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História Feelings of a cold night - Capítulo 25


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Notas do Autor


Alo

Capítulo 25 - Problema - Parte: 2


– A Misty sumiu.

O homem dizia ao telefone, olhando diretamente para a pessoa em que ele citava.

Foi então que após o silêncio, ele teve a resposta

É mesmo?

O homem arregalou os olhos ao ouvir

– S-Sim. Ela não aparece em casa há dois dias. – Ele falava, olhando para a ruiva, que começava a dar um sorriso de canto.

Entendo..

– Não está preocupado? Ela é sua amiga, cara! – Ele se irritou

Estou, mas o que eu posso fazer agora?

– B-Bem.. Não sei..

Então é isso. Preciso ir ou vou me atrasar. Até, Guzma.

Dizendo isso, ele desligou. Com o silêncio, uma risada alta vindo da ruiva o irritou.

– Você acha mesmo que o mundo é como nos filmes? – Ela debochava

– Cala boca, vadia. – Ele fechou a cara

– O Ash não é o tipo de cara que vai parar tudo que ta fazendo e vir desesperado. Você realmente não o conhece. – Ela sorria ao dizer, orgulhosa.

– Eu disse para você calar a boca. – Ele se aproximava, tentando intimidar, mas ela continuava com o sorriso.

– O que vai fazer? Se for me matar, seria um grande favor. Mas se encostar um dedo no meu corpo, ai a história vai ser outra. – Ela tirou o sorriso, o olhando de forma ameaçadora.

Guzma resmungou, se virando e voltando a ficar inquieto, enquanto ainda absorvia a reação de Ash ao telefone.

– Sabe Guzma.. Isso é tudo uma piada. – Ela chamou a atenção dele

– O quer dizer?

– Nós dois estamos sendo usados da forma mais suja. Ameaça. É um ciclo infinito. – Ela suspirava ao dizer – Por nos preocupamos mais com os outros do que em nós mesmo, estamos nessa situação. – Ela dizia, vendo o homem abaixar a cabeça.

– Eu sei disso.. – Murmurou

– A Plumeria é alguém que você precisa proteger com a vida. A mesma coisa pra min é com a Chloe. – Abaixou a cabeça ao falar.

Guzma desviou o olhar

– Eu fico pensando.. Até quando isso vai continuar? Sermos usados como ferramentas para manter a segurança de alguém. Como você acha que vai acabar? – Ela perguntou, o olhando seriamente.

– Eu não sei.. Não sei o que fazer.

– Eu também não.

(...) Com Ash

Ao desligar a chamada, sua expressão era a mesma de sempre. Sua mente seguia tranquila quanto a aquilo, pois seus princípios continuavam o mesmo.

Estar calmo em todo tipo de situação foi algo que aprendeu com a vida. Preparado para o pior todo dia desde que perdeu tudo que lhe restava.

Ao sair da casa, Serena, Blue e Daisy conversavam, mas pararam assim que o viram.

– O que era? – Serena perguntou

– Nada demais. – Ele respondeu – Vamos. – Ele falou, as vendo assentir.

– A propósito, o que você falou com o Tobias ontem? – A cabelos de mel perguntou

– Como você sabe disso? – Ele estreitou os olhos

– Eu vi vocês pela janela. – Ela explicou.

– Eu tenho medo da sua irmã. – Ash falou ao lado de Daisy, que riu.

– Ei! – Serena se indignou. – Eu não fico te vigiando toda hora. Foi só coincidência. – Fez bico

– Não quero ouvir isso de alguém que invade minha casa sem permissão.

– Como já dizia o Brock. “Um ladrão precisa de permissão para entrar na casa dos outros?” – Ele sorriu ao falar

– Você é uma ladra? – Ash calmamente perguntou.

– Não.

– Então voltamos a estaca zero. – Ele disse, vendo as duas garotas rirem.

– Que seja! O que ele queria? Conheço o Tobias bem o suficiente para dizer que se ele foi até sua casa pessoalmente é um assunto sério. – Ela cruzou os braços, vendo o moreno suspirar.

– Não é tão sério assim. Você vai ver. – Dito isso, ele se virou.

As três se entreolharam e decidiram voltar a caminhar.

Com o tempo passado, finalmente chegaram na entrada da universidade. Havia muitas pessoas, típico de um novo semestre. Rostos jovens que iriam começar a faculdade logo após o ensino médio eram acompanhados de sorrisos ansiosos.

Foi então que logo ao entrar, Ash reparou numa jovem caminhando em sua direção. Cabelos longos tingidos de um roxo escuro e um olhar sério.

– Bom dia, Ash. – Ela dizia ao parar em frente aos quatro.

– Bom dia, Sabrina. – Ele calmamente a cumprimentou.

– Fico feliz que tenha aceitado. Quando o Tobias veio falar comigo, eu realmente pensei que você seria a pessoa ideal. – Ela sorriu de canto ao dizer.

– Obrigado. Vou me esforçar. –  Falava sem ânimo algum.

– Muito bem. Sei que é bastante repentino, mas eu preciso que você venha comigo antes da cerimônia de entrada. – Ela olhou para as garotas e logo em seguida para ele.

– Ok. Podem ir. – Ash falou à elas.

Com isso, Sabrina o guiou até o prédio principal. Nisso, no terceiro andar, entraram na primeira porta.

A sala do conselho estudantil. Era grande o suficiente para ter uma mesa enorme no centro e ainda sobrar espaço.

– Oh! Bom dia, Ash! – Uma loira baixinha o cumprimentou.

– Bom dia, Yellow. – Ele respondeu.

Havia outros rostos que ele não conhecia bem lá. Para esses, um aceno de cabeça foi mais que suficiente para ser um cumprimento.

– Muito bem. Com isso, vamos começar. – Sabrina falou e foi até a cadeira do centro e se sentou.

Ash fez o mesmo, ficando na outra ponta.

– Hoje, o comitê disciplinar nasce. Ash Ketchum, do Quinto Período de Direito é o Presidente. – Ela anunciou, sorrindo.

Nisso, Sabrina pegou alguns papeis e repassou para cada.

– Essas são as regras do comitê disciplinar. Consegui autorização para tudo que está escrito ai ser permitido. Por favor leia em voz alta, Shauna. – Ela pediu à garota ao seu lado esquerdo.

Ela assentiu

– O comitê disciplinar tem como objetivo intervir em qualquer situação antiética usando meios que achar necessário. Considerando o ambiente universitário ser um lugar para estudo, aprendizado e socialização, aqueles que atrapalharem a progressão desses fatores devem punidos.

– Em outras palavras, se houver uma briga, cabe ao comitê chegar e intervir? – Um moreno perguntou ao levantar a mão.

– Exato, Brendan. – Sabrina respondeu

– E se não aceitarem a intervenção? – Ele voltou a perguntar

– De acordo com o que está escrito.. Aqueles que se opuserem a intervenção pacífica do comitê disciplinar, a punição será ainda maior. – Shauna lia

Brendan suspirou

– Não foi isso que eu quis perguntar.

– Eu entendi o que quer dizer, Brendan. – Sabrina sorriu – Se eles reagirem, o membro do comitê terá que agir em legítima defesa. – Ela falou, encarando os olhos vazios de Ash.

– Quais são os outros membros, além do Ash? – Brendan perguntou.

– Um momento. – Sabrina pegou outra folha de papel e entregou para Shauna.

– Presidente, Ash. Vice-presidente, Tobias. Responsável pelo setor de esportes, Zoey. Responsável pelo setor de alimentação, Nate. Responsável pelo setor frontal, N. Responsável pelo setor traseiro, Ethan. – Ela lia – Os outros são membros auxiliares, que servem como ajuda para o caso de uma briga. – Concluiu.

– Obrigada, Shauna. Com isso, finalizo essa reunião. – Sabrina se levantou. Os outros fizeram o mesmo e caminharam para fora.

Ao ficar somente Ash e Sabrina, ela se aproximou com uma pasta e uma sacola.

– Nessa sacola estão os rádios e as pulseiras do comitê. E na pasta, todas as informações que você precisa. – Ela explicou.

Ash assentiu, pegando.

– Mantenha o rádio sempre com você. Você tem permissão para sair das aulas caso o incidente for perto. – Comentava – Desculpa por isso. Sei que irá te atrapalhar um pouco, mas é isso ou..

– Tudo bem. – Ele a interrompeu – Eu aceitei sabendo disso. Não vai ser problema. – Suspirou ao falar.

– Obrigada, Ash. – Ela sorriu.

Então, a porta abrindo chamou a atenção dos dois.

– Finalmente chegou. – Sabrina falou irritada.

– Foi mal, foi mal. Tive imprevistos. – Era uma jovem de cabelos loiros claros. Alta e magra, mas que de uma olhada rápida, podia ver que seus músculos eram definidos.

– Eu mereço. Então, Ash. Essa é a Korrina. Quinto período de Administração. Ela é sua auxiliar principal. – Sabrina a apresentou.

– Eai! – Ela falou alegre, Ash a cumprimentou com um aceno e logo olhou para Sabrina.

– Auxiliar? Não me lembro de ouvir o nome dela. – Comentou.

– Pois então. Ela não é um membro oficial. Ela estará ali para cobrir seus pontos cegos. Os horários de Administração e Direito são invertidos. Em resumo, ela vai ser sua sombra e sempre te avisará se algo acontecer. E não se preocupe, ela também sabe se defender. – Explicava calmamente.

– Entendo. Conto com você. – Ash falou à Korrina, a vendo mandar um joia.

– E por último, eu vou precisar que vocês façam uma coisa. – Olhou para os dois.

(...) Com Serena

– Agora, com a palavra, o representante dos calouros, Calem Aguilar.

O reitor falava ao palco, dando espaço para um jovem de cabelos pretos lisos passar.

– Ele até que é gatinho. – Daisy falou num sorrisinho.

– É? –  Serena o olhou com deboche, sem ver nada demais.

– Você não conta. O que acha, Blue? – Daisy deu ombradas nela.

– S-Sou mais o Ash. – Ela respondeu tímida.

– Óbvio que é. – Daisy sorriu maliciosa, fazendo a jovem desviar o olhar, tendo o rosto vermelho.

Então, depois dessa conversa, continuaram a prestar atenção no discurso dele até enfim a cerimônia estar finalizada.

– Então é aqui que nos separamos. –Serena dizia ao parar no corredor com sua irmã e Blue.

– Vocês estão em qual curso? – Blue perguntava.

– Eu Psicologia, a Serena, Direito. – Daisy respondeu – E você está em qual mesmo? – Arqueou a sobrancelha.

– Direito também. Quarto período. – Sorriu.

– Saquei. Bom, a gente se vê no intervalo. – Daisy falou, as duas assentiram e então se separaram.

Com isso, Serena foi a procura de sua sala. Era no prédio acadêmico 1. Passava por diversas portas com nomes de curso e períodos até enfim achar a sua.

– Direito, Primeiro período. – Murmurou e então abriu.

Era enorme. Mal pode contar quantas cadeiras havia, mas sabia que em média era 50. E claro, do jeitinho que Hollywood mostrava, era em formato de degraus.

Não havia metade dos alunos, mas assim que entrou, sentiu que todos a encararam.

Caminhou até um local mais acima, onde tinha uma boa visão do quadro e se sentou.

Não deu um minuto e um jovem apareceu na frente dela.

– Qual seu nome? – Ele perguntou ao sorrir.

– Bom dia para você também. – Ela disse sem graça, vendo-o ficar do mesmo modo.

– Foi mal, é que tu é tão gata que perdi a compostura. – Ele gargalhou ao falar.

Serena sorriu de canto.

– Obrigada. Me chamo Serena. – Ela calmamente falou.

Desde que conheceu Ash e seus amigos, parecia que as outras pessoas eram diferentes. De alguma forma.. previsíveis.

– Ah sim, eu sou o...

Ele foi interrompido por um barulho na porta.

Serena rapidamente se levantou e correu até lá. Quando viu, estava vendo uma jovem de cabelos cacheados segurando o pescoço de um loiro.

– O que aconteceu? – Serena perguntou à ela.

– O que aconteceu? Advinha o que esse merdinha falou? – Ela se irritava cada vez mais, apertando o pescoço dele.

Serena ignorou os suplicos do loiro e focou a atenção nela.

– Ele falou “Tem certeza que você é dessa sala?” – Ela repetiu, em tom cínico.

Serena não entendeu de primeira, mas assim que ela estendeu o braço e comparou com o dela em relação à cor da pele, finalmente entendeu.

– Babaca do caralho. – Ela enfim soltava ele, que segurava o pescoço com dor.

– Não deixa isso te abalar. – Serena se aproximou.

– Eu sei. Só que a cara dele foi tão irritante que não me segurei. – Ela falava com nojo – Eu sou Iris, e você? – Perguntava.

– Serena. É um prazer. – Sorriu de volta.

– Prazer é meu, querida. – Falou sorridente.

– E o que você vai fazer? – Serena perguntou ao olhar para o loiro, que estava sentado no chão, ainda em choque.

– Bem. Eu poderia simplesmente dar um toque no conselho estudantil e acabar com tua vida acadêmica logo no primeiro dia. Seria ótimo, né? – Ela se agachou perante ele, sorrindo cínica.

Ele tentou falar algo mas tossiu logo em seguida, com dificuldade.

– Estou brincando. Vou te dar uma última chance. Você pode pensar o que quiser, mas se atrever a falar é outra coisa. – Ela comentou seriamente, o vendo suar frio.

Dito isso, Iris se levantou.

– Vamos entrar. Já ta quase na hora da aula. –  Ela falou ao pegar na mão de Serena.

Ela assentiu, sorrindo. Com isso, as duas entraram e se sentaram lado a lado, enquanto se conheciam melhor.

Logo o tempo se passou e a sala estava praticamente cheia.

Conversas rolavam solta até uma mulher que aparentava estar na casa dos trinta anos entrar.

Todos ficaram em silêncio enquanto ela ajeitava o microfone, e quando enfim fez, ela falou:

– Bom dia. Eu sou a professora de Civil de vocês, como já devem ter visto no horário. – Ela explicou – Me chamem de Professora. Meu nome só deve ser usado fora de sala. – Ela calmamente falava.

– A cara de desânimo dela me da tédio. – Iris murmurava para Serena.

– É? Pra min tá normal. – Ela dizia de volta, tendo em mente o rosto morto que via todo dia como referência.

– Muito bem, antes de começamos, um assunto é necessário ser discutido. – Ela falava enquanto caminhava em direção a porta. – Entrem. – Ela abriu.

De lá, dois jovens saíram. Um moreno dos cabelos bagunçados e expressão morta, e uma loira com cabelos amarados em um rabo de cavalo com as mãos atrás da cabeça.

– Ash? – Serena murmurou surpresa.

– Você o conhece? – Iris perguntava.

– É o vizinho que falei. – Explicou.

Assim como essa conversa, outros murmúrios rolavam

– Ele é um peixe morto.

– Universitário raiz. – Faziam piada. 

– Silêncio, por favor. Escutem o que eles vão dizer. – A professora entregou o microfone à Ash.

Ele suspirou, olhando para eles com puro desânimo.

– Bom dia. Eu sou o Ash, do Quinto período de Direito. – Ele falou lentamente, fazendo todos ficarem sem graça.

Logo ele passou o microfone para a loira.

– Eu sou Korrina, do Quinto Periodo de Administração. – Ela falou sorrindo, entregando o microfone de volta.

– Como vocês devem saber, um tempo atrás, havia casos de abusos no campus. – Ash comentou, vendo todos ficarem em alerta. – Muitas pessoas passaram por problemas, e nem todos os culpados foram presos, infelizmente. Por causa disso, a taxa de admissão dessa universidade caiu em mais de 30% esse ano, sendo em maior parte, do sexo feminino. – Revelava.

Todos pareciam tensos a partir dali.

– Por sorte, conseguimos evitar que os militares tomasse alguma decisão que tiraria a sensação de conforto de vocês. – Olhou para a professora, que assentiu. – Por isso, o Comitê Disciplinar foi criado. Nós vamos garantir que nada disso aconteça aqui, além de claro, intervir qualquer outro tipo de incômodo. – Dito isso, Korrina pegou o microfone.

– E claro, não vai ser com uma colherzinha de chá. A punição é pontos negativos em provas, e dependendo do caso, suspensão de no mínimo três dias. – Ela dizia num sorriso, assustando eles.  – Ninguém precisa dizer que vocês não são mais crianças. Controlar impulsos primitivos como o de violência é o primeiro passo para ser maduro. – Ela concluiu, passando o microfone de volta.

– Para qualquer problema, basta nos chamar. Eu sou o Presidente do Comitê. – Ash apontava para si mesmo. – Alguma pergunta? – Ele perguntou.

Então, olhando para toda sala, uma jovem levantou a mão.

– Você, da franjinha! – Korrina apontou, fazendo os outros rirem.

– Fica quieta. Oi, qual sua pergunta? – Ash perguntou sem muito ânimo.

– Eu fiquei sabendo que os casos eram escondidos na base da ameaça. Mesmo que vocês estejam patrulhando, nada garante que não vá acontecer de alguém não poder falar por estar sendo ameaçada. Como vocês pretendem resolver isso? – Perguntou seriamente.

– Temos uma solução. – Ele falou, chamando a atenção de todos. – Fala pra min. – Fez todos ficarem sem graça.

Ash suspirou, dando passo a frente.

– Eu tive amigos e amigas que passaram por isso. E inclusive cheguei a presenciar. Por causa disso, fui alvo e tentaram ferir minha única pessoa da família. – Contava calmo – Não tenho arrependimento disso, e muito menos medo. Não vou abaixar a cabeça. Isso eu falo por min. Então, caso acontecer algo, conte somente para min, que eu resolverei de modo que ninguém saia machucado. – Ele dizia, vendo olhos surpresos o encarar.

– Entendi. Mesmo sem ter confiança em você, não te contar seria repetir o mesmo ciclo de antes. – A garota refletia, o vendo assentir.

– Alguma outra pergunta? – Ele olhou em volta.

Desta vez, um moreno levantou a mão.

– Como o comitê vai agir em discussões, brigas e coisas do tipo? A punição é clara, mas como ele vai interromper e resolver o ato? – Arqueou a sobrancelha

Ash suspirou

– A primeira coisa que vamos fazer é dar tapinhas nas suas costas e pedir gentilmente que parem. – Fez eles rirem – Se vocês não obedecerem e continuarem, ou se revoltar contra nós.. Irão apanhar. – Ele disse em um tom assustador, diferente da voz desanimada de antes.

– Não estamos lidando com crianças. Mas nesse caso, iremos te forçar a ficar quietinho no chão, até você falar que está arrependido. – Korrina completou, sorrindo de olhos fechados.

Com o silêncio que ficou, a atenção deles foram chamada para a professora que deu um riso fraco. 

– Eu estava suspeitando do porque a diretoria não quis explicar isso na cerimônia ao invés de mandar membros nas salas.. Mas agora eu entendi. – Ela dizia ao rir.

– Você entendeu, Cynthia. – Ash falou.

– Me chame de professora, maldito!

– Não quero. – Ele respondeu calmo, vendo todos rirem.

– Eu devia ter te reprovado!

– Uma pena. – Ele a irritou ainda mais, e então voltou a olhar para a sala – É isso mesmo. Viemos sala em sala pra dizer de forma fácil que não se da uma flor ao receber um soco. – Com isso, ele devolveu o microfone para a professora, que o olhava irritada.

– Até mais! – Korrina dizia, indo em direção a porta com Ash.

Porém, antes de sair, Ash olhou para Cynthia e mostrou a língua, fechando a porta em seguida.

– Maldito! – Ela gritou irritada.

Os alunos riram, enquanto falavam sobre o moreno.

– Achei que ele seria um cara sem graça, mas me enganei. – Iris comentou com a cabelos de mel.

– Todos pensam isso no começo. – Ela ria, se divertindo com a situação.

– Enfim. Vocês ouviram o que ele disse. Apesar de não gostar de admitir, ele é talvez a pessoa mais parcial desse campus. – Cynthia sentou encima da mesa.

– Como assim, professora? – Um jovem próximo à ela perguntou.

– Ele não age por desespero, não toma decisões irracionais e sempre está calmo. Nem adianta querer ser amigo dele. A única coisa que ele vai dizer é sim ou não.. É praticamen...

Ela foi interrompida

– Você está errada, professora.

– Serena? – Iris se surpreendeu ao ver a jovem de pé.

– Errada no que? – Cynthia estreitou os olhos.

– Eu o conheço o suficiente para dizer que ele não é um robô. Ele é a pessoa mais sincera e amigável que alguém pode ter. Ele não se importa com nada, isso é fato, mas esse é o charme dele. Eu concordo que é difícil entender ele de primeira, mas ele é uma pessoal gentil acima de tudo. Se vocês tem algum problema, a única pessoa confiável que tem aqui é ele. – Ela falava convicta.

– Diga, garota. O que você é dele?

Serena sorriu

– Melhor amiga. – Surpreendeu eles.

Cynthia suspirou

– Certo, você falou tão bonito que vou acreditar. Parabéns pela coragem e me desculpe por insulta-lo caso você tenha interpretado assim. – Ela falava desanimada.

Serena se curvou e voltou a se sentar.

– Se ele souber que eu falei que sou melhor amiga dele eu to ferrada.. – Ela murmurava ao suar frio.

– Certo, vamos começar a aula.

(...) Com Misty

Sentados no sofá, assistindo um programa de tv, Misty e Guzma seguiam com seus olhares tristes.

– Estive pensando.. – Guzma falava

– Você? Que incrível. – Misty zoou

– Cala boca! – Ele se indignou

– Acho que nada disso vai se resolver. Minha função é impedir qualquer movimento seu e impedir que alguém te ajude até que finalmente você seja forçada a se casar com aquele lixo. Mas eu fico pensando.. Com tudo que eu sei, até parece que vão simplesmente deixar a Plumeria fora de perigo e me libertar. No final, nos dois seremos infelizes. – Abaixou a cabeça, mordendo os lábios.

– Sim. Eu pensei nisso também.

Com isso, os dois permaneceram em silêncio. Até que Guzma levantou o olhar, e encarou a ruiva.

– Hoje a noite, vamos beber alguma coisa. – Ele falou, sorrindo.

– Oxe, o que deu em você? – A ruiva riu ao perguntar.

– Vamos curtir um pouco para fingir que essa desgraça não ta acontecendo. – Ele riu.

Misty sorriu e assentiu, entendendo a visão dele.


Notas Finais


Bye


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