História Feelings in Secret - Capítulo 5


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Categorias ICarly
Personagens Freddie Benson, Sam Puckett
Tags Carly Shay, Freddie Benson, Fredward Benson, Gibby, Icarly, Nickelodeon, Sam Puckett, Samantha Puckett, Seddie, Spencer Shay
Visualizações 88
Palavras 1.890
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ei, que bom te ver aqui. É um capítulo mais curto mas muito especial. Boa leitura! 💓

Capítulo 5 - Sentimentos Concretos.


Freddie's POV

Senti que falar aquilo pra Carly foi como tirar um peso de toneladas das minhas costas.

Eu tenho toda a certeza do mundo que amo a Sam. Pena que seja tarde agora pra conseguir reconquistá-la. O medo que senti de perdê-la ali dentro vendo aquela cena foi descomunal. Invadiu meu peito avassaladoramente e me fez olhá-la como se eu pedisse pra que ela ficasse em meus braços de novo. Nunca tinha me sentido assim antes.

Foi uma confusão de sensações complexas que não consigo reduzir em apenas uma palavra. Eu senti aquela angústia no peito quando me dei conta de que ela estava falando com ele. A mesma angústia que eu senti quando a vi beijando-o. 

Eu tenho medo da Carly só estar enganada sobre os sentimentos da Sam. Ninguém consegue desvendar essa garota. Mas, se a conheço o bastante é provável que ela esteja querendo voar na minha jugular. Ninguém brinca com Sam Puckett, e estar mudando tanto de ideia em relação a nós dois pode acabar com toda a ternura e compaixão que um dia ela sentiu por mim.

Eu não quero magoá-la. Dói mais do que se enfiassem uma faca afiada no meu peito vê-la triste. 

— Freddie? - Carly disse interrompendo meus pensamentos. 

— Hum? - foi a única coisa que eu consegui responder.

— Vai falar com a Sam. 

Ela só podia estar maluca. Eu não vou falar com a Sam sobre o que eu sinto depois de ter falado com todas as letras que queria que ela se afastasse de mim. Eu não vou falar com a Sam, enquanto ela tenta ser feliz com outro cara. 

Porque sim, esse é o certo.

Eu não mereço ela. Não quero fazê-la sofrer outra vez e esse é o meu maior medo. Quero que ela seja feliz, mesmo se não for comigo.

Falei tudo que me sufocava pra Carly como forma de desabafar. Já me dei por vencido desde que vi aquela cena na festa. A Sam está em outra. 

— Carly, eu não vou falar com a Sam.

— POR QUÊ? - ela gritou.

— Porque eu não quero que ela sofra. E esse é o meu maior medo. Fazê-la sofrer outra vez. 

— Sabia que você complica tudo? - disse ela indignada - Isso é inacreditável - murmurou baixo mas alto o suficiente para que eu ouvisse. 

— É sério, Carly... - eu ia falar, mas ela foi mais rápida.

— É sério, Freddie! Você gosta dela e ela gosta de você. Qual é a dificuldade? - ela estava gritando, e sua veia do pescoço pulsava a cada pergunta que me fazia - Olha, sinceramente. Lembra do conselho que você deu pra ela antes dela tomar coragem pra te beijar? Como você sabe que vai fazê-la sofrer? Mesmo que você tema pelo o que vai acontecer, nunca vai saber se não tentar.

Carly repetiu a mesma frase que falei pra Sam naquele dia. E ela estava certa, de alguma forma. Eu temo e muito pelo o que vai acontecer, mas sim, eu nunca vou saber se eu não tentar.

Essa frase começou a ecoar na minha cabeça por alguns segundos. Eu não paro de pensar nisso, mas eu não consigo tomar coragem de ir falar com a Sam.

Um belo covarde, Freddie Benson.

À essa altura ela já deve ter entrado naquele elevador e saído com o merda do Chad. 

E eu aqui, sem forças pra mexer um músculo.

Sam's POV

Eu me levantei devagar. Carly e Freddie conversaram sobre alguma coisa a mais que eu não quis ouvir.

É engraçado o quanto as coisas com nós dois são intensas e até demais. Nos poucos segundos que estou pensando sobre o que ele falou, me sinto confusa. Quero tentar, mas morro de medo. Quero arriscar, mas é difícil ceder para alguém que já te fez sofrer tanto. 

Ainda estou paralisada e não sei o que fazer.

Talvez, eu abra essa porta e fale pra ele que eu ainda o amo e que, sim, a Carly estava certa.

Ou talvez, eu não faça nada.

Uma bela covarde, Sam Puckett.

Mil coisas estão rolando pela minha cabeça nesse momento. Será que aquilo que a Carly escutou sobre a Jennifer dizer que eles não são felizes juntos, é realmente verdade? Tudo indica que sim.

Por quê tudo tem que ser tão confuso? Por quê eu sou corajosa pra tantas coisas e não para a que mais me interessa?

Uma bela covarde, Sam Puckett. De novo.

E de uma hora pra outra, o Freddie me ama de novo? E a Jennifer? Ele parecia tão feliz com ela e parecia que tudo estava dando certo...

— Sam? - uma voz muito conhecida falou abrindo a porta do estúdio.

Era ele. Por quê meu corpo tinha que estremecer dos pés a cabeça logo agora? 

— Oi Freddie. - eu disse em um tom baixo tentando disfarçar qualquer conhecimento que tinha naquele momento. 

Meu coração estava a mil, minhas mãos suadas e tudo que eu conseguia pensar é se Freddie falaria o que eu queria ouvir outra vez.

Ele me fazia ficar tão bagunçada. Na minha vida, tudo sempre foi claro e objetivo, mas quando se trata desse nerd esquisito, as minhas maiores certezas viram incertezas em questão de segundos.

Ele chegou mais perto e eu fui ficando ainda mais nervosa.

Que diabos está acontecendo, Samantha?

— A-a gente precisa conversar. - senti que ele hesitou um pouco.

Freddie estava apavorado. Sei decifrar cada reação que ele tem e a hesitação é a marca clara dele de nervosismo. 

— Freddie... - eu disse tentando fazer sentido. 

— Não. Deixa de eu falar, antes que eu perca a coragem. - ele disse bastante decidido.

Eu estava nervosa demais pra esperar o Frednerd falar gaguejando mais uma vez. 

— Freddie, eu ouvi tudo o que disse pra Carly! - disse de uma vez.

Ah, não. Eu não devia... droga, droga, droga e droga. Mil vezes droga. Eu não queria que ele soubesse.

O que ele vai achar? Que eu espiei que nem uma louca?

Uma louca, desesperada?

Parabéns, Sam Puckett.

— Ouviu?

— Foi o que eu acabei de dizer - disse como se fosse óbvio.

— Não foi o suficiente. - ele deu uma pausa que eu queria que acabasse rapidamente, mas não queria falar demais de novo

— Sam - ele continuou - agora você sabe que eu nunca quis me afastar de você e nem terminar. E agora você sabe o motivo por eu ter feito a primeira coisa. Olha, eu sinceramente não sei porque a gente terminou. - ele hesitou um pouco antes de falar - Já que eu fui a pessoa mais feliz ao seu lado.

Gelei. Como assim? Ele tá louco?

Eu amo o Freddie, e quando digo que amo é o sentimento mais puro que podia sentir por alguém. Mas... ele acha que a vida é cor-de-rosa? Ele me magoa, fala com todas as letras que quer distância de mim, me vê chorando no corredor e me deixa sozinha e acha que chegando aqui e falando coisas que eu nem sei se vão durar por muito tempo, vai ficar tudo bem?

Freddie é a pessoa mais indecisa que eu conheço. A qualquer momento ele pode mudar de ideia e me deixar chorando sozinha. De novo.

Ele não viveu tempo suficiente comigo pra saber que não é fácil assim?

— Freddie. Deixa eu ver se eu entendi. Você pede distância de mim e dois dias depois você diz que me ama? Você tá louco? Que você é indeciso, todo mundo já sabe... Mas, a esse ponto?

Meus olhos já estavam começando a marejar, mas me controlei ao máximo para que nenhuma gota caísse.

— Sam, eu te conheço. Sei que não vai ser fácil. Sei que não é fácil. Eu sei que te magoei muito e eu quero consertar isso. Eu não quero chegar aqui e dizer que te amo e achar que vai ficar tudo bem. Porque eu sei que não vai ficar tudo bem. Eu quero te pedir em primeiro lugar, que me perdoe por ter sido tão idiota, estúpido e um merda e todos os adjetivos sinônimos a esses com você. - os olhos dele se encheram de lágrimas - Não foi fácil pra mim te ver naquele corredor chorando, mas como eu sou o cara mais babaca achei que tudo ia passar e que era melhor seguir em frente sem você. - ele respirou muito fundo - Foi aí que eu cheguei a conclusão de que, não dá pra seguir em frente sem você.

Parece que tinha lido a minha mente. Era isso que ecoava na minha cabeça nos últimos meses. Estava desacreditada de uma vida sem ele. 

— Eu vim me desculpar porque mesmo que a gente não volte a ter algo a mais, eu quero fazer de tudo pra não te ver chorar daquele jeito de novo. Ainda mais por minha causa. Eu quero fazer de tudo pra não ver nenhuma gota cair dos seus lindos olhos azuis.

Tá, essa não deu pra aguentar.

Se alguém tiver alguma palavra que possa descrever esse momento, por favor me diga. Porque eu não consigo encontrar nenhuma.

— Sam, eu te amo. Talvez, você ache precipitado, mas quando eu te vi com aparentemente esse tal de Chad - ele fez uma cara de nojo e eu ri - eu senti como se meu mundo tivesse desabado. Sabe, eu nunca segui em frente de verdade. - ele chegou mais perto de mim e eu fiquei realmente com muito medo que ele escutasse meu coração, porque acho que Seattle toda está escutando-o nesse momento - Quando nós terminamos, eu me senti sozinho e a Jennifer foi meio que uma pessoa que preenchesse meu vazio. E aí eu cheguei a outra conclusão...

— Freddie, a quantas conclusões você chegou nesses dois dias? - o interrompi brincando.

Ele riu e deu o seu melhor sorriso.

É melhor que ele nunca saiba o quanto esse sorriso pode me afetar.

— Deixa eu terminar! - ele disse rindo, mas logo ficou sério - Sam, ninguém consegue preencher o vazio que existe aqui. - ele colocou a minha mão no coração dele. Tá, Freddie você quer me matar. - Porque esse vazio é você.

Minha mão tremeu e eu tirei rápido do peito dele, porque fiquei com medo de que ele percebesse.

— Andou lendo livros de romance, né? Freddie, te falei que não são pra homens! - eu ri e ele também.

— Sam... Tô falando sério! Qual é!

Ele se aproximou e pôs uma mecha do meu cabelo pra trás.

Minha vida inteira passou pela minha cabeça nesse momento e eu já tinha esquecido o que eu estava pensando antes.

Tinha esquecido de todo o meu orgulho e de todo o meu discurso sobre o mundo ser cor-de-rosa.

Ele estava muito perto de mim. Eu conseguia sentir o seu hálito quente e desesperado batendo contra a minha boca.

— Freddie... - sussurrei suplicando mentalmente pra que ele não acabasse com o meu resto de sanidade naquele momento. 

Ele não deixou que eu falasse. Me beijou com toda sua vontade.

Um beijo apaixonado e ao mesmo tempo urgente e excitante.

Coloquei todos os meus sentimentos nesse beijo. Raiva, dor, saudade, felicidade. Tudo ao mesmo tempo.

Freddie me faz sentir assim. Livre e feliz. Me faz ter trilhões de sensações só com o seu toque.

Freddie me faz sentir de um jeito, que jamais garoto nenhum conseguiu fazer. 


Notas Finais


Gente, eu shippo muito e vocês? ;)


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