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História Feelings are Fatal (DabiHawks) - Capítulo 1


Escrita por: carolreisfofa22

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo 1


Meu nome é Keigo Takami, mas podem me chamar de Hawks. Sou um ser completamente místico, com direito a uma cauda amarelo-ouro; olhos de cor âmbar; cabelos alourados; voz angelical e uma beleza arrebatadora. Algo digno de lendas urbanas que os humanos costumam contar no mundo lá fora, onde um jovem tritão como eu jamais pôde ir. Quer dizer... oportunidade é algo que nunca me faltou, mas isto era uma questão de coragem. Desde muito pequenos, nós, seres do mar, somos ensinados a temer e repudiar os seres que habitam a superfície.

"Humanos sãos ruins. Eles matam e torturam nossa espécie em troca das notas de dinheiro, ou mesmo tiram nosso direito de viver por conta do bel-prazer!", era algo que eu sempre ouvia.

Embora uma considerável parcela de sereias e tritões nutrissem extrema repugnância e ódio em relação aos homens da terra, eu pensava diferente de todos. Meu maior sonho era poder conhecer um humano de perto, estabelecer um vínculo de amizade com ele e trocar experiências de vida. Eu desejava usar as pernas que me foram concedidas, nem que fosse por um único dia.

Sim, nós podemos nos "transformar em humanos". Quando saímos da água, ficando completamente em confraternização com o ar, nossas caudas automaticamente desaparecem, dando lugar a um par de pernas humanas. Entretanto, há um porém: nossas caudas só irão sumir se este for o nosso real desejo. Por exemplo, caso eu saía da água e permaneça sentado sobre uma rocha, areia, ou qualquer outro lugar afastado do mar, minha cauda sumirá apenas se eu quiser, mesmo não estando em contato direto com a água.

— Hoje o dia está tão calmo...

Debruçado sobre o parapeito da janela dos meus aposentos reais, um longo suspirou escapou por entre meus lábios, enquanto eu fitava o reino de forma pensativa.

Hoje era o casamento das minhas melhores amigas de infância, Mirko e Fuyumi. Embora eu estivesse torcendo pela união delas, confesso que isso me deixou bastante reflexivo.

Afinal de contas, será que eu iria arrumar alguém ao longo da minha vida? Alguém que estaria sempre do meu lado, e até mesmo envelheceria junto comigo? Uma pessoa com quem eu pudesse compartilhar momentos especiais, trocar carícias, abraços e beijos, rir de coisas à toa, dividir uma vida juntos... Eu seria amado algum dia? Se sim, por quem? Quando?

Honestamente, eu me sentia angustiado por já estar apaixonado por alguém. Pois esse alguém era Enji Todoroki, um tritão de quarenta e seis anos de idade, rei de Seraphia, casado com Rei Todoroki, além de ser pai da minha melhor amiga.

Oh, somente eu sabia o quão doloroso era amá-lo... Apesar de Enji ser bem mais velho do que eu e a sua experiência de vida mostrar-se totalmente diferente da minha, a presença e a companhia do ruivo eram coisas que me faziam bem. Eu amava aquele homem com todas as minhas forças. Desde a época da adolescência eu nutria esse sentimento incandescente por ele.

Enji Todoroki foi o meu primeiro e único amor. Mas, de qualquer forma, eu jamais tentaria ter algo com ele. Rei era a sua esposa, o amor de sua vida, enquanto eu era apenas um "pirralho" amigo da sua filha. Sem contar que a senhora Rei sempre foi uma mulher bondosa e atenciosa comigo, então eu jamais teria coragem de trair a confiança dela a ponto de roubar o ruivo para mim.

— Hawks!

— Mirko!

Observei a sereia platinada nadar em minha direção com um sorriso de orelha a orelha, me dando um forte abraço.

— Eu mal posso acreditar que meu casamento com a Fuyumi será hoje, na hora que o sol se pôr... Santo Zeus, estou uma pilha de nervos!

— Me sinto realmente feliz pela união de vocês duas, sabia disso? Espero que sejam muito felizes juntas! — Comentei enquanto afagava seus cabelos em um gesto carinhoso, desfazendo nosso abraço logo depois.

— Ora, só tenho que agradecer por ter um amigo desses na minha vida. Agora preciso que você venha comigo, quero sua opinião e uma ajudinha para poder me arrumar!

Mirko agarrou meu pulso e nós nadamos para fora do meu quarto, indo até o reino vizinho e entrando no palácio dela. Ela estava alegre, isso me deixou alegre também. Eu desejava vê-la feliz em qualquer situação.

— Será que nós vamos conseguir governar bem juntas? Fuyumi é tão certinha, tenho medo de decepcioná-la.

Mirko era a princesa de Atenas, enquanto Fuyumi era a princesa de Alexandria. Ambas possuíam uma beleza surreal e eram almejadas por todos no mundo marinho.

— Tch. Deixa disso. — Dei um peteleco em sua testa, ouvindo um grunhido de dor em resposta — Você é uma ótima princesa, mesmo seguindo um estilo mais radical que a Fuyumi. Tenho certeza que o reino de vocês será muito próspero e repleto de alegria.

— Que Poseidon te ouça!

— Ele já ouviu. — Sorri, observando Mirko vagar por seus aposentos reais antes de acomodar-se sobre o assento de coral, em frente à sua penteadeira feita de conchas.

— Não fique aí parado, Hawks. Venha ajudar a noiva!

— 'Tá bom, já estou indo.

Assim que ajudei Rumi a arrumar os seus longos cabelos platinados, escolher as pérolas e pedras preciosas que iriam enfeitar sua cauda, além de ajudá-la com as ostras que estavam a cobrir os seus seios fartos, eu pedi licença e saí do quarto, deixando-a sozinha para que ela pudesse se preparar para a cerimônia que ocorreria em breve

(.....)

Como ainda não estava na hora do sol se pôr, resolvi me distrair até que o casamento começasse. Estava nadando por aí sem um rumo específico, afastado de todos e de quaisquer reinos, quando ouvi um barulho alto vir da superfície.

Entrei em pânico. Só poderia se tratar de humanos!

Pensei em dar o fora dali e pedir ajuda aos meus guardas, mas parei ao notar que tratava-se de uma criança humana, cujo havia caído na água e não parava de se debater. Espera aí... ela estava se afogando!

Durante a minha vida inteira, eu sempre fui ensinado a não interagir com os humanos e  muito menos ajudá-los. Eles tentavam nos raptar e nos vendiam por notas que eles intitulavam de "dinheiro". Centenas de tritões e sereias já sofreram monstruosidades nas mãos dos seres que habitavam a superfície. Por este motivo, praticamente nenhum de nós nunca se atrevia a sair do mar, mesmo possuindo o dom de ter pernas fora d'água.

Porém, assim como foi dito anteriormente, eu pensava diferente de todos. A vontade de conhecer o mundo lá fora fazia-se completamente presente dentro de mim. Eu sempre quis saber qual era a sensação de comer os alimentos dos humanos. Eu tinha curiosidade de vestir o que eles usavam para cobrir seus corpos. Meu maior desejo, sem sombra de dúvida, era usar minhas pernas! Andar no chão, correr, pular, sentir a textura da grama por entre meus dedos do pé.

Eu, Keigo Takami, príncipe de Atlântida, não podia ignorar o fato de que aquela criança indefesa estava prestes a morrer afogada. E daí que era a vida de um ser humano que estava em jogo? Isso não importa, meu dever era salvá-la! Se os homens da terram eram "monstros impiedosos" como todos diziam ser, então eu faria questão de mostrar que nós éramos diferentes, não me rebaixando ao mesmo nível que eles.

Não pensei duas vezes antes de nadar até a garotinha que se afogava, qual arregalou os olhos vermelhos em espanto após me ver. Seu susto foi tão grande, que a pequena acabou abrindo a boca para gritar, o que apenas piorou as coisas, visto que humanos não conseguem respirar embaixo d'água.

— Acalme-se, eu não vou te machucar. — Agarrei seu corpo e me dirigi à superfície para que ela pudesse respirar e recuperar o fôlego que fora perdido. A pequena tossiu bastante, me deixando preocupado em relação ao seu estado de saúde. Eu não sabia dizer se isso era uma reação natural dos seres humanos. Mas eu tinha plena ciência de que era preciso levá-la para perto dos pais o mais rápido possível, antes que ela desmaiasse ou acontecesse algo ainda pior.

Nadei até um barco onde havia dois humanos adultos. Julguei ser a família da criança, já que eles aparentavam estar desesperados e gritavam pelo nome "Eri!".

— Ei, vocês conhecem essa criança? Ela estava se afogando e eu a salvei. — Ergui meus braços com a garota em mãos, entregando-a para uma mulher de cabelos brancos.

— Eri! Santo Deus, que bom que você voltou para nós sã e salva!

— Muito obrigado! Muito obrigado! Muito obrigado! — O homem se curvou freneticamente, me agradecendo por ter salvado a filha dele.

— Não precisa me agradecer, eu só fiz a coisa certa. — Dei um sorriso mínimo, me despedindo da família e nadando diretamente até o reino de Atlântida, onde contei o ocorrido aos meus pais e ao meu povo.

— Meu filho, está tudo bem com você? Os humanos te machucaram ou fizeram algum mal a ti? — Minha mãe questionou preocupada, tateando meu corpo em busca de ferimentos.

— Não precisa se preocupar, eles não fizeram nada comigo. Era apenas uma criança que estava se afogando.

— Está ficando louco?! Por que raios tiveste a ideia de salvá-la?! Deveria ter deixado este verme morrer! Seres humanos não prestam! — Meu pai berrou diante de mim.

— Mas eles não aparentavam ser pessoas ruins, pai. Até me agradeceram por salvar a filha deles!

— As aparências enganam, Keigo. Falo isto porque já perdi sua vó e seu avô para um deles. Esses parasitas são sanguinários e não possuem quaisquer escrúpulos, só sabem destruir e matar por puro prazer. — Observei o loiro mais velho respirar fundo, tocando meus ombros com sutileza — Por favor, prometa-me que não irá se arriscar assim novamente.

— Eu... eu... eu prometo.

— Ótimo. Bom garoto. — Meu pai afagou meus cabelos alourados, dando leves tapinhas em minhas costas antes de se afastar — Você não vai se arrumar para o casamento das suas amigas? O sol já vai se pôr.

— Algas marinhas! Eu quase me esqueci!

— Eu e sua mãe estamos indo na frente, certo? Nos vemos por lá.

Assenti com a cabeça e nadei em velocidade máxima até meus aposentos reais, enfeitando minha cauda, braços e peitoral com pérolas e joias brilhantes, além de colocar um colar feito de coral ao redor do meu pescoço.

— Estou pronto!

Nadei até o local onde seria a cerimônia de casamento, me acomodando ao lado dos meus pais e notando que os convidados chegavam aos poucos.

(.....)

As horas foram se passando e a noite já fazia-se presente, mas a festa estava apenas começando. Mirko e Fuyumi finalmente haviam se casado e o clima agradável tomava conta dos reinos de Atenas e Alexandria.

Fizemos comidas típicas à base de moluscos e frutos do mar, além de comemorarmos a união das noivas com várias danças tradicionais, passadas de geração para geração. As músicas alegres e contagiantes soavam pelo enorme salão real, onde todos dançavam entre risos e faces repletas de bom humor.

Quando a festa enfim terminou, já era início da manhã. O sol grande e amarelo surgia nos horizontes do mundo lá fora. Eu parabenizei minhas amigas mais uma vez antes de me afastar e nadar rumo à superfície, onde me sentei em uma rocha localizada na beira de uma ilha deserta.

Ainda sentado sobre a rocha, comecei a cantar uma melodia harmoniosa, atraindo peixes, golfinhos e outras espécies de animais marítimos para perto de mim. Na antiguidade, as sereias e os tritões usavam suas vozes para atrair seres humanos até o fundo do mar. As principais vítimas eram marujos e piratas, que sempre navegavam em grandes navios pelos sete mares. Mas isso é passado. Atualmente, nós não utilizamos o canto para dar cabo nos humanos. Eu cantava porque gostava. Cantar era algo que ajudava a limpar minha alma e sempre me acalmava nos momentos difíceis.

Continuei cantando a melodia sentimental e harmoniosa, até notar uma movimentação estranha na água. Acreditei que não poderia ser nenhum dos animais que me acompanhavam, visto que o cardume de peixes estava parecendo agitado com alguma coisa. Fiquei em estado de alerta e pulei na água, procurando o tal "perigo".

Depois de alguns minutos nadando, eu acabei me deparando com uma cena pra lá de inusitada: algo gigante estava sobre a água, capturando boa quantidade de peixes com a ajuda de uma espécie de rede. Santo Poseidon, eu jamais havia visto algo parecido com aquilo!

Nadei até a rede, agarrando-a com força e colocando todo meu peso na tentativa de puxá-la para baixo. Era muito pesado, eu não iria conseguir salvá-los!

— Capitão, tem algo se movimentando na água! Deve ser um peixão bem grande!

Ouvi a voz de uma mulher vir da superfície, em cima daquele treco que flutuava na água. Quando menos me dei conta, os peixes foram puxados de supetão, quase me levanto junto com eles.

— Rápido! Peguem-no! 

Dessa vez escutei a voz de um homem, fazendo com que eu ficasse estático e arregalasse meus olhos em espanto. Eles estavam se referindo a mim? Só podia ser!

— Andem logo com isso, seus paspalhos! Ele acabará escapando!

Outro homem gritou, ao mesmo tempo em que eu tentei fugir e nadar para longe, sendo prontamente capturado por uma rede menor.

— Socorro! Socorro! Alguém me ajuda! — Gritei em desespero, tentando rasgar a rede.

— Puxem! O peixe está tentando resistir!

A rede fora puxada para cima e eu perdi o contato com a água, me assustando quando me deparei com um bando de humanos armados.

— É um tritão! Capitão, pegamos um tritão! — Um homem com trajes verdes gritou, duas espadas estavam cruzadas em suas costas.

— Ele é tão lindo! Eu quero beijá-lo! — A mesma moça de antes gritou, segurando uma adaga afiada e abrindo um sorriso macabro.

— Toga-chan, comporte-se! Vai que ele te hipnotiza e te leva para o fundo do mar?

— Chega de falatório. Apenas tragam-no ao navio de uma vez por todas. — Um homem de cabelos negros ordenou, sua voz era rouca e levemente baixa.

— Cortando o nosso barato como sempre, não é mesmo, Dabi?

— Calado. O capitão quer vê-lo o quanto antes.

Na mesma hora meu corpo chocou-se com força contra o chão de madeira daquela coisa que eles intitulavam de "navio". Me debati dentro da rede na mera tentativa de fugir, mesmo sabendo que seria impossível sair dali em tais circunstâncias.

— Não adianta bancar o difícil. Não vê que você já está preso, peixinho?

Suas orbes azul-turquesa colidiram-se com as minhas amerelo-ouro, me deixando extremamente acelerado. Levei a mão direita até o lado esquerdo do meu peito, sentindo meu coração bater muito forte e muito rápido.

Que sensação era essa? Eu só me sentia assim quando Enji estava perto de mim... Seria o ar tenebroso que aquele homem intitulado de "Dabi" emanava?

— Vamos prendê-lo no mastro! Eu quero cortá-lo em milhões de pedacinhos! 

— Toga-chan! — O homem loiro repreendeu-a. Uma notável cicatriz fazia-se presente em sua testa e ele aparentava ter trinta e um anos de idade.

— O-o que vocês pretendem fazer comigo?! — Berrei, relutando quando o homem de trajes verdes desfez-se da rede que me cobria, atando meus pulsos com uma corda — Isso está doendo! Me solte!

— Eu sou um pirata, não um mocinho. Estou pouco me fodendo se doí ou não. — Cuspiu as palavras, ao mesmo tempo em que me prendia no extenso mastro e dava sinais para a tal "Toga".

— Eu posso cortá-lo? Por favor, diz que sim! Aposto que o Tomura-kun irá deixar!

— Faça o que quiser. — O esverdeado deu de ombros, sentando em uma cadeira velha e colocando um pano sobre seus olhos.

— Eba! — A loira correu até onde eu estava, encostando sua adaga afiada em meu pescoço e pressionando-a contra minha jugular — Seria tão divertido se eu te matasse... Queria tanto apreciar o gosto do seu sangue e tomá-lo como se fosse rum!

"Merda, isso está me sufocando! Qual é o problema dessa garota?!"

— Toga, deixe a mercadoria em paz.

— De jeito nenhum! Eu quero me divertir com ele, Dabi-kun! — Um bico emburrado brotou nos lábios da loira antes dela cravar a adaga em minha cauda, me fazendo gritar de dor — Mais! Mais! Mais! — Vários golpes consecutivos foram desferidos em minha cauda, parando somente após eu quase perder a consciência.

Embora minha cauda possua a capacidade de se auto-regenerar, ser apunhalado é algo torturante. Será que eles não entendem que eu também sinto dor? Assim como os humanos, eu também tenho sentimentos e emoções! É tão difícil assim compreender isso?

— Toga, eu disse par–

— Yo ho! Eu também quero brincar! — O loiro cortou a fala de Dabi, socando meu rosto com força e me deixando completamente atônito pelo impacto.

— Deixe-o quieto, Twice.

— 'Qualé, Dabi! Faz tempo que nós não temos convidados tão especiais!

— P-por favor... parem com isso. — Choraminguei baixinho, sentindo o sangue metálico escorrer pelos cantos da minha boca.

— Vamos lá, transforme-se em um humano e mostre-nos as suas pernas! — Twice cantarolou, apresentando um surto de múltiplas personalidades logo em seguida: — Fui eu quem te machucou? Minha nossa, me desculpa! Não, ele mereceu apanhar!

Eu me recusava a obedecê-los. Esses humanos queriam ver a minha desgraça e o meu sofrimento, então neguei a fazer o que eles mandaram. Eu poderia sair dessa enrascada totalmente surrado ou até mesmo sem vida, mas eu não daria esse gostinho de vitória a eles.

— Vocês estão preocupados em torturá-lo, mas o que interessa aqui é a grana! — O esverdeado de agora há pouco esbravejou, puxando o pano de seu rosto e levantando da cadeira com brutidão, caminhando até mim em passos pesados — Onde você arrumou todas essas pedras preciosas, hah? Conte-nos!

— Eu não vou falar!

— Ora, seu-

Fechei meus olhos com força quando ele ergueu seu punho para me socar, mas retornei a abri-los assim que percebi que nada veio, ou seja, literalmente nada me atingiu. Dabi havia segurado o soco dele.

— Pare de procurar encrenca, Spinner. Não devemos tocar nele até que o capitão ordene. E isso vale para todos vocês.

— Tch. Que saco. — Estalou a língua no céu da boca, recolhendo todas as joias e pedras preciosas que estavam fixadas em minha cauda, peitoral e braço, afastando-se para longe de nós.

Eu realmente não queria me transformar em humano. Ao menos, não daquele jeito. Era humilhante. Era doloroso. Pensei que poderia lutar e resistir até o final, mas tudo que aconteceu naquele exato momento, foi eu assumir minha forma humana e me entregar à dor.

A última coisa que meu campo de visão captou antes de ficar completamente escuro, foram as íris azul-turquesa de Dabi, tão cianas quanto as de Enji e tão formosas quanto o próprio mar.


Notas Finais


Gente, eu devo continuar essa fic ou não? Vocês curtem esse tema?

Obrigada por ler! 😘❤


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