História Fearless - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Alycia Debnam-Carey, Justin Bieber
Personagens Alycia Debnam-Carey, Justin Bieber
Tags Boxe, Fearless, Justin Bieber, Luta, Romance
Visualizações 14
Palavras 1.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 8 - Rules


Minha mãe pediu para que eu fosse até a cozinha com ela e fez um chá para nós, talvez fosse uma tentativa de me acalmar.

Me sentei na cadeira e apoei o cotovelo na mesa enquanto segurava meu rosto com as minhas mãos, apesar de tudo ela parecia tranquila.

Ela trouxe uma xícara para mim e se sentou a minha frente, bebeu um gole de chá, de alguma forma ela parecia estar ganhando tempo, nem que fossem segundos.

— Mãe? — ela me encarou e eu levantei uma das sobrancelhas — onde está a Nina?

— Pedi para que a Ana fosse passear com ela, pra gente conversar com mais tranquilidade — assenti e bebi um gole do chá, estava tão quente que eu pude sentir ele descer pela minha garganta, eu amava aquilo.

Minha mãe continuava bebendo seu chá, como se não tivesse pressa alguma.

— Vamos conversar ou...? — ela apenas assentiu e deixou a xícara sobre o pires.

— Bom, o principal você já sabe — ela respirou fundo — você não pode chamar atenção, por isso não poderá competir — acho que aquilo era uma das piores partes — você obviamente não vai poder mexer em redes sociais e vai ter que inventar uma desculpa para isso, caso alguém pergunte — concordei — mas tem alguns detalhes que são mais importantes e delicados.

— Por exemplo? — bebi mais um gole de chá.

— Vamos ter que dar um jeito de contar isso para a Nina — eu paralisei por alguns segundos — ela é muito nova para entender tudo, mas vamos ter que contar de algum jeito — coloquei a xícara sobre o pires — a gente sempre soube que esse momento chegaria.

— Eu sei — eu disse baixo — mas ela é muito nova — olhei para minha mãe, quase implorando para ela não fazer aquilo — eu não quero que ela me veja como uma — engoli seco — como uma pessoa ruim, pra não falar outra coisa — ri irônica, mas aquilo doía.

— Ela não vai! Até porque isso não é verdade.

— Depende do ponto de vista — peguei a xícara e levantei como se brindasse com o ar.

— Hope, sua ironia e sarcasmo não vão nos ajudar, eu ainda não falei nem metade do que eu tenho para falar — sinalizei com a cabeça para ela continuar falando enquanto eu bebia o chá — nós vamos ter que falar para ela não falar seu verdadeiro nome para as pessoas.

— Que? Qual a necessidade disso?

— Eles sabem que ela existe Hope — minha mãe falava firme — e eles podem chegar até você, até nós, através dela. Inclusive colocamos os responsáveis por ela na escola um nome falso, na realidade um casal de amigos meu e do seu pai — aquilo não parecia real — eles são confiáveis.

— Mamãe, isso é impossível! A Nina não vai entender, eu não posso fazer ela passar por isso, eu não posso fazer ela mentir como eu menti — coloquei as mãos em meu rosto, eu queria poder fugir daquilo.

— É por isso que eu quero sua ajuda, eu não quero — levantei a cabeça devagar, eu tive uma ideia — estragar a infância dela ou algo assim — minha mãe me olhou — o que foi?

— Eu posso ir embora — eu até sorri com a ideia — é claro mamãe, essa é a melhor solução, dessa forma eu não atrapalho vocês, o papai pode vir para cá e vocês três serem felizes — minha mãe bateu na mesa e eu me assustei.

— Não!

— Por que não? Faz todo o sentido, vocês não precisam viver essa vida.

— Hope, eu disse não! E o que? Você vai se esconder para sempre? Vai viver sozinha para sempre, longe da sua família?

— Mãe — me levantei e fui para o lado dela — é claro que isso me machuca, ficar longe de vocês vai ser horrível para mim — me agachei ficando da altura dela — mas eu não consigo pensar em outra coisa. A gente pode dar um jeito de se comunicar, eu não sei, e você e o papai podem tentar resolver isso, quando for seguro eu volto.

— E se nunca for seguro? — ela me encarava fria, e eu não sabia o que responder.

— Eu sei que em algum momento será mamãe — acariciei seu rosto e ela sorriu de lado.

— Filha, isso pode ser muito bonito, mas eu não vou permitir. Eu não vou conseguir viver todos os dias da minha vida sem saber se você está em segurança.

— E você acha que eu vou me sentir como? — eu sorria apesar da dor da ideia — ver você sair para trabalhar todos os dias sem saber se você vai voltar?

— Meu amor, esse é outro detalhe importante — ela segurou minhas mãos — nós viemos para cá porque é escondido e porque nós temos algumas, poucas, pessoas de confiança — olhei confusa para ela.

— Quem? — ela apenas negou com a cabeça.

— Não é importante agora, o importante é você saber que eu tomei cuidado até com o meu serviço — ela apertou minhas mãos, sem força — eu trabalho apenas meio período Hope, eu fico o dia inteiro fora porque eu trabalho longe e demora algumas horas para ir e voltar — me levantei e puxei a cadeira para me sentar ao lado dela.

— Mas...

— No meio do caminho tem uma garagem que eu alugo e lá eu tenho outro carro — aquilo era possível? — eu não uso o mesmo para ir trabalhar e para vir pra casa.

— Mãe — eu comecei a rir e sabia que era de nervoso — você deve estar brincando, isso não é possível — a olhei, mas sua fisionomia continuava séria e meu sorriso foi se desfazendo aos poucos.

— Tem mais alguns detalhes que você precisa saber.

— O que? Nós temos um avião pra me levar até o nosso barco e eu fugir? — falei em um tom irônico.

— Olha como você fala — ela me repreendeu — nós temos uma casa alugada aqui, eu tenho que te mostrar o endereço, lá tem um carro na garagem com tudo que é necessário, caso você ou a gente, precise fugir.

Eu fiquei em silêncio, aquilo era muito para absorver.

— É 'só' isso? — tentei não ser sarcástica.

— Por enquanto sim — ela terminou de beber o chá — tem mais alguns detalhes, mas você só vai saber se eles forem necessários, caso contrário quanto menos você souber é melhor.

— Eu não sou nenhuma criança.

— Isso não tem nada a ver com isso Hope — ela se levantou — tudo o que eu estou fazendo é para te proteger.

Ela foi para a pia lavar as xícaras e eu não consegui sair do lugar.

— Você vai me passar o endereço dessa casa quando?

— Hoje, se você quiser.

— Eu quero, por favor.

— Tudo bem — ela terminou de lavar, em seguida secou e as guardou.

— Sobre a Nina — respirei fundo — as aulas dela começam daqui duas semanas. Nós podemos esperar mais alguns dias para falar pra ela? Eu preciso pensar — minha mãe concordou.

— Claro, mas no máximo uma semana — ela veio até mim, segurou minhas mãos e me puxou, fazendo com que eu levantasse — seu pai ia vir para cá — ela acariciava meu rosto — mas ele não pode agora, por nossa segurança — concordei — você me lembra tanto ele — sorrimos — espero que você saiba o quanto ele e eu te amamos — ela me abraçou forte e eu retribui.

De repente escutamos a porta abrir e a Nina veio correndo até nós.

— Eu também quero! — ela gritou e nos abraçou, eu sorri.

Ficamos por alguns minutos ali. Eu ia sentir falta daquilo.

Nos soltamos devagar e eu peguei Nina no colo.

— Vou tomar um banho para fazer a janta — minha mãe falou e subiu para o seu quarto.

— Como foi o seu passeio? Onde está a Ana? — olhei ao redor.

— Ela foi ao banheiro — minha irmã sussurrou — ela estava muito apertada — eu ri com aquilo — e o passeio foi incrível, tem muito que se explorar aqui — concordei — podemos explorar juntas? — aquilo fez meu coração apertar.

— Quem sabe — sorri e abracei mais uma vez, ela me apertou, mas em seguida senti seus braços mais fracos.

— Está tudo bem? — eu a olhei.

— Está sim — passei meu nariz no dela — só queria te dizer o quanto eu te amo e o quanto você é especial para mim.

— Eu já sei P — ela levantou os olhos e eu ri.

— Fico muito feliz por isso — beijei seu rosto e a soltei — agora vai tomar um banho que você está toda suada — dei um tapa leve em sua bunda e ela correu para o quarto.

Encostei na bancada enquanto ela subia.

— Senhorita Hope? — me assustei e olhei para a Ana.

— Me desculpa Ana, eu não vi você chegar — sorri — tudo bem?

— Estou sim, e a senhorita? — respirei fundo.

— Estou bem também — ela me olhava.

— Você não precisa mentir para mim — ela colocou a mão em meu braço.

— Ana, você pode me prometer uma coisa? — ela me olhou confusa.

— Se eu puder cumprir — ela sorriu de lado.

— Você sempre vai fazer a Nina sorrir? — ela ficou ainda mais confusa.

— Claro senhorita, mas acho que você já faz isso muito bem — ela acariciou meu braço.

— Não sei por quanto tempo eu vou fazer isso — beijei seu rosto — obrigada — a abracei rápido e fui para o meu quarto.

Fechei a porta e respirei fundo mais uma vez, eu só tinha duas coisas para pensar naquele momento: fazer minhas malas e o endereço da casa, eu precisava do carro.

Eu não podia permitir que minha família passasse por isso.


Notas Finais


Olá gente! Quero pedir desculpas pela demora e pelo tamanho do capítulo.

Muito obrigada a quem está acompanhando, honestamente esses dias me senti um pouco desanimada em relação a fic, mas ver um comentário ou alguém adicionando a fic em alguma lista me enche de esperança, muito obrigada mesmo!!


Quem quiser falar comigo:

twitter: https://twitter.com/thedemisgirl
cc: https://curiouscat.me/thedemisgirl

Me falem nos comentários se vocês estão curtindo, ou não.

Ficarei bem feliz em saber!

Muito obrigada!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...