História Feelings - Amor Doce - Interativa - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doce, Interativa
Visualizações 40
Palavras 2.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Ch. 2


A hora mais esperada do dia chegou: o intervalo das aulas. Num refeitório organizado, padronizado em tons de vermelho e preto, onde as pessoas até então se mostravam educadas e civilizadas, Kath e Maddie se sentaram em uma mesa que continha cinco lugares, situada no canto do recinto.

Elas estavam conversando sobre vários assuntos, quando foram interrompidas por uma discussão vinda do balcão. Era entre uma garota baixa, com roupas em diferentes tons de rosa e um garoto que se vestia um tanto... diferente. Ele parecia desesperado por tentar fazê-la parar de gritar, mas, ao contrário disso, ela só gritava mais e mais.

Logo Kath percebeu que era a garota da sua sala, uma tal de Cherry.

- Você comeu o meu cupcake?! - ela gritou. A voz elevada não parecia ser de uma menina tão pequena.

- Menina, mas eu cheguei primei... 

- Eu estava nessa maldita fila esperando todo mundo ir embora para eu conseguir pegar ele e vem um sem noção e pega?! - ela estava na ponta do pé para falar com ele. O garoto era muito mais alto que ela.

Todos interromperam o que estavam fazendo para prestar atenção nos dois.

- Então fique com ele! - ele deu o cupcake a ela, com um pouco de receio. Cherry o pegou e abriu um sorriso fingido.

- Agora eu não quero mais, fique com essa merda! - foi inacreditável o que ela fez: pegou o bolo e esfregou na cara dele. Todos se espantaram na hora, mas depois de um segundo, riram. 

O garoto ficou paralisado olhando para ela. Ele não sabia o que fazer diante da situação em que se encontrava.

"Como pôde?"

Ela pegou outra coisa para comer, sem se importar com o que havia acontecido, e sentou-se.

O garoto, que estava inteiramente sujo de confeitos e chantilly, foi ajudado por Castiel para ir até ao banheiro e se limpar. Todos estavam rindo. Era uma situação engraçada.

Uma parte de Kath estava com dó do garoto, mas a outra estava rindo dele, e era essa a que ela estava deixando se mostrar externamente.

*quebra de tempo* 

A aula havia terminado e todos foram para suas casas. Alguns felizes, com um ar de "finalmente essa porcaria acabou", outros tristes, por deixarem os amigos.

Kath foi junto com Maddie, porque, por um acaso, elas moravam perto uma da outra, e, no meio do caminho, pararam numa lanchonete para comerem alguma coisa, já que estavam famintas.

- O Castiel ficou extremamente envergonhado lá na sala, você mandou muito bem.

- Acho que não... Fiz aquilo por impulso, apenas porque estava com raiva... Depois fui conversar com ele, me pediu para que eu não fizesse mais aquilo. Fiquei com a consciência pesada, de certa forma. - ela contornou a parte de cima da xícara de cappuccino que tinha em cima da mesa. Ela olhava para o chantilly que havia por cima, pensando em como foi vacilona quando fez aquilo com o menino.

- Ah, para! Vai dizer que não foi "bom" de uma certa forma?

- Se bem que foi, mas não quero fazer isso de novo. 

Nesse momento chega uma mensagem no celular de Kath pelo Facebook. 

Castiel.

Dizia apenas "ei".

- O que chegou aí? É o Castiel implorando para que não zoe ele de novo? - disse Maddie, enquanto se esforçava para ler a mensagem.

- Você acertou que é o Castiel, mas ele só mandou um "ei". Esse garoto é estranho.

- Responde! Vamos ver o que o embuste vai falar!

- Muito obrigado pelo apelido carinhoso. - Castiel apareceu atrás de Maddie. Ela deu um pulo de susto.

- Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece... - disse ela.

- Posso sentar aqui? - perguntou Castiel, enquanto puxava uma cadeira para se sentar.

- Eu ia dizer que não, mas já que você já sentou... - disse Maddie. Kath riu, olhando para Castiel. Ele revirou os olhos, enquanto soltou um suspiro.

- O que você queria quando me mandou mensagem? - Kath perguntou.

- Ia te chamar pra sentar lá comigo, já que eu estava sozinho.

Um garoto entrou na lanchonete e Castiel acenou para ele. Ele parecia ter vindo do século XIX, com roupas de tecidos aparentemente caros. Ele foi em direção a Castiel, cumprimentou a todos, puxou uma cadeira e sentou-se.

- Você é o garoto que levou um bolo na cara? - Kath perguntou a ele.

- Agora eu vou ficar conhecido como "o garoto que levou um bolo na cara"? Fala sério!

- Não tem mais volta, Lysandre. Agora o que você tem a fazer é apenas aceitar sua situação. - os três riram, menos Lysandre. Ele era até que bonito. Nunca se imaginaria que os dois eram amigos, se fosse analisar os estilos.

Kath olhou a hora e viu que tinha que ir embora. Seu irmão já devia estar preocupado com ela.

- Acho que tenho que ir embora... Meu irmão está me esperando em casa, e ele já deve mandar mensagem. - Kath disse, enquanto se levantava. Castiel também se levantou, junto ao resto das pessoas na mesa.

- E eu também vou. Não fico aqui com ele - ela apontou para o Castiel - aqui sozinha de jeito nenhum.

- Qual o problema com a minha pessoa?!

- Todo. - ela respondeu, revirando os olhos.

Os quatro se despediram na frente da lanchonete e seguiram caminho. Kath e Maddie; Lysandre e Castiel. As meninas perceberam que os dois não mudavam o percurso e sempre seguiam na mesma direção que elas. 

Lysandre mudou o caminho, virando em outra rua, mas o outro garoto sempre lá.

Maddie resolveu falar com ele.

- Por que você está seguindo a gente? - ela foi na direção dele, com toda a revolta que tinha dentro dela.

- Talvez porque eu more nessa rua. 

- Jura? - Kath perguntou.

- É. Por que está surpresa? 

- Nada não, é que eu também. 

- Ah...

As meninas se viraram e seguiram. Maddie morava numa rua antes da de Kath, então ela ficou sozinha.

- Você mora naquela casa enorme do final da rua? - Castiel perguntou, chegando mais perto dela e apontando para o final.

- Sim, por quê? 

- Eu moro ao lado.

- Minha nossa. Eu me mudei há pouco tempo, então não conheço ninguém aqui, além de você.

- Eu também não conheço muita gente. Só o representante do grêmio lá da escola, que mora ali. - ele apontou para uma casa luxuosa que era à frente da casa de Kath. Ela ficou de boca aberta. Era realmente muito bonita. O garoto deveria ter uma condição extremamente boa.

- A irmã gêmea dele é apaixonada por mim, mas eu não suporto aquela garota. Enfim, chegamos. - eles pararam na frente da casa dela. 

Ela procurou a chave dela para abrir a porta, mas houve um problema.

- Não acho a minha chave. - ela olhou preocupada para Castiel, que já estava indo para a casa dele.

- Manda uma mensagem pro seu irmão pra ele vir abrir, sei lá. 

- É verdade. - ela pegou o celular. 

Por um infortúnio, havia descarregado. Kath sentou-se na escada da varanda de sua casa e pôs o rosto sobre suas mãos, soltando um som que parecia ser um palavrão.

- O que foi? - perguntou Castiel.

- Meu celular. Ele tá descarregado. Só o que me resta a fazer é sentar aqui e esperar o idiota do meu irmão aparecer.

- Olha, se quiser, você pode falar com seu irmão pelo meu... - Castiel pegou-o no bolso e, assim que o desbloqueou, fez uma expressão de que tinha algo errado. - Sinto muito te dizer isso, mas meu telefone tá quase descarregando. Se preferir entrar para esperar e ligar mais tarde, não tem problema algum.

- Eu te conheci hoje e você já está me convidando pra entrar na sua casa. Será que eu devo?

- Nenhuma garota reclamou depois de ter ido.

- ...

- Vamos entrar?

- Vamos.

Chegando lá, Kath viu uma menina sentada no sofá da sala mexendo no celular. Ela supôs que fosse sua irmã. 

Eles seguiram até a escada que dava ao segundo andar, até que foram interrompidos pela menina.

- Você não para mesmo, hein Castiel. Já vai levar outra pro quarto? - ela tinha um sorriso meio perverso.

- Fica quieta, Wendy. Ela é uma amiga e eu vou ajudar ela, porque mora aqui do lado e está sem celular. Não fala merda não, tá?

Kath sentiu seu rosto queimar.

A garota voltou ao celular e os deixou em paz e eles seguiram até o quarto dele.

Era um local impecável, porém escuro, com móveis modernos e uma guitarra no canto dele. Katherine sempre tivera vontade de tocar algum instrumento e já até fez algumas aulas, mas ela sempre desistia apenas por preguiça e porque não tinha paciência, então admirava quem conseguia ir até o fim.

- Você pode sentar na cama, se quiser... Ou em qualquer lugar. - disse Castiel, pondo sua mochila em cima de um sofá perto da porta e o celular para carregá-lo.

Kath sentou na cama, como sugerido, e o garoto deitou-se ao lado dela.

- Você ouve alguma banda de rock? - ele perguntou, meio entendiado.

- Só Guns n' Roses, Pink Floyd e algumas outras... por quê? - ela se deitou também, ao lado dele. Ambos olhando para o teto.

- São boas, mas tenho uma que acho que você não conhece. - Ele pôs um rock em seu iPod. Era agradável aos ouvidos, até. Kath, sem perceber, fechou os olhos e deixou-se sentir a música. Ela gostou do som e aquilo era evidente. - Boa?

- Bastante. Qual o nome da banda? - ela tirou um fone e o entregou, assim, dividindo-os.

- É uma banda que só é conhecida pela nossa cidade, mas mesmo assim não é "famosa". Eles merecem reconhecimento, não? - ele deu um sorriso.

- Sim, a música é muito boa, e o vocalista canta bem pra caramba. 

- Não sei se vai acreditar, e eu não ligo pra isso, mas... a banda é minha. O vocalista é o Lysandre, e eu sou responsável pela guitarra. - ele apontou para a Fender dele.

Kath ficou com uma cara de espanto. Ela não sabia como reagir.

- A música é realmente muito maravilhosa. Tem algum jeito de eu baixar ela no celular?

- Ainda não, mas posso te emprestar meu iPod. Se eu precisar dele, eu peço, mas tenho certeza de que isso não vai acontecer tão cedo.

- Não, não precisa fazer is...

- Pode ficar, Kath. Aí você ouve as outras músicas e me diz o que achou. 

- Então tá bem...

Nesse momento, a mãe de Castiel o chamou. Uma voz doce. Ela pediu que ele fosse até a porta.

- O que foi, mãe? - ele disse, assim que desceu as escadas. Kath vinha logo atrás.

- Esse garoto aqui tá procurando uma tal de Kath. - ela olhou para a garota. - É sua namorada?

- Não! É uma amiga. Irmã desse garoto. Ela teve que ficar aqui porque esqueceu a chave de casa e o celular descarregou. - Jade o olhou com cara de desconfiança. - Só para constar, ela aceitou vir.

- Sem problema. Vem, Kath. Vamos pra casa. - Ele adentrou um pouco a sala para puxá-la pelo braço.

- Tenho que pegar minhas coisas, espere um minuto. - Ela subiu as escadas e Castiel foi atrás.

Ela pegou a mochila e esbarrou em Castiel.

- Desculpe...

- Tudo bem.

Kath apressou o passo para ir embora, mas foi interrompida pelo garoto. Ele a pegou pego braço levemente.

- Não vai se despedir de mim? - Ele deu um sorriso de lado.

- É... Tchau.

- Não é assim. Me dá um abraço. - Ele abriu os braços.

Ela foi em direção a ele e o abraçou. O perfume dele era bom, agradável. Daqueles que gruda na roupa por horas. Por um minuto ela se sentiu confortável, como nunca se sentiu antes.

Quando ela foi se afastar, ele se abaixou, puxou o rosto dela levemente e lhe deu um beijo curto. 

Kath sentiu suas bochechas rosarem e queimarem.

Ela se virou e apressou o passo novamente.

- Ei, você tá esquecendo isso. 

Era o iPod. Ela o pegou e desceu rapidamente as escadas.


Notas Finais


meperdoemoatrasopeloamordedeuseufiqueisemideiaenaosabiacomocontinuarSOCORRO


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