História Fear And Passion - Capítulo 62


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Categorias Elle Fanning, Justin Bieber
Personagens Elle Fanning, Justin Bieber
Tags Assassinos, Justin Bieber, Romance Policial, Sequestro
Visualizações 71
Palavras 1.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 62 - Stephanie - To forgive?


Eu sabia que ele não iria me responder àquela pergunta, pelo menos eu achava que não.

Até então a minha ideia sobre Justin era uma totalmente diferente do que ele estava se mostrando. Pra mim ele era violento, horrível, rude... Para definir, eu diria que monstro. Eu o imaginava como um completo monstro, sem sentimento, frio, violento. Ele não ligava para nada mesmo. Eu via ele como um verdadeiro criminoso. Foi essa ideia que ele me passou. Não tenho culpa se assim ele se mostrou pra mim.

Eu o olhei, a espera de uma resposta, mesmo sabendo que eu dificilmente teria. Eu estava de braços cruzados acima da minha barriga já notável. Então eu vi que sua atenção estava na minha barriga, somente nela. Minha de barriga era de 3 meses, já ia para o quarto mês, então já se dava para notar um pequeno volume na mesma. Incomodada, baixei mais os braços na intenção de esconder um pouco mais minha barriga, mas ele já havia visto, e minha blusa por estar grudada no meu corpo por estar molhado, isso não ajudava nada.

Me virei de costas pronta para ir embora quando ouvi ele protestar.

— Espera! — ele gritou vindo até mim.

Eu não respondi, só parei ficando de costas para ele.

— Olha, eu sei que eu só fiz parecer que eu sou uma pessoa fria, sem coração. Mas por dentro eu não sou assim, sabia? Aos poucos estou me mostrando a você quem eu verdadeiramente sou. Ao seu lado eu me torno alguém melhor, pode ver que tenho tido melhoras. Eu sou alguém melhor principalmente quando estou ao seu lado. Eu sei que pensa que com você ao meu lado eu posso a qualquer instante te fazer um monte de coisas horríveis, uma tortura por exemplo, mas não, eu não pretendo isso. Eu nunca mais quero te machucar, Stephanie. Entenda isso.

"— Não, não, não! — Eu comecei a chorar ainda mais, me levantando. Justin riu como se meu desespero fosse sua maior diversão. Eu o olhei com ódio. — Você! — Gritei apontando o dedo para ele. — Você é um monstro, você devia apodrecer na cadeia! Eu te odeio com todas minhas forças, eu vou ferrar com sua vida! — Eu gritava. Isso parecia o deixar irritado.

Ele deu-me uma ajoelhada bem forte no estômago, seguido de um tapa forte no meu rosto. Cai no chão, cuspindo sangue, depois levantei meu olhar a ele, o fazendo prender seu olhar no meu que estava cheio de dor e ódio. Ele me deu um outro tapa no outro lado do rosto, depois um soco me deixando quase desacordada. Ele pegou o meu cabelo e puxou, fazendo com que eu me levantasse a força, depois colocou sua cabeça no vácuo do meu ombro, ele podia sentir minha respiração descompensada. Meu corpo estava colado ao seu, ele sentia cada pequeno movimento meu.

— Eu quem mando aqui, então, pode ficar sabendo que eu nunca a deixarei fugir daqui! Você nunca terá chances de me denunciar. — Gritou me dando mais uma ajoelhada, fazendo-me cair mole no chão. Eu ainda estava consciente quando cai, lancei-lhe um olhar carregado de dor assim que ele me olhou." Essa lembrança me invadiu assim que ouvi suas palavras, essa cena simplesmente não saia da minha cabeça, que logo foi substituída por outra lembrança um pouco mais reconfortante. "— Ei, calma. — Justin disse se aproximando de mim.

Ele tentava transparecer calmo, mas dava para ver que no fundo, ele estava super nervoso. Isso me deixou confusa.

Ele falou isso porque eu já estava super aflita e chorosa, não conseguia parar de chorar e nem de gemer de dor, igual estava ficando impossível reprimir os gritos.

Ele passou as mãos no meu rosto, me olhando de uma forma indecifrável. Seu toque me fez arrepiar, e por impulso recuei afastando meu rosto.

— Não, não vou te machucar." Eu me lembro muito bem desse dia. Foi no dia que fui sequestrada e levei uma facada na barriga, então Justin me ajudou bastante.

Eu nem havia percebido que estava chorando por ter me lembrado desses acontecimentos. Essas lembranças estavam sempre me assombrando, como se fossem uma tatuagem permanente em minha mente. Essas lembranças nunca seriam esquecida, mas o contrário, sempre lembradas.

Fui dando passos longos até meu quarto, mas percebi que Justin me seguia, falando algo que eu nem estava dando importância, minha mente estava ocupada demais tendo lembranças uma pior que a outra. E meu choro me impossibilitava de ouvir ou prestar atenção no que ele tanto falava.

— ...Ei, me escuta! — ele gritou se metendo na minha frente, então parece que eu havia acabado de voltar a realidade. — Você não tá bem, vem cá.

Ele me guiou até seu quarto por estar mais perto. Então ele me sentou e na cama dele e foi pegar algo. Eu só fazia o olhar desconfiado.

— O que tá fazendo, Justin? — Perguntei deixando a amostra a minha curiosidade e desconfiança nele.

— Só pegando água.

— Droga, Justin. — falei me levantando rapidamente. — Eu to molhada.

— Ah, não, isso tudo bem, se senta aí. — falou me entregando um copo d'água.

— Obrigada. — sussurrei.

Um silêncio entre nós, não havíamos mais nada a ser dito, nossas cabeças estavam dispersas em nossos pensamentos, nos encontrávamos tão distantes, até um de nós quebrar esse silêncio entre nós.

— Stephanie. — minha atenção se voltou para o Justin. — Por que ficou assim tão de repente?

— Só tive umas lembranças. — respondi ao me levantar.

Ele também se levantou e acabamos por ficar um a frente do outro, minha respiração e a dele estava ofegante, eu estava na dúvida se de repente ele ouvia a minha frequência cardíaca por estar em um ritmo muito rápido. Eu fiquei insegura, insegura por culpa se ele notasse meu nervosismo e visse o quanto eu estava desconcertada. O pouco de razão e raciocínio que ainda habitava em mim só me dizia para afastar-se, mas eu estava impossibilitada de fazer isso, meu corpo e tudo em mim não conseguia dar um simples passo para trás.

"Afastar-se! Ele é o perigo em pessoa! Afastar-se!" Meu subconsciente gritava, mas de modo algum eu conseguia o obedecer. 

Suas mãos já estavam na minha cintura, nos aproximando cada vez mais. Justin parecia estar preso aos meus olhos, como se estivesse hipnotizado no mesmo, ele os admirava tanto naquele momento, como se estivesse vendo uma das maravilhas do mundo, ou várias pedras preciosas só para ele. Eu o olhava da mesma forma, porém, tentando manter-me firme e resistir a toda aquela batalha de sentimento dentro de mim.

— Sabe que não podemos fazer isso? — falei o olhando firme.

Eu havia finalmente conseguido falar algo. 

— Então me diga por que.

— Porque você me deixou com lembranças horríveis, sabe das coisas que me fez, não se faça de fingido. Me fez muita coisa ruim, não posso agora simplesmente me aproximar de você e gostar de você sendo você um criminoso.

— Tudo bem. Então seria capaz de me perdoar para esquecer dessas lembranças, me dar seu perdão, sabe que é só o que quero. Seria capaz de fazer isso por nós? Pois eu seria capaz de mudar por você e por nós, sabe que sou. Eu deixaria então de ser um criminoso por você. Por você eu faria tudo que fosse possível. 

Falando assim ele não parecia um monstro. Na verdade, ele era mesmo quem eu pensava que ele era? Ele era mesmo esse monstro? Eu faria isso por ele? Eu sequer sabia o que sentia em relação a ele, mas ele parecia firme em saber o que sente em minha relação. Mas enfim, eu seria capaz de perdoar ele? De fazer algo por ele sabendo de tudo que ele me fez?



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