História Fearless - Capítulo 9


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Categorias Alycia Debnam-Carey, Justin Bieber
Personagens Alycia Debnam-Carey, Justin Bieber
Tags Boxe, Fearless, Justin Bieber, Luta, Romance
Visualizações 11
Palavras 2.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♥

Capítulo 9 - I know


Fui até o banheiro e fiquei encarando meu reflexo por algum tempo. Como eu havia chegado a esse ponto? Eu podia ver que meus olhos brilhavam, mas não aquele brilho quando temos uma ideia genial ou quando vemos alguém, ou algo, que amamos, mas eram lágrimas se acumulando ali. Fechei os olhos deixando que uma deslizasse pelo meu rosto, respirei fundo e a limpei. 

Em seguida me dirigi ao box, liguei o chuveiro deixando a água esquentar e me despi. Enquanto tirava minha camiseta pude notar o quão quente eu estava, e isso só acontecia quando eu estava muito feliz, ansiosa, com raiva ou triste, pra minha tristeza a única dessas coisas que eu não estava sentindo era a que eu mais desejava. 

Entrei no box e deixei a água quente cair sobre meu corpo, de certa forma aquilo me relaxava, fisicamente, mas no fundo eu esperava que todas as minhas angustias fossem embora junto dela, pelo ralo.

Eu sempre tive a tendência de me mostrar mais forte do que realmente sou, será que todos nós somos assim?

Sentei no chão, embaixo do chuveiro e abracei minhas pernas.

Será que um dia alguém já se sentiu assim? Era como se minha cabeça estivesse a ponto de explodir com tantos pensamentos, mas do pescoço pra baixo eu me sentia vazia. Meu corpo era como um buraco negro.

Comecei a deslizar o dedo pelo box, o vapor permitia que eu fizesse pequenos desenhos, aleatórios, que logo seriam apagados, como talvez eu também fosse.

Levantei, terminei meu banho, sequei meu corpo, e era como se eu estivesse aproveitando meus últimos minutos de conforto. Me enrolei na toalha e sai do banheiro. Fui em direção a minha cômoda, coloquei minhas roupas íntimas e em seguida meu pijama. Eu iria embora aquela noite, mas minha mãe não podia desconfiar de nada. 

Fui até minha cama e me abaixei para conseguir pegar uma das minhas mochilas. Assim que o fiz a coloquei em cima da cama. Em seguida voltei para a cômoda e peguei algumas calcinhas, sutiãs e meias. Depois segui para o guarda-roupa, eu nunca havia feito isso antes, eu não fazia ideia do que levar. Decidi optar por duas peças de cada, duas calças, duas camisetas e dois shorts, também peguei um agasalho e um vestido, nunca se sabe. 

Me dirigi para a cama, dobrei e enrolei as roupas, e guardei tudo na mochila. Olhei para minha sapateira e decidi que iria com o tênis que fosse mais resistente, pois ficaria apenas com ele. 

Fui até o banheiro e peguei minha necessaire, voltei para o quarto e guardei na mochila. Em seguida fechei o zíper e a coloquei novamente embaixo da cama. Abracei meu corpo e fui em direção a janela, encarei o céu e respirei fundo. Eu sabia que seria o melhor para minha família, eu só não sabia o que seria de mim.

Ouvi alguém batendo na porta e me virei para ela. Em seguida minha mãe entrou.

— Filha, aqui está — ela veio em minha direção e me entrou um papel e uma chave — é o endereço e a chave da garagem— assenti. Enquanto eu pegava da sua mão eu a acariciei e ela me olhou— Meu amor, vai ficar tudo bem— ela me abraçou e eu tive que usar todas as minhas forças pra não deixar nem uma lágrima escorrer— isso é apenas um plano B, ou C— ou A. Eu a abracei com força.

— Eu te amo mamãe — ela beijou meu rosto e me soltou lentamente, em seguida colocou suas mãos em meu rosto, o segurando.

— Eu também amo você, minha Hope— ela sorriu. Deus, eu iria sentir falta daquele sorriso.

Fiquei a admirando por alguns segundos, até que ela interrompesse.

— Vamos jantar?

— Sim, vai descendo que eu vou guardar isso aqui— mostrei o papel e a chave que ela me entregou. Ela sorriu e saiu.

Deixei o papel sobre a escrivaninha com a chave por cima. Me sentei apoiando os cotovelos ali, levei as mãos até meu rosto e deslizei pelo meu cabelo. Abaixei a cabeça. Será que eu suportaria tudo isso?

Bom, eu iria descobrir.

Me levantei e fui em direção a porta, coloquei a mão na maçaneta e abri o meu melhor sorriso, ao menos eu tentei, sai do quarto e fui para a cozinha.

— Espero que não tenham começado sem mim.

— A sua irmã bem que tentou, mas eu não deixei— eu ri baixo.

— Eu estou com muita fome, você estava demorando — fui em direção a ela e beijei sua teste.

— Me desculpa, prometo que não vai se repetir— ela sorriu e de repente eu me toquei que eu querendo, ou não, realmente não iria se repetir. 

Mantive o sorriso no rosto, eu não podia deixar que elas percebessem nada.

Sentamos a mesa, acredito que elas viviam esse momento sem se importar com os detalhes, detalhes que eu estava guardando, eu não queria me esquecer deles. Detalhes como quando minha irmã, minha irmãzinha, quer tentar falar e colocar comida na boca ao mesmo tempo, como a boca da minha mãe se contorce ao assistir essa cena e em seguida uma bronca em tom de brincadeira, talvez seja por isso que Nina continue fazendo. Em seguida caímos na risada. O sorriso da minha mãe é tão lindo, eu não quero me esquecer dele. Os detalhes. Nina está viajando no seu prato de comida, separando a melhor parte para o final. Ela fica linda quando está concentrada em algo. Detalhes. Como ela segura o copo de suco com as duas mãos. Detalhes. Como minha mãe também sorri ao ver Nina fazendo isso. Detalhes.

Deus, eu queria que meu pai também estivesse aqui para eu me despedir dele.

— Hope— a voz da minha mãe me acorda dos meus pensamentos.

— Sim? —  sorrio.

— Você mal tocou na comida — olho para o meu prato— está tudo bem?

— Sim mamãe, só estava pensando— tento tranquilizá-la.  

— Quer compartilhar?— nego com a cabeça.

— São coisas bobas — não sei se ela acreditou, mas eu continuei— estou pensando na cidade nova, fiquei sabendo a história de algumas pessoas, como o casal da cafeteria — ela sorriu e continuo comendo. Acertei.

Contei a elas o que Justin havia me contado e, como eu, elas também se apaixonaram pela história.

— Justin é muito bonito, você devia namorar com ele — eu e minha mãe começamos a rir. 

— Não é assim que funciona baixinha— fiz careta para ela.

— Mas ele realmente é muito bonito— minha mãe falou por fim, e eu não podia discordar disso.

— Ele também é um ótimo A M I G O — fiz questão de falar pausadamente para frisar bem.

Nós rimos e seguimos com o jantar. Quando terminamos cada um fez sua parte, todas tiramos a mesa, minha mãe lava, eu seco e Nina guarda. 

— Eu vou subir — me espreguiço fingindo estar com sono — o dia foi longo, preciso dormir.

Vou até minha mãe e a abraço forte.

— Eu amo você, muito obrigada por tudo — ela me aperta de volta — você é a melhor mãe do mundo todo — em seguida beijo seu rosto e ela o meu.

— Boa noite meu amor, eu também amo você— ela acaricia meu rosto e sorri.

Nina vem correndo até nós e pula no meu colo.

— Eu também amo vocês — nós rimos. 

Ficamos ali por alguns minutos naquele abraço triplo e eu me dou conta que o melhor lugar para se estar nem sempre é um lugar, mas na maioria das vezes é alguém.

Eu apenas sentia meu coração apertado e mais nada, eu procurava não pensar, eu tinha medo do que os meus pensamentos poderiam me trazer. 

Por muitas noites eu só conseguia dormir com algo ligado, uma série, um desenho, qualquer coisa, qualquer barulho que me impedisse de ficar sozinha com os meus pensamentos.

Beijei Nina e a abracei com força e logo a coloquei no chão, beijei a testa da minha mãe e subi para o meu quarto. Ao entrar nele eu apenas olhei em volta, guardando cada detalhe dele. Fui andando ao seu redor passando as mãos na parede, tudo ali havia sido escolhido pela minha mãe, ela sabia do que eu gostava. 

Fui para a cama, programei o despertador para as 2h30 da manhã, esse horário todos estariam dormindo, não só na minha casa, mas na cidade. E eu poderia descansar um pouco, afinal eu não sabia quando eu teria outra oportunidade como essa. 

Liguei o rádio que fica no meu criado mudo, mais uma vez, na intenção de não ficar sozinha com os meus pensamentos. Pensei na minha família e fechei os olhos, no fundo eu implorava para alguém protegê-los. Finalmente senti meus pensamentos confusos e cai no sono.

Sento na cama rapidamente e olho para o lado, respiro fundo ao notar que é apenas o despertador. O desligo rapidamente. Coloco as mãos no meu rosto e eu sinto como se os pensamentos estivessem correndo na minha direção. Eu precisava levantar antes que eles me alcançassem. Eu temia desabar. Levantai rapidamente e fui em direção ao banheiro para lavar meu rosto. Encarei meu reflexo no espelho, eu temia algum dia não reconhecer mais quem estava ali. Deslizei as mãos pelo meu rosto e sussurrei:

— Ainda é você. Ainda é você — respirei fundo e voltei para o quarto.

Fui para o guarda roupa, tirei o pijama e o guardei. Vesti uma calça de moletom, uma camiseta e por cima uma blusa, também de moletom. Coloquei um boné e calcei os tênis que eu já tinha em mente. 

Me dirigi para a escrivaninha e abri a primeira gaveta, peguei três folhas e uma caneta. Ali eu escrevi três cartas, uma para papai, outra para mamãe e uma para Nina. Me surpreendi ao não deixar nem uma lágrima escorrer em nenhuma delas.

Olhei para o relógio e ele já marcava 3h00. Eu teria que ir logo, eu sabia que minha mãe tentaria me procurar e eu deveria estar o mais longe possível.

Deixei as cartas ali, levantei, peguei minha mochila, o endereço e a chave. Sai do quarto sem olhar para trás, parecia a maneira mais fácil de fazer isso.

Desci as escadas sem fazer barulho e parei por alguns segundos no ultimo degrau, para garantir que não havia ninguém acordado na casa. Em seguida fui em direção a porta e sai, a tranquei e me virei para a rua. Olhei em volta imaginando minha mãe saindo por ali atrás de mim, meu coração ficou mais apertado, mas eu resolvi ignorar isso.

Peguei o papel no meu bolso para ler o endereço, ali havia até um pequeno mapa que levava até a casa. Seria uma caminhada de mais ou menos meia-hora, mas eu poderia correr até lá e diminuir esse tempo. 

Olhei para a entrada do bosque. Será que por ali seria mais perto?

Neguei com a cabeça. Não posso me arriscar.

Em seguida comecei a correr, passos leves para não fazer barulho. A casa ficava bem depois da academia, então eu teria que passar pela cidade toda, que não era muito grande.

Enquanto passava por ali eu olhava para os comércios, bati no olho na cafeteria e desejei ter uma vida como a daquele casal. Encontrar alguém, construir uma vida e uma família, mas isso parecia tão distante de mim. 

Cheguei até a academia, parei na frente por alguns minutos, foi tudo tão rápido, mas eu sentiria falta. Espero que o Justin encontre seu caminho, que Jeremy seja feliz e que a Summer fique bem e consiga realizar os seus sonhos. 

Enquanto eu respirava por alguns segundos eu ouvi um barulho que veio de dentro da academia, achei estranho e minha mente entrou em um pequeno dilema: eu deveria ver o que está acontecendo? afinal poderia ser alguém fazendo alguma maldade; ou eu ignoraria e seguiria meu caminho. 

Mas antes que eu resolvesse alguém apareceu na porta, era Justin. Ele me olhou um pouco confuso.

— O que está fazendo por aqui essa hora?— merda.

— Eu poderia perguntar o mesmo para você, não?— ele sorriu.

— Sim, mas eu perguntei primeiro— ele se aproximou.

— Eu estou...— eu não queria mentir, mas era necessário. Olhei para o lado e voltei a olhar para ele— estou correndo. Já que seu pai não permitiu que eu treinasse por um tempo eu tive que dar o meu jeito— isso explicaria minha roupa e a mochila. Ele cruzou os braços enquanto me analisava.

— Você está mentindo— ergui uma das sobrancelhas.

— O que faz você pensar isso?— talvez minha voz estava transmitindo algo que eu não queria. Um pedido de socorro?

— Seu olhar— desviei meus olhos dos seus e mordi meu lábio inferior. Eu costumava fazer isso quando ficava nervosa— O que você realmente está fazendo?

— Acho que está na hora de você responder, não eu— ele assentiu.

— Eu costumo organizar as coisas por aqui de madrugada, me ajuda quando eu não consigo dormir. As vezes eu treino esse horário, é isso— eu percebi que eu estava perdendo um tempo que eu não podia. 

— Entendo— sorri de lado— mas agora eu tenho que ir— dei um passo em direção ao meu caminho e ele colocou a mão em meu braço.

— Hope— olhei em seus olhos— o que você está fazendo?

— Correndo, eu já falei.

— E eu já falei que é mentira— seu tom era doce, como se estivesse oferecendo a ajuda que talvez eu estivesse pedindo.

— E só porque você falou isso, automaticamente, torna mentira?— ele riu pelo nariz.

— Não tenta mudar de assunto.

— Não estou— eu senti quando sua mão deslizou pelo meu braço até a minha. Senti meu coração acelerar.

— Você não precisa mentir pra mim— ele me olhava nos olhos enquanto apertava minha mão, sem força. 

Engoli seco e olhei para nossas mãos.

— E eu não quero— acariciei sua mão— mas é a unica forma— soltei sua mão e sorri de lado. Evitei olhar para os seus olhos, eu sabia que eles me convenceriam a falar algo— eu preciso ir. Não posso perder tempo.

— Hope— neguei com a cabeça antes que ele continuasse.

— Justin, não— olhei para ele— obrigada, mas eu preciso ir. E eu preciso que você esqueça que me viu.

Ficamos nos olhando por alguns segundos até que eu sussurrei:

— Tchau— sorri e beijei seu rosto.

Ele segurou minha mão mais um vez.

— Hope, por favor— tentei soltar sua mão.

— Eu preciso...

— Não precisa— ele me abraçou com força e eu fiquei sem reação. Eu mal o conhecia, o que estava acontecendo?

— Justin?— ele não me soltava. Resolvi o abraçar e o soltar lentamente, quem sabe assim ele faria o mesmo. E foi o que ele fez, mas ele ficou olhando para baixo— Justin?

Quando ele levantou o rosto seus olhos estavam cheios d'água. Eu estava confusa. 

— Justin?— Foi sua vez de engolir seco.

— Hope— ele segurou minhas duas mãos e me olhou nos olhos— você não precisa ir embora. Eu sei toda verdade. Eu posso te proteger.

 


Notas Finais


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