História Feelings - Capítulo 5


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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Personagens Originais
Tags Daryl Dixon, Drama, Gemma Artenton, One, Romance, The Walking Dead
Visualizações 64
Palavras 1.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello babys.

Obg pessoal por cada favorito e comentário, sério, vcs são demais ❤ Isso me motiva muito.

Espero que gostem.

Capítulo 5 - Miller e Dixon


Fanfic / Fanfiction Feelings - Capítulo 5 - Miller e Dixon

      Lexie Miller ~ Quatro anos atrás... 


Com a claridade que aos poucos tomou o céu e o vento gélido da manhã que ardia os pequenos cortes do meu rosto, despertei.

Demorou alguns instantes para eu recobrar a consciência de tudo que rolou na noite passada e como parei aqui. Principalmente, perdida nas lembranças do sonho ou nas da vida real, quando percebi que estava entre o braço de Daryl que rodeava minha cintura. Minha cabeça estava um pouco abaixo de seu queixo.

           Não ousei me mexer.

Por algum motivo eu me embolei com Daryl durante a noite e acho que não teve relutância da parte dele, não pelo jeito que sua mão estava totalmente estendida em minha cintura. 

Daryl tinha um sono leve, e mesmo estando louca para mudar de posição e esticar minhas pernas, tinha que admitir que não esperava acordar dessa forma. Sentindo o calor de Daryl sobre minha bochecha que estava amassada em seu peito, que subia e descia lentamente.

Logo a minha frente, eu tinha em vista um céu cheio de nuvens alaranjadas, com um nascer do sol mais do que lindo, era perfeito. Uma das poucas maravilhas que sobraram para nós... 

O dia anterior tinha começado tão bem... Nossa longa e cansativa caminhada pela manhã, nosso passeio de moto, nossa aproximação que deixou a tensidade um do outro indo embora aos poucos, nossa conversa sobre um pouco do outro... Estava indo tudo tão bem... 

Mas então aqueles nojentos apareceram, meu ódio me cegou com tanta força que não medi as minhas ações. Coloquei as vidas das crianças em risco, a minha, a do Daryl em pedir pra ele ir atrás do outro cara... Foi merda acima de merda.

Mas por incrível que pareça, mesmo que eu tenha ficado com uma pequena raiva quando ele não fez o que eu pedi e me seguiu até aqui, ele conseguiu me acalmar de uma forma tão incrível. As palavras dele ainda ecoavam por minha mente. 

Foi estranho mas ao mesmo tempo incrível. Porque em todo esse tempo que já nos conhecemos, quase dois meses, nunca tivemos um momento assim. Quase nunca chegamos tão próximos um do outro. Daryl nunca falou tanto comigo como ontem. 

Normalmente ele só resmunga, concorda ou finge que não escuta. Mas ontem... Ontem foi, estranhamente bom.

O sentimento que sentia ontem ainda está aqui, me incomodando um pouco, mas pensar nele é como um armário empoeirado; ele está ali me incomodando; mas, tenho preguiça de limpar. 

Talvez Daryl tenha razão. Ou toda razão. Pelo pouco que eu o conheço, ele já lidou com muita coisa feia, deve ter esbarrado com muita gente má por ai, e mata-los não o fez um homem ruim. Não o fez um monstro.

Perdida em meus pensamentos, quase nem percebi que Daryl se mexia. Então fechei meus olhos. 

Tinha toda a certeza que se ele me visse acordada, estando abraçada assim com ele, não olharia o dia inteiro na minha cara por algum motivo idiota. Então fingi que estava dormindo.

Sua respiração mudou, ficou mais forte. A movimentação em suas pernas me fez abri os olhos, ele tinha dobrado uma delas. 

Ele estava rígido, sua respiração tinha mudado. Ele não me queria mais aqui, mas não queria me "acordar". Continuei na mesma posição, que já estava me cansando por sinal...

Estava esperando que ele se mexesse mais ou tentasse sair de baixo de mim. Mas não, ele não tirou a mão da minha cintura. Muito pelo contrario; com a outra mão livre arrumou a blusa, que ele devia ter colocado em cima de mim assim que dormi, melhor sobre mim.

     Ah Dixon... Você me surpreende cada dia mais...

      Um sorriso tonto escapou por meus lábios.

E então ele sossegou. Não se mexeu mais. Seu corpo relaxou aos poucos novamente.

O calor quentinho do sol começou a nos aquecer, transformando tudo aquilo em algo que eu jamais poderia esquecer...

Um suspiro escapou de minha garganta, no segundo seguinte, os babys começaram a latir.

Nos assustamos e pulamos de onde estávamos. Onde Daryl bateu a cabeça com a minha.

- Aaaaaai. - Falei no mesmo instante, pondo a mão na cabeça. 

- Aí digo eu, puta cabeça de ferro... - Daryl falou, mas parecia que aquilo era mais um pensamento alto, porque me olhou estranho no mesmo instante.

Impressão minha, ou Daryl Dixon estava com as bochechas rosadas???

Não me aguentei por suas palavras e gargalhei alto. Daryl quase nunca soltava frases aleatórias assim, era bom quando acontecia. 

Ele pareceu confuso, negando algumas vezes e se levantando. Dando atenção ao porque dos latidos.

Me levantei em seguida, sentindo todo meu corpo gritar por socorro. Meu corpo inteiro parecia formigar. Pude ter em vista, dois errantes surgirem entre o meio das árvores.

Daryl deu um jeito rápido nos dois. Era estranho, errantes não iam tão longe. Não tínhamos feito barulho ou algo do tipo, é muito raro virem para cá.

Me alonguei, arrumei minha roupa e prendi meus cabelos. Eles estavam me irritando cara vez mais, ter cabelos longos no apocalipse é a pior porcaria. 

Daryl voltou a atenção para mim, desviando do totó que sentou a sua frente em busca de carinho.

- Está melhor? - Perguntou. 

- Acho que minha cabeça de ferro abalou um pouco o impacto com a sua. - Sorri, sabendo que a pergunta não era sobre isso. - Mas sim, estou melhor. Obrigada.

Ele concordou mudo, pegando sua bolsa do chão. Onde eu estendi sua blusa para ele.

- Obrigada pela blusa... 

- De nada. - Falou sério demais.

Não disse? Ele é assim, doido da cabeça. O bichinho bipolar.

Saiu andando a minha frente, com o cachorro ao seu lado, enquanto a minha grandona me esperava sentada.

Olhei para as minhas mãos, estavam vermelhas de sangue seco. Minha camiseta, partes da calça... Braços... Oh Deus...

- Daryl espera...! - Apressei o passo, ficando ao seu lado. - Como você pode deixar eu me deitar em você estando cheia de sangue? É nojento.

Minha cara não devia ser a melhor, aliás, o sangue nem meu era.

- Não ligo pra essas coisas. - Disse como se fosse a coisa mais banal. 

- Ah eu ligo. Nunquinha que eu deixaria alguém colar em mim estando nesse estado... 

- Bom saber!

Ele me lançou um olhar estranho e apressou mais o passo, me deixando para trás como sempre faz todas as vezes que saímos juntos.

- Mas para você eu abriria um excessão. Não sou nem louca de rejeitar um homem igual a você querendo meu colo... - Falei as pressas, me dando conta que não devia ter dito nada.

Ele franziu as sobrancelhas e me encarou.

- Como é? - Perguntou. 

- Hã... É Daryl, não pensaria duas vezes em te colocar no meu colinho como você fez comigo. Não sou tão louca de desperdiçar uma delic... - Parei, pensei e respirei. - Eu quero dizer que... 

- Aah... Tá bom Miller, para de falar, já entendi.

Voltou a andar. E eu fiquei ali, parada vendo ele ir.

Os cães se sentaram ao meu lado, me olhando com as cabecinhas para o lado.

- Tô errada?! Que ele é uma delícia de homem, isso ele é... - Falei com os dois.

Suspirei, voltando a andar...


      (...)


Quando chegamos ao acampamento Daryl tratou de acender a fogueira para assar o esquilo que sobrou da caça anterior. 

Eu não estava com mínima fome então tratei de separar minhas roupas para o banho.

- Calça, calcinha, camisa, meias, botas... Tesoura... - Falei comigo mesma, tirando as roupas de dentro de outra mala que fica dentro da barraca.

Voltei para perto da fogueira, onde as mochilas ficam. Comecei a procurar algo nela que eu esperava muito encontrar.

- Tá procurando o que? - Daryl falou, secando a mão em um pano qualquer, observando eu remexer a bolsa loucamente. 

- Um negócio... 

- Que negócio? - Perguntou. 

- Um negócio, Dixon... 

- Se você falar que negócio eu posso te ajudar a achar o negócio!

Antes de dar uma resposta, achei. Dando um gritinho em comemoração, mostrando o objeto redondo em minhas mãos.

- Que porcaria é essa ? 

- Não é porcaria. - Serrei o olhar. - É um espelho. - Sorri, lançando o objeto no ar. 

- E pra que precisa disso? 

- Você vai ver. 

Dei as costas com um sorriso divertido nos lábios.

Peguei minhas coisas e caminhei para o meu "chuveiro". 

A água estaria um gelo, ainda estava cedo para conseguir tomar um banho de cachoeira descente... Mas...

Como de costume, minha garota veio comigo, ela não entrava na água é claro, mas me fazia companhia de longe.

Então me despi e fiz o que devia ter feito a muito tempo...


       (...)

Voltei para o acampamento com um sorriso largo. Fresquinha, limpinha e cheirosa.

Uma mulher limpa, não quer guerra com ninguém...

Daryl estava de costas para mim, devorando seu esquilo. Nunca vi homem pra ter tanto apetite, principalmente nos últimos dias.

- Dixon. - O chamei, mas como sempre, fingiu não escutar. - Daryl, ei! 

- Hum? 

- Olha pra mim. - Falei, contente. 

O mesmo olhou, mas parecia não ver nada demais. Sua expressão não mudou.

- O que tem? - Perguntou confuso.

         Homens...

- Como assim Daryl, olha. - Apontei para os meus cabelos, dando uma voltinha. - Eu cortei.
- Legal... - Falou seco.

Não tinha dado a mínima e então se virou e voltou a comer seu esquilo.

Meu sorriso murchou, tudo bem que não esperava receber um elogio, mas custava ser mais... Mais legal?

Soltei um longo suspiro, tentando ao me deixar levar pelo mau humor dele.

Caminhei em direção da fogueira, onde o meu esquilo me "esperava", peguei o espeto onde ele estava e com a ajuda de um faca o cortei no meio. Dando metade para para cada um dos cães.

Foi aí que recebi a atenção de Daryl como queria a dois minutos atrás.

- Ele era seu. - Falou como se fosse a coisa mais óbvia. 

- Eu sei, mas não estou com fome, eles estão. - Me sentei em frente à fogueira, para aquecer o meu corpo gelado pelo banho. 

- Não comeu nada desde ontem. 

- Não tô com fome, Daryl. - Falei seria.

Me olhei novamente no espelinho e amando meu cabelo. Adorava sentir as pontas gordinhas entre meus dedos. 

Não tinha certeza se tinha ficado certinho atrás, mas gostei do resultado. Eu sempre gostei dele comprido, mas em um apocalipse é mais prático o curto. Dei uma diminuída na franja.

- Ficou bom, o cabelo. - Ouvi sua voz baixa. Estava receoso em falar, então testei mais um pouco.   

- Não entendi. 

- O seu cabelo Miller, ficou bonito assim.

Eu ainda estava me acostumando com esse jeito dele, era estranho, Daryl sempre complica o fácil. Mas eu estava tentando deixa-lo em "casa". 

Então retribui o elogio com um sorriso, não me importando mais com sua opinião.

- Posso cortar o seu, se quiser. - Falei amigável. 

- Não. Obrigado. 

- Certeza? Posso tirar esses cabelos que caem nos seus olhos. 

- Pode manter essas mãos e tesoura bem longe do meu cabelo. - Falou sério, indignado com minha pergunta.

Sorri, concordando e me levantando. Meu corpo estava dolorido ainda por ontem.

- Bom... - Suspirei. - Vou me deitar um pouco. Devia descansar também, tomar um banho... Você quem sabe, se precisar vou estar na barraca. E por favor, se for sair, me avise. 

- Tudo bem, bom descanso.

Concordei, saindo de perto dele e indo em direção da barraca.

Me deitei e mesmo querendo dormir eu não parava de pensar em algo que não devia...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem e me ajudem. Postarei o próximo mais rápido possível. Bjs bjs, até logo.


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