História Faz um Instante - Capítulo 54


Escrita por:

Postado
Categorias Saint Seiya
Visualizações 21
Palavras 4.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, espero que gostem.
Música: Much Better - Jonas Brothers

Capítulo 54 - Much Better


Fanfic / Fanfiction Faz um Instante - Capítulo 54 - Much Better


 

Now I see everything I'd ever need

Agora eu vejo tudo o que eu sempre precisei

Is the girl in front of me

É a garota que está na minha frente

She's much better

Ela é muito melhor
 

Shura e Kimi arrumaram-se e desceram rumo ao orfanato, no caminho encontraram os panfletos sobre o Holi.

− Aí seria ótimo se já pudéssemos levá-lo. – A oriental comentou.

− Podemos perguntar a diretora, afinal perguntar não mata. – O capricorniano riu.

− Realmente. – Concordou.

− Sabe, Kimi. – Shura disse depois de um tempo em que caminhavam em silencio. – Podíamos nos casar nesse Holi, não é?

− O-o que? – Gaguejou. Desde o incidente eles não falaram mais sobre planos para o casamento.

− Nada demais, podíamos falar com Shaka e fazer uma cerimônia indiana, o que acha? – A fitou, percebeu que ele falava sério.

− Eu-eu não sei, algo tão em cima assim, ele será no mês que vem já. – Kimi respondeu. 

− Não precisa ser nada muito elaborado, a não ser que você queira, claro. – Sorriu.

− Sinceramente faz um tempo que não penso nisso, nem sei mais o que eu quero, digo como festas e vestido e essas coisas, mas confesso que as coisas indianas são muito bonitas. – Acabou pensando naquilo, de fato seria lindo, mas queria que Francisco pudesse estar com eles.

− Eu entendo, vamos ver tudo e nos organizarmos, o que acha?

− Vamos ver se Francisco poderá ir conosco. – Pediu o fitando.

− Claro, então assim que chegarmos antes de vê-lo perguntaremos. – O Cavaleiro assentiu, sentia-se imensamente feliz, foi uma ideia repentina, mas ele queria se casar com ela, afinal toda a turbulência do relacionamento já havia passado. Eles continuaram conversando, falando sobre os planos, o que sabiam sobre casamentos, nem sabiam se Shaka poderia ajudá-los, mas pediriam sua ajuda.
 

You

Você

I wanna fight with

Eu quero voar com

You

Você

Tear up the sky with

Rasgar o céu com

You

Você

You're much better

Você é muito melhor

You

Você

I wanna fight with

Eu quero lutar com

You

Você

Make up tonight with

Passar esta noite com

You

Você

You're much better

Você é muito melhor
 

Monna saiu para treinar com Saga, gostava da forma que ele a tratava em treinamento, sem folga, isso faria com que ela melhorasse. Saga não se importava em passar aquele tempo com ela, qualquer coisa era boa depois de tudo o que houve.

− Você está indo bem, continue assim. – O mais velho sorriu.

− Obrigada. Está me ajudando muito. – Respondeu.

− Fico muito feliz.

− No próximo desafio que Shion inventar eu estarei preparada. – Confiante.

− Assim que se fala. – Saga concordou. – Veremos o que ele propõe esse ano. – Pensativo.

− Nada pior que o desafio mental. – Comentou.

− E olha que tudo aquilo foi culpa “nossa” podiam ter pensado em várias outras coisas. – Acabou rindo.

− Nem fale, quatro filmes de terror. Estavam inspirados. – Ela também riu. – Tirando o medo foi divertido, toda a experiência e viver um pouco nesses mundos. – Sorriu.

− Foi sim, ninguém pode dizer que matou um Alien como nós. – O geminiano piscou.

− Exatamente. – Riu.

− Obrigado de verdade por estar comigo, Monna. – Sincero a fitou, Monna se deixou perder um pouco nos olhos dele, como era bonito.

− E-eu que devo agradecer por ser paciente comigo depois de eu ter sido tão estúpida com você. – Disse com a mesma sinceridade também o fitando.

− Você estava com medo, só isso. – Simples.

− Sim. – Concordou. – Obrigada. – Sorriu animada. – Eu te amo.

− Também amo você ruivinha. – Respondeu, mas não se aproximou para beijá-la em respeito a treino, Monna sorriu doce e voltou a se focar.
 

Drik insistiu em sair para treinar com Aiolia, ela apenas se alongaria e faria alguns exercícios leves, voltaria na hora no almoço antes de o sol esquentar muito. O leonino concordou, pelo menos poderiam conversar e ele a ajudaria naquele tempo.

− Acho que estou um pouquinho enjoada. – Drik respondeu quando ele lhe perguntou como ela estava se sentindo.

− Um pouquinho? – Curioso.

− Uhun. – Não iria contar que comeu tudo e mais um pouco que as amigas haviam levado para a festinha.

− Precisa de remédio? – Perguntou. – Quer se sentar.

− Não, estou bem, é só aquela sensação, tomei o remédio antes de sairmos de casa. – Respondeu. – Está tudo bem. – Garantiu sorrindo.

− Ok, tudo bem, mas se sentir algo pior ou quiser se sentar me avise. – Aiolia pediu. – O-o que foi? – Perguntou ao perceber que ela olhava e ria.

− Você fica muito lindo todo sério assim. – A geminiana sorriu com quase malícia.

− Ah é? – Curioso.

− Uhun. Uma pena que não dure. – Sincera.

− Posso fazer durar se quiser. – A encarou. Drik sentiu seu corpo se arrepiar começando pela base da coluna, agora entendia o que se falava sobre algumas mulheres sentirem coisas muito facilmente durante a gravidez.

− Eu adoraria. – A geminiana respondeu rindo, retribuiu quando ele a abraçou e retribuiu quando ele a beijou de forma calorosa, mas carinhosa ao mesmo tempo.

− Deixe eu te perguntar.... Saindo um pouco do assunto. – Aiolia afastou-se um pouco para olhá-la nos olhos. Drik tremeu pensando que ele perguntaria sobre o bebê, como ela se sentia. – Você é feliz? – Perguntou a fitando.

− Sim. Apesar de como começamos, de tudo o que houve, definitivamente me sinto feliz agora. Estamos vivos e bem, é tudo o que importa. – Respondeu também o olhando, disse a verdade. Viu o leonino sorrir alegremente e isso a confortou.
 

Kira avisou a mãe que ficaria em Câncer, Madalena assentiu, tinha vontade de matar o irmão, por culpa da inflexibilidade dele a menina não parava em casa, Madalena sabia que Eleonora adoraria que ela fosse para a 4ª Casa, mas ela tinha vergonha, afinal a casa era do rapaz, ela não queria ser uma sogra intrometida.

− Isso é culpa sua. – A mulher acusou o irmão mais novo. Aldebaran havia saído aquela manhã apenas para fazer compras e já havia voltado com elas.

− O que? – Aldebaran indignado.

− Se deixasse o menino ficar aqui Kira não viveria fora de casa. – Simples.

− Eu não estou impedindo ninguém. – Da mesma forma.

− Mas toda vez que ele pisa aqui você o olha como se fosse matá-lo, ele não se sente à vontade.

− E é para ele se sentir à vontade na minha casa? – Curioso.

− Só estou dizendo que seria bom ele vir comer conosco, ou ficar para ver TV com a Kira, só isso. – Madalena disse séria.

− Vou pensar no caso. – Disse com desdém.

− Aldebaran!

− Não gosto dele, desde crianças e vi o que ele virou, Kira não tinha que se casar com ele, poderia ter encontrado um marido melhor. – Sincero.

− Mas não é assim que as coisas funcionam, ele é muito bom para ela, isso é tudo o que importa. Você viu as fotografias, viu o diário dela o que mais quer? Não temos poder para mudar as pessoas, meu irmão. Só quero conviver melhor com a minha filha, já transferi tudo para cá, vou atender no centro médico, não irei mais embora. – O fitava. O taurino suspirou.

− Preciso de mais tempo para me acostumar com essa ideia, está bem, não é fácil vê-la fazer essas escolhas, tomar esses caminhos. – A encarou. Madalena assentiu apenas.
 

− Hum, eu não sei. – A diretora disse pensativa. – Confesso que hoje de manhã os cuidadores já vieram conversar comigo dizendo que poderíamos levar as crianças, na verdade sempre os levamos para esses eventos que acontecem no Santuário, quando é permitido a idade, claro. – Explicou. – Mas queriam levá-lo sob a supervisão de vocês?

− Sim senhora. Estamos com planos de nos casarmos durante o evento, uma cerimônia pequena e-e queríamos muito que ele estivesse conosco. – Kimi disse.

− Hum.... Até o evento tem um mês, vamos ver como essa relação de vocês caminha, está bem? – Simples.

− Claro, obrigado. – Shura sorriu.

− Muito bem, podem ir vê-lo, se tiverem alguma dúvida podem vir falar comigo. – Disse os olhando.

− Sim senhora, obrigada. – Kimi disse sorrindo e os dois levantaram-se para se retirar da sala.
Eles encontraram Francisco no pátio, neste dia ele estava sozinho.

− Oh olá. – Ele disse ao vê-los.

− Bom dia. – A capricorniana sorriu.

− Bom dia. – Shura cumprimentou. – Onde estão seus amigos? – Curioso.

− Foram mais cedo para aula. Uma vez por semana os alunos ajudam com a arrumação da escola, eu até ia, mas as professoras não me davam nenhuma tarefa, então prefiro não ir mais. – Se explicou, não queria que pensassem que ele era relaxo ou estava fugindo do serviço por sua condição.

− Que grosseira. – Kimi séria. – Ninguém do orfanato pode fazer algo? – Curiosa.

− Poderia ser pior, eu não ligo mais. – Simples.

− Não deve mesmo, talvez você devesse conversar com ela, as vezes elas não dão tarefas a você por medo, de você acabar de machucando ou de não conseguir, mas deve dizer que elas não precisam se preocupar, que você pode tentar e não ficará chateado com elas caso não consiga. – Shura disse simples, Francisco o olhou.

− Acho que o senhor tem razão, os superiores daqui sempre falaram por mim, acho que eu tenho que falar por mim mesmo e explicar as coisas na escola. – Sorriu, Kimi tocou levemente o ombro do noivo.

− Exatamente. – A capricorniana disse.

− Vou fazer isso na hora do intervalo, falar com elas na sala dos professores, obrigado. – O menino disse com um sorriso enorme. – Mas o que estão fazendo aqui de novo? – Curioso os olhou.

− É..... – Shura.

− Ainda estamos com muita dúvida sobre o que fazer, então gostamos de vir aqui olhar. – Kimi rápido.

− Vocês dois são estranhos. – Sincero.

− Por que? – A oriental reclamou.

− Porque os outros não pensam duas vezes em levar as crianças pequenas ou os bebês. – Simples.

− Somos diferentes, só isso. – Shura riu.

− Percebi. – Riu também. O casal também sorriu e logo entrou em uma conversa com o menino sobre a escola e o que ele estava aprendendo. Francisco gostava de muito de ciências, adorava quando iam para o laboratório que havia na escola.
 

I believe that the road that people lead

Eu acredito que o caminho que as pessoas tomam

Helps you find the one you need

Ajuda você a encontar a única que você precisa

You're much better

Você é muito melhor
 

Eleonora varria o hall da 4ª Casa enquanto ouvia o casal na cozinha conversando, planejando os detalhes de seu casamento, a mulher sentia-se muito feliz, finalmente podia desfrutar daquela sensação de ter uma família.

− Aí, não quero um vestido branco, branco é uma cor tão.... meh. – Kira fez careta. Máscara riu. – Estava pensando em uma cor clarinha, tipo um tom pastel. – Explicou.

− Está bem, pensei que diria que queria um vestido preto. – Brincou.

− Não seria má ideia, esses cheios de brilho que estão na moda, iria ser perfeito. – Também brincou. – Você podia usar branco. – Sorriu animada.

− Por causa daquele cantor naquele show que você e as meninas estavam vendo da outra vez? – Curioso, viu ela assentir.

− Nem pensar. – Máscara respondeu simples.

− Chato. – Kira reclamou, mas riu em seguida. – Para os outros eu não acho bonito estipular cor, fica todo mundo igual e horrível aí casa com a cor da decoração, pior ainda. – Comentou.

− É, realmente. – Concordou, gostava de observá-la absorta naqueles detalhes anotando tudo naquele caderno, mas principalmente perguntando o que ele queria, o que queria comer, o que queria ouvir, se tinha algo específico que ela não sabia.

− Eleonora pode conseguir as coisas para gente. – O Cavaleiro disse sorrindo.

− Eu sempre quis fazer isso, deve ser muito legal. – Kira animada, eles pisariam em uvas, para depois ser feito o vinho.

− É sim. – Respondeu a olhando.

− Ótimo, podemos pedir para ela ver, para eu anotar.

− E para onde vamos?

− Onde? – Kira curiosa. – Ah, Shion vai deixar a gente viajar?

− Geralmente ele e a deusa dão uma semana.

− Que bom, mas sinceramente não sei. E ainda não quero que arque com tudo. – A canceriana suspirou.

− Por que? Não tem problema, não vou achar que está se aproveitando, além do mais sair daqui para outro lugar próximo nem fica tão absurdo assim. – Máscara explicou.

− Está bem, me deixe pensar sobre isso. – Séria.

− Tudo bem. – Respondeu.

− O que foi? – Curiosa o olhava.

− Nada, só gosto de ver você concentrada assim e falando sobre isso. – Simples, Kira riu.

− É divertido. Obrigada. – Agradeceu sincera. – Eu amo você. – Ela disse. Observou o Cavaleiro sorrir.

− Também amo você. – Respondeu sorrindo e escorando a cabeça no ombro direito dela.
 

Anny e Afrodite haviam saído para treinar, e a pisciana havia se encantado com o cartaz do Holi, estava animada para correr e contar para as amigas se eles poderiam ir juntas, como faziam antes.

− Prometo que quando estiver melhor eu lhe mostro. – Anny sorriu, Afrodite queria testar o sexto sentido dela, mas a pisciana ainda estava pouco confiante sobre isso, afinal havia começado seu treinamento a apenas algumas semanas, e treinar o sexto sentido era um processo longo e lento.

− Ok, eu vou esperar. – Afrodite respondeu compreensivo. – Animou-se com essa ideia de festa indiana? – Perguntou.

− Muito, você não? – O olhou.

− Bom, apesar de termos crescido com Shaka eu nunca me aprofundei no assunto, sinceramente não sei o que esperar, já ouvi que a comida é muito peculiar. – Explicou.

− Estou curiosa para experimentar isso. – Sorriu. – Entendi, também não sei, mas qualquer evento que há é uma oportunidade para nos divertirmos muito.

− Isso com certeza. – Lembrou-se de todas as lembranças que Kimi havia mostrado a eles em sua festinha, como eles se alegravam, riam sem perceber, como o mais importante era estarem reunidos, não importava aonde ou como. – É, vai ser legal, acho que ninguém vai se opor a ir. – Disse a ela.

− Uhun, eu também acho. – Respondeu com um sorriso doce.

− Você está bem aqui, Anny? – Ele perguntou, ela percebeu que ele o olhava com seriedade.

− Você diz morando aqui definitivamente? – Questionou, observou ele assentir.

− Claro, era tudo o que eu queria. – Animada. – Às vezes sinto falta do Olimpo sim, da dinâmica que eu tinha, meus outros amigos, mas nada se compara a viver aqui com vocês. – O fitou. – Eu amo estar aqui, me angustiava pensar que um dia eu teria que ir, mas essa angustia não existe mais. – Respondeu.

− Que bom, sou grato por isso. – Deu a mão a ela. – Você pode ir visita-los, não pode?

− Sim, acho que vou marcar uma visita para essa estação. – Sorriu. – É bom saber que tenho pessoas com quem contar e é bom visitar, assim não sinto tanta saudade. – Explicou.

− Sim, é verdade. – O pisciano concordou. – Posso fazer o almoço para você? – Perguntou.

− Oba! – Animada. – Pode claro. – Riu.

− Ótimo, então vamos ver o que eu vou fazer... – Ele dizia também com animação.
 

No período da tarde, as cinco Amazonas se reuniram para treinar, um treino a sério, para voltarem de vez aquela rotina. Anny ainda não poderia participar, mas treinaram luta corporal com ela de forma igual, afinal ela só precisava recomeçar seu treinamento com o cosmo, mas ainda era uma boa lutadora e arqueira.

− Vocês viram sobre o Holi? – Kira foi a primeira a perguntar.

− Sim. – Coro, riram.

− Então, eu queria conversar com vocês, sobre uma coisa e-e sinceramente não sei o que fazer. – Kimi disse séria, todas a fitaram. – Não me olhem assim, não é nada grave é só uma decisão séria. – Riu.

− Hum.... O que é, o que é? – Anny curiosa.

− Eu e Shura fomos ver Francisco hoje mais cedo, então estávamos vendo sobre essa festa e Shura disse que poderíamos nos casar nela, conversar com Shaka e fazer um casamento indiano. – Simples.

− Ahaaa! – Kira, Monna e Anny gritando animadas, Drik ria.

− Parece perfeito, de verdade, se a dúvida é aceitar aceite, vai ser lindo. – A geminiana dos cabelos marinho disse.

− Eu não sei, depois do.... Do tempo que passei no hospital sinceramente não pensei em detalhes, mas gostaria que Francisco pudesse estar comigo. – As olhou.

− Falta um mês, acho que até lá ele poderá sair com vocês, não? – Kira.

− É verdade, estão indo vê-lo todo dia. – Monna concordou.

− Sim, é provável, conversamos com os superiores e eles acham o mesmo, mas estamos sob avaliação ainda. – A oriental respondeu.

− Aceita, vai ser muito lindo. – Kira incentivou.

− Isso. – Anny.

− Ah. – Kimi ria.

− Vamos ajudar você com o que precisar, sabe disso, qualquer coisa. – Drik a fitando.

− Eu sei, obrigada de verdade, vocês me animam. Vocês e Francisco estando comigo é tudo o que quero, não preciso de nada grande. – Ela disse doce.

− Estaremos. – A pisciana respondeu.

− Vamos te ajudar com tudo, mas primeiro precisam ver se podem, não é? – Kira a fitou.

− Sim, vou conversar com Shura hoje à noite e amanhã já perguntaremos a Shaka se podemos fazer isso.

– A capricorniana disse completamente calma e feliz.

− Perfeito, nos conte tudo. – Monna sorriu.

− Irei, obrigada de verdade. – Respondeu. – Mas me contem sobre vocês, o que estão fazendo? – Curiosa.

Assim elas continuaram a conversar sobre o que queriam, o que planejavam. Tudo o que esperavam daquele tempo.
 

− Boa tarde irmãozinho. – Aiolos chegou cumprimentando o leonino que bebia água enquanto descansava.

− Boa tarde. – Aiolia sorriu. – Você pode tratar de aparecer mais em casa, eu e Drik gostamos quando vai lá. – Sério.

− Eu sei, só achei que precisavam de um tempo a sós, como ela está?

− Melhor do que eu esperava, não está mais se sentindo mal como disse que sentia, ela parece bem, mas confesso que ainda estou preocupado. – Sincero.

− Com? – Aiolos curioso.

− Ela não parece.... Como posso explicar animada, não fala como uma mãe, ela se cuida muito bem, mas não sei. – O leonino tentou explicar.

− Sei que agora não adianta falar sobre isso, mas vocês conversaram sobre, e ela não queria filhos, o que quero dizer é que pode levar tempo para ela se acostumar com a ideia, se-se conectar, entende? – Disse da melhor maneira possível.

− Acho que entendo. – Assentiu. – Isso é horrível, ela não deveria.... – Se calou ao ver o olhar sério do mais velho.

− O importante é que esse bebê vai ter você, eu e os outros, tudo bem, cuidaremos dele, não brigue com ela por isso, ela precisa se sentir acolhida, não julgada. – O sagitariano disse compreensivo.

− Você tem razão, não devo incomodá-la com isso. – Suspirou.

− Você está fazendo o seu melhor, tenho certeza disso. E aposto que as meninas estão fazendo o melhor para aconselhá-la também. – Sorriu.

− É eu imagino que sim, obrigado. – Aiolia respondeu com um sorriso. – Vá jantar em casa hoje, eu cuido de tudo, não se preocupe. – Disse caso o irmão achasse que a geminiana se ocuparia com o jantar.

− Está bem, irei. – Aiolos concordou animado, o melhor agora era ajudar o irmão a relaxar com tudo aquilo, eles se sairiam bem, todos eles.

Aiolia contou a Drik sobre o convite quando foi buscá-la quase ao pôr do sol, ele se alegrava ao vê-la rindo e conversando descontraída com as amigas.
 

− Aí, nós nos vemos amanhã, foi ótimo. – Anny disse sobre o treinamento, também tinha que ir para casa cuidar do jantar, Afrodite ainda estava passando a maior parte do tempo com ela, por isso ela gostava de cozinhar para ele.

− Foi sim, até amanhã. – Monna disse, Kimi e Kira acenaram. E observaram a pisciana partir.

− Obrigada meninas, por me ajudarem, vou contar o que decidi para Shura. – Kimi sorria boba.

− Que bom que podemos ajudar. – A canceriana respondeu.

− Isso é ótimo, se precisar de qualquer coisa avise. – A ruiva a olhou.

− Avisarei, obrigada mesmo. Até mais. – A oriental se despediu, Shura a esperava a alguns metros de distância, acenou para as duas que ficaram.

− E você? – Monna curiosa.

− O-o que? O que vou fazer agora? Ir para casa, jantar com Madalena e Aldebaran, se não logo estou ouvindo sermão dos dois. – Revirou os olhos escuros, Monna acabou rindo.

− É tão ruim? – Curiosa.

− Ah, é estranho ver minha mãe todo dia, tenho sempre a sensação de que vou acordar de manhã e ela vai estar com as malas prontas para ir, sei que isso não é verdade, ela já se transferiu para o centro médico daqui. – Explicou. – E tio Aldebaran fica me olhando de cara feia. – Simples.

− Não acredito. – Monna sincera.

− É verdade, estou cansada dele ficar me julgando por conta das minhas decisões, por isso prefiro ficar com vocês, ou Máscara, senhora Eleonora é gentil comigo, então não me sinto uma intrusa. – Explicou.

− Aí, Kira. Acho que quanto a sua mãe só a rotina para você se acostumar com a presença dela, ela se arrependeu o que resta é vocês aprenderem a conviver. Quanto a senhor Aldebaran eu não sei o que mais você pode dizer. – A olhava.

− Nem eu, Monna. Já expliquei te todas as formas que Máscara sempre foi bom e gentil comigo, mas isso não entra naquela cabeça dura. – Levemente irritada, Monna riu.

− Ele é taurino. Dê um tempo para ele, quem sabe até o dia da cerimônia ele não está mais calminho?

− É, quem sabe, espero que sim, não queria ele com cara amarrado ou pior do jeito que ele é não vai aparecer. – Suspirou.

− Ele e Máscara nunca sentaram para conversar? Talvez devesse deixar eles falarem por si sós. – Simples.

− Bom, com minha mãe estando aqui meu tio seria obrigado a se comportar. – Pensativa. – Obrigada, vou organizar isso. – Sorriu mais tranquila.

− Não é nada, vocês me ensinaram que conversar é importante. – Da mesma forma.
 

− Como foi sua tarde? – Shura perguntou a Kimi.

− Foi ótima, eu conversei com as meninas. – Disse o olhando. – E tudo bem, vamos falar com Shaka amanhã e nos casaremos no Holi. – Sorriu.

− Jura? – Shura a encarou esperando a confirmação.

− Sim. – Animada pulou em cima dele, não se importava mais se não estavam em casa.

− Ah, minha princesa. – Apertou-a em seus braços, sorriu feliz pela notícia. – Francisco vai estar conosco, você vai ver e acho que já está na hora de conversarmos com ele. – Sério. Kimi afastou-se para olhá-lo.

− Então vamos falar isso para diretora amanhã também. – Decidida, mas sorriu em seguida. 

− Perfeito, Ah. – Animado, levantou a noiva pela cintura e a girou, Kimi apenas ria. – Eu te amo tanto minha princesa, tanto. Sabia que um dia chegaríamos aqui. – Sincero a olhava enquanto a depositou no chão novamente.

− Obrigada por confiar no nosso futuro, Shura. De verdade eu….

− Não tem que se desculpar por ter pensado em desistir, ou ter achado que as coisas não dariam certo, você passou por uma dor muito grande, eu senti muita dor, mas imagino que para você como mãe foi pior e envolveu várias coisas. Não se culpe mais por isso, estamos juntos agora e isso é tudo o que importa. – Sincero a olhava com intensidade. Kimi sorria, seus olhos estavam marejados.

− Eu também te amo. – Respondeu abraçando-o novamente.
 

Monna caminhava com Saga rumo a sua cabana.

− Sabe, os garotos estão querendo sair no fim de semana, passar a tarde no centro da cidade, estranho não acha? – Questionou.

− Por que? – O olhou, não era possível que ele não cairia no plano.

− Ah, sei lá. De repente eles querem ir à cidade assim, sei que tem coisas que só encontramos lá para comprar, mas mesmo assim. – Respondeu.

− Deixe de ser desconfiado, Saga. Acho que querem relaxar um pouco, sei que todos sentimos muitas saudades uns dos outros, mas é bom retomarmos o ritmo normal das coisas, se está preocupado comigo não fique, pode sair e se divertir. – Sorriu compreensiva.

− E eu vou poder beber? – Provocou.

− Se você beber e explodir metade de Atenas você sabe o que o Mestre vai fazer com você. – O encarou, o geminiano riu.

− É, acho que você tem razão, sair assim será bom para nós. – Concordou, poderia até comparar algo especial para ela.

− Será sim. – Respondeu com um sorriso, plano perfeito, agora ela iria as compras e prepararia um jantar maravilhoso para ele e se arrumaria impecavelmente. - O que vai fazer para jantar? – Curiosa.

− A, deixe-me ver..... Não sei. – Riu, os dois riram pelo caminho.
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...