aponta para Leiftan que entrava na cozinha. – Bem longe dela.

- Hum eu não sei se devo mais insistir, de qualquer modo façam o que quiserem eu vou para o laboratório começar meu trabalho de hoje. – Digo me levantando da mesa roubando o resto da sobremesa do Nevra.

- Ei!

P.O.V Melanie

Eu tinha acabado de comer quando Kile bateu na minha porta dizendo que o Ezarel chamou todos os membros da absinto no laboratório, eu fui curiosa para saber o que tinha acontecido. Chegando lá eu vi o Ezarel mexendo em alguns livros da prateleira a maioria da seção de feitiços tinha sumido ele parecia furioso.

-Obrigado por se reunirem tão rapidamente. Serei direto, o laboratório foi roubado ontem. – vários murmúrios de exclamação foram dados pelos integrantes. – De qualquer forma nós não podemos usar isso como desculpas para não cumprirmos nosso trabalho, tem muita gente precisando da nossa ajuda. Então eu quero que vocês se reúnam em grupos de três e vão até a floresta e ao mercado pegar o que tenha sobrado de ingredientes, sejam rápidos e precisos não me tragam nada colhido errado nós iremos precisar de tudo e não podemos errar.

Aos poucos todos formaram seus trios e eu acabei ficando sozinha. No final da fila eu fui até Ezarel pegar minha lista ele me entrega distraído até me olhar nos olhos e corar.

- V-Você não tem um grupo? – eu balanço a cabeça negativa desviando o olhar corada. – E-Eu iria com você, mas não posso sair daqui.

- N-Não se preocupe eu me viro bem sozinha. – eu dou de ombros, com um sorriso sem graça.

- Ok. Se não reconhecer algum elemento você pode voltar e me perguntar. – eu confirmo, nós ficamos em um silêncio constrangedor.

- Bom eu já vou indo.

- C-Claro te vejo mais tarde, tome cuidado.

Eu confirmo e saio do laboratório mais vermelha que um tomate. Fox me acompanha até o bosque atenta a qualquer sinal de tesouro, eu colho alguns ingredientes sem nenhuma dificuldade, porém eles são poucos e escassos por causa do inverno a neve cobre toda a superfície. Vejo uma fruta da lua vermelha sozinha em uma árvore deve ser a ultima do pé me preparo para subir... Tudo fica escuro.

***

Uma série de imagens passa em minha cabeça em flashes. O que está acontecendo... A torre do QG destruída... O povo da vila gritando... Choro e desespero... Sigo uma trilha de sangue... VALKYON!... Seu corpo está caído na escada seus olhos sem vida... NÃO! Por favor fica comigo... Minhas lagrimas escorrem pelo meu rosto eu o seguro em meus braços... Melanie... Uma voz me chama vou em sua direção... No caminho várias pessoas mortas Karenn, Alájea, Karuto... NEVRA!... Eu tento segurá-lo seus olhos sangravam perfurados ele me da um ultimo sorriso antes de cair ao chão... Melanie... Eu volto a seguir a voz até a sala do cristal... Uma criatura negra atacava Miiko que tentava lutar sem força... M-Mel Ezarel me chama no canto da sala eu vou até ele que tinha a barriga rasgada ele acaricia meu rosto colando nossas testas antes de suspirar pela ultima vez... Me volto para a luta Miiko foi golpeada e respirava no chão com dificuldade, eu me coloca em sua frente tentando protege-la da criatura... Não chegue perto dela não vou deixar que você a machuque! ... Eu? Mas isso é culpa sua Melanie... Olho para minhas mãos sujas de sangue eu recuo assustada me esbarrando no cristal que cai e se faz em pedaços... Não isso não pode ser culpa minha eu... Fuja... O veneno corre nas veias... Cuide do que a terra fez... Fuja... ACORDE!

***

Abro os olhos assustada, meu estomago revirava dentro de mim um bolo sobe pela minha garganta e eu vomito tudo para fora, a líquido sai manchando a neve de vermelho, e então vem de novo e de novo... Sem folego eu me encosto-me à árvore tentando me recuperar da sensação de vomito, minha boca tinha um gosto amargo misturado com o ferro do sangue. Olho ao redor minha mascote me olhava assustada eu tento sorrir para ela, vejo que já está de noite me levanto com dificuldade meu vestido está sujo eles não podem me ver desse jeito, fecho meu sobretudo e começo a andar apoiado em um bastão que encontrei próxima a onde estava.

Lentamente eu chego ao portão do QG com minha mascote andando pacientemente ao meu lado, fui até meu quarto fechei a porta e me arrastei sentando no chão. Respirando forte eu seguro o cristal tentando recuperar a energia, me levanto tiro minha roupa suja e visto um moletom eu preciso... Eu preciso... Eu preciso entregar os ingredientes para Ezarel e tomar um banho.

Chego ao laboratório ofegante, quase todos os membros já estavam lá ocupados com seus procedimentos, ele estava na mesa do centro lendo um livro ou vou para perto dele.

- E-Ez os ingredientes. – eu digo com a voz falha.

- Já era hora! O que você estava fazendo lá fora brincando de chapeuzinho vermelho? – ele disse mal humorado, eu dei uma risadinha. – Só isso?

- Foi tudo que eu consegui encontrar. – Menti. Ele parou para me observar franzindo a testa, eu comecei a suar frio. – Se você não precisa mais de mim eu irei tomar um banho.

Eu saio o mais rápido possível do laboratório e vou para o banheiro compartilhado. Enchi a banheira e tranquei a cabine me afundando na água eu fechei meus olhos e tentei me esquecer de tudo que me preocupava. Melanie pensa, primeiro encontrar a xamã e descobrir se meu corpo consegue suportar o feitiço, segundo descobrir por que o Oráculo quer fazer isso eu preciso contata-lo de alguma maneira e terceiro abandonar esse mundo que não é mais meu não me sinto segura na guarda e não confio no Ash eu sei que ele quer machucar a guarda eu não vou suportar isso.

Abro meus olhos determinada a mudar meu destino, eu não vou ser um simples peão nessa guerra. Me movo para pegar o sabonete e... A água está vermelha e viscosa como sangue eu saio da banheira gritando e observo a cena paralisada antes de abrir o ralo e deixar toda a água vazar. Cambaleando eu me enrolo na toalha e procuro minhas roupas íntimas no meio de minhas coisas, meus pés ficam molhados eu olho para baixo o chão está todo inundado de sangue, minha mão vai à boca eu sinto um desconforto no estomago, sangue começa a escorrer pelos meus dedos. Eu tenho que limpar tudo isso não posso deixar que eles vejam, que não posso deixar...

- Não posso deixar... Não posso deixar que eles vejam... Eles vão me matar... Eu não posso. – Eu saio do banheiro com um rastro de sangue atrás de mim ele continua a escorrer pelo meu corpo eu esfrego as mãos. – Eles não podem ver... Eles não podem... Vão me matar... Eles vão me matar... Eu não posso... Tenho que fugir... Eu tenho que fugir...

Vejo todos os olhares se voltando para mim, não consigo ver o corredor das guardas onde está o corredor, escuto eles murmurando “O que tem de errado com ela?”,“ Ela sabe que está assim?”, “ Ela é louca”. Eu escorrego no sangue sinto ele me sufocar está espalhando pelo piso.

- Não podem ver... Não podem ver... Tenho que fugir... Não podem ver... Tenho que fugir... – tento limpar o sangue do chão com as mãos. – Não podem ver... Não podem ver...

- Melanie? O que você está fazendo?! - Uma sombra surge na minha frente eu ergo meu olhar para ele... É ele a criatura suas assas negras abertas seus olhos vazios ele estendia a mão para mim, ele viu... Ele viu...

- NÃO! P-Por favor não me machuque! Por favor não! – as lagrimas escorrem por meu rosto.

- Eu não irei te machucar venha comigo. – ele se aproximava de mim, ele queria ter o que eu tenho ele quer a minha alma, ele quer o que a terra fez...

P.O.V Ezarel

- P-POR FAVOR NÃO ME MACHUQUE!

Os recrutas se assustaram e foram para a porta ver o que estava acontecendo, eu instintivamente fui também, pois conhecia a voz de quem estava gritando. Eu me desviei dos outros e fui em direção a ela que estava no chão enrolada em uma toalha chorando olhando para Leiftan com desespero.

- P-Por favor não... -Ela se encolhia implorando a ele, sua voz não passava de um sussurro e ela chorava. Vê-la desse jeito deixou meu coração em pedaços.

- Eu não irei te machucar está tudo bem. – ele tentou se aproximar, mas ela começou a gritar de desespero. Eu fui até ela me agachando em sua frente.

- Oi Mel, sou eu o Ez você se lembra de mim? – seus olhos me encaravam confusos. – Não se preocupe vou te levar para um lugar seguro, tudo bem? - Sem esperar ela confirmar eu retirei minha jaqueta e cobri ela, depois a peguei em meus braços. – Avisa a Miiko.

Leiftan confirmou e eu a levei até seu quarto, ela tremia em meus braços. Eu a coloquei na cama e fui até seu guarda-roupa pegar alguma coisa para vesti-la ela se encolheu na cama em posição fetal.

- Não posso deixar que eles vejam... Tenho que fugir... Tenho que fugir... Não podem ver... -Ela sussurrava.

-Está tudo bem, ninguém vai ver você desse jeito. – eu me voltei para ela que tinha o olhar vago. Lentamente soltei seus braços e tirei sua toalha ela se cobriu com os braços. – Não se preocupe eu não vou olhar. – Eu vesti sua roupa intima e um pijama de algodão. Ela pareceu mais calma eu fiz com que ela se deitasse e a cobri com o edredom. – Você está com fome?

Ela balançou a cabeça, disse a ela que traria um lanche. Ela continuou deitada enquanto eu saia do outro lado da porta Miiko e os rapazes estavam esperando.

- O que ela tem?! – Ela pergunta.

- Eu não sei eu ouvi os gritos dela e fui ver o que estava acontecendo.

- Eu vou ver ela. – Ewe disse e entrou no quarto. Passaram-se alguns minutos até ela sair. – Ela está bem, mas está como posso dizer no mundo da lua, ela não fala coisa com coisa e está muito perturbada eu dei alguns calmantes que vão ajudar e ela precisa ser vigiada caso algo aconteça novamente.

- Isso já foi longe demais, precisamos agir!

- Mas Miiko...

- Eu sei como você e os outros se sentem Valkyon, mas eu não posso deixar que isso fique pior.

- Nós não podemos cometer o mesmo erro novamente! – Valkyon responde ela.

- Valkyon você sabe da história o Deamon, ele...Ele enlouqueceu antes de...

- Então nós vamos ajudá-la, vamos achar um meio de fazer ela melhorar e cumprir o que o Oráculo quer sem que ninguém saia ferido. – Nevra diz.

- Eu concordo, já passou da hora de nós assumirmos nossa responsabilidade e cumprir nosso papel de guarda. Então, nada de testes ou experimentos vamos fazer o certo pelo menos dessa vez.

- V-Vocês têm razão. – Miiko concorda de cabeça baixa. – Vamos fazer dar certo! Meninos venham comigo eu...

- E-Eu vou vigia-la, caso aconteça de novo. – eu digo com o rosto queimando eles concordam e vão para a sala do cristal.

Eu vou até a cozinha pegando um pequeno bule com chá e uns biscoitos, anoto na minha cota, volto para seu quarto ela está encolhida virada para parede.

- Ei eu trouxe alguns biscoitos.

- Sujas... Estão sujas... Eles não podem ver... Sujas...- ela sussurra.

-Ei, olha pra mim. – eu me sento ao seu lado na cama, ela se senta escondendo as mãos. – Me mostra. - Eu peço ela nega com lágrimas nos olhos. – Eu guardo segredo. - Ela ergue as mãos para mim elas estão completamente limpas como sempre foram. – O que tem de errado?

- Estão... Estão sujas você não vê? Ez estão sujas... – ela começa a esfregar compulsivamente uma mão na outra.

- Não estão não. – eu seguro suas mãos mostrando a palma para ela. – Estão limpas, tão limpas que eu posso fazer isso. – Eu dou pequenos beijos nos nós de seus dedos e por fim nas costas de suas mãos. – Parece que além de lerda você também é cega, eu te trouxe um lanche come um pouco.

Ela confirma e pega um biscoito comendo devagar eu fico ao seu lado pacientemente esperando em silêncio. Depois de um xicara de chá ela voltou a se deitar de costas pra mim, eu me levantei para levar a bandeja de volta para cozinha, um monte de roupas sobre a cadeira me chama atenção... Estão manchadas de sangue.

- Mel... Você está machucada? Alguém feriu você? – ela não responde vou até ela e vejo que está dormindo.

Levo a bandeja para a cozinha passando no meu quarto para pegar um livro de encantos, ela ainda está dormindo quando eu volto me sento na poltrona perto de sua cama. Passo algumas horas lendo concentrado sem encontrar nenhuma pista sobre a tal fusão, ela continuava a dormir se mexendo uma hora ou outra Valkyon veio checar se ela estava bem e então foi ficar de guarda.

Ela estava virada para mim abraçada com sua mascote como um urso de pelúcia, ela é tão linda eu sei que veio de outro mundo e que tudo nela é particularmente exótico eu não consigo deixar de olha-la de deseja-la não com luxuria ou vaidade, mas com certa devoção certa necessidade. Eu quero tanto que ela esteja em meus braços... Que ela diga sim. Ainda me lembro da noite em que eu confessei para ela e pra mim mesmo meus sentimentos, por mais que tenha doido ser rejeitado eu não conseguia me afastar não conseguia deixar de ama-la.

Quando eu era mais novo tinha certeza que não precisaria de ninguém ao meu lado, meus pais sempre jogavam aquelas elfas metidas no meu caminho e eu odiava isso. Eu sempre fui um lobo solitário nunca precisei de ninguém e agora... O melhor momento do meu dia é quando ela entra no laboratório com os cabelos bagunçados, o som da sua risada, o jeito que ela faz com que eu me sinta amado mesmo sem querer... Eu espero que um dia talvez ela possa olhar pra mim do jeito que eu olho pra ela...


Notas Finais


E ai gostaram?? hahahahahah Até semana que vem
Não esqueçam de comentar!

xoxo


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