História Fated To Love You - Capítulo 35


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Agust D, Bangtan Boys, Bts, Chefe, Min Yoongi, Suga
Visualizações 548
Palavras 2.544
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HIIIII, HEEEEELLO
Gente, eu tô num bloqueio horrível, mas consegui escrever esse cap hj e isso sim é milagre
Está maiorzinho, o que é bom e, bem, tem algumas emoções hihihihihi
Espero que gostem do nosso quase antepenúltimo capítulo <3
Boa leitura <3

Capítulo 35 - Poderia?


Fanfic / Fanfiction Fated To Love You - Capítulo 35 - Poderia?

Era incrível como eu me entregava facilmente a ele. Depois de tanto tempo separados, seu toque, seu sorriso, sua voz, seu perfume, ele por inteiro, ainda tinha um poder absurdo sobre mim. Meu coração parecia que ia sair da caixa torácica, minhas pernas tremiam e um frio que há muito tempo eu não sentia apareceu em meu estômago. Ele ia realmente me beijar e eu estava ansiosa por isso. Todo o meu ser pedia por tal ato.

Entretanto, como não tenho sorte nessa vida que me foi concedida, meu celular foi inventar de tocar naquele exato momento e nós dois percebemos o que estávamos prestes a fazer. Yoongi comprimiu os lábios e suspirou, fechando os olhos. Ele se afastou um pouco, muito a contragosto, e eu sentia cada pedacinho de meu ser pedindo para que ele não o fizesse.

Peguei meu telefone, vendo o nome e a foto de Taehyung na tela. Yoongi também viu de quem se tratava, o que lhe fez engolir seco.

- Você deveria atender, pode ser importante. – Falou com um sorriso que não chegava aos olhos. Colocou as mãos nos bolsos e olhou para os próprios pés, evitando me olhar.

- Yoongi... – Murmurei, sem saber ao certo como agir.

- Sabia que essa é a primeira vez que você me chama pelo nome desde que você voltou? – Indagou com um riso sem graça. – É bom ouvir sua voz me chamar assim outra vez... – Disse, fitando agora meus olhos com seus próprios que pareciam arrasados. – Até amanhã, Park. – Assim, ele se afastou totalmente, indo em direção ao seu carro e simplesmente partindo, enquanto eu apenas observava seu carro desaparecer dentre os outros.

No entanto, talvez fosse até melhor assim. Eu não saberia como agir com ele depois se tivesse realmente acontecido.

O celular começou a tocar novamente e, suspirando, eu coloquei no silencioso. Depois daquilo, eu não tinha ânimo nenhum para falar com o Kim. Somente entrei em casa, tentando manter o semblante aceitável para minha mãe, que estava sentada no sofá lendo um livro.

- Como foi hoje, querida? – Ela questionou a me ver entrando. – Kwan entrou tão animado, disse que vocês se divertiram muito com o Yoongi.

- Foi... Ótimo. Bem divertido mesmo. – Tentei sorrir, o que não funcionou. – Estou um pouco cansada, mãe. Irei subir, Okay? – Sinalizei para as escadas, esperando que ela não percebesse meu estado.

- Okay, filha. Boa noite! – Ela sorriu.

- Boa noite. – Disse e me dirigi às escadas.

- Ah, Hye Jin? – Me chamou e eu virei para ela, no intuito de saber o que a mesma queria. – Não demore muito para falar o que está guardado dentro de você. Às vezes, pode ser muito tarde. – Minha mãe disse e simplesmente voltou a ler, como se não tivesse falado nada. Apenas para deixar meu coração ainda mais confuso.

Subi para meu quarto e, após um longo banho, me deitei na cama, tentando tirar tudo da minha cabeça, no intuito de dormir. Entretanto, uma coisa – ou melhor, uma pessoa – habitava meus pensamentos e não os deixou pelo resto da noite.

~~Y~~

Naquele dia, o tempo estava nublado, o que combinava com meu humor nada animado. Não havia dormido nada a noite inteira e ainda seria obrigada a encarar o Min pela manhã, o que já era uma coisa e tanto.

Entretanto, Yoongi não se encontrava na empresa quando eu cheguei e nem apareceu por boa parte do dia. Jungkook me dissera que ele estava fazendo seus exames de rotina e que só chegaria mais tarde, assim, eu me acalmei e tentei focar no trabalho.

As poesias já estavam quase todas prontas, o que queria dizer que, logo, eu deixaria de trabalhar com ele, que logo eu iria embora... Tal pensamento me deixou apática. Sinceramente, eu gostava de estar ali, de trabalhar novamente com ele, de tê-lo por perto.

Pena que tudo o que é bom acaba rápido demais.

No almoço, tive a companhia de Ji Yang e Jungkook. Eles, por serem mais jovens e por não estarem num estado de depressão amorosa, conversavam animadamente entre si. Bem, Ji Yang conversava animadamente. O Jeon tentava acompanhar o ritmo da louca da minha melhor amiga, o que era engraçado, pois por diversas vezes ele se atrapalhava e ficava envergonhado, enquanto ela simplesmente ria daquilo.

Apenas de tarde, Yoongi apareceu. Esperei alguma reação sua, entretanto, tudo o que recebi foi um cumprimento seco e só. Ele estava sério, concentrado apenas nos papéis em sua mesa. Percebi que também não havia dormido bem, pois havia olheiras debaixo de seus olhos. Por isso, relevei seu mau humor, já que pensei ser apenas do cansaço.

Entretanto, estava redondamente enganada. Vi seu tratamento com o Wang, o Jeon e todos os outros funcionários que ele teve contato: era normal. Apenas comigo se instalava aquela frieza desmotivada.

Eu tentava ignorar, mas era quase que impossível. Machucava-me muito que ele tivesse ficado dessa forma, sem eu ter feito nada. Tudo bem, a interrupção na noite passada não foi a melhor das situações, mas não havia sido minha culpa!

No final do expediente, ficamos basicamente apenas eu e ele na empresa. Jungkook havia ido embora mais cedo para resolver algumas coisas do Min e, pouco a pouco, todos foram se retirando. Eu nem percebi tanto o tempo passar, já que estava focada em terminar aquelas poesias logo, mas, quando finalizei a penúltima, já eram quase 20h00min da noite. Olhei para o Min, que deveria estar concentrado no trabalho, mas na verdade olhava para o nada, como se nem estivesse ali.

- CEO Min? – O chamei. Demorou alguns segundos para que ele focasse seus olhos em mim. – Eu terminei mais uma... Gostaria de ver?

- Ah... Sim. Esta é a última? – Questionou.

- Não, ainda falta finalizar uma. – Murmurei e ele apenas assentiu, lendo o rascunho que lhe entreguei. Após alguns segundos, me entregou a folha.

– Tudo certo. Amanhã será entregue à equipe de marketing. – Disse apenas, se virando para o computador.

- CEO... Sobre ontem, eu...

- Acho que você não me deve explicações. A vida é sua e eu não tenho nada a ver com ela. – Ele nem olhava para mim ao proferir tais palavras, o que me deixou desconsertada.

- Tudo bem... – Murmurei e me preparei para sair da sala. Eu não entendia ao certo o porquê dele agir daquela forma, mas aquilo me machucava, mesmo que eu não quisesse admitir.

Saindo daquela sala, senti meu interior se encher de fúria. Sim, eu estava com raiva. Com raiva de Yoongi, por não decidir o quer; de Taehyung, por ter nos atrapalhado ontem; do Jackson, por ter me chamado para trabalhar ali outra vez; e de mim, por ser fraca e não conseguir se manter íntegra diante do Min.

Aquela raiva estava tão grande que eu simplesmente não consegui dar mais nem um passo a frente. Muito pelo contrário, entrei novamente no recinto onde o idiota que era meu chefe temporariamente estava. Ele nem levantou seus olhos para mim, o que me deixou ainda mais enraivecida.

- Você é um babaca, sabia? – Falei, o que fez Yoongi me encarar com o cenho franzido.

- Como é que é? – Sua voz estava incrédula.

- Você. É. Um. Babaca. – Repeti. – Não sabe simplesmente tratar uma pessoa de uma forma só, fica mudando de comportamento. É um cretino, bipolar, filho da...

- Ei! – Ele me interrompeu. – O que deu em você? Qual é o problema?

- VOCÊ É O PROBLEMA! – Gritei, fazendo-o se assustar. – Você poderia simplesmente me tratar com toda a frieza do mundo desde o inicio, simplesmente como se eu fosse apenas uma empregada sua, mas não. Você faz questão de agir como se... – Engoli seco, tentando regular minha respiração.

- Como se...? – Ele me incitou a continuar.

- Como se você realmente se importasse comigo. – Completei em um murmúrio e ele se levantou, suspirando. Apenas sua mesa nos separava, mas havia uma espécie de barreira invisível entre nós a qual poderia percorrer eletricidade, tamanha era a tensão. – Por que você faz isso?

- E por que isso é importante para você? – Ele indagou, ainda sem me olhar. – Você tem a ele, não deveria se importar com a forma que eu te trato.

- Ah, isso tudo é por Taehyung? – Questionei incrédula. – Por favor, Yoongi. Você fala que não tem nada a ver com minha vida, mas me trata como um nada simplesmente por uma ligação idiota!

- É por ele, sim! É pelos dois anos que você me deixou sozinho e ficou com ele, é por você ficar mais á vontade com ele do que comigo, é por você simplesmente não admitir que vai ficar com ele e pronto. – A raiva e a mágoa em sua voz eram palpáveis.

- EU NÃO VOU FICAR COM TAEHYUNG, PORQUE ELE NÃO É VOCÊ. – Me exaltei, meus olhos lacrimejando e minhas mãos tremendo. – Ele não é você, Yoongi. E eu simplesmente sou incapaz de ficar com alguém que eu não amo.

- Você não me ama, Park.

- Você não tem direito de falar isso. – Disse entredentes. – Você não sabe o que passei, o quanto sofri esperando uma ligação, uma mensagem, uma única noticia sequer que nunca veio. Eu posso ter ido embora, sim, Yoongi, mas você não pode me culpar por isso, já que não fez nada para me impedir. – Toda a dor que eu guardava pela minha espera estava explícita em minha voz, o que fez a posição firme de Yoongi vacilar.

- Eu tive minhas motivações... – Ele murmurou. – Mas eu também sofri, Hye Jin. Todos os dias, durante todos os meses, eu senti sua falta. E você não pode duvidar disso, não pode duvidar que eu... – Ele hesitou, como se não devesse terminar aquela frase. – Que eu te amo, Park.

- Como eu posso não duvidar desse seu amor se você fica indo e vindo? Uma hora, você age como se eu fosse correspondida, noutra age como se me quisesse longe de si. Como pode me pedir que acredite nisso, Yoongi? – Ele rodeou a mesa, ficando ao meu lado. Fez com que eu olhasse para si e eu vi, pela primeira vez, a dor que passava em seu olhar.

- Eu nunca menti para você, Park, em nenhum momento, desde o dia em que te conheci. Estou errado? – Relutantemente, eu neguei. Era verdade. Yoongi sempre fora sincero para comigo. – Então acredite quando falo que, sim, eu amo você. Eu só... – Ele mordeu o lábio, como se aquilo fosse difícil para si. – Não posso ficar com você. Eu preciso te deixar ir...

- E se eu não quiser, Yoongi?

- Você precisa. – Disse por fim. – Não se pode prender uma borboleta, Park, é errado. – Ele tentou sorrir, mas o que conseguiu foi um curvar tristonho dos lábios. Sem falar mais nada, eu simplesmente me afastei. Yoongi não tentou me impedir, apenas fitou o chão, deixando que eu fosse em direção à porta. Antes de sair, eu hesitei, me virando para ele outra vez.

- Sabe o que é engraçado, Yoongi? – Questionei, obtendo sua atenção. – Em todas as vezes que fui embora, você se manteve quieto, sendo que seria só um pedido seu para me fazer ficar.

Ele engoliu seco, mas ainda assim se manteve calado. Eu saí dali, sentindo meu coração ainda mais despedaçado em meu peito, me fazendo chorar com tamanha dor. O que eu poderia fazer? Cada pedacinho destruído dele clamava por Min Yoongi, mas não o podia ter.

Ele era minha maior impossibilidade, mas era a que eu mais queria que fosse possível.

Como eu não podia chorar dentro de casa, simplesmente andei sem rumo pelas ruas dali, ignorando os olhares das pessoas à minha volta. Eu só queria que tudo se resolvesse, que eu pudesse ficar com ele, que tudo ficasse bem. Mas nada seria fácil assim.

Uma ou duas horas se passaram em minha lamúria interna quando senti meu telefone vibrar no meu bolso.  Pensei seriamente em ignorar, mas algo me disse para não o fazer. Assim, peguei-o, vendo o número do Jackson na tela. Estranhei, mas logo atendi.

- Park? Onde você está? – Indagou, a voz parecendo nervosa.

- O que houve, Wang? – Ignorei sua pergunta com outra.

- Preciso que me faça um favor.

~~Y~~

O carro parou em frente à mansão enquanto eu sentia uma adrenalina em razão do nervosismo percorrer meu corpo. Paguei ao motorista, sem nem me importar com o troco, e corri para a entrada da casa que, obviamente, estava trancada. Entretanto, dentro de um jarro de flores enorme estava a chave reserva, conforme eu já sabia havia 5 anos.

A fala de Jackson reverberava na minha mente.

“Ah Ri acabou de me ligar dizendo que o CEO Min a dispensou e que estava realmente transtornado. Agora, ele se encontra sozinho em casa e não atende nenhum telefone. Eu estou preocupado, Park, mas não tenho como ir lá agora. Você teria como ir?”

Com essa noticia, eu simplesmente fiquei aflita e obviamente aceitei verificar como ele estava. Se algo acontecesse com Yoongi, eu com certeza iria me culpar a vida inteira.

A casa estava totalmente escura, mas eu ouvia um barulho vindo do andar de cima, então subi as escadas. O corredor também estava apagado, com exceção da luz advinda de uma porta entreaberta no final dele, o escritório de Yoongi. O som vinha de lá, era o piano.

Andei lentamente até o local em questão, evitando fazer o mínimo barulho que fosse. Ele estava lá, de costas para mim, tocando o grande instrumento que ali havia. Eu pensei em chamar por ele, mas hesitei quando reconheci a melodia.

Era a música que ele fizera para mim.

Em certo momento, Yoongi começou a cantarolar. A voz baixa e rouca ecoava na sala enquanto preenchia meu ser e fazia meu coração falhar.

“Não pense em absolutamente nada

Não diga sequer uma palavra

Apenas sorria para mim

 

Eu ainda não consigo acreditar

Tudo parece um sonho para mim

Não desapareça de mim

 

É verdade? É verdade?

Você, você

Você é tão bonita que tenho medo

Falso, falso

Você, você, você...”

 

Eu sentia toda a dor contida naquelas palavras. Eu lembrava que ele havia dito não ter uma letra ainda, na época que me mostrou e eu sempre imaginava quais palavras ele usaria. Normalmente, eu pensava que seria algo para a lagartinha, mas não... Era para mim.

 

“Pode, por favor, ficar ao meu lado?

Pode, por favor, me prometer?

Sinto que com o toque mais leve você vai sair voando ou quebrar

Estou com medo, com medo, com medo.

Pode, por favor, parar o tempo?

Porque quando este momento acabar

Sinto que vai virar algo que nunca aconteceu

E eu vou te perder

Estou com medo, com medo, com medo.

 

Borboleta, como uma borboleta.

Como uma borboleta, como uma borboleta...”

 

As lágrimas já desciam sem nenhum pudor pelos meus olhos, tamanha era a forma com que cada palavra, cada verso, me atingia. De repente, Yoongi parou, batendo nas teclas e me assustando por um momento. Ele respirava com dificuldade e parecia extasiado.

Hesitando, eu caminhei até ele e abracei suas costas. Ele se sobressaltou por um momento, mas não me afastou.

- Borboleta? – Ele chamou em um sussurro.

- Sim, sou eu. – Respondi num tom embargado.

- Pode, por favor, ficar ao meu lado hoje?


Notas Finais


HIHIHIHIHIHIHIHIHIHI
DESCULPA, EU SOU MESMO UMA PRAIA MÁ
Enfim
Gostaram? Digam pra tia Ebby
Ela está curiosa
Nos vemos no próximo <3


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