História Fear And Passion - Capítulo 52


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Categorias Elle Fanning, Justin Bieber
Personagens Elle Fanning, Justin Bieber
Tags Assassinos, Justin Bieber, Romance Policial, Sequestro
Visualizações 222
Palavras 1.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 52 - Justin - I don't want anymore


Stephanie havia passado o dia inteiro inconsciente, já era de manhã do outro dia desde que ela desmaiou. Esperava que ela já estivesse acordada. Também ainda havia outra preocupação: eu não lembrava de nada da noite do dia anterior. Eu podia ter feito algo, podia ter machucado mais alguém e nem sabia. Eu devia ter ficado em casa em vez de ter ido pra casa noturna com o Paul. Eu sempre errava o modo de como afogava a mágoa.

Ainda preocupado, fui lá no quarto dela. E logo depois de dar algumas batidas na porta, fui permitido entrar no quarto. Ela só não sabia que era eu quem batia na porta.

— Está tudo bem? — Perguntei-lhe ao perceber seu olhar mortal sobre mim.

— Pouco te importa se eu tô bem — Ela falou ríspida.

— O quê? — Perguntei não entendendo a situação. — É claro que importa.

— Não, se importasse… você não…

— Eu não o quê?

Estava já ficando ainda mais preocupado, se eu não me lembrava do que havia feito então eu comecei a pensar o quê eu havia feito. Só podia ter machucado ela.

Stephanie deu as costas, ela ia sair do quarto, mas eu não deixei, a segurei pelo braço, claro, sem força para não ferir.

— Solta o meu braço! — Ela gritou.

—Ei calma. — Falei já percebendo seus olhos avermelhados ameaçando chorar. — Só me fala: o que eu te fiz.

— Vai fingir que não lembra, isso mesmo?

— Mas eu não lembro! — Alterei o tom de voz.

Então ela deu uma leve risada e começou a chorar.

— Não… não chora. — Tentei a confortar.

Já estava me doendo a ver chorar e saber que eu que fiz essas lágrimas cair, eu sou o motivo de tantas lágrimas. Só queria ser o motivo do sorriso dela. Não do choro dela.

Soltei seu braço e ela foi até a janela, ficando de costa pra mim.

— Você… — Sua voz estava embargada. — Por favor, sai.

— Não, antes só me fala o que houve.

— Justin…

— Por favor.

Por que sempre eu era visto como o monstro? Por que eu tinha de agir assim? Eu queria mudar, só não sabia como. Havia uma pessoa que me fazia querer mudar, foi ela quem me incentivou a mudar sem saber.

— Ontem a noite, Justin, eu pedi sua ajuda, eu tava acabada… já não bastava o Paul ter me dado algo naquela água? Ele veio aqui e acabou comigo. Então veio você logo depois. E eu pensando que ia me ajudar, mas só atraplhou. Você quase… quase… Ah, Justin, você foi horrível. Você e aquele nojento do Paul. — Ela contou já chorando.

— Me desculpe. — Falei a única coisa que me veio a mente.

— Não, você é horrível! Você pode fazer que é uma boa pessoa, mas quer saber, você vai ser sempre um monstro. Não adianta, um dia a máscara cai. E você sabe disso. Tudo, eu sei que não passou de encenação, para você depois se mostrar de verdade. Não, eu que fui errada, eu que acreditei nessa mentira, eu que fui a burra.

— Você não tá entendendo, eu estava me esforçando para ser alguém melhor, eu só tive um deslize, eu nem sei ao certo o que aconteceu. Eu…

— Sabe por que eu fui a idiota, trouxa? Porque desde o começo você me mostrou quem era. Até porque tivemos um ótimo começo. — Me interrompeu. — Pra você, só pra você foi um bom começo quando foi lá naquela casa, da minha família, na qual você destruiu.

Tudo era verdade, eu destrui não só a família dela, como várias. É, talvez eu seria sempre esse monstro, essa pessoa horrível que destrói famílias, que só sabe machucar e acabar com os outros. Achava que Paul estava certo aquele era e sempre seria o meu destino, como ele sempre diz. E mesmo eu não querendo, no fim eu sempre acabava machucando as pessoas, poderia ser sempre assim. Mesmo que eu não quisesse. Naquela vez, eu não quis machucar ela, eu não quis, mas aconteceu, e eu nem lembrava disso, de momento nenhum. Também, talvez eu não quisesse lembrar de mais um momento ruim meu e da Stephanie, mas para ela, estaria sempre na memória.

Quando eu já vi, Stephanie saiu do banheiro, já sem maquiagem. — Era até estranho ela de maquiagem, porque geralmente ela não usava maquiagem. E sem, pude ver a vermelhidão marcando no rosto dela, uma mão. O que deixava visível que ela havia levado um tapa.

— É, tá vendo? Foi o que seu amigo fez. Uma das coisas.

Fui até ela e enxuguei algumas lágrimas que ainda caiam. Eu estava olhando para ela, me segurando para não beijar aquela boca que a minha tanto pedia para sentir o gosto. Mas eu sabia que não podia, não podia beijar a boca que eu tanto desejava. Por isso, só a abracei.

— Desculpa, eu já falei, eu tô tentando. — Sussurrei no seu ouvido.

— Justin, eu…

A Stephanie foi interrompida pela Stacy que entrou no quarto sem bater. Então tivemos de nos separar.

— Como eu ia dizendo, Justin, eu vou sair com a Stacy.

— Pra onde? — Perguntei.

— Pra… pra onde não te interessa! — Stacy se meteu ríspida.

— Ah, então tá. — Respondi me dando por vencido, saindo do quarto.


Já na sala, junto com Paul, eu não conseguia parar de pensar no que eu devo ter feito, mas também pensando no que Paul também deve ter feito. Mal consigo imaginar o que Paul fez com ela. Mas eu sei que deve ter sido horrível, uma tortura.

O melhor seria nos afastarmos dele, ele não gosta dela e ela dele, mas ela não seria capaz de envenenar ele, de fazer uma tortura com ele ou coisas do tipo. Já ele, ele seria super capaz e ainda faria pior. Sendo um assassino, acho que ele seria capaz de tudo pra eliminar quem ele não gosta. Ele simplesmente quer, ele faz. Envenenar seria para ele algo simples. E isso me deixava super alerta em questão a ele, eu sabia, ele poderia fazer qualquer coisa para acabar com ela. Mas sendo amigão dele a um bom tempo, eu não queria acreditar nisso. Seria fácil acreditar mais nele do que nela que eu conhecia a pouco tempo. Mas eu já sentia por ela algo que nenhuma me fez sentir, nem a Natalie. Também, fora a Natalie, as mulheres que eu fiquei foi por um dia, ou melhor, uma noite ou menos que isso. Posso dizer, eu não tinha experiência com mulheres. Mas eu nem sabia ao menos o que eu sentia por ela.

No momento eu tava me odiando por ter feito aquilo. Eu me odiando por ter magoado e machucado a Stephanie, eu podia só ter me divertido sem ter magoado mais alguém. Mais eu devia saber que quando eu me drogo eu fico mais violento, eu fico agressivo. Mas mesmo assim eu não paro ou ao menos evito. Eu podia não ter aceitado o convite do Paul e ter ficado em casa, esperado a Stephanie melhorar. E pior que ela melhorou e logo depois foi surpreendida por algo ruim, por Paul no quarto dela para fazer algo horrível. Ela disse que precisou da minha ajuda, e eu não pude ajudar. Eu fui o que sempre fui, um inútil.

— Pensando demais, Justin. — Falou o Paul. — Em que tanto pensa? Já sei! Na vadiazinha da Stephanie? Se bem que ela é até gostosa mesmo.

Me subiu uma raiva tão grande que eu ia pra cima dele só de ouvir ele falar isso. Que ódio que deu. Isso porque eu achava que ele era meu amigo.

— É, Paul, você acha? — Perguntei rude. — Pena que eu não acho ela uma vadia. Vadia é aquelas que tu se mete daqueles puteiro de quinta!

Estava mais que irritado. Mas eu não tava muito afim de partir pra cima dele, porque estava cansado e sem um pouco de vontade de bater mais em mais alguém — mesmo ele merecendo.

— Ah, e outra, Paul, sabe aquilo que tu queria que eu entregasse? Então, eu vou logo avisando, eu não vou entregar mais nada, também!

— Ah, tu vai sim! — gritou ele autoritário. — E se tu não quiser entregar, tenho outra missão pra ti.

— O quê? — perguntei desinteressado.

— Tu sabe. Sabe que é matar os outros aí. Aliás, já tem um pra mais tarde.

— O quê? Não, não, tu não entendeu, eu não quero mais isso. Já chega!

Já bastava, eu não queria mais. Não queria mais ser o traficante, o monstro que destrói famílias. Acontece que a Stephanie me fez ver como afeta uma pessoa, e ela acabou por me fazer ver como é difícil, como dói. E eu sei como odeio ver ela mal, ver o efeito que isso causou sobre ela. E agora eu quero consertar e não deixar mais alguma família assim ou alguém.

Paul começou a dar uma risada sarcástica.

— E você acha mesmo que eu vou te deixar dar o , agora? Não acha, não é? Você sempre pensou que era o chefe e que tava por cima de tudo, mas olha só, eu quem sempre tive por cima! E mais, eu sempre te ordenei, te manipuelei, mas agora com essa vadia eu não consigo mais te manipular como antes. E sim, ela é uma vadia e de quinta se você quiser saber. Mas voltando ao assunto, eu quem mando na porra toda, não você, um moleque que só quer saber de mulheres e dogas e eu já te alertei sobre ela, só te lembra da Natalie. Tu vai ver, ela não passa de só mais uma puta na tua vida. E agora vai que tu tem mais o que fazer! — Gritou. — E qualquer coisa eu mato ela. E mais uma vez, se ela for mesmo importante, tu vai ver mais uma morte de alguém importante pra ti. Só te lembra, eu quem mando na porra toda!



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