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História Feita de Luz e Sombras - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prólogo


— Uhum, tudo certo por aqui... O que? Claro que não, eles não teriam nem coragem de chegar perto.


— Ela vem melhorando muito, deve estar até melhor que você.


— É, se ela foi mesmo tão teimosa creio que uma de suas filhas seriam também.


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Eu esqueci de fechar a cortina e o resultado foi um sol forte batendo em meu rosto. Acabei dormindo no meu cantinho de leitura; um nicho na janela com um colchão cortado que encaixa perfeitamente no espaço, dois travesseiros e quatro almofadas com estampas de temas variados.


Dou uma pequena olhada para o meu quarto. Uma pequena prateleira possui algumas coleções de livros e pouquíssimos livros "solos", abaixo dela está minha escrivaninha com meu caderno aberto na página da atividade que fiz na noite passada, minha cama estava com os cobertores desarrumados e o lençol já estava até mesmo fora do lugar, um           guarda-roupa ocupava boa parte do quarto junto com uma estante com apenas um único livro deitado na prateleira do alto.


Bocejo e me espreguiço tentando espantar a preguiça e o sono, mas o que realmente me fez levantar foi um arranhar na minha porta. Abro-a e encontro Shadow, também mais chamado de Xeixei; ele pula em mim não conseguindo nem ao menos alcançar meus joelhos por ainda ser um filhote. Pego Xeixei no colo e desço um pequeno lance de escadas até a cozinha.


— Maravilhoso que as escadas do seu quarto dão direto para a cozinha. — E lá estava Felipe, meu melhor amigo. Sinceramente, ele estava parecendo um zumbi; seu cabelo pintado de azul já estava tão desbotado que já havia chegado num tom de verde estava todo bagunçado, as olheiras eram aparentes (provável que ele ficou maratonando séries ou alguns filmes de superheróis) e seu pijama estava amassado.


— Bom dia para você também — falo e coloco Xeixei no chão. — Já colocou ração para ele?


— Ainda não.


Vou em direção ao armário e pego o pequeno saco de ração e despejo em um pote perto da mesa da cozinha.


— Melhor você parar de ficar aprontando por aí. Daqui à pouco vão te descobrir. — Não pude evitar um sorriso irônico pela fala dele. — Já estam te chamando de fantasma de Noronha. — Ele fez alguns gestos para simular uma assombração e acabei caindo na gargalhada e ele veio logo em seguida.


— De um jeito ou de outro não está completamente errado.


Um leve sorriso brotou em seus lábios.


— Até hoje eu não consigo entender como você acreditou nessa história doida!


— Talvez eu fosse inocente demais, ou apenas estava tão desesperada por uma resposta que aceitei a primeiro que veio.


— Ou seja, se o seu avô dissesse que estávamos atrás de você para a matar, você teria acreditado?


— Talvez. Mas eu também poderia perceber que ele não era boa companhia só de olhar. E isso que nós só o vimos em fotos.


— Nem me fale. Aquele sujeito me dá até arrepios. Será que se a gente jogar sal grosso nele ele some?


— Creio que nós não teríamos tanta sorte assim.


E nós trocamos olhares felizes mas no fundo sabíamos que mais cedo ou mais tarde aquele "sujeito" trombaria com nós. Ou sendo mais específica, comigo. Não creio que seria muito bom descutir sobre isso logo cedo, isso esgota completamente minhas energias.


Olho para o céu pela janela que dá para o jardim de minha casa e o único pensamento que me ocorre é de quando eu iria ver o lugar conhecido por muitos como paraíso, quando eu iria conhecer o lugar o qual nasci? E olho para o chão pensando na outra parte de minha família. E penso o que eu teria sido se nada daquilo tivesse acontecido. 


Eu posso querer, mas não tenho respostas para tudo. Há perguntas sem respostas encontradas, vagando por aí, de mente em mente. Mas eu acho que a mais freqüente comigo é "como que eu vou conseguir chegar no futuro? E como ele vai ser?", por mais que eu às vezes tenha alguns vislumbres de pequenas cenas, eu não sei. Acho que não há como saber, é só mais uma das perguntas que estam por aí vagando.





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