1. Spirit Fanfics >
  2. Father (Malec) >
  3. Se Deixando Levar

História Father (Malec) - Capítulo 18


Escrita por:


Capítulo 18 - Se Deixando Levar


Fanfic / Fanfiction Father (Malec) - Capítulo 18 - Se Deixando Levar

 Alec subiu as escadas até o apartamento da irmã, segurando a mão do filho e tentando equilibrar o pacote do bolo com o outro braço. Para sua sorte, antes que chegasse à porta, ela já se abriu, revelando um Simon muito pálido e agitado.

 — Ah, finalmente vocês chegaram! Pensei que tivessem esquecido da festa!

 — É claro que eu não iria esquecer do aniversário da Izzy, Simon. Ainda mais sendo responsável por trazer o bolo. – disse ele, entregando o pacote com todo o cuidado nas mãos do cunhado.

 — Desculpe. É que eu estou uma pilha de nervos. – respondeu o outro, entrando no apartamento, com Alec e Max vindo logo atrás. – Clary convenceu Izzy a passar a tarde na casa dela com Thomas, mas as duas devem voltar daqui a pouco e nós estamos tentando deixar tudo pronto antes disso.

 Ele olhou em volta, admirando a decoração da sala de jantar: havia diversos balões vermelhos, a cor favorita de Isabelle, presos ao teto, com longas fitas coloridas pendendo de cada um deles. Jace e Robert estavam em cima de cadeiras, pendurando uma corda com letras douradas formando a frase “Feliz aniversário” logo acima da janela, enquanto Maryse, a mãe e a irmã de Simon ajeitavam as coisas na mesa de mogno escuro, que se encontrava coberta de pratos de sobremesas e salgados. Ao vê-los chegando, todos acenaram brevemente, para então continuarem concentrados em suas tarefas.

 Simon caminhou até a mesa e empurrou algumas das travessas, abrindo espaço para pousar o pacote do bolo sobre o tampo de madeira. Alec tratou de tranquilizar o cunhado.

 — Está tudo ótimo, Simon. Tenho certeza que minha irmã vai adorar a surpresa.

 — Também acho, tio. – completou Max.

 O outro abriu um sorriso nervoso.

 — Espero que vocês estejam certos. Sei que Isabelle anda muito cansada com todos os cuidados com o bebê. Eu ajudo o máximo que posso, mas muitas noites preciso deixa-la sozinha com Thomas, para poder ir trabalhar. Izzy merece ter um pouco de diversão, ao menos no dia do próprio aniversário.

 — E ela vai ter. – garantiu Alec. – Agora me diga: tem alguma coisa em que eu possa ajudar?

 Simon franziu a testa, pensativo.

 — Acho que não, já está quase tudo pronto. Além do mais, você trouxe o bolo e isso é mais do que suficiente.

 Ele assentiu, dando tapinhas no ombro do cunhado. Depois se aproximou de Maryse, enquanto Max se sentava no sofá e ligava a televisão.

 — Oi, mãe. Tudo bem?

 — Oi, meu filho. Está tudo bem sim. – respondeu ela, o abraçando.

 Mas Alec pôde ver claramente no rosto dela que a mulher estava incomodada com algo.

 — O que foi? Aconteceu alguma coisa? – quis saber ele.

 Maryse suspirou, depois segurou seu cotovelo e o levou até a cozinha, que estava vazia. Então confessou:

 — É que eu e seu pai não estamos gostando nem um pouco dessa história do tal de Magnus aparecer no aniversário da sua irmã, Alec.

 Foi a sua vez de suspirar. Ele tinha alertado com antecedência a todos que estariam na festa sobre a presença de Magnus, querendo evitar surpresas e reações desagradáveis. Além de não querer expor o outro a esse tipo de situação, Alec se preocupava em preservar o filho acima de tudo. Não seria nada bom para Max presenciar uma briga entre a família e alguém de quem já gostava tanto.

 — Mãe, eu já expliquei tudo para vocês: Magnus e Max estão ficando cada vez mais próximos. O menino realmente gostou dele e quer incluí-lo em todos os passeios que nós fazemos. Foi ideia do meu filho convidá-lo para a festa da tia, aliás. Acho que vai ser bom que todos vocês se conheçam logo. Por favor, faça um esforço e seja compreensiva. É pelo bem do seu neto.

 A mulher soltou mais um suspiro cansado.

 — É justamente por me preocupar com Max que eu estou aqui, Alec. Pode ficar tranquilo: por mais que eu e Robert tenhamos nossas reservas em relação a esse homem, não vamos fazer nenhuma cena na frente do nosso neto. – garantiu.

 Ele abraçou a mãe mais uma vez. Depois disse:

 — Muito obrigado. Eu sei que posso contar com vocês e que só querem o bem do Max. Mas eu também quero isso, então vocês não precisam se preocupar.

 De repente a voz de Jace soou pelo apartamento inteiro.

 — Pessoal, a Clary acabou de me mandar uma mensagem. Elas já saíram de lá, devem chegar aqui em menos de quinze minutos!

 O lugar virou um alvoroço enquanto todos acertavam os últimos detalhes antes que as duas chegassem. Alec tirou a proteção do bolo e colocou a velinha que trouxe de casa no topo. Max correu para o quarto da tia, para largar sua mochila lá, depois de tirar o presente dela de dentro. Simon parecia ainda mais pálido, zanzando de um lado para o outro como uma formiga tonta de veneno.

 Logo tudo estava pronto, as luzes foram apagadas e todos ficaram aguardando, bem no canto da sala. Com o silêncio que se instalou no apartamento, os convidados ouviram claramente os passos vindo pela escada acima. Quando a porta foi aberta e a lâmpada acesa, todo mundo pulou para o centro do cômodo e gritou:

 — Surpresa! Feliz aniversário, Izzy!

 Ela levou as mãos ao rosto, chocada. Clary vinha logo atrás, carregando Thomas no colo.

 — Então foi por isso que você insistiu tanto para que eu passasse a tarde na sua casa hoje! – disse Isabelle, dando um tapinha no ombro da amiga, que apenas riu.

 Todos se aproximaram para abraçar a aniversariante. Max, morrendo de ansiedade, logo entregou o presente para a tia.

 — Eu ajudei o papai a escolher! Espero que você goste.

 — Ah, mas sendo assim tenho certeza de que vou adorar. – garantiu ela, desatando o nó da fita vermelha que fechava o pacotinho prateado. Izzy tirou uma caixinha retangular de veludo negro lá de dentro e a abriu, então arregalou os olhos.

 — Nossa, que coisa mais linda, Max! Eu amei! – disse, tirando o bracelete de prata no formato de uma cobra da caixa. – É a minha cara, meu sobrinho favorito realmente me conhece muito bem.

 — Que bom que meu filho sabe escolher presentes, porque se dependesse de mim... – brincou Alec, abraçando a irmã.

 A comemoração seguiu animada. Thomas começou a passar pelo colo de todos os presentes, como era de costume, enquanto o pessoal batia papo e beliscava furtivamente uma ou outra guloseima da mesa antes de cantarem parabéns.

 Em certo momento, quando Max estava distraído brincando com o primo, Robert se aproximou de Alec e perguntou, em um tom de voz baixo:

 — E então? Cadê o tal de Magnus?

 — Já deve estar a caminho. Eu pedi que chegasse um pouco depois do horário combinado, para dar tempo de surpreender Izzy e as coisas se acalmarem antes. A mamãe já disse que vocês não ficaram muito felizes por eu tê-lo convidado, mas só peço que confie em mim, pai. Estou fazendo o que julgo ser melhor para o meu filho.

 Robert suspirou, depois franziu os lábios.

 — Maryse e eu ainda temos nossas dúvidas quanto a esse homem. Mas talvez conhecê-lo vai nos ajudar nesse aspecto. Então, estou pronto para dar um voto de confiança.

 Ele pousou a mão no ombro dele.

 — Que bom ouvir isso, pai. Obrigado.

 Bem nessa hora, tocaram a campainha e Simon foi atender a porta, lançando antes um olhar em sua direção. Todos os convidados já estavam presentes, então ambos tinham quase certeza de quem havia acabado de chegar.

 E, quando o cunhado abriu a porta, suas suspeitas foram confirmadas: em pé do outro lado estava Magnus, parecendo um tanto envergonhado e segurando uma caixa pequena nas mãos. Ao vê-lo, Max imediatamente saiu correndo na direção dele.

 — Tio Magnus! Que bom que você chegou! – disse, envolvendo as pernas dele com os bracinhos finos.

 Magnus se agachou, abraçando o menino. Todo o desconforto contido em sua postura sumiu: o outro parecia subitamente à vontade, somente pela presença do garotinho.

 Conforme ele tinha pedido, todo mundo agiu com muita naturalidade diante da presença dele, chegando perto e se apresentando. Até mesmo seus pais o cumprimentaram com muita educação.

 Izzy se aproximou e cutucou seu ombro com o dela.

 — Eu não sabia que vocês tinham convidado o Magnus! – exclamou, surpresa.

 — Desculpe por não ter avisado antes. Se eu contasse, teria estragado a surpresa. – explicou Alec. – Foi ideia do Max.  Mas eu achei que seria bom que todo mundo o conhecesse logo. Espero que você não se importe com isso.

 — É claro que não me importo. – garantiu ela. – Qualquer coisa pelo bem do meu sobrinho.

 Então Izzy caminhou até a porta, com um sorriso no rosto.

 — Olá. Eu sou a Isabelle, irmã do Alec e tia dessa coisinha fofa aqui. – disse, passando a mão no cabelo de Max. – E você deve ser o Magnus, amigo do meu irmão.

 — Sim, sou eu mesmo. – respondeu o outro, estendendo a mão para ela, que a segurou. Depois entregou a caixa que havia trazido para a moça. – Parabéns. Não nos conhecemos e eu não sabia muito bem o que comprar, mas acho que não tem como errar com bombons. Espero que você não seja intolerante à lactose.

 Izzy segurou os chocolates contra o peito.

 — Graças a Deus, não tenho nenhuma intolerância. – respondeu, rindo. – E eu adoro bombons. Muito obrigada, Magnus. Pode ficar à vontade, daqui a pouco vamos cantar parabéns.

Magnus assentiu. Então Max segurou a mão dele e começou a puxá-lo para o sofá.

— Vem sentar comigo, tio. Tenho um monte de coisas para te contar. Sabia que eu comecei a fazer aulas de natação?

 Os dois se sentaram lado a lado, enquanto o menino continuava a conversar animadamente e o outro lhe ouvia com toda a atenção.

 Alec olhou em volta, observando como os amigos e a família estavam reagindo a presença de Magnus: Jace e Clary estavam brincando com Thomas perto da entrada da cozinha, distraídos. Simon conversava com a mãe e a irmã ao lado da mesa e Izzy tinha ido buscar mais bebidas na geladeira. Somente Robert e Maryse admiravam a cena que se passava no sofá com uma expressão desconfiada.

 O melhor amigo se aproximou, segurando uma garrafa de cerveja.

 — Nossa, o Max gostou mesmo do cara. – comentou, maneando a cabeça na direção dos dois.

 Ele suspirou.

 — Não falei? Sei que meu filho costuma ser bem extrovertido e sociável, mas confesso que fiquei surpreso com a aproximação rápida entre eles.

 Jace tomou um gole da cerveja, depois deu um tapinha no seu ombro.

 — Mas não esqueça que você continua tendo seu lugar no coração do menino, Alec. – afirmou, antes de voltar para perto da noiva.

 Logo Simon anunciou que era a hora de cantar parabéns e todos se reuniram perto da mesa. Em seguida o bolo foi cortado e cada um tratou de garantir sua fatia. Magnus, que tinha ficado o tempo todo perto de Max, também pegou uma e voltou a se sentar no sofá, ao lado do menino. Alec caminhou até lá e Isabelle o seguiu, com o bebê no colo.

 — Esse é o meu priminho, tio Magnus. O nome dele é Thomas. – contou Max, quando a tia sentou ao lado dele.

 Izzy se inclinou, mostrando o rostinho do neném e Magnus sorriu.

 — Awww, que pequenininho! Quantos meses ele tem?

 — Pouco mais de um mês. – explicou ela. Depois, para surpresa de Alec, perguntou: – Você quer segurá-lo um pouquinho?

 O outro também parecia surpreso, mas assentiu. Isabelle passou Thomas para os braços dele.

 E então, apesar de conhecê-lo há pouco tempo, Alec conseguiu ver no rosto de Magnus o que exatamente estava pensando. Ele pôde perceber isso pelo jeito com que o outro olhou para o rostinho sonolento de Thomas e depois ergueu o olhar rapidamente na direção de Max, com uma pontada de dor nas íris verdes. Era claro que, naquele momento, Magnus lamentava internamente ter perdido o crescimento do próprio filho e não poder tê-lo segurado em seus braços quando ainda era um bebê.

 Ele não conseguiu evitar sentir empatia pelo outro. Na verdade, Alec chegou a sentir um pouco de culpa por ter tido o privilégio de ver Max crescer, enquanto o pai biológico do menino foi privado disso. Se houvesse um jeito de mostrar a Magnus todas as lembranças que ele guardava em seu coração e sua mente...

 E foi aí que Alec teve uma ideia.

 

                                                                          *

 

 Ele subiu as escadas apressado, a chave de casa balançando em sua mão.

 A festa já havia acabado há um bom tempo. Max ficou na casa da tia, para passar a noite lá. Quando o filho lhe fez o pedido, Alec nem precisou pensar duas vezes antes de concordar. Assim ficaria mais fácil de colocar sua ideia em prática.

 Ele abriu o apartamento e foi direto em direção a estante da sala, pegar o que precisava. Depois se virou e saiu dali, sendo tão rápido quanto foi durante a chegada. Nem sequer havia entrado na garagem, de tanta pressa: seu carro estava estacionado na frente do prédio.

 Alec tinha um lugar para ir, a noite já havia se instalado e ele não queria ser indelicado e chegar muito tarde. Então entrou no veículo e saiu dirigindo apressado até o edifício mal conservado que tinha visitado vários dias atrás.

 

                                                                    *

 

 Ele bateu na porta algumas vezes, mas ninguém atendeu. Já tinha se virado, pronto para descer as escadas e voltar para casa, quando uma fresta se abriu e um olho verde espiou pela abertura.

 — Alexander? O que você está fazendo aqui a essa hora? Aconteceu alguma coisa com Max? – perguntou Magnus, surpreso, enquanto destrancava a porta.

 Ao vê-lo vestindo uma calça de moletom velha e uma camiseta preta, obviamente prestes a ir para cama, Alec se sentiu repentinamente bobo.

 — Max está bem, não se preocupe. Vai passar a noite na casa da minha irmã, inclusive. Desculpe aparecer tão tarde. Eu... Eu tinha uma coisa para te mostrar, mas parece que você já ia dormir, então posso voltar outra hora.

 Ele deu um passo para trás, sentindo o rosto esquentar. Tinha ido até ali em um impulso, empolgado com a ideia que teve, e somente agora percebia o quanto tinha agido de maneira inconveniente.

 O outro segurou o pulso dele.

 — Não é tão tarde assim e eu nem ia dormir agora. – garantiu, sorrindo suavemente. – Já que veio até aqui, entre e me mostre o que queria.

 — Com licença. – disse ele, entrando no apartamento.

 Magnus indicou a cama, enquanto dizia:

 — Bem, eu não tenho um sofá, mas podemos nos sentar aqui para conversar.

 Os dois sentaram lado a lado. Então Alec começou a contar porque tinha ido até ali.

 — Você sempre fala sobre ter perdido o crescimento do Max. Então achei que seria uma boa ideia trazer os álbuns que eu e Izzy montamos para você ver. Aqui estão registrados todos os momentos mais importantes dos cinco anos de vida do menino.

 Ele abriu a sacola que havia trazido e tirou duas encadernações grossas lá de dentro, as entregando nas mãos dele. O outro abriu um dos álbuns, bem onde estava a fotografia do primeiro aniversário de Max, e ficou visivelmente emocionado.

 — Ah, meu Deus. Eu vou precisar de uma bebida antes de fazer isso. – disse, fechando o caderno. Então se levantou e foi até a cozinha, onde pegou uma garrafa de uísque e dois copos.

 Alec não era de beber, mas também estava um tanto nervoso e aceitou uma dose. Magnus se serviu de outra e começou a folhear as encadernações, enquanto ele explicava as histórias por trás de cada fotografia.

 E assim a vida de Max foi sendo contada, desde os primeiros dias após a adoção, passando pelo seu primeiro banho, primeira papinha, primeiros passos, até os dias atuais. Enquanto as páginas eram viradas, o conteúdo da garrafa ia diminuindo vertiginosamente e os dois homens iam ficando cada vez mais tontos.

 Em certo ponto, quando Alec contou sobre uma das muitas travessuras que o filho tinha feito, Magnus caiu na gargalhada e ele não conseguiu resistir a rir junto. Ambos riram até perder o fôlego e os olhos começarem a lacrimejar, depois se encararam, em silêncio. E aí, sob efeito do uísque e da euforia das lembranças, Alec simplesmente sentiu um impulso florescendo dentro do peito e o beijou.

 Magnus correspondeu de imediato e logo eles estavam embolados sobre o colchão, um emaranhado de braços e pernas. Os dois riam, bêbados e desajeitados, e ele sabia que devia parar, que aquilo não estava certo, que muito provavelmente ia se arrepender no dia seguinte. Mas uma vez que os lábios quentes do outro tocaram os seus, seu cérebro banhado em álcool não conseguiu mais raciocinar direito e o corpo pareceu tomar controle da situação.

 E o corpo de Alec queria aquilo.

 Ah, como queria.

 Enquanto os dois se moviam, tentando tirar as roupas, Magnus acabou chutando sem querer um dos álbuns, que foi parar no chão ao lado da cama.

 — Ai meu Deus, me desculpe por isso. – disse, se inclinando para apanhá-lo.

 Em circunstâncias normais, ele teria ficado furioso com qualquer um que fizesse aquilo. Mas com a cabeça cheia de álcool e o corpo ardendo de tesão, Alec apenas murmurou “Tudo bem”, pegou o álbum das mãos dele, o colocou sobre o criado mudo e voltou a desabotoar a própria camisa, com as mãos trêmulas e apressadas.

 Os dois se beijavam e se tocavam, mãos e lábios deslizando por todos os lados. Ele sentia o corpo vibrando de desejo e não conseguia parar de provar o gosto dele, de sentir o calor morno da pele bronzeada sob suas palmas.

 Enquanto Magnus beijava seu peito, Alec gemia e murmurava. Ele costumava ser sempre tão sério, pensando mil vezes antes de cada pequena decisão que tomava. Era tão certinho, como costumava dizer Izzy, porém estava gostando de se deixar levar pelo menos uma vez na vida.

 O outro se deitou por cima do seu corpo, ambos suados e ofegantes. O quarto parecia ter virado fogo e luz, tudo era quente, brilhante e agora não tinha mais volta, porque eles já estavam unidos, gemendo e arquejando, fazendo a cama ranger. Seu cérebro definitivamente tinha perdido a capacidade de raciocinar e Alec não se importava mais, porque os lábios macios de Magnus estavam em seu pescoço e ele podia sentir o hálito quente dele sobre a própria pele.

 E aí tudo explodiu, enquanto eles tremiam e arquejavam, quase sem fôlego, os corpos se sacudindo em espasmos intensos. O outro rolou para o lado, com a respiração entrecortada, e Alec ainda via luzes brilhando pelo quarto, como fagulhas saindo de uma fogueira.

 O orgasmo intenso consumiu suas últimas forças e ele se sentia exausto, todos seus músculos cedendo ao efeito do álcool e ao cansaço. Alec olhou para o lado, viu que Magnus já tinha se rendido ao sono, e então simplesmente apagou também.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...