História Fear And Passion - Capítulo 60


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Categorias Elle Fanning, Justin Bieber
Personagens Elle Fanning, Justin Bieber
Tags Assassinos, Justin Bieber, Romance Policial, Sequestro
Visualizações 96
Palavras 1.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 60 - Stephanie - Disgusted


Isso não é normal! Ele me fez tanta coisa e eu ainda sinto isso por ele? Eu só podia ser uma idiota mesmo! Uma burra! Quem em sã consciência sente algo pelo próprio sequestrador? Ninguém! Apenas uma excessão que sou eu! Tinha algo de errado comigo, isso não era normal. Nem um pouco. Eu não estava raciocinando direito, só pode. Não estava em sã consciência.

Comecei a andar pelo quarto em círculo, pensando em como esquecer ele, em como tirá-lo da minha cabeça, devia ter algo que ajudasse. 

Assim que ele me deixou em casa ele me explicou e me deu um belo sermão por ter infringido suas regras. Ele só falava e falava enquanto eu, eu estava olhando aqueles lindos lábios e pensando em como eu era tão ingênua. Enquanto isso a mamãe dava seus chiliques, mas logo depois foi, disse que não ficava mas nenhum minuto perto do imundo do Justin; palavras dela.

Depois disso eu fui para o quarto e fiquei surtando por ter cedido ao seu maldito beijo. E eu só queria saber como alguém conseguia ser tão ingênua, tão burra e idiota. Parecia que eu estava esquecendo de tudo que passei nas mãos dele.

"— Justin, para! Não faz isso! — Falei, entre soluços. — Me escuta. — Olhei para ele. — Não faz isso, por favor, eu não ti fiz nada." Mesmo eu pedindo, mesmo eu não tendo feito nada pra ele, mesmo assim ele ainda me estuprou e tirou minha virgindade da pior forma possível. Isso mostrava o quanto ele era cruel, mesmo assim eu ainda insistia em gostar dele. Que hipocrisia! Eu odeio o estupro, eu sou contra violência a mulher, mas ainda sim gostava de quem mais me fez sofrer, me estuprou e tanto me bateu. Eu me sentia suja, imunda, eu tinha nojo de mim mesma. Como eu podia? Eu só queria que entrasse na minha cabeça que ele era ruim, que ele não prestava.

Eu era uma imunda mesmo! Nojo de mim mesma, eu me odiava tanto, como era possível isso acontecer. Era doentio. Só pode. Não era possível. Mas parece que a cada segundo que ele passava pela minha cabeça, mas eu me odiava e sentia nojo de mim mesma. Eu era tão suja e baixa a esse ponto? Como assim, gostar do Justin? Eu era tão nojenta e imunda quanto ele. A mesma aversão que eu sentia por Justin, era a mesma que eu estava começando a sentir por mim mesma.

E esta pobre criança? Ela não tinha culpa de nada, não tinha culpa da mãe ser uma idiota imunda e nem do pai ser um ser humano tão desprezível. Eu daria o meu melhor para o meu bebê, mas desde já, eu não estava conseguindo. Eu era uma vergonha, tanto como mãe, como ser humano. Tudo por gostar de alguém, mas não era simplesmente "alguém", era Justin, um criminoso, quando se tratava dele não vinha coisa boa. E eu era nojenta ao ponto de gostar dele. Quanta decepção vinda de mim mesma, quanta vergonha. 

Eu estava me xingando tanto, me odiando tanto que não suportei tudo e comecei a chorar, chorar pra valer. Eu estava desabando em lágrimas, deixando sair tudo que eu tanto segurei.

— Assim vai furar o chão. — falou alguém da porta do quarto.

Levantei o rosto para olha-lo, pois eu chorava de cabeça baixa enquanto andava em círculo pelo quarto.

— Por que está chorando? — ele perguntou-me se aproximando.

Fui para a cama, me sentei na mesma, abraçando minhas pernas e escondendo meu rosto entre o joelho. E aí eu só chorava e chorava, nenhuma palavra saia da minha boca, eu só não conseguia falar.

— Stephanie, me responde. — continuei ignorando ele.

Comecei então a pensar que ele talvez se importasse de verdade comigo e se preocupasse, mas me veio a cabeça que se ele se preocupasse ele não teria feito as coisas como eu havia pedido, como não me estuprar quando eu só podia para que ele parasse.

Ele fez o simples toque de colocar sua mão no meu ombro. Minha calma já não era muita, então ele ainda faz isso. Me segurei pra não surtar.

— Melhor não me tocar, Justin. — falei séria, mas ainda de cabeça baixa.

— Stephanie, eu…

— Falei para não encostar em mim. — Gritei me afastando dele.

— Eu não estou entendo! Por que está com tanta raiva de mim? — ele perguntou se levantando.

Eu não sabia parar de chorar e pensar que podia estar tudo bem se não fossemos ser humanos tão desprezíveis, eu por ser uma vergonha e imunda, e Justin por ser tão maldoso e cruel. Só podia sentir nojo tanto de mim quanto dele. Eu havia chegado a um ponto onde eu me odiava e me achava nojenta, imunda e tão imbecil.

Por não suportar chorar na frente de ninguém, muito menos Justin, eu preferi fugir saindo do quarto, mas ele foi mais rápido e segurou-me pelo braço.

— Não entendeu o que eu disse? — falei sentindo uma raiva me subir.

Sim, eu estava surtando! Surtando por ser idiota ao ponto de gostar do meu sequestrador, de uma pessoa que mata e destrói famílias, assim como faz coisas muito piores. Como fez comigo. Mas eu era muito sem noção mesmo! Eu era mesmo hipócrita.

Ele insistiu em continuar me segurando, e eu não sei o que deu em mim que a minha mão livre correu para o seu rosto, lhe dando um belo de um tapa. Eu não sabia o que fazer, minha única reação foi me soltar dele e correr para a janela para ficar de costa para ele para me reorganizar, mas só o que consegui fazer foi deixar mais lágrimas cair.

— Mas que caralho tu fez? — ele gritou perdendo a paciência. Me deu até medo, comecei a imaginar que ele fosse revidar, só que bem pior. — Olha, eu não sei o que te fiz dessa vez. Dá pra me explicar?

Pelo menos ele se acalmou e não me deu outra tapa.

— Tanta coisa. — só o que eu consegui falar ou melhor, sussurrar.

— Tá falando do que eu te fiz antes, né?

Me virei para ele e assenti de cabeça baixa. Mesmo assim senti ele se aproximar e logo ele enxugou algumas lágrimas minha. Do mesmo modo, continuei de cabeça baixa para que não trocássemos olhares.

— Me desculpa gritar contigo, só perdi um pouco o controle, desculpa. Agora me desculpa pelo que te fiz antes, sei que te machuquei demais, mas não fica assim, não fica triste, é tão doloroso te ver triste.

Quando eu ouvi isso meu peito apertou, eu passei a segurar um ar que nem percebia, eu comecei a ficar muitos nervosa por ter ele muito perto de mim e não conseguir dizer para ele se afastar. E o mesmo fez o favor absurdo de me abraçar. Não, não é questão de não gostar dos abraços dele, era o contrário e era por isso que eu fiquei chateada, porque se eu não conseguia raciocinar antes, no seu abraço seria muito pior. 



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