História Fear And Passion - Capítulo 53


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Categorias Elle Fanning, Justin Bieber
Personagens Elle Fanning, Justin Bieber
Tags Assassinos, Justin Bieber, Romance Policial, Sequestro
Visualizações 315
Palavras 2.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 53 - Stephanie - Broken heart


"Eu havia acabado de acordar, ainda com muita dor de cabeça, mas o que me assustou foi o Paul entrando no quarto. Fiquei estática. Estava com medo dele, depois de me envenenar, não sabia do que ele era capaz. Oh céus, tinha um homem no meu quarto e, pior, para me fazer mal. E eu sabia muito bem o que ele queria, era o que mais me doía.

— Paul, o que você quer? — Perguntei nervosa.

Ele estava com um sorriso no rosto indecifrável. Me causava medo e me deixava sem saber o que fazer, tipo, eu queria gritar mas eu simplesmente não conseguia. Minha voz não saia, eu estava literalmente travada.

— Você sabe o que eu quero. — Falou já próximo demais.

Foi quando me dei conta e finalmente consegui tentar sair da cama, mas como ele já estava bem próximo — até demais —, então ele não me deixou sair, segurando meu braço. E foi por esse motivo que quase chorei quando Justin segurou meu braço, porque me lembrei desse momento e porque ele não pode me ajudar, ou não quis. Mas agora isso não importa mais.

Eu ficava tentando me soltar dele mas estava ficando cada vez mais impossível, eu juro, não dava para me soltar dele. Na força, eu e Paul, com certeza ele ganhava. Eu já estava ficando preocupada de relutar com ele e ele estar com uma faca, arma ou coisa do tipo e machucar minha barriga para matar o bebê. E pensando no meu bebê que consegui gritar, mas não obtive resposta. E desisti, me dando por vencida e ele conseguiu me deitar completamente na cama, ficando por cima de mim, daí não consegui mais relutar com ele e meu gritos não resultavam em nada.

— Paul, droga, me larga! — Tentei mais uma vez me defender. Só que mais uma vez não deu certo.

Dessa vez ele já segurava na minha coxa, para segurar minha perna que eu insistia em tentar chutar ele. Logo ele tratou de me beijar e retirar meu short. Ele ia me beijando e falando coisas imundas pra mim.

Me veio uma repulsa, eu só pegava mais e mais nojo dele, eu só queria que ele saísse de cima de mim e me deixasse fazer o que eu só estava querendo no momento: Desabar, chorar e chorar. Eu não aguentava mais. Era só pra isso que eu servia? Eu não tinha nem chance contra ele! E mais uma vez lá estava eu, me odiando e sentindo nojo de mim mesma, eu só estava mesmo com muita raiva de mim mesma, eu me sentia culpada, muito culpada.

Para tentar fazer algo que pudesse me ajudar, mordi os lábios dele com bastante força para sangrar mesmo. E deu certo, pois ele se afastou. Mas o que fez depois foi pior: ele me deu um super tapa que me fez sentir todos os seus dedos se chocando com meu rosto e dava até para ouvir o som do estalo da mão dele no meu rosto.

— Sua vadia! Você vai ver só! — Ele gritou tirando o cinto.

— Não, não… por favor...— Falei já chorando.

Era isso, eu estava ali para ser humilhada, maltratada. Para ele eu não era nada, não era ninguém, eu devia o 'respeitar', mas o seu respeito era como se eu não merecesse. Eu estava na casa dele e por isso ele achava que eu podia ser humilhada e tudo mais, só que não, eu não queria passar por aquilo. Eu nunca quis que ele encostasse um dedo em mim, mas ele nunca ligou, se ele queria, ele fazia, mas ele não ligava para nada nem pra ninguém, não importava quem ele machucava, ele não queria nem saber se tava machucando. Acho que se estivesse machucando, para ele seria ainda melhor, pois era o que ele queria.

Mas então ele parou e desistiu de retirar a calça e então me olhou, novamente com aquele sorriso indecifrável.

— Acho que outra pessoa vai fazer um estrago melhor com você. O Justin! Daqui a pouco ele tá aqui e não duvido de nada. Mas antes de eu ir, saiba que: Só vou deixar você passar dessa vez, vadia.

E antes dele sair, ele apertou minha coxa bem forte até deixar a marca da mão dele nela e depois tentou me deixar uma marca no pescoço também, mas não conseguiu porque eu não deixei e aí ele então se voltou pra minha bunda, onde deu dois tapas fortes e depois de volta ao meu rosto, ele depositou outro tapa, porém mais fraco.

Eu estava acabada, não houve abuso, mas para mim, o que havia acabado de passar já era horrível. Traumatizante. Eu desabei ao ver ele saindo, eu só sabia chorar e chorar cada vez mais e deixando aquela dor horrível me consumir. Única coisa que eu fazia pra me acalmar era massagear a barriga e pensar que meu motivo de aguentar tudo isso era meu bebê. Eu só estava ali pela criança que crescia dentro de mim. E por ela, eu faria tudo e aguentaria tudo. Então não poderia ser naquele momento que eu iria desistir, apesar que eu confesso, eu pensava em desistir, mas eu sabia que tinha um bebê para cuidar. Eu ia conviver para sempre com aquela dor, com aquelas lembranças, como se fossem tatuagens permanentes na minha memória, talvez esse nojo de mim mesma nunca irá passar, eu podia não arrumar alguém por conta disso, mas era o que menos importava. E eu também pensava que todo esforço valeria a pena, pois no final do túnel tem a luz e depois da tempestade vem o arco-íris. Então eu acreditava, talvez depois viesse a minha luz ou meu arco-íris. E eu sabia bem, seria meu ou minha bebê essa luz, esse arco-íris.

Fui super surpreendida por Justin entrando no quarto. Notei que ele estava com um cigarro de maconha e com os olhos bem vermelhos, era como eu sabia que ele havia se drogado recentemente.

— Não, Justin, não! — Falei ao perceber que ele vinha andando na minha direção, mas não sua intenções não eram das melhores, mas das piores.

Ele foi bem rápido e como eu estava fraca, logo ele estava por cima de mim e eu não conseguia tirar ele de cima de mim, assim como não conseguia parar de chorar e tentar gritar.

— Aí, dá pra parar? Seus gritos patéticos me dão dor de cabeça.

Eu estava sendo muito burra, porque eu não estava acreditando no que ele havia falado. Eu fui burra porque desde o começo eu devia saber que aquele Justin que se mostrava ser bom nunca existiu. O verdadeiro Justin foi aquele que me estuprou e espancou e que só queria meu mal. Eu nunca que devia ter acreditado nessa farsa, nessa idiota mentira. Acontece que eu me ceguei por algum motivo. Eu não queria acreditar que aquele Justin bom não existia, eu preferia acreditar no contrário, acreditar que o que ele disse foi verdade. Eu também devia levar em conta que ele estava drogado, mas estava difícil, porque da mesma forma eu o culpava. Então existiam dois Justin, o mal e o bom, e eu me ceguei ao ponto de acreditar mesmo que o bom existia, mas na verdade, só existia o mal.

Eu desisti. Eu parei de lutar e só comecei a chorar por ter me rendido tão fácil. Mas eu estava tão frágil, tão vulnerável. Eu só pedia para que fosse rápido, que aquela dor logo passasse, que ele logo fosse embora e eu pudesse finalmente ficar só e finalmente desabar pra valer. Mas eu já estava desabando naquela hora, quando eu desisti e só chorava e não conseguia fazer mais nada. Eu sabia já como seria e sabia o sofrimento da hora e de depois. Mas eu não tinha mais forças para lutar.

Paul havia me deixado só de calcinha então Justin já estava tirando minha calcinha que por impulso eu logo fechei a perna.

— Não… — Falei chorando.

Peguei seu rosto e o fiz olhar para mim, bem nos meus olhos.

— Não faz isso. — Implorei tentando controlar o choro. — Por favor, Justin, não faça isso, eu te peço. Não faz, pensa bem.

Ele ficou me olhando por alguns segundos mas depois voltou a beijar meu pescoço e depois bochecha. Por isso voltei a novamente chorar descontroladamente. Por que eu ainda esperei que isso desse certo?

— Ei. Shhh, eu não vou fazer nada. — Ele falou por fim, mais calmo.

Por último me deu um beijo calmo, lento, para depois sair de cima de mim e antes de sair sussurrar um 'durma bem', que não deu para eu ouvir, mas fazer leitura labial. Naquela cama eu fiquei parada estática. Eu não entendi nada do que tinha acontecido momentos antes."

— E foi isso. — Falei para Stacy depois de lhe contar o que havia acontecido.

Tínhamos ido ao pré-natal. Eu não queria Justin comigo porque ainda estava com raiva dele e também um nojo, não só dele como de mim também. Por esse motivo não quis falar a ele que eu vinha, talvez, mas só talvez, ele quisesse vir.

Eu ouvi pela primeira vez o coração do bebê, foi algo mágico, foi apaixonante ouvir aquele simples som de um coração batendo mexer tanto com alguém, eu deixei sim algumas lágrimas cair. Eu queria que Justin, o pai do bebê estivesse comigo, mas meu ego, para ser mais exata, minha mágoa, não deixou. Só sei que desde já eu me apaixonava cada vez mais por esse bebê. E a ansiedade e nervosismo que aos poucos iam me consumindo. Tirei todas as dúvidas com a doutora, ela também falou bastante dos cuidados que devo tomar. Um deles é evitar estresse, mas tá cada vez mais difícil. Ela também alertou que talvez o bebê esteja com o tamanho a menos que deveria, mas só teremos certeza na próxima ultrassom, porque ainda não dava para ver muita coisa.

— Se então ele te fez tudo isso, por que o abraçou mais cedo? — Stacy indagou.

— Na verdade, ele que me abraçou.

— Mas você estava com braço em volta dele, ou seja, abraçou ele também.

— Ah, eu não sei. É porque eu estava pensando que tudo ia dar certo, que aquele cara que ele estava se mostrando ser, eu pensei que fosse verdade. Eu acreditei e estava super gostando daquela atenção dele pra mim, dos seus cuidados que ele tinha comigo, das suas preocupações e até os raros carinhos. Eu estava gostando! — deixei sem querer um sorriso escapar seguido de uma lágrima  solitário. — E ontem ele me mostrou que era tudo mentira. Foi como um tapa na cara. E eu devia estar só odiando ele, mas não, tem outra coisas que eu não consigo explicar. E agora eu não sei, mas eu me sinto magoada, parece que meu coração está cortado em mil pedaços e ele quem cortou. É mais ou menos o que sinto, só que às vezes parece pior.

Quando menos percebi, já estava chorando. Fui então surpreendida pela Stacy me abraçando enquanto estávamos paradas no sinal vermelho.

— Eu não sei o que dizer.


Na casa do Justin, quando chegamos, eu passei pela sala, onde tava o Justin e a Scarlett, só que ignorei todos, passei direto, fingindo que não havia ninguém na sala. Fui direto pro quarto. Eu ainda iria sair e como estava com algumas sacolas de compras que a Stacy insistiu que a gente comprasse logo algumas coisa para o bebê, eu não sabia onde tinha deixado meu celular no qual eu precisava urgentemente. Eu parecia uma louca no quarto procurando o celular.

— Oi, linda. — Alguém falou na porta do quarto.

— Ah, Justin, que susto! — Falei colocando a mão no peito. — E pode ir parando de me chamar assim!

Não que eu não tenho gostado, eu gostei mas também não gostei, porque apesar de tudo, eu não me sinto confortável com ele me chamando assim. É estranho. Também porque ele não tem essa intimidade comigo para sair me chamando assim.

Não querendo ter nenhum contato visual com ele, continuei procurando o celular.

— O que tanto procura? — Indagou se sentando a beira da cama.

— Meu celular.

— Aquele ali? — Ele apontou justamente para o celular que eu procurava.

— Valeu.

Peguei o celular e fui ao banheiro, não queria que ele escutasse a conversa.

— Alô? — Falei nervosa.

Oii! Finalmente você ligou! Que saudade!

— Eu sei, é que estava difícil. Também estou morrendo de saudade! Mas como a gente faz pra se se encontrar? Teria que ser no hotel, né?

É, não posso tá saindo. E aliás, quando vier para o endereço que eu te mandar, diga que quer falar com Rose Miller e diga que se chama Dakota Ellen. Estou usando outra identidade. E você também não pode ser descoberta, não podemos arriscar.

— Ok. Sinto muito, mas eu tenho que desligar. Já já chego aí.

Ok, tchau. Se cuida.

— Você também.

Então encerrei a ligação e voltei ao quarto. Não queria encarar Justin, não queria falar com ele, muito menos sentir seu toque.

— Você está ficando maluca, precisa relaxar mais. — Ele falou pegando uma sacola de cima da cama.

Droga, uma delas estava a ultrassom, as outras eram roupas de bebê e brinquedos também. Por sorte ele logo soltoua sacola virando sua atenção para mim.

— Acontece que aqui é impossível relaxar.

— Porque ainda não tentou. — Ele rebateu.

— Está enganado, Justin. — falei rude. — Agora precisa ir, vou me trocar para sair novamente. E também não quero que se esqueça, eu ainda tô com muita raiva sua, e no momento não quero nem ouvir sua voz.

Nada disso era mentira, eu só estava demorando a falar.

— Pra onde vai?

— Me encontrar com um amigo.

— Que amigo?

—Um amigo!

— Hum sei. — Senti a forte ironia na sua voz.

— Que bom que sabe. — Rebati no mesmo tom.

— Está mesmo com raiva de mim, não é?

— Não é pra pouco.

Desde que ele havia entrado nesse quarto eu ainda não havia feito um contato visual com ele. Assim estava bom. Não queria olhar para aqueles par de olhos castanhos e me lembrar daquele momento que segurei seu rosto para me humilhar pedindo para que não me estuprasse, para que pensasse melhor. Se bem que nessa noite, foi o que eu mais fiz: acho que me humilhar.

— Me olha, por favor. — Neguei de cabeça baixa. — Tá, então só escuta: Eu tava sob efeito de drogas, eu sei que não muda muito, mas só saiba, esses dias eu tinha evitado usar droga, só que ontem eu tive uma recaída, ok? E eu fico agressivo quando isso acontece. Me desculpa, eu sei que isso não muda muita coisa, mas queria que soubesse. E saiba que quando eu te pedi desculpa, quando eu te disse que me importava com você, quando te tratei da melhor forma possível, nada era mentira. Como agora, que estou te implorando perdão, não é mentira. E eu prometo que se me desculpar, eu vou tentar de novo e vou ser a melhor pessoa possível, eu vou melhorar. Até porque vou ter um bebê pra cuidar.

Eu estava ainda de cabeça baixa, mas pude notar que ele se aproximava e que estava bem perto de mim. Ele havia colocado uma mecha de cabelo minha atrás da orelha para ver meu rosto melhor. E ainda levantou minha cabeça de leve para termos a droga do contato visual que eu tanto evitei mas que na hora não consegui. E o cafageste ainda aproximava o rosto do meu, ele ia me beijar. E eu? Eu não me movi um centímetro sequer. Que trouxa!

"Não, Stephanie, o que você tá fazendo? Vai beijar o cara que ontem a noite quase te violentou e que ainda pode fazer a mesma coisa várias e várias vezes?", meu subconsciente gritava. Então eu parei para pensar: o que eu tava fazendo mesmo? Ah, sendo mais uma vez trouxa. E foi pensando nisso que consegui me afastar.

— Eu tenho que sair! Eu vou pensar em te responder isso mais tarde, agora não porque posso me atrasar.

Saí praticamente correndo do cômodo. Não foi atoa que rápido eu cheguei na garagem, onde encontrei o motorista, aquele que um dia me disse a baboseira de que sou especial para Justin.

Após mostrar o endereço para ele, seguimos caminho. Mas o que me incomodava era no que eu não parava de pensar: Isso foi mesmo verdade? Acabou de acontecer? Ele foi sincero?

Não faço a mínima ideia das respostas dessas perguntas. Mas e se for mentira, daí vou perdoar ele e na primeira oportunidade ele acaba comigo e fico novamente como eu estava naquela hora, magoada e de coração machucado. Mas eu não quero descartar a ideia de que pode ser verdade. Se for, eu perdôo ele e tudo bem, porque ele vai tentar ser alguem melhor. Não é mesmo? Não sabia mais no que acreditar. Só não queria mais ser trouxa de novo e me iludir para tomar novamente na cara.

Eu cheguei rápido no local desejado, mas ao descer do veículo e me deparar com uma pessoa que tenho certeza conhecer e quando me lembrei seu nome, até me assustei.

— Bárbara Blonde? — Gritei me aproximando dela.

A mesma me olhou desconfiada e ficou parada, me olhando estática. Sua cor havia sumido. A nossa semelhança era absurda.

— Você não está morta? Uau, pensei que ele tinha te…

Ela me interrompeu quando finalmente conseguiu falar algo.

— Stephanie? — Falou espantada.

— Como assim? Você me conhece? 



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