História Feelings - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Hanako-kun, Jibaku Shounen Hanako-kun, Yashiro Nene
Visualizações 16
Palavras 1.910
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


eu amo esse manga e como não tinha nenhuma fic, decidi fazer. é isto. 💕

Capítulo 1 - Sentimentos confessos; único



Nene estava estranha após o ocorrido na árvore de confissões. Calada, e meio avoada, ela nem mais se dava o trabalho de reclamar do quanto odiava lavar banheiro e como era horrível limpar uma privada. Não olhava mais para os olhos de Hanako, muito menos o encarava; evitava ao máximo qualquer contato, e apenas fazia o que lhe era mandado, tentando soar natual, embora fosse nítido que ela estava mal, ou pelo menos desconfortável com algo, e isso irritava o fantasma – de certo modo, haviam se entendido, então: o que aconteceu com ela?

Mais um dia cansativo de aula se passou, e lá estava a pequena indo de encontro com seus afazeres como assistente do moreno. Não havia dormido bem a noite, e estava exausta e bem mais lerda do que seria normalmente. Tão distraída, que nem prestava a mínima atenção no caminho, e acabou tombando com sua melhor amiga.

— Nene-chan! — após o toque de seus ombros e a voz gentil lhe despertarem, o sorriso da menina a fez sorrir também; porém, envergonhada.

— Aoi-chan! — amigavelmente se curvaram como forma de cumprimento ainda sorrindo.

— Tenho um encontro com um gato do segundo ano! Depois te conto detalhes! — ela parecia animada, e a forma como ela era fofa assim deixava a albina desconcertada.

— Sério? — em seus lábios um pequeno bico enciumado, com leves traços de inveja pela fama da amiga se formou. Mas logo balançou a cabeça, sorrindo. — Boa sorte!

— Obrigada! — ela deu um pequeno pulo, dando um tchau com a mão – que foi retribuído por Nene –, caminhando com pressa pelos corredores.

A mesma suspirou, ainda com a mão destra levantada; como queria ser assim como ela. Sempre tão requisitada e amada por todos. Mas no fundo, sabia que não era assim, e jamais seria, então se contentava em ver a felicidade da amiga. Descansava as pálpebras, e logo foi abaixando levemente a mão, até estar totalmente ao lado de seu corpo. O mesmo foi preenchido por, quase, um choque quando lembrou dos motivos de estar indo por aquele caminho: Hanako-kun.

Sua cabeça estava confusa, e ela mesma já não sabia o que era aquilo. Ele definitivamente não era seu tipo, mas fazia seu coração bater muito rápido, além de sempre demonstrar tanto carinho e afeto por si por meio de carícias; sejam elas abraços, apertos na bochecha ou raras vezes alguns beijinhos na bochecha, que só de lembrar, deixavam Yashiro completamente vermelha, como agora ela estava, justamente pensando nele, e em como ele conseguia mexer consigo com tão pouco.

Balançou a cabeça. Nunca daria certo. Ele estava morto, ela viva; isso é uma tremenda diferença, e jamais poderia esquecer dela. Apertava os olhos, tentando tirar aqueles pensamentos de cabeça, e quando finalmente se sentiu segura o suficiente, deu passos lentos pelo restante do corredor. Sentia suas pernas bambas, e uma sensação de que algo aconteceria, mas apenas a ignorou – não podia faltar com seus afazeres, então apenas prosseguiu, mesmo sem vontade e bem cansada.

Após ver a plaquinha com a informação que tanto temia, engoliu em seco: "banheiro feminino". Vamos, vamos. Podia ser pior, ela sabia. Mas, era só continuar tentando agir normalmente que, no final, tudo daria certo para si! Não é?

Era o que ela queria, de verdade.

Demorou alguns instantes olhando os detalhes da porta de madeira, mas acabou acordando pra si e entrando. O ambiente já lhe era familiar, então não lhe dava mais medo. Encostou a porta, e assim, adentrou ao fundo do banheiro, e sem demora chegou na terceira porta, batendo três vezes e chamando pelo nome que tantou queria evitar, mas não conseguia, muito menos podia o fazer.

— Hanako-kun! — observava os próprios sapatos, como quando fazia quando estava nervosa.

— Oe, Yashiro! — ela não o olhou, apenas se curvou em cumprimento, olhando de relance que ele estava perto da porta, mas logo voltou a evitar olha-lo diretamente.

— Bom, eu vou começar — ouviu o garoto concordar, e assim se deu início ao seu trabalho.

E como esperado, ela estava mais calada que o normal. Queria entender o que havia acontecido, mas sentimentos humanos, a muito tempo, de fato foram coisas esquecidas por si, e não conseguia as identificar com facilidade, muito menos as deduzir, por isso, sabia que precisaria perguntar, mesmo que não soubesse como o fazer.

Era final de tarde, logo a menina teria que ir embora, e a mesma finalizava seu trabalho, limpando o extenso chão do banheiro com um rodo. Parecia muito cansada, e isso era notório em si. Hanako sabia que seu tempo estava acabando e que precisava falar de uma vez, ou se continuasse adiando, aquilo nunca iria mudar.

Seus olhos se fixaram na menina. Ela era tão delicada, que não conseguia pensar em como os garotos eram idiotas por não perceberem como ela era incrível. Acabou sacudindo a cabeça, não tinha tempo pra pensar nesse tipo de coisa.

— Yashiro — a chamou baixo, observando a mesma parar o que fazia.

— Sim? — como esperado, ela não o encarava, e isso o deixava irritado.

— Você está bem? Não minta. — deu longos passos até a mesma, que ainda mantinha os olhos baixos, parando em frente a mesma.

— Sim — a resposta não o convenceu, nenhum pouco.

Ele suspirou, balançando a cabeça. Ergueu os braços e seus dígitos agarraram o rosto da mesma, com delicadeza, a forçando a focar-se apenas em si, inclinando levemente o rosto da mesma, visto que flutuava e ficava um pouco maior que ela por causa disso. Não conseguia sentir direito, mas sabia que a pele dela era quente e macia, e chutava que ela sempre se cuidou muito bem para ser assim, embora, no fundo, afirma-se que ela era adorável naturalmente.

— Hanako-kun...

Sentindo seu toque, os olhos dessa se arregalaram, e sua face se tornou rubra, e diferente do que pensou, ela não se afastou: ao contrário, aceitou seu toque, de forma que olhava pra si, mesmo que completamente sem jeito. Pela vergonha, conseguia ver nitidamente o canto de seus olhos de encherem junto a expressão perdida, e um tanto curiosa dela. Graças ao contrato a aos sentimentos sempre tão vividos dela, aos poucos, conseguia sentir a textura de sua pele e como ela era tão boa ao toque. Se pegou movimentando os dedos em sua face, de forma que sentia como ela estava quente, mexendo os polegares pela mandíbula e os dedos mindinhos por cima de seu rubor.

Estava brincando consigo, de novo, como sempre. Embora, nunca tenha sido exatamente ruim nenhum dos seus jogos. Só conseguiu suspirar, se entregando ao carinho, sentindo seu corpo morno e trêmulo, além do coração bater descompensado como quando estava perto dele. Não sabia o que dizer, nem se deveria dizer algo, então apenas se contentou em morrer internamente de vergonha e continuar ali.

— Você está bem? — a indagou, novamente, sentindo-a tremer após sua voz sair em um tom rouco e baixo. A mesma engoliu em seco, e antes que pudesse dizer algo, ele prosseguiu: — Não minta pra mim, Nene.

Ele nunca a chamava pelo nome, e agora, ali, ela estava tensa. Respirou fundo, não sabia o que dizer, nem como dizer, e sua mente estava uma completa bagunça. Mordeu os lábios, evitando dizer tudo o que se passava por sua mente, agora meio conturbada.

— Abra os olhos. Agora.

Não parecia um pedido, soava mais como uma ordem, e pelo tom grave ela não conseguiu evitar e os abriu, mostrando uma expressão medrosa, enquanto observava a dura que ele fazia para si. Porém, que logo foi substituída por uma bem mais leve, que sorriu de forma acolhedora pra si, como se entendesse o que estava acontecendo com a mesma, ou que estava disposto a tentar.

A mão pequena da mesma tocou a dele por cima, e conseguiu sentir como ela ainda tremia. A forma como essa o olhava, mas evitava seus olhos o fazia confuso. Ela abriu a boca, várias vezes, mas sempre desistia do que iria dizer. Dado um momento, ela finalmente olhou pros olhos alheios por conta própria e conseguiu dizer o que estava instalado a bastante tempo.

— Eu estou confusa! Não sei o que sinto com relação a você! — parecia algo simples a se dizer, mas ela parecia que iria explodir de vergonha a qualquer momento. E isso era muito fofo, pois a fazia mais quente e rubra. — Eu me sinto estranha te olhando, olhando nos seus olhos... É diferente de tudo!

Aquilo havia surpreendido o fantasma, que se fosse um humano, provavelmente ia ter morrido sem ar pela declaração. Tanto sentimento quase o fez desaparecer, mas ali, tão perto dela, a única coisa que realmente conseguiu fazer foi colocar os pés ao chão e a puxar para um abraço apertado, passando seus braços pelas costas da mesma. Os olhos emocionados da menina voltaram a se arregalar, sem conseguir se mexer. Hanako apenas sorria, acariciando os fios dourados da mesma, em uma paz de dar inveja a Nene.

— Eu também — ao pronunciar, conseguia facilmente escutar alguns arfares da mesma, que ainda se encontrava sem qualquer reação. — Por isso, fique comigo. Não fique com mais ninguém, sim?

O corpo da mesma tremia ao seu, que estava calmo e obsoleto. Quando houve finalmente alguma reação, ela o abraçou pelo pescoço fortemente, forçando seu rosto contra o peito do rapaz, sentindo os olhos se encherem novamente.

— Droga! — exclamou — E você nem faz o meu tipo... — o garoto riu.

— Você faz o meu — falhou uma respiração, não acreditando. — Talvez essa seja a graça.

— Hanako-kun... — não conseguia erguer a cabeça para olha-lo, mesmo que quisesse.

Este sorriu.

— Yashiro, eu sempre vou te proteger — declarou com seu sorriso, e mesmo que ela não pudesse ver, sabia que estava ali um sorriso de satisfação. — E você sempre vai me chamar, né?

Ela sacudiu a cabeça com um sim, mas não fazia sido o suficiente para si. Uma das mãos continou em suas costas, mas a outra rumou até seu rosto e o inclinou novamente.

— Diga pra mim, Yashiro.

Seu sobrenome na boca dele, naquele momento, soava como musica.

— Eu sempre vou te chamar, v-você sabe... — ele riu, a apertando um pouco. — E-Ei!

— Obrigado, Yashiro — segurava o queixo da mesma, a mantendo com a cabeça inclinada. Seus olhos brilhavam em êxtase, e sua face ainda possuia um rubor fofo. Observava seus lábios, tendo uma ideia louca.

— De nada, eu–

A frase não pôde ser completa, pois, finalmente ele havia feito o que tanto desejava. E mesmo que tivesse sido apenas um selar, foi o suficiente para deixar ambos desconcertados, principalmente por não terem nenhuma experiência. A mesma apertava seus ombros, mas não se afastava apesar disso, então ele também não se afastara. Os lábios dela eram macios e isso quase soava como um convite, mas não naquele momento. Quando se separaram, podia-se dizer que ambos estavam vermelhos e sem saber o que dizer.

— Eu preciso ir. — ela disse depois de vários instantes de silêncio, ainda abraçados.

— Eu sei — afirmou, suspirando. — Você volta, não é?

Ela demorou, mas o respondeu:

— C-Claro! — sorriu sem graça. — Obrigada. Por tudo.

O mesmo riu, sacudindo a cabeça.

— Até amanhã, Yashiro. — disse pós vê-la guardar as coisas e pegar sua pasta.

Nene se curvou, sorrindo.

— Até, Hanako-kun!




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