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História Febre Tropical - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem a demora! Eu tive um tempo difícil e acabei travando para dar sequência em algumas fics...
Mas agora está tudo bem de novo e bora escrever!
Se cuidem pessoal e tentem se distrair, seguindo as recomendações de segurança e saúde! Não entrem em pânico, nós vamos conseguir sair dessa pandemia que estamos vivendo...
Enfim, a fotinha no capítulo é a que eles vão ver na postagem ><
Boa leitura!

Capítulo 9 - Tropical (In)destrutível


Fanfic / Fanfiction Febre Tropical - Capítulo 9 - Tropical (In)destrutível

Final de abril, casa do grupinho.

 

Era o último final de semana de abril. A casa dos garotos era habitada por apenas metade dos moradores. Estes que se ocupavam com suas próprias coisinhas, um em cada canto.

Minho estava sentado na poltrona que tinha no quarto que dividia com Jisung. Aproveitava o aparente silêncio para pensar em projetos futuros. Tinha o notebook no colo e algumas abas abertas, de pesquisa, de vídeos e um documento de anotações. Planejava o projeto que queria fazer em sua pós-graduação.

Hyunjin estava na sala do segundo piso. Tinha afastado as almofadas e puffs que sempre ficavam sobre o grande tapete. Com os fones de ouvido sem fio, escutava sua playlist de músicas favoritas. Fazia pouco mais de uma hora que dançava sem coreografia mesmo. Movia-se de forma relaxada e se alongava vez ou outra, o suor deixando a camiseta branca colada ao corpo definido.

Changbin estava na sala do térreo. A televisão ligada apenas para preencher o local com algum som aleatório. Estava literalmente largado no sofá de três lugares, as pernas abertas davam apoio ou só faltava cair para fora do móvel. Mexia casualmente no celular, vendo postagens nas redes sociais e às vezes olhava para a TV.

— Ah, mas tinha que ser você né, Hyunjin?

Changbin encarava fixamente a foto postada a três dias atrás no instagram do Hwang. Por isso não notou o outro descendo as escadas.

— Não me diga que continua com ciúmes Changbin? — Hyunjin se aproximou do sofá quando ouviu a fala do mais velho.

— Que? Claro que não, isso já foi resolvido… — respondeu e revirou os olhos, já sabendo que vinha alguma gracinha por aí.

— É que você estava olhando tão concentrado para a foto… Ah, não me diga que agora você descobriu que sua raiva de mim era tesão reprimido? Poxa, a gente tem namorado já, Changbin! — disse se apoiando no encosto do sofá, logo atrás do outro, se inclinando um pouco para ver melhor a foto também.

— Mas que merda, Hyunjin? Como você pode ser tão criativo? — retrucou indignado.

Desde que Felix e Changbin tinham se acertado as coisas tinham mudado. O Seo acabou se tornando mais amistoso com o maior e, agora, tinham uma amizade que se desenvolvia com muita pirraça e brincadeira para atazanar um ao outro. De algum jeito era tudo amigável e pacífico, não teve nenhum Changbin tentando matar o dançarino. E Hyunjin não perdia a chance de zoar um pouco o outro também.

— Você parecia concentrado na minha boca, mas a versão real está aqui, se quiser pode olhar e tals… Tocar não! Só o Innie pode, você sabe! — provocou ainda mais. Era divertido demais ver o mais velho perder a paciência por nada.

— Cala a boca — respondeu ríspido, vendo o outro sentar no sofá também. — O que foi agora? Não me diga que está querendo dar a bundinha? — perguntou cínico.

— Não vai dar certo Changbin, você não vai me foder sabe? E outra, eu não tenho problema em dar, quando o Jeongin quiser ele terá. Aí aí… Vou falar pro Lix que você está querendo dar também. — Tentou dizer de forma séria, o que deu errado, pois logo caiu na gargalhada.

— VAI SE FODER HYUNJIN! — Changbin pegou a almofada mais próxima e tacou no mais alto.

— VOU! MAS NÃO COM VOCÊ! — Mal conseguia controlar a voz, saindo alto junto com as gargalhadas, conseguiu pegar a almofada que ia em direção ao seu rosto.

Com isso, dois jovens adultos, de 22 e 23 anos, iniciaram uma pequena guerra de almofadas na sala. A algazarra era tanta que logo o motivo que levou àquilo já tinha sido esquecido, apenas continuavam se divertindo com o momento. Changbin ria e Hyunjin estava satisfeito com isso, afinal, ele não estava bravo de verdade consigo.

— SE VOCÊS QUEREM TANTO FODER E NÃO PODEM ESPERAR OS NAMORADOS, EU FAÇO ISSO! AQUIETEM ESSE CU, INFERNO! E PAREM DE GRITAR!

Minho gritou… Não deu nem dez segundos e os dois já tinham pegado todas almofadas espalhadas e sentando novamente. Como se nada tivesse acontecido.  Eles respiraram aliviados depois de dois minutos passados em silêncio e nem sinal do Lee descer.

— Acho que o Minho estava no meio de algo importante… Ele dá medo quando fica realmente bravo. — Changbin quebrou o silêncio, a voz saindo meio sussurrada.

— Sim, mas deve ter sido pelo barulho, foi coisa pequena. Ele realmente bravo nem grita, mas a ameaça na voz contida dele é pior. — Hyunjin respondeu da mesma forma.

Os minutos se passaram arrastados. Um em cada ponta do sofá encarando a TV como duas crianças que fizeram arte e não sabiam como agir depois da bronca. Dez minutos assim.

— O que estão fazendo?

— AH! — gritou a dupla sentada.

Minho tinha descido, sua concentração já tinha ido para o beleléu e também. Fazia mais de três horas que estava enfurnado no quarto com o projeto. Chega por hoje. Logo foi se sentar entre os outros dois, o celular em suas mãos apitou assim que tinha se acomodado. Ignorando por completo o estado levemente em choque dos outros presentes.

— Olha é uma notificação do Ji! — disse, sorrindo ao ver o user do instagram de Jisung brilhar na telinha.

Changbin e Hyunjin suspiraram aliviados, salvos pelo Han. Afinal, Jisung sempre amansava Lee Minho. Curiosos, se aproximaram para ver a foto postada naquele momento. E assim os três corações estavam calmos, cheios de amor e felicidade novamente.

Felix tirou a selca postada na conta do Han. Jeongin e Jisung também apareciam na foto, ao fundo a pequena toalha de piquenique. O trio tinha dito que iriam para o parque fazer piquenique e confabular, sozinhos. Os namorados ficariam em casa, porque eles tinham assuntos que só eles podiam discutir.

Nenhum argumento contrário venceu quando Jeongin soltou a frase: “Nós temos assuntos para compartilhar com nossos amigos passivos. Então não, os ativos ficam em casa e a gente vai fofocar em paz, okay? Okay!”

Minho e Changbin ficaram chocados demais para dizer algo. Porém logo ouviram um “okay” vindo de Hyunjin, este que ganhou um beijinho do mais novo. Ele foi preparar as coisas para sair e o assunto morreu com a aceitação do trio “ativão”. Felix e Jisung riam por dentro apenas, o mais novo era o mais afrontoso de todos, com certeza.

Sem motivos para duvidar da fidelidade naqueles três relacionamentos, os garotos saíram tranquilos. Assim como os que ficaram em casa também estavam.

No minuto seguinte todos os três receberam mensagens privadas de cada respectivo. Os sorrisos bobos que tinham no rosto deles já demonstrava que: tudo estava bem. 

 

¤¤¤¤¤

 

Segunda-feira, bloco de música, Universidade Nacional de artes da Coreia.

 

Naquela última segunda de abril o vocal-rapper, Han Jisung, estava de cabelo em pé. Tinha feito prova de meio de semestre e já sabia que teria um seminário complicado para montar. Teria uma mini apresentação em grupo e depois uma individual para fechar as notas. Não poderia deixar acumular tudo, porque ainda tinha o festival para se preocupar.

Changbin tinha saído igual um raio, só avisou que tinha uma reunião com o orientador dele e se foi. O quase ruivo suspirou, não tinha muito a quem recorrer hoje parece. Todos os amigos estavam muito ocupados para socializar, não podia culpá-los, pois estava na mesma.

Nem Minho poderia encontrar. Ele estava correndo atrás de já garantir a uma bolsa de pós-graduação. Sabia que aquilo significava muito para o mais velho, o Lee tinha sonhos altos relacionados à carreira afinal. Enquanto isso ainda nem sabia exatamente que caminho queria seguir quando se formasse. Por isso admirava tanto o namorado, ele tinha muitos encantos além da fisionomia.

Guardava o material com calma, distraído em seus pensamentos que tentavam escolher entre almoçar em casa ou no refeitório. Nem notou a sala esvaziando, mas decidiu almoçar ali no prédio. Depois iria para uma das salas individuais de prática para se concentrar e preparar algo para os seus seminários.

— Abandonaram o ratinho de estimação hoje pelo visto.

Jisung sentiu o corpo travar por um momento, mas logo respirou fundo e socou o estojo dentro da mochila. “Não é comigo, claro”, pensou e optou por tentar ignorar a voz feminina.

— É que esse peso não está escorado no bombadinho metido a bad boy hoje, foi o que você quis dizer né, Jaehwa.

— Yah, Manshik, não fala assim do Changbin-oppa! Ele não tem culpa por ter um péssimo gosto para amigo. — respondeu a garota revirando os olhos, dando um tapinha no ombro do garoto ao seu lado.

— Não sei o que você vê naquele tampinha — comentou ácido. — Na verdade, deve ser só os músculos mesmo, pelo menos ele parece ter um pouco de talento, diferente de alguns aqui. — respondeu com escárnio, balançando a cabeça na direção de Jisung.

Han não sabia se corria ou se saia sem dizer nada, andando normal, como se aquilo não lhe afetasse. “Isso não é nada, não importa o que os outros dizem sobre mim, eles não sabem nada sobre a minha pessoa de verdade”, era o que repetia em sua mente. Mas um amargo estranho veio em seu estômago. Hoje estavam atacando até mesmo Changbin.

“Por minha culpa o Changbin começará a ter que lidar com isso também?”, se questionou, uma dor estranha se instaurou dentro de si.

Resolveu ignorar Jaehwa e Manshik, precisava embora daquela sala, sua respiração estava começando a ficar meio irregular. Queria sair dali logo.

— Onde pensa que vai indo, ratinho? Nem se despede direito dos mais velhos agora? — Jaehwa estava parada na porta da sala, impedindo Jisung de sair livremente. Ela achando que por ser um ano mais velha podia agir como queria graças a cultura coreana enraizada na hierarquia respeitosa.

Aquilo era um tanto fora de contexto por serem da mesma sala, mas o Han não estava raciocinando corretamente no momento. Com apenas os três ali, Jisung começou a suar frio. Seus dedos formigavam nas pontas, precisava respirar fundo ou iria desmaiar. Ou pior: ter um ataque de ansiedade ali mesmo.

— Além de bichinha ainda é mal educado também. Seus pais devem ter largado a mão de de te ensinar por decepção né, que pena mocinha. — Manshik agiu como sempre consigo, de forma agressiva, opressora, preconceituosa… 

Jisung mordeu o interior das bochechas, segurando o choro a todo custo. Não queria falar nada. Queria gritar. Queria correr. Queria ir para bem longe. Sumir. Mas estava tão sem forças, depois de dois anos passando vez ou outra por isso… Não conseguia se acostumar, nunca se acostumaria a sofrer sem nem saber o que tinha feito de tão errado para passar por aquilo.

Não queria chorar, mas qual escolha tinha agora para sair daquela cela em que se encontrava? Passar pela porta a força? Pular a janela do quarto andar? Sentia seu coração bater desenfreado em seu peito. “Respira e inspira, Jisung, é só pedir licença e sair e pronto”, pensou, “Eu não vou conseguir!”. Conseguia ou não conseguia? 

“EU PRECISO FUGIR!”

— Parem de agir como idiotas e deixem o Jisung em paz! Vocês não tem vergonha não de perturbar o garoto por ele ser diferente? Saiam do caminho logo e deixem ele ir embora, francamente Jaehwa e Manshik! — Uma garota, aparentemente mais velha chegou e empurrou de leve Jaehwa da frente da porta.

Haeun era uma veterana que tinha aula na sala ao lado naquele período. Com a chance de escapar em vista, Jisung murmurou um obrigado simplório para a mais velha e saiu em passos mecânicos da sala. Não olhou para trás, seguiu o mais rápido que pode, sem correr, até o andar superior. 

Lá tinha banheiro individual, era perto da sala de reunião da coordenação onde ficava um professor ou outro. Entrou e trancou a porta. Largou suas coisas no chão, mal notando se estava limpo ou sujo. Apenas abriu a torneira e jogou água no rosto várias vezes.

Seus olhos ardiam, quando levantou a cabeça, as mãos apoiadas na borda da pia fria. Viu seu reflexo, várias gotas de líquido translúcido espalhadas pelo seu rosto quente. Gotas doces misturas as salgadas. Os olhos avermelhados já começavam a inchar um pouco. A ponta do nariz rosada, assim como as bochechas avermelhadas.

Se aquilo fosse uma maquiagem ele estaria perfeito e irresistível. Mas não tinha nenhum produto na face. Apenas a máscara da tragédia. A expressão distorcida não era refletida, apenas um rosto sem vida. Vazio por fora. A tragédia estava dentro de si e o que vestia era uma máscara de indiferença falsa. 

Uma maquiagem para camuflar a dor que sentia. Para que ninguém visse a suas imperfeições naturais vestidas pela tragédia em que se encontravam mergulhadas.

Eu sei que tudo vai ficar bem, e as minhas lágrimas vão secar. — disse ao Jisung no espelho. — Eu sei que tudo vai ficar bem, e essas feridas vão se curar.

Sentou no tampo da privada e fechou os olhos. Juntou suas mãos, os dedos se entrelaçando.

 

O que me impede de sorrir

É tudo que eu já perdi

Eu fechei os olhos e pedi

Para, quando abrir, a dor não estar aqui

 

Mas sei que não é fácil assim

Mas vou aprender no fim

Minhas mãos se unem para que

Tirem do meu peito o que é de ruim

E vou dizendo

 

Tudo vai ficar bem

E as minhas lágrimas vão secar

Tudo vai ficar bem

E essas feridas vão se curar

 

Jisung foi entoando como um mantra que tudo ia ficar bem, as lágrimas eram passageiras, essa dor iria embora. Ele sabia que tudo ia se esvair quando olhasse nos olhos de Minho. O seu eu  refletido nas orbes escuras era milhões de vezes mais forte e belo do que o que o espelho parcamente refletia. Aquele objeto simples não conhecia sua essência como o espelho da alma daquele que ama.

 

Eu sei que tudo vai ficar bem

Tudo vai ficar bem

 

A cabeça estava meio pesada, os olhos agora de fato inchados. Seu reflexo deplorável lhe encarava com pena, assim como Haeun*. Pelo menos era melhor ser encarado com pena do que pelo nojo, como era no caso de Jaehwa*, ou pelo ódio de Manshik*. Pelo menos a pena era mais fácil de aguentar, não que ela fosse boa, mas era menos pior do que o preconceito puro e líquido.

 

Tudo vai ficar bem

E as minhas lágrimas vão secar

Tudo vai ficar bem

E essas feridas vão se curar

 

Até queria culpar todos que já vieram com esse ódio gratuito, mas sabia bem o quanto haviam coisas podres enraizadas naquela sociedade arrogante. Queria rebater o nojo, mas não tinha o que responder, ou seria o mesmo que aceitar aquelas ofensas para si. 

Não havia porque responder da mesma forma aquilo que nem tinha motivo para ser direcionado a si. Não merecia nada daquilo. Não merecia esse desprezo e não queria aceitá-lo. Por isso não costumava lutar ou responder, não sabia ao certo o que dizer sem descer ao nível daquelas pessoas que reproduziam padrões impostos.

Ignorava no momento, para sofrer calado por simplesmente ser quem era. Afinal, a quem recorreria em momentos assim? Quando já tinha passado por coisas do tipo por tanto tempo e tantas vezes. Se buscasse ajuda seria melhor ou pior? Não sabia, não tinha uma resposta só, depende. Não queria mais problemas ainda se fizesse algo para tentar parar.

 

Se recebo dor, te devolvo amor

Se recebo dor, te devolvo amor

E quanto mais dor recebo

Mais percebo que sou

Indestrutível

 

Tinha que aguentar o quanto pudesse.  Era cair hoje, e levantar amanhã novamente. Preferia não envolver mais ninguém nessa merda. Queria proteger as poucas pessoas que estavam verdadeiramente ao seu lado. E achava que assim era melhor, seu consciente e coração pareciam achar que essa era a resposta para lidar com toda essa merda.

Perdeu a fome e decidiu ir direto para a salinha individual de treino. Iria se trancar lá pelo resto desse dia e tudo ficaria bem depois de se distrair estudando um pouco. Como sempre fazia e continuaria assim. Contanto que tivesse seu oásis em casa, em Minho, ele ficaria bem. Passou mais uma água no rosto, se arrumou o melhor que pode. Respirou fundo antes de sair do banheiro rumo a sala individual de música.

Desmoronando e se reerguendo em todas as vezes, até que não conseguisse mais suportar.

 

¤¤¤¤¤

 

O dia passou atribulado para todos integrantes da casa de três casais. Mas pelo menos conseguiram desfrutar de um jantar em conjunto naquele lar acolhedor e familiar.

— Desculpa pessoal, eu vou indo dormir já. Hoje foi cansativo — falou, tentando esboçar um sorriso simples. — Acho que pirei um pouco com os tempos de seminários, mas nada como um bom sono! Boa noite meus amores.

Jisung se virou para Minho ao seu lado.

— Desculpe por não esperar você para dormir, Bae*, eu te amo, até amanhã — sussurrou para o mais velho, selando os lábios suavemente e deixou um carinho em seu rosto.

— Tudo bem, Ji. Se está tão cansado é melhor dormir mais cedo e se recuperar direitinho, logo vou ir também. Durma bem, príncipe. — Apesar da preocupação no olhar, fez um carinho nos fios alheios e se contentou em aceitar aquilo, deixando o outro ter seu descanso. 

Minho sentia um incômodo estranho ao ver a figura de Jisung parecer menor subindo as escadas? Porque sentia como se ele estivesse reprimido e fechado. Parecia esconder algo, mas não sabia se era paranoia sua. Ou seu lado super protetor querendo achar algo que não existia, apenas para poder mimar ainda mais o garoto visivelmente cansado.

Ninguém disse nada além de desejar uma boa noite e sono ao garoto.

Como todos estavam espalhados pelos sofás e chão da sala. Com a TV ligada a toa, não foi difícil para Changbin e Hyunjin engajarem uma conversa mais interessante a ponto de capturar a atenção de Minho. Logo os três pareciam entretidos no que discutiam. O que deu brecha para Jeongin chamar discretamente Felix para a cozinha, sendo prontamente seguido.

Aparentemente não foram notados, o que era bom na visão de Jeongin. Ele não queria causar alarde, ainda.

— Felix, tem algo errado com o Jisung. Eu acho que ele não está bem com alguma coisa. — disse como se contasse um segredo, seu corpo próximo ao outro.

— É, eu achei estranho ele tão quieto durante a janta hoje mesmo. Ainda mais que normalmente ele é o que mais fala de todos nós. — ponderou, com a mão no queixo de forma pensativa.

— Exatamente! Eu acho que algo aconteceu com ele hoje. Ele não estava mal assim quando a gente fez o piquenique ontem. — Jeongin prosseguiu, tentando levar Felix onde queria chegar.

— Pois é… 

— Sabe, eu acho que ele não vai nos contar mesmo que a gente pergunte. Ele é o tipo de hyung complicado e meio fechado para algumas coisas. — acrescentou o mais novo com preocupação.

— Bem que podíamos fazer algo para ajudar ele, né? Sei lá, só para tentar animar e fazê-lo esquecer o que quer que esteja fazendo mal. — sugeriu o Lee, ajudar nem sempre dependia do desabafo, podiam animá-lo.

— Felix, você leu meus pensamentos! A gente vai pensando em alguma coisa. Vamos combinar por mensagem que é menos risco de alguém descobrir por aqui.

— Parece uma operação secreta. — Felix não pode deixar de achar graça.

— Pode considerar como uma: Operação secreta resgate ao sorrisinho do esquilo! Tem que ser divertido e não precisa ser nada tão complexo ou ele vai pirar. Ainda corremos o risco dos três ali descobrirem e meterem o nariz no meio — disse apontando para a sala —, daí viraria um caos.

— Fechado! — concordou já empolgado com a ideia de ajudar Jisung.

— Vamos voltar lá antes que deem falta da gente.

Jeongin estava preocupado com o amigo, esperava que seu plano desse certo, não gostava de vê-lo abatido assim.

Tudo ia ficar bem.

 


Notas Finais


Significados:
*Jaehwa = Rica flor
*Manshik = Profundamente enraizado
*Haeun = Grande gentileza, misericórdia
*Bae = Abreviação de before anyone else, que significa: pessoa antes de qualquer outra.
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Música: Pabblo Vittar - Indestrutível ( https://www.youtube.com/watch?v=O8B72HzTuww ). Ouçam a música por favor ><.
Já coloquei ela na playlist da fic também: https://open.spotify.com/playlist/5eohJWmY17UQuLSZqWkIm1?si=t1_M5bUhSl2J0kZyNDv-kw
Vocês choraram lendo? Porque eu chorei escrevendo, corrigindo e vendo o MV...
Obrigada a quem tem acompanhado até aqui gente, amo vocês! Temos que ser indestrutíveis...
Beijinhos e até o próximo capítulo!


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