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História Favorite Star - Capítulo 3


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Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo! ~

Capítulo 3 - Capítulo três


Os raios de sol da manhã passavam pelas estreitas aberturas das janelas da sala, encontrando-se com os rostos dos amigos adormecidos no chão. Tsukasa, inquieto, virou-se para o lado e escondeu a cabeça entre o pescoço de Amane, na tentativa de fugir de claridade. Todos ainda dormiam tranquilos, embora às vezes se mexessem para não pegarem sol no rosto.

Kou foi o primeiro a acordar. Um sorriso abobado se formou em seu rosto ao reparar com Mitsuba, que estava agarrado à sua cintura, com a boca entreaberta e respirando suavemente. O loiro acariciou delicadamente os cabelos do amigo, considerando se deveria levantar ou não.

"Esteja em casa antes das onze, pois preciso sair e a Tiara não pode ficar sozinha."

A voz de seu irmão mais velho, Teru, ecoou em sua cabeça. Kou franziu a testa, tateando embaixo do travesseiro em busca do celular.

10:45.

— Ah, não — murmurou.

Tentou se desvencilhar de Mitsuba com todo o cuidado do mundo, mas não foi o suficiente. Mitsuba abriu os olhos, incomodado com a movimentação, e ergueu as sobrancelhas ao ver Kou já se levantando.

— Onde pensa que vai? — perguntou em um tom falso de autoritarismo, arrancando uma risadinha de Kou.

— Preciso ir cuidar da Tiara.

— Ah, sério? — Mitsuba parecia frustrado. — Vou com você, então.

— Não precisa! É melhor aproveitar que todos estão dormindo e dormir mais um pouquinho…

— E tem como dormir com vocês conversando? — Aoi resmungou, ainda de olhos fechados.

Mitsuba lançou um olhar que parecia dizer "viu só?" para Kou, que apenas suspirou e estendeu uma mão para ajudar o menor a se levantar. Os dois pegaram suas mochilas e foram cutucar os gêmeos para que abrissem a porta. Tsukasa grunhiu, mostrando os dentes como um gatinho irritado, e virou para o lado oposto ao deles, mostrando que não tinha a menor intenção de acordar. Os dois trocaram um olhar, segurando a risada, e começaram a cutucar Amane.

— Hum… — balbuciou. — O que vocês querem?

— Abre a porta pra gente? — pediu Mitsuba.

As imensas íris âmbar de Amane abriram-se devagar, demorando para focar nos dois amigos. Suspirou profundamente, ainda sonolento, e levantou da cama.

— Bom dia. Por que tão cedo? — perguntou enquanto estendia a mão para pegar um molho de chaves perto da televisão.

— Só lembrei agora que Teru-nii pediu para que eu cuidasse de Tiara, e Mitsuba quis ir junto — respondeu o loiro.

Amane meneou a cabeça, dirigindo-se até a porta para abri-la. Envolveu Mitsuba e Kou em um abraço de despedida, sorrindo brevemente.

— Até segunda, então. Cuidem-se — falou.

— Até. — Os dois falaram em uníssono, acenando para Amane e dando as costas para seguirem seus caminhos.

Desistindo da ideia de dormir mais um pouco, Amane foi até a cozinha. Parou por um instante na frente da geladeira, encarando uma foto presa na porta da mesma com imãs, em que os pais dos gêmeos seguravam os dois, parecendo orgulhosos de algo que Amane já não lembrava. Tsukasa olhava curiosamente para a câmera, com alguns fios de cabelo caindo em seu rosto, e Amane sorria abertamente para quem quer que estivesse tirando a foto. Ele amava muito seus pais, mas aquela foto só servia para lembrá-lo de que a realidade em que os quatro eram felizes assim havia ficado em uma realidade distante. O casamento dos pais dele estava ruindo, e eles passavam quase todo o tempo viajando, para viverem discutindo no tempo restante.

Uma expressão melancólica tomou conta de seu rosto. Amane não deveria se deixar abalar por isso — havia prometido que não se abalaria mais. Suspirando profundamente, ele estendeu a mão para abrir o armário e pegar um pacote de café.

O que seria o café, se não a cura para todas as merdas da vida?

Amane recostou-se no balcão enquanto esperava a água ferver, encarando um ponto fixo na cozinha. Seus pensamentos giravam em torno da banda, das preocupações com o último ano e seus pais. Queria fazer daquele ano o melhor de todos. Desviando o olhar para a porta ele pôde ver, de relance, seus amigos adormecidos, e pensou no quanto desejava que fossem unidos assim para sempre.

O apito da chaleira distraiu o rapaz de seus pensamentos. Amane colocou o pó do café cuidadosamente no filtro e derramou a água, sentindo o doce aroma invadir-lhe as narinas, trazendo boas sensações à tona. Sem pôr açúcar, Amane foi logo beber o primeiro gole. Quente, amargo; exatamente do jeito que ele gostava.

Sem querer acordar o irmão ou os amigos, Amane simplesmente sentou com sua xícara de café e pegou o celular para ver o que tinha de bom na internet.                                                                 

[...]

Os outros só foram acordar quando era quase meio-dia. O primeiro foi Tsukasa, com sua habitual — e, às vezes, irritante — animação matinal, que consequentemente não demorou para acordar Aoi e Yashiro. Os quatro se reuniram na mesa, tentando decidir o que comeriam. Amane apenas apoiou a cabeça sob as mãos sustentadas pelos cotovelos em cima da mesa, observando enquanto Tsukasa insistia que deveriam tentar fazer uma yakisoba e as duas garotas não paravam de falar sobre a vontade delas de comer lasanha.

Eu te daria todas as lasanhas do mundo se pudesse, Yashiro”, Amane pensou, com um pequeno sorriso brincando nos lábios.

— Hanako!

Amane ergueu as sobrancelhas diante da pronúncia de seu apelido de infância. 

— Yashiro, sabe que não gosto desse apelido — resmungou, constrangido.

O apelido Hanako viera de uma vez em que Amane, aos dez anos, tentou invocar a tal Hanako-san do banheiro, uma famosa lenda japonesa, a fim de impressionar seus amigos. A escola estava quase fechando e ele marchou bravamente até o banheiro, sendo seguido por Kou, Yashiro e o irmão mais velho de Kou, Teru, que achava graça de toda a situação. Os dois mais novos ficaram espiando pela porta enquanto Amane fazia o ritual, certo de que não ia acontecer nada realmente grave.

Foi quando um barulho estranho dentro de uma das cabines chamou a atenção deles. Amane, bancando o espertinho, foi logo ver o que era.

E, bem, uma das privadas estava com problema e acabou explodindo.

É claro que no dia seguinte todo mundo já estava sabendo do acontecido, e o apelido Hanako pegou.

— É que você nem estava prestando atenção na gente. — Yashiro fez um biquinho tão adorável que Amane pensou que poderia beijá-la ali mesmo.

— Acho que podemos fazer lasanha. Deve ter umas duas congeladas na geladeira.

Tsukasa olhou para o irmão, incrédulo. Amane apenas deu de ombros, sentindo o outro fuzilá-lo com o olhar. 

— Faço yakisoba para você no jantar, o que acha? — sugeriu, percebendo a expressão de Tsukasa suavizar. — Imaginei. Então 'tá ótimo!

As meninas deram gritinhos de alegria, vitoriosas. Tsukasa foi pegar as lasanhas para pôr no forno, mesmo que a contragosto, enquanto Amane voltava a olhar o celular. Uma página da internet havia acabado de postar sobre a abertura das inscrições para o vestibular de uma universidade em uma cidade próxima, mais especificamente para o curso de Ciências Biológicas, e o rapaz sentiu seu coração dar uma breve disparada. Viu-se tentado a buscar mais informações sobre, mas sua autoestima era tão baixa para confiar que conseguiria uma bolsa — já que não tinha dinheiro para pagar o curso. 

Posso pensar sobre isso depois”, pensou, salvando o link para que não o perdesse.

Não era só de diversão que viveria seu último ano, afinal. Amane precisava pensar no que faria depois de tudo aquilo, mesmo que tivesse a noção de que queria dar aula de Ciências. Sabia que Yashiro queria continuar a carreira musical e investir nisso, Mitsuba já estava começando a ir atrás de cursos de fotografia, e até mesmo Tsukasa pegava alguns livros durante a semana para estudar e tentar entrar em uma faculdade.

As lasanhas ficaram prontas, e todos comeram alegres, conversando e rindo. Amane tentava olhar discretamente para Yashiro, e para a surpresa dele, em algumas das vezes o olhar da garota também estava voltado para si, fazendo-o corar enquanto Nene apenas sorria suavemente.

E cada vez mais parecia que borboletas formavam-se no estômago do Yugi.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não esqueçam de expressar suas opiniões <3

Qualquer coisa podem me chamar no twitter: @radioactived (sempre posto coisas sobre a fanfic por lá)


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