1. Spirit Fanfics >
  2. Feed Me Please >
  3. Dahyun

História Feed Me Please - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Primeiramente peço desculpas pela demora, eu estava ajeitando uma coisas no plot com a beta, mas agora esta tudo bem certinho gente <3 Eu espero que gostem do cap, desculpem pela demora <3 Amo vocês demais demais <33 Boa leitura gente <33

Capítulo 3 - Dahyun


Três meses mais tarde...

 

Cidade de Seul - Bairro residencial da área de classe media:

 

POV - Momo:

 

  Um novo finalmente de semana havia chego e com isso eu podia ver o meu filhote novamente, não que Nayeon tenha alguma objeção caso eu queira vê-lo durante a semana ou em feriados, mas não é igual quando passamos o final de semana juntos. Meu filho é um ótimo garoto e ele trás mais felicidade para os meus dias, eu gosto de passar o tempo Mina também, mas não é a mesma coisa, claro são tipos de relacionamento diferentes. Sehun é meu filho e Mina é praticamente a minha namorada, se bem que ela prefere chamar de caso que alivia o estresse, pois ela sempre esta estressada, só que continua amando a carreira, então é isso ela que continue nessa vida.

 

—Mãe, a gente podia dar uma volta né... Aqui está o maior tédio, não quero mais jogar videogame e nem ver TV, os jogos do celular também já encheram.

 

  Encarei o garoto primeiramente, depois meu celular e observei as horas. Ainda é bem cedo e sinceramente, eu também não aguento mais ficar dentro de casa, nem mesmo a piscina parece divertida e hoje não tenho a intenção de ver Mina, pois ela esta fora da cidade fazendo algo como uma sessão de fotos para sei lá o que.

 

—Certo rapazinho, desliga tudo ai que eu vou pegar as chaves do carro lá no quarto. A gente vai matar um tempo na praça, tomar um sorvete e quem sabe comer mais alguma outra bobagem.

 

—Isso! — Sehun levantou do sofá animado e começou a desligar o videogame.

 

  Segui até o quarto onde me troquei, pois ainda estava de pijama, a intenção não era sair de casa, mas também não tem o que fazer aqui dentro. Ver as flores, respirar ar puro e admirar as belas paisagens, se bem que faz tempo que Sehun e eu não andamos de bicicleta, talvez seja uma boa idéia para aproveitar o tempo, fora que fazer exercício é sempre bom para a saúde, ainda mais no caso dele que se entope de bobagens quando esta com a Nayeon.

 

  Voltei para sala mais animada do que antes, pois se tem uma coisa que eu realmente gosto é de passar tempo com meu filho, ainda mais quando é fazendo algo que realmente faz bem para ambos, ele ainda é novo, mas eu não tenho mais quinze anos, estou caminhando para os quarenta e isso é um saco, logo terei cabelos brancos e serei uma velha que ama cuidar de suas plantinhas.

 

—Mudança de planos, vai por seu tênis e coloque um boné na cabeça por causa do sol, a gente vai dar uma volta de bicicleta.

 

—Sério mãe? — Perguntou aparentemente entusiasmado, Sehun gosta de tudo que é feito ao ar livre ou quase tudo, ele não é muito chegado em ir até a escola por exemplo, mas acho que isso é claro de todas as crianças.

 

—Sim! Vai lá, enquanto isso eu vou arrumar tudo no carro.

 

  Sehun foi até o quarto se ajeitar, enquanto eu segui até a garagem, achei que nunca mais ia usar o suporte para bicicleta, pois antigamente quem andava muito comigo era Nayeon, claro que ela fazia isso reclamando, mas ainda sim fazia e era muito divertido, principalmente nos finais de semana, a gente levava o Sehun na cadeirinha e passava o dia todo quase fora. Suspirei e ajeitei ambas as bicicletas no suporte, em seguida peguei algumas coisas de segurança, não que eu ache que vá ter um acidente, só que nunca se sabe, crianças as vezes caem e eu também entro nessa, já que me torno uma criança com Sehun as vezes.

 

—Estou pronto mãe, podemos ir. — Ouvi a voz do garoto atrás de mim e sorri ao me virar e encara-lo, estava tão fofo como de costume.

 

—Então vamos nos aventurar filhote, porque hoje a mamãe esta disposta a passar o dia fora e fazer tudo que a tempos não fazemos.

 

—Tipo comer hambúrguer e ir ao fliperama do shopping?

 

—Isso ai, hoje é um dia de diversão sem moderação. E que Nayeon não me escute, mas a mãe legal do role sou eu. — Falei fazendo uma pose engraçada, Sehun achara engraçado e logo cairá na risada, eu apenas desfiz a pose e abri a porta do carro. —Vamos lá, rumo a nossa super aventura.

 

  Sehun normalmente é um garoto animado, mas dessa vez ele entrou tão contente no carro que eu achei que ele fosse surtar, criança feliz e animada é sinal de que esta com saúde, então para mim está ótimo desse jeito. Entrei, coloquei o cinto e dei partida, Sehun se ajeitou no banco de trás e abriu a janela, não demorou para que saíssemos dali rumo ao nosso divertimento. Talvez Mina gostasse de um passeio assim, se bem que ela não pode quase ficar na rua, as pessoas começam a parar ela e pedir autógrafos, fotos, fazer perguntas e provavelmente falariam que somos namoradas, coisa que para ela ainda não somos.

 

  A praça não ficava muito longe de nossa casa, é um lugar bem amplo e que da para fazer até mais do que apenas andar de bicicleta, como correr, praticar outros tipos de exercício, jogar bola, namorar também, mas desde que seja com respeito. Eu gostaria de fazer esse tipo de coisa com Mina, só que é a mesma historia de sempre. Sinceramente acho que essa vida de ser famoso é uma pé no saco, as pessoas não podem fazer nada, tudo tem que ter um limite, tem horários, limitações fora do comum com relação a comida, está ai uma das milhares de coisas que eu jamais iria querer para mim e para quem amo. Não que eu não goste de Mina, o problema é que a mesma não tem intenção de deixar essa vida, então quem sou eu para obrigá-la a tal coisa.

 

—Mãe, a gente pode comer algodão doce? — Sehun perguntou me tirando de meus pensamentos e sorri.

 

—Com toda certeza, hoje está tudo liberado, mas sem exageros em Sehun e vai escovar bem os dentes quando chegarmos em casa, fechado?

 

—Fechado mãe!

--------------------------------

  Chegamos na praça já faz mais ou menos cerca de quase duas horas, andamos um pouco de bike, discutimos um pouco sobre o quanto é importante tomar bastante água e enfim sentamos para comer alguma coisa. Eu me ajeitei no banquinho próximo do lago e fiquei observando os patos, alguns pombos e me senti em paz, enquanto isso Sehun estava fazendo amizade com as outras crianças que por ali estavam. Meu menino é tão sociável quanto Nayeon, ele provavelmente puxou isso dela e a parte comunicativa de mim, eu sou boa em conversar com as pessoas.

 

—Sehun não vai aprontar, certo? — Falei assim que ele passou correndo perto de mim.

 

—CERTO MÃEZINHA. — Gritou de volta para mim por já estar meio longe.

 

  Continuei observando os bichinhos e comendo, decidi que não iria mexer no celular enquanto estivesse fora de casa com Sehun, a não ser que fosse alguma emergência, algo realmente muito sério. Comi mais algumas pipocas e olhei as horas no relógio de pulso, ainda onze e pouco da manhã, quase hora do almoço, daqui a pouco Sehun vai me atormentar lembrando que deixei comer hambúrguer hoje.

 

  Suspirei longamente enquanto relaxava no banco e ouvi alguém começar a tossir não muito longe dali, olhei em volta procurando quem era e vi a mesma jovem que dei comida a alguns meses atrás se apoiando em uma árvore, ela parecia estar mal. Tossia bastante e dava alguns espirros, provavelmente tomara chuva nos últimos dias, onde a mesma dorme não deve ter uma cobertura ou coisa parecida, a polícia não tem deixado ninguém mais dormir debaixo das pontes, então a maioria fica em vielas e lugares como esses, se bem que eu acho que andam removendo eles desses lugares também.

 

  Fiquei observando por mais alguns segundos, um cachorro se aproximou dela, o mesmo parecia ser seu amigo e provavelmente era mesmo, pois ela sorriu ao vê-lo ali perto, acabei sorrindo também, cães são ótimos amigos, eles não ligam para nada, estão sempre ali pertinho de seus donos. Minha linha pensamentos e divagações fora cortada, meu sorriso sumiu e meus olhos acompanharam lentamente o corpo daquela mulher indo ao chão com tudo, o cachorro começou a latir e parecia que ninguém ali perto estava se importando.

 

  Joguei a pipoca em cima do banco e corri até ela, não sei nem como não cai, pois a minha pressa fora gigantesca, assim que me aproximei agachei perto dela e tirei o cachorro dali, o coitadinho estavam empurrando a mesma com focinho e mexendo com a pata. A jovem esta bem pálida e sua febre parecia alta, pois seu rosto estava absurdamente quente, ela não usava roupa algum de frio para justificar o aumento de temperatura corporal fora do normal.

 

—Provavelmente desmaiou por causa da febre e deve estar sem comer... — Suspirei pesadamente e corri pelos olhos pelo local, algumas pessoas me olhavam e outras não estavam nem ai com a situação. Vi meu filho vindo correndo em minha direção, era ele mesmo que eu queria achar. —Sehun, nossos planos vão mudar um pouco, tenho que levar a moça até o hospital, ela deve estar doente e desmaiou.

 

—É a moça que comeu na nossa casa mãe... — Crianças e sua memória incrivelmente boa, Nayeon as vezes sente inveja, pois a velha vive esquecendo as coisas, e que ela não saiba que a chamo de velha as vezes.

 

—Na mosca rapaz, agora vamos lá. — Falei e ele logo começou a correr até o carro.

 

  Sem me importar com roupa suja, cheiro e qualquer outra coisa, simplesmente peguei a jovem nos braços e caminhei com ela até meu carro, o cachorro nos seguiu, ele estava na mesma situação que ela, Sehun abriu a porta de trás e entrou primeiro, coloquei a garota por ali e o cachorro entrou também e ficou no banco de trás com ela. Ouvi alguns resmungos, mas não sou de me importar com essas coisas, o carro é meu, as roupas são minhas, eu faço o que eu bem entender e ajudo quem eu quiser, o problema é meu e de mais ninguém, pois pago minhas contas sozinhas.

 

  Sehun apoiou a cabeça da garota em seu colo e eu pisei fundo no acelerador a caminho do hospital mais próximo.

------------------------------------

  Consegui chegar ao hospital mais rápido do que eu esperava, pedi ao Sehun que ficasse dentro do carro e segui até a entrada da emergência, expliquei brevemente o que havia acontecido e logo dois enfermeiros vieram com uma cadeira de rodas. Levaram a jovem para dentro e pediram que eu fosse fazer uma ficha na recepção, tecnicamente sou responsável por ela, apesar de que eu acho que ela é maior de idade. Após terminar tudo isso, voltei até o carro e peguei Sehun, deixamos o cachorro ali dentro com as janelas abertas, pois ele não podia entrar lá dentro, por mais que esteja preocupado com sua dona.

 

—Esses lugares são horríveis mãe.

 

—De fato filho, mas a gente vai ficar um tempinho aqui, temos que ver como a garota esta e o que ela tem. Quero ajudar sabe, talvez levar até uma ONG ou algum lugar que possa dar um suporte, talvez eu mesma possa dar o suporte.

 

—Entendi, a gente não devia ligar para a mamãe? Ela também ajuda pessoas né.

 

—Hm você tem razão, mas eu ligo para ela depois, okay? Por hora vou comprar algo na lanchonete do hospital para você comer.

 

—Ah mais você tem que comer também mãe, ficar forte.

 

—Eu preciso é tomar água filho, acho que ainda estou cansada do role de bike que a gente deu mais cedo...

 

—Isso é a idade mãe, você e a mamãe Nayeon estão ficando velhas juntas. — Falou com um sorriso divertido.

 

—Sua mãe Nayeon sim, eu não rapaz, estou super em forma, você viu bem hoje como eu te ganhei.

 

—Ah eu deixei você ganhar mãe... — Falou sorrindo sapeca e eu realmente me senti uma velha.

-----------------------------------

  Sehun e eu matamos um tempo na lanchonete do hospital, ele acabou me fazendo comer também mesmo eu não estando com fome, depois voltamos para a recepção e alguns minutos depois eu finalmente pude conversar com o médico que havia atendo a garota. Ela estava com pneumonia e o caso podia ficar bem grave se ela não se cuidasse, porém a mesma havia brigado e dito que não queria ficar ali no hospital, ela precisa tomar uns antibióticos, evitar friagem e outras coisas. O médico queria chamar a polícia, pois ela não esta com documento algum e nem tinha uma residência fixa, então aleguei que era responsável por ela e levaria a mesma até algum lugar assim que ela tivesse alta. A mesma já estava acordada, então pedi para poder vê-la e conversar com ela, Sehun voltou para o carro alegando que estava com sono, crianças e o soninho da tarde.

 

  Segui até o quarto que haviam colocado ela, desde que vi ela na minha casa não tivemos a chance de conversar, espero que ela aceite conversar comigo e confie em mim pelo menos um pouco, realmente quero ajudar ela e garantir que fique bem. Suspirei pesadamente ao abrir a porta e entrei lentamente, a mesma estava deitada na cama, já não estava mais com suas roupas sujas, usava a famosa camisola do hospital, seu cabelinho era bem curtinho e combina com ela.

 

—Olá, sou Hirai Momo! Fui eu que te socorri quando desmaiou na praça horas mais cedo e também já lhe dei comida... Bom, não sei se você se lembra, mas o meu filho deixou você entrar na nossa casa e também deu comida para você.

 

—Já posso ir embora daqui? — Disse rouca e se sentou com dificuldade na cama, sua respiração estava pesada.

 

—Então... Ainda não, o hospital vai manter você aqui uns dias. Eles também precisam saber o seu nome e se é maior de idade, apesar do rostinho, creio eu que você seja.

 

—Me chamo Dahyun, tenho 31 anos e quero ir embora agora. — Ela quase perdeu o fôlego enquanto falava.

 

—Se calma, você esta doente e precisa se cuidar. Imagino que deve ser dona do próprio nariz e ama viver livre, mas se você não fizer o que o médico indicar e nem tomar os remédios, você não vai viver. — Falei séria e ela suspirou parecendo se sentir vencida.

 

—Eu não quero ficar aqui, só isso...

 

—E você tem onde ficar? Dahyun, como fui eu quem te trouxe até aqui e já venho observando suas condições a algum tempo, acredito que não tenha um endereço fixo ou recebe ajuda de algum abrigo.

 

—Eu vivo em uma beco com alguns outros como eu... Agora por favor, me deixa ir embora daqui, vou ficar bem. — Ela consegue ser mais teimosa que o Sehun, meu Deus.

 

—Você só pode sair daqui, se tiver um lugar coberto, quente e condições de tomar todos os remédios que o médico receitou.

 

—Eu me viro! Só diga que já posso ir embora, por favor.

 

—Dahyun, estou aqui para oferecer ajuda com essas coisas, eu posso comprar os antibióticos e ajudar você a tomar no horário. Também posso oferecer um quarto durante o tempo de recuperação, depois você pode ir embora.

 

—Não, obrigada, mas realmente não.

 

—Tem certeza? Eu só quero ajudar você e assim vai poder sair daqui como deseja, pode confiar em mim.

 

—Se realmente preciso de alguém que me de suporte, por favor, me leva até a floricultura na rua perto da praça do centro, onde ficam aquelas lojas com roupa.

 

—Hm, você vive lá? — Perguntei desconfiada e ela negou com a cabeça enquanto revirava os olhos. —Então o que vai fazer lá?

 

—A dona de lá vai me ajudar com tudo isso que preciso, ela é minha amiga.

 

  Acabei concordando com ela, mesmo não tendo certeza de que ela realmente vai receber ajuda lá, deixei a mesma por alguns minutos enquanto conversava com o doutor, peguei as receitas de tudo que ela precisava e voltei até o quarto. Apesar de estar debilitada, Dahyun já estava de pé e com suas roupas, preciso me lembrar de fazer uma limpa no meu guarda roupa e doar algumas roupas para ela, aparentemente vão caber certinho nela. Depois de mais uma conversa com o médico, onde expliquei que ela havia recusado o tratamento no hospital e pretendia se tratar em casa, eu levei Dahyun até o local que ela havia me indicado, a mesma conversara o caminho todo com Sehun, os dois pareciam amigos de longa data, ela entendia ele apesar de nunca ter pegado na 90% das coisas que ele dissera para ela que tinha.

 

  Quando chegamos, realmente Dahyun conhecia a moça que era dona dali, as duas até mesmo se abraçaram e eu fiquei bem surpresa com tal ato, pois Dahyun mal me deixava chegar perto dela, mas é compreensível, ela ainda não deve confiar em mim e também não sei desde quando elas se conhecem. Entreguei tudo nas mãos de Chaeyoung, o único problemas fora o cachorro, ele não podia ficar ali com ela, pois iria destruir todas as plantas da loja que estivessem ao seu alcance. Então concordamos que ele ficaria em minha casa e Dahyun poderia ir busca-lo assim que estivesse melhor.

 

  Me despedi brevemente e toquei meu caminho para casa, já era quase cinco horas e eu nem havia visto nada em meu celular, tinha dez mensagens só de Nayeon, cinco de Mina e algumas de colegas. Sehun pegou no sono novamente no caminho, passei na casa da ração e comprei comida para o nosso novo hospede, ele parecia triste, acho que não vai fazer mal trazer ele todos os dias para ver Dahyun na floricultura, espero que ela fique bem.


Notas Finais


Enfim é isso, espero que tenham gostado, me digam o que acharam e o que acham que vai acontecer daqui pra frente <33 Amo vocês demais <3 Desculpem a demora e até mais gente <33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...