História Feelings in Secret - Capítulo 4


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Categorias ICarly
Personagens Freddie Benson, Sam Puckett
Tags Carly Shay, Freddie Benson, Fredward Benson, Gibby, Icarly, Nickelodeon, Sam Puckett, Samantha Puckett, Seddie, Spencer Shay
Visualizações 136
Palavras 3.129
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A fic varia muito de ponto de vista mesmo. Gosto de fazer assim porque pra falar de sentimentos, é bom que a visão seja totalmente pessoal. Gosto, também, de mostrar os dois lados da moeda e fazer vocês perceberem que Sam e Freddie às vezes não são tão opostos assim.
Boa leitura!!!

Capítulo 4 - Revelações.


Freddie's POV

Cheguei em casa ainda chorando ainda pensando no que vi. Sam tá certa. Eu pedi pra ela se afastar de mim e foi isso que ela fez. É melhor ela estar assim, do que triste, não suportaria vê-la assim.

Sei que eu estou sofrendo. E merecido. A pior decisão que eu já tomei na vida foi falar aquilo pra Sam.

Sim, estou começando a tirar os 'talvez' relacionados ao que eu sinto pela Sam. É assim que quero estar pelos próximos tempo: decidido. E é difícil admitir que depois da reação que eu tive de ver a Sam beijando outro cara que não sou eu, é provável que eu esteja nutrindo sentimentos por ela. De novo.

Eu coloquei um talvez nessa frase. Quer saber? A minha vida é mais bagunçada do que qualquer coisa.

Minha relação com a Jennifer é a coisa mais confusa do mundo. Eu sei que ela não me ama, porque jamais alguém seria tão inseguro como ela é em um relacionamento onde há certeza do sentimento mútuo na mesma intensidade. Nem sei se a amo também. 

E aí você se pergunta por quê eu não termino com ela. Quando terminei com a Sam me senti sozinho, machucado e triste. A Jennifer apareceu e tirou todos esses sentimentos de dentro de mim e foi aí que me vi apaixonado por ela, ou iludido com esse mundo fantasioso que criei onde não há mais solidão, mas há confusão, desconforto e infinitas discussões por conta de insegurança. Foi legal nos primeiros meses, vivemos momentos ótimos, mas nos últimos tempos isso tem me cansado cada vez mais. 

Agi por impulso na ânsia de seguir em frente. Vocês já devem ter percebido que me engano fácil sobre paixões. Primeiro, eu acho que estou apaixonado pela Carly e depois descubro que era só uma admiração infantil por ela ser tão simpática e tão doce com todos. Em segundo, penso que estou amando estar com a Jennifer, mas a verdade é que eu não quero me sentir sozinho de novo.

Eu tenho tanta certeza de que verdadeiramente amei a Sam porque ela me fazia feliz. Me fazia sorrir todos os dias só com alguma coisa boba que falasse. Me fazia sentir trilhões de sensações ao mesmo tempo só quando me tocava ou quando trocava carícias comigo. Me fazia esquecer de todos os pequenos detalhes da vida, fazia eu me sentir livre. Depois de ano sendo fucado pela minha mãe, é díficil alguém me fazer sentir desse jeito. Livre, por exemplo, a ponto de não ter medo de dizer que a amava e o quanto ela era especial. Sempre disse isso pra Carly, mas quase sem emoção nenhuma. A primeira vez que disse que amava a Sam naquele elevador, foi a coisa mais verdadeira que eu já disse. E eu não tive medo de dizer. Sam fazia eu me sentir desse jeito. De um jeito que jamais garota nenhuma, conseguiu fazer. 

Quero sentir todas essas sensações de novo, mas como eu sou o cara mais idiota, eu perdi a garota mais incrível.

Sam's POV

Cessamos o beijo e eu não sabia onde enfiar a cara. Não beijava há mais de seis meses e fiquei me perguntando se eu ainda sabia fazer isso. Parece que sim, porque esse badboygato não tira esse sorriso do rosto.

— E aí, loirinha? Não vai me dizer seu nome? - ele disse sorrindo.

— Samantha. Mas, prefiro que me chame de Sam. - eu disse com frieza. Não estava confortável. 

— Interessante. Samantha... Seu nome é bem doce, mas parece que você não... Pra quê tanto rancor, gata? Não gostou do meu beijo? Olha, eu gostei do seu e muito. - ele falou se aproximando.

— Não me chama de 'gata' e nem de 'Samantha', já disse que prefiro Sam. - disse e me afastei um pouco.

— Enfim, como quiser Sam. Meu nome é Chad. - Chad disse se aproximando. De novo.

— Prazer, Chad. - disse recuando. De novo.

— Qual é? Não quer me beijar de novo? - ele pôs a mão na minha nuca por baixo do meu cabelo.

Tirei a mão dele e logo disse:

— Não. Eu tô com fome. Será que agora que já nos conhecemos e nos beijamos você pode me deixar comer? - disse sem paciência.

— Vai nessa. - ele falou abrindo espaço pra eu passar - Te vejo depois, certo?

— Tanto faz. - eu disse querendo sair o mais rápido possível dali. 

Estava comendo quando ouço uma voz muito conhecida dizer:

— Eu vi! Ah! Não acredito que você foi tão rápida! Nem precisou da minha ajuda! Sam... Você tá mesmo empenhada em esquecer tudo aquilo. Melhor assim, porque aquele cara é um gato! Ele me lembra o Griffin, mas é ainda mais gato! Sam, você precisa me cont... - Carly ia falando, mas eu a interrompi.

— Você não viu nada demais, tá? E eu não quis isso. Eu tava indo pegar comida e ele me impediu. Não estava planejando beijá-lo mas ele me beijou de surpresa! Eu não quis nada e nem quero nada. 

— Se você não quis e nem quer nada porque correspondeu tanto o beijo? - sabia! Maldita Carly!

— Talvez porque eu seja uma adolescente de 17 anos que não beija faz mais de seis meses. Mas só por isso. - disse comemorando por não ter gaguejado.

— Sei... Vem, vamos dançar. - ela disse me puxando pelo braço.

— Não! Eu não quero. Vamos embora, Carls... - disse persuasiva. 

— Nem pensar! Acabamos de chegar e só porque você beijou o carinha gato, não quer dizer que a festa acabou. Nem conheci alguém interessante ainda! - ela me disse como se fosse óbvio - Mas, sério. Como é o nome dele? Ele beija bem?

— Vai com calma, Shay! - disse rindo - O nome dele é Chad.

— Você não respondeu minha segunda pergunta. - ela disse, e eu não acredito que ela tá me forçando a falar isso.

— Tá, Carly. Ele beija bem. - respondi tentando esconder o quão envergonhada eu estava. 

— Depois você me conta mais. Tem um garoto que não para de olhar pra cá. Eu já volto. - Carly disse e eu revirei os olhos.

Enquanto ela estava falando com o menino, eu sentei em uma das mesas vagas ali. O meu pensamento foi pro mesmo de sempre. Não acredito que depois de beijar um badboy tão gato, eu ainda penso no mesmo nerd de sempre.

Olhei pro lado e Carly já estava beijando o cara. Não sei como ela já teve tantos namorados e não conseguiu se apegar de verdade a nenhum. Queria que fosse assim comigo. Mas eu tinha que me apegar logo ao meu primeiro namorado de verdade, que ainda por cima é o rei dos manés. 

Carly parou o beijo, olhou pro lado e me achou sentada na mesa. Veio até mim, sentou na cadeira ao meu lado e logo disse:

— Sam! Meu Deus! - eu ri.

— Já sei qual é o discurso. Ele é muito fofo, carinhoso e beija muito bem. - eu disse ainda rindo.

— Exatamente! Já dei meu telefone pra ele...

— Você não tem jeito, Carly Shay! - gargalhei - Tá, agora que você já conheceu 'alguém interessante' podemos ir?

— Aham. - ela disse pra minha surpresa.

Nos levantamos e fomos até a porta. E para minha surpresa. De novo. O Chad nos impediu.

— Tá indo embora sem me dar seu telefone? - ele perguntou.

— É o que parece, né? Que pena. - eu disse já cansada desse mesmo papo de xaveco barato. 

— Sam dá seu telefone pra ele. - Carly disse.

— Ah qual é, Carly? Não vou dar meu telefone pra ele. - eu estava realmente de saco cheio. 

— Vai logo! Não vai doer nada, te garanto.

Carly me convenceu. E realmente, não dá mais pra viver assim. Preciso ajeitar minha vida. Não dá pra viver em função de um ex namorado que namora e que me pede pra não falar mais com ele. Eu nunca fui tão idiota assim. 

— Chad me dá seu celular que eu vou me colocar nos seus contatos. - disse num pulo 

— Beleza. - ele assentiu convencido 

Devolvi o celular e balbuciei um 'pronto' e ele respondeu com um sorriso.

Saímos da casa de festas.

Já estávamos no táxi e eu estava estranhando a Carly não ter falado nada ao longo do caminho.

Alguns minutos depois nós chegamos e pagamos o motorista. Entramos no elevador e eu resolvi quebrar o silêncio:

— Você esqueceu que a gente tem ensaio do iCarly amanhã... - eu disse, para minha surpresa. Outra vez. Estava me surpreendendo muito essa noite.

— Desde quando você é responsável? - Carly disse rindo.

— Nem eu sei... - falei enquanto entrava no apartamento - Vou dormir aqui e vou dormir agora. Tô muito cansada.

— Tá legal... Já sabe o esquema do pijama. - ela disse em um tom alto enquanto eu subia as escadas.

— Sempre soube! - disse no mesmo tom que ela.

 

Algumas horas depois...

 

Freddie's POV

Acordei com a campanhia tocando. São 10 horas da manhã de um domingo. Pelo o amor de Deus, quem está acordado às 10 horas da manhã de um domingo?

Atendi a porta e já devia ter imaginado.

— Ah... Oi Jennifer... - disse com um ar de desânimo.

— Oi! - ela entrou me dando um selinho. Como sempre. - Como você tá? Não nos vemos desde o dia em que vim jantar aqui...

— Pois é. Tô ótimo, mas estaria melhor se estivesse dormindo. - disse um tanto frio.

— Eu te acordei? - ela me perguntou com um semblante preocupado. 

— Sim. Mas, não tem problema porque daqui a pouco eu tenho ensaio do iCarly.

— Ah não, Freddie! Você nunca tem tempo pra mim! Vim aqui pra nós ficarmos juntos e você tem ensaio do iCarly?! - ela disse quase gritando.

— Sim, eu tenho ensaio do iCarly. - disse indiferente - Você já devia saber disso... 

— Que horas é?

— Meio-dia. - falei ainda frio. - Mas podemos fazer alguma coisa depois. - tentando amenizar minha indelicadeza. 

— Não! Poxa, ainda temos mais de uma hora pra aproveitar...  - ela disse se aproximando. E eu recuei.

Senti repulsa quando ela chegou a me tocar. Me senti arrogante e preponte ao sentir isso. Me senti escroto pra caralho com a forma com a qual estava me sentindo. Mas, eu tava exausto, desgastado e sem a menor paciência pra continuar assim. Naquele momento, mesmo com os turbilhões de emoções em um milésimo segundo, tinha decidido o que ia fazer. 

— Jennifer, olha... Não dá mais. Sério. Cansei de tudo isso. Tenho outras prioridades na minha vida e se for pra ter uma namorada quero que ela seja uma das prioridades, mas infelizmente você não está na lista delas. - eu disse ainda tentando consertar meus surtos anteriores de indelicadeza. 

— Quê? Freddie, calma. Vamos pensar. O que aconteceu nesses dois dias? - ela disse calma. Para minha surpresa.

— Nada que você precise se preocupar. - disse acertivo. Queria tanto acabar logo com isso... 

— Freddie, você não pode fazer isso... Somos tão felizes juntos, por que quer jogar nossos seis meses no lixo? - ela estava muito calma e eu já estava ficando assustado.

— Não somos felizes. Pensamos que somos. E se eu terminar com você agora, coisa que eu já fiz, mas você se recusa a aceitar, eu não vou estar jogando nada fora. Nada que vivemos foi realmente verdadeiro. Sinto que mentimos um pro outro. Você tinha acabado de sair de um relacionamento na época que começamos e eu também. Então, a verdade é que nós fomos uma forma de não cair na solidão um pro outro. - vomitei tudo da maneira mais impulsiva que já disse algo antes. Eu estava completamente fora de mim. 

— Freddie, está me assustando... SOMOS FELIZES SIM! COMO PODE DIZER QUE NÃO SOMOS? - agora eu reconhecia a Jennifer. Ela estava gritando.

— A vida às vezes prega peças na gente, pensamos que estamos felizes quando não estamos. E isso se encaixa perfeitamente aqui.

— NÃO VOU AGUENTAR VOCÊ ME DANDO CONHECIMENTOS QUE EU NÃO PRECISO TER! Você sempre com suas palavras de nerd pra explicar TUDO! - ela estava gritando muito alto. Era possível que toda Seattle a ouvisse - Freddie, - ela se acalmou - vou deixar que você pense sobre isso sozinho. Mas ainda não acabou. - ela foi andando em direção à porta e eu nem tive tempo de falar nada.

Ótimo, eu fiz o que eu queria fazer, mas a pessoa que precisava entender, não entendeu.

Fui tomar café porque merecia depois de um desgaste físico e emocional de toda DR com a Jennifer. 

Sam's POV

Acordei com alguns gritos que ouvi do apartamento da frente. Parecia Jennifer. Carly já estava acordada quando eu desci.

— SAM! Você ouviu? - ela me disse toda animada.

— Quem não ouviu tem sérios problemas de audição. O que aconteceu? - disse na beira do último lance de escadas esfregando os olhos. 

— Jennifer e Freddie estão brigando! E parece que a briga é feia! - ela estava toda empolgada.

Nesse momento eu ri muito alto, gargalhei mesmo.

— Ela sempre grita assim quando briga com o Freddie. Mas, daqui a pouco eles estão de volta...

— Não sei não... Ouvi uma coisa parecida com "SOMOS FELIZES SIM! COMO PODE DIZER QUE NÃO SOMOS?"

Por fora eu estava imóvel, sem reação. Mas, por dentro estava soltando fogos de artifício. Não acredito que importo com as mais novas fofocas do casal do ano. 

— Sério?! - disse surpresa - A coisa foi realmente feia, então...

— É, parece que sim. Não comenta nada com o Freddie sobre, eu quero descobrir sozinha. - ela falou pensativa.

— Não falo mais com o Freddie, Carly. Tá lembrada?

— Ah, é. Tem razão. Mas...

Nossa conversa foi interrompida por alguém entrando no apartamento de Carly.

Freddie. Estava mais bonito do que nunca, com uma camisa verde listrada de mangas compridas, que só ficava bem nele. As mesmas dobradas até o meio do braço. Uma calça jeans aparentemente nova e um all star preto que está sempre, sempre impecável.

E claro, o cabelo. Estava com um topete molhado, mas como sempre (também), milimetricamente penteado. 

Meus devaneios foram interrompidos quando ele disse:

— Oi Carly. Sam...

— Oi Freddie... - Carly disse contendo o riso.

— Oi. - eu disse baixo, mas alto o suficiente para que ele ouvisse.

— Vou arrumar alguns cabos lá em cima, vocês vão pra lá depois? - ele perguntou e estranhamente, não parava de olhar pra mim.

— Sim. Eu e a Sam só vamos trocar de roupa. Espera a gente lá. - Carly disse.

— Beleza. 

Assim que acabamos de trocar de roupa fomos pro estúdio.

Pela transparência da porta dava pra ver que Freddie estava extremamente concentrado no que estava fazendo e então entramos.

— Sam, vou começar a falar e você entra de lá. Mas, não entra imediatamente, só quando eu falar "macarrão divertido". - Carly disse pra mim e eu abri um sorriso.

— Sério que vamos fazer esse quadro? Quanto tempo não fazemos! Adoro ele!

— Pelo visto também adora beijar garotos em festas de inauguração de lugares. - Freddie disse debochado. 

O quê? Ele pirou? Como sabe disso? Como tem coragem de me falar uma coisa dessas num tom irônico logo depois do que ele mesmo fez comigo? Esse nerd só pode tá maluco. Ele queria mesmo apanhar, perdeu a noção total do perigo. 

— O que disse? - eu perguntei tentando não voar em cima dele. 

— Quê? Nada. - ele disfarçou.

— Freddie, estava lá? - Carly perguntou.

— Não. - ele insistiu.

— Freddie... - Carly insistiu mais. E eu ainda estava parada esperando uma resposta dele.

— Eu só fui lá pra falar com a Sam, mas aí eu vi aquilo e...

— Pra falar comigo? - ele só podia estar de brincadeira. 

— Sim. - ele disse abaixando a cabeça.

— Mas, Freddie... Não entendo você. De verdade. Não disse que queria distância de mim? Qual é, que palhaçada é essa? - eu odiava mais que tudo aquele bobão naquele momento. 

— É, Sam... Sobre isso... - o toque do meu celular o interrompeu e eu fui ver quem era. Número desconhecido. Atendi ali mesmo.

— Alô?

— Sam? É o Chad.

— Oi Chad. - depois que falei isso, só vi o Freddie saindo do estúdio e batendo a porta. Carly foi atrás dele. - Chad, não posso falar agora. Depois eu te ligo. - desliguei o telefone e sentei no chão ao lado da porta afim de entender o que estava havendo com o Freddie. Como posso ainda me importar com os sentimentos feridos dele depois de tudo que eu passei? 

De repente ouvi uma conversa. Carly e Freddie estavam conversando.

— Tá legal... Pode dizer o que tá acontecendo. - Carly disse.

— Carly, minha vida é a mais bagunçada que existe.

— Você ainda não esclareceu nada.

— Tá, olha... Eu nunca quis me afastar da Sam, mas fiz isso porque achei que seria bom pra eu continuar namorando a Jennifer. É meio confuso, mas eu achei que como a gente terminou, esse seria o caminho, então tentei refazer minha vida com a Jennifer.

— E pra refazer sua vida com a Jennifer você tem que se afastar da Sam?

— Aí que tá. Quando eu tô perto da Sam, as sensações de quando nós éramos namorados voltam. E eu não consigo controlar isso.

Ouvi a Carly rir. Rir de alegria mesmo.

— Então, tá. Essa parte eu já entendi. Mas, o que foi falar pra Sam na festa ontem?

— Eu só percebi o quão babaca eu fui e quis me desculpar. Mas, parece que ela já refez a vida dela, aparentemente com esse cara chamado Chad não-sei-das-quantas e eu não quero impedi-la de ser feliz.

— Chad a beijou de surpresa e parece que a Sam nunca vai conseguir refazer a vida dela sem você.

— E-espera, é sério isso? Ela tem mostrado sentimentos por mim?

Ele gaguejou por algum motivo desconhecido.

— Freddie, você é a única pessoa no planeta que não percebe que a Sam ainda te ama.

Se eu vou matar a Carly por ter falado isso? Mas, é claro que vou.

— Queria que ela soubesse que eu também a amo. E naquele elevador eu nunca quis terminar, e naquele corredor eu nunca quis me afastar. Eu só quero me sentir feliz de novo, Carly. Mas, isso não vai ser possível sem a Sam. Isso foi só o que comprovei toda vez que me aproximo dela desde que terminamos. 

Meu choque foi o maior de todos os tempos. Eu não estava acreditando no que eu estava ouvindo. Assim como não acreditei quando ele disse naquele dia 'quero que você se afaste de mim'. Do mesmo jeito. Não acreditei. Me afastei da porta, e ainda estupefata me sentei em uma das cadeiras de plástico coloridas do estúdio. Paralisada, penso numa maneira de dizer pro Freddie que quero tentar mais uma vez, sem que fique muito óbvio. 


Notas Finais


O que será que a Sam vai fazer?


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