História Feita para você - Capítulo 6


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Swanqueen
Visualizações 732
Palavras 3.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteiiii!!! Não desistiram de mim né?
Depois de quase um mês de férias merecidas estou aqui com um capitulo que teve que ser dividido para não ficar muito exaustivo.
Logo mais posto o próximo.
Espero que gostem.

Boa Leitura.

Capítulo 6 - Heterossexualidade intacta?


Fanfic / Fanfiction Feita para você - Capítulo 6 - Heterossexualidade intacta?

Regina recebeu a intimação que tanto temia sob forma de mensagem de voz deixada em seu celular, enquanto ela juntamente com Cat e Emma lutava para acomodar o novo forno no carro.

-Regina, é a tia Ingrid. – Regina revirou os olhos. Como se qualquer outra pessoa em sua vida usasse aquele tom de voz com ela. –Não sei que tipo de jogo está fazendo, mas quero vê-la. Hoje. Sozinha. E não me faça procurá-la mocinha! – Regina respirou fundo. Sim, ela estava em apuros. E a maldita culpa era sua, porque deveria saber que os primos não conseguiriam manter a boca fechada. Principalmente David. Era sempre o primeiro a dar com a língua nos dentes.

Regina contou a Emma e a Cat uma história longa e complicada sobre ter prometido à tia que lhe daria uma mão para fazer uns docinhos para o mesversário de Laura, filha de Killian e partiu como uma criminosa a caminho do tribunal para enfrentar o juiz. Aquele juiz, porém, lhe daria um bom corretivo com utensílios de cozinha se não gostasse de suas respostas.

Sentia-se exausta, e um confronto com sua tia era a ultima coisa que desejava.  Ingrid se encontrava na cozinha, como de costume, quando ela chegou Tio Leo a cumprimentou com um beijo no rosto e sem dizer uma palavra desapareceu na sala e fechou a porta.

-Covarde. –Sussurrou Regina apenas para si mesma.

O sermão começou no instante em que a morena cruzou o limiar da sala de estar.

-Acho que me enganei ao seu respeito todos esses anos. Sempre te achei uma mulher inteligente e bem resolvida, mas vejo que tem o cérebro de uma ameba.

-Tia Ingrid...

-Não me venha com merda nenhuma de “tia Ingrid” Regina Mills! Eu deveria te bater com uma colher de pau pra ver se coloco algum juízo nessa sua cabeça estúpida.

Regina tentou manter a expressão em algo mais próximo de arrependimento. Não que a tia fosse notar, mas ela se esforçou assim mesmo.

-Só estou a ajudando por algumas semanas...

-Ajudando-a mentir para a avó criatura! Odiaria que fizessem isso comigo.

-Eu sei que soa mal, mas...

-Regina, você teve uma boa criação.

Regina sabia que não seria fácil, mas esperava pelo menos terminar duas frases,

-Posso falar? Por favor?

-Quando tiver algo sensato a dizer.

Regina fez uma pausa de uns segundos e começou:

-Lembra aquela vez no colegial que destruí minha motocicleta e lhe disse que fiquei com apenas algumas escoriações?

-Sim.

-Eu tive a motocicleta destruída porque um caminhão me tingiu na estrada, sofri uma grave contusão e tive quatro ossos quebrados.

A expressão de Ingrid congelou por alguns segundos, mas então Regina viu a compreensão em seus olhos, seguido por um brilho de raiva.

-Você, sua ingrata. Por que fez isso?

-Não queria que se preocupasse. Não teria acreditado que eu estava bem. Deixaria sua família para vir tomar conta de mim, e Donna estava prestes a dar a luz.

-Você também é minha família filha, não se esqueça disso.

-Teria ficado nervosa sem motivo, porque não havia nada que pudesse fazer. Eu não queria que isso acontecesse, então disse aos outros para mentirem por mim. É mais ou menos a mesma situação que Emma se encontra.

-Eu não gosto desta história, Regina você já parou para pensar que isso pode da merda? Emma é uma ótima mulher, e desde sempre se assumiu lésbica, ela pode se envolver sentimentalmente por você alias, vocês duas podem se sair machucadas dessa história.

-O risco é dela tia, ela deve ter pontuado todas as possibilidades. –Falou Regina franzindo a testa.

Ingrid aproximou-se da sobrinha e a tocou no rosto num instinto maternal.

-E você querida? Pontuou as possibilidades?

-Eu? Oras tia! Acontece que eu dei minha palavra a Emma, e isso é importante pra mim.

Ingrid comprimiu os lábios.

-E?

-E... –Regina Respirou fundo. –Se você não pode me ajudar, terei que manter Cat afastada daqui. E ela sabe que você vive nas proximidades, o que significa que terei que dizer que tivemos um desentendimento. –A última coisa de que ela gostaria era se desentender com a tia. Ela a amava demais. –Eu vi as duas juntas, e Emma estava certa. Cat está muito feliz agora pensando que somos noivas, e é tudo que Emma está tentando fazer. Por favor, tia Ingrid. Dei minha palavra a ela...

Ingrid exalou um longo suspiro significativo, típico das mães.

-E o que quer que eu faça?

-Cat deseja conhecê-la. Talvez um jantar. Eu estava pensando... Esperando que você e o tio Leo pudessem oferecer um churrasco.

Ingrid ainda estava considerando a idéia, quando Killian entrou na cozinha e estacou. Regina viu-o estudar a linguagem corporal da mãe, virar-se e recuar.

-Killian, você sabia sobre essa loucura em que Regina está envolvida?

-Não era meu dever mãe. E elas não estão prejudicando ninguém.

-É errado.

Killian sorriu o que parecia ser um sorriso apaziguador, mas sua diversão era óbvia em relação a situação de Regina o estava arruinando.

-É errado Emma querer que a avó aproveite sua vida na Flórida?

-Não banque o espertinho comigo Killian. Não é esse o problema.

-Esse é o problema. –Disse Regina atraindo o olhar da tia de volta para ela. –A paz de espírito da avó de Emma é exatamente o problema.

Ingrid fitou-a nos olhos pelo que pareceu uma eternidade, e Regina desejou desesperadamente não deixar transparecer as próprias duvidas.

-Sábado. A qualquer momento depois das quatro horas. Começaremos a colocar as carnes na churrasqueira às cinco horas.

-Obrigada tia.

-Vou manter minha boca fechada e entrar no jogo, mas se ela me perguntar se vocês duas estão sendo verdadeiras, não mentirei.

Regina não podia imaginar por que Cat faria uma pergunta como aquela.

-Mais uma vez obrigada tia. –Regina deu um abraço e um beijo estalado na bochecha  da mais velha.

-Vá embora antes que eu mude de idéia.

Regina foi, com Killian em seu encalço, e não parou até se ver em segurança na entrada para carros da casa.

-Sério cara, sua mãe pode ser assustadora às vezes. –Falou Regina rindo de nervoso.

-Como conseguiu convencê-la? –Killian estava realmente curioso.

-Disse que para manter Cat afastada, teria que dizer que rolou um desentendimento entre a gente.

-Caramba! Mas espero que saiba que mamãe é a parte fácil.

Aquela era a parte fácil? Ela não pensava assim.

-O que quer dizer?

-O que vai fazer em relação às cinco crianças que sabem que você não estava noiva na semana passada e muito menos de uma mulher, e que não ouve carta alguma de Emma para Donna enviar no último ano e meio? Regina você tem noção do tanto que Luz é tagarela?

Regina franziu a testa.

-Droga. Ainda tem isso, sequer pensei neles. Maldição!

Killian riu e deu um tapa em suas costas, Regina tinha uma relação de irmã com os primos.

-Vou falar com Harvey, nos cuidaremos das crianças. Não se preocupe.

-Vocês são os melhores, - Regina o abraçou  logo em seguida começou a subir na caminhonete. –Olha, sei que pode parecer uma piada para vocês. Mas não é uma brincadeira para Emma e Cat. Se arruinamos tudo, vai dar ruim para Emma... É importante pra mim, não quero que Emma saia chateada dessa encenação toda.

Killian a olhou desconfiado, ele pode perceber que o tom de voz da prima mudava quando falava de Emma, ele pode perceber que ela realmente se importava. “Regina sua idiota, nem percebe o que já esta acontecendo” - pensou, mas se limitou apenas em bater na lateral do carro.

-Ora Gina, sabe que nós sempre cobrimos sua retaguarda.

-Sim, era onde colocavam o letreiro com as palavras “não me procure, sou lésbica”.

Killian caiu na gargalhada, aquilo nunca fez tanto sentido quanto estava fazendo.

-Não tem graça, passei meus quinze anos sem entender porque nenhum cara se aproximava de mim. –Disse Regina nostálgica. Os primos brincavam com ela de igual para igual, mas quando Regina começou a crescer o ciúme deles em relação a ela também cresceram, faziam o possível para manter os rapazes afastados.

-Ok... Desculpe, mas é engraçado. Porque no final você esta noiva de uma mulher. Então faz todo o sentido.

Regina revirou os olhos.

-Vá-te catar cara!

-Ei, prima, posso te fazer uma pergunta?

-Ai Deus, sei que vou me arrepender disso, mas vamos lá, o que foi?

-Obviamente já deve ter beijado Emma por causa da avó, então... Como Foi?

-Sério isso Killian? – Ela deu com a mão e ligou o carro deixando-o para traz rindo.

 

 

***

 

-Nunca imaginei que algo preparado com suco de laranja e molho de soja pudesse ter um sabor tão bom. –Disse Emma recostando-se na espreguiçadeira com um suspiro. O salmão com mel e gengibre grelhado da avó fora devorado em tempo recorde, e ela não sentia vontade de se mover.

-Vou escrever a receita pra você.

-Vou estragar tudo de qualquer maneira.

A avó riu.

-Tudo que precisa fazer é misturar os ingredientes, despejá-los em um saco com salmão e, meia hora mais tarde, e colocar o salmão no forno. Pode entregá-lo a Regina, porque ela vigiou o salmão. E ficaram uma perfeição.

Claro que sim. Como ela dissera mais cedo, ela não precisava de se preocupar, porque ao que parece, o cromossomo x dela vinha com uma habilidade inata para dominar um forno.

-A salada também estava boa. –Comentou Regina.

-Muito obrigada, - Murmurou Emma. –Nem mesmo eu consigo estragar uma salada de alface.

Regina parecia bastante descontraída para alguém que, sem dúvida, discutira com a tia e agora descansava com duas mulheres que mal conhecia. Emma por sua vez parecia está passando por uma desintoxicação. Nervosa. Tensa. O suor escorria pelas costas.

Regina levantou-se e começou a recolher os pratos.

-Fiquem por aqui conversando. Eu levo os pratos. –Ela olhou para Emma. –Mas não fique mal acostumada amor.

Emma estendeu as mãos em sinal de rendição.

-Tudo bem querida.

Quando Regina entrou, Cat sorriu e ergueu a sobrancelha.

-Ela é uma fofa mesmo, toda prestativa e dona de um lindo sorriso. Adoro ela, alias, adoro vocês duas juntas.

Emma sentiu tentada em apontar alguma característica menos atraente, mas ficou quieta, a única reclamação que tinha de fato de Regina é que ela era meio geniosa, mas isso não chegava ser um defeito, até porque também tinha uma personalidade forte.

-Ela é uma preciosidade. Tenho sorte por te-la em minha vida.

 -Querida... Então, me diga como vão as coisas com vocês?

-Coisas? Está bem. Aliás, porque não estaria? – Emma apressou-se em dizer.

“Porque esta tão empenhada em me fazer acreditar que são um casal” - Pensou Cat, mas sem deixar de sorrir docemente para neta.

-Algo esta a incomodando? Posso ajudar? Voce me parece um pouco agitada.

-Não é nada vó. –Desconversou. –Coisas do trabalho. Odeio ter que trabalhar amanhã e deixá-la aqui.

-Oh minha filha, não ficarei chateada com isso, muito pelo contrário, sei que são mulheres ocupadas e me deixa muito orgulhosa o fato de ter começado do zero e está prosperando com o próprio esforço.

-Está indo tudo tão bem vó. –Emma deu à avó um sorriso genuíno. –Os veranistas adoram exibir meu trabalho, e outros veranistas vem e também procuram por mim.

-Isso é maravilhoso querida. –A avó tomou um gole de chá gelado e, em seguida, colocou o copo sobre a mesa do quintal. –Mas eu quero saber mais sobre Regina.

-Hum... O quê, por exemplo? –Ela sabia que Regina não gostava de brócolis ou ervilhas.

-Oh, não sei. Ela gosta de trabalhar para você? Já que é a chefe, ela pretende ficar com as crianças quando os tiverem?

Por aquilo ela realmente não esperava.

-Na verdade, ela não trabalha para mim há muito tempo. Ela ainda tem dúvidas se vai ou não fazer o exame da ordem, mas cá pra nós, acho que ela gosta bastante de me ajudar... –Emma não mentiu, era o que realmente achava. –E sobre filhos, nós os teremos na hora certa, afinal tem muitas coisas para decidirmos antes.

Em outras palavras ela não fazia idéia, mas esperava que a avó não percebesse. Tentou ser a mais vaga possível, caso Regina dissesse algo. Não podiam se darem o luxo de serem pegas em uma contradição.

Cat estendeu o braço e tocou-lhe a mão.

-Você está feliz? – E lá estava a pergunta de um milhão de dólares. Tudo o que ela e Regina estavam fazendo era para convencer a avó de que a resposta àquela pergunta era um retumbante sim.

-Estou feliz vó. Tem muitas coisas boas acontecendo. Minha empresa está prosperando e eu... Tenho Regina. E mesmo sentindo sua falta, adoro saber que você está feliz na Flórida com seus amigos.

-Devia me ver lá. Aquele sol me faz maravilhas, me sinto uns anos mais jovem, acho que estou dançando melhor que você.

Emma riu, podia visualizar a avó roubando a cena na dança.

-Adorei aquelas fotos suas com suas amigas e os golfinhos.

-Foi incrível! Eles são tão dóceis... –A avó começou a contar a historia Emma sentiu a tensão abandoná-la.

Em algum momento Regina se uniu a elas trazendo uma nova jarra de chá gelado e as duas continuaram ouvindo Cat contar suas engraçadas peripécias pela Florida até bem depois do sol se por.

Então quando a avó se recolheu, Emma e Regina olharam uma para outra.

-Gosto de sua avó. –Disse Regina. –Ela é muito divertida, e não esta sendo tão difícil quanto eu imaginava.

-Está melhor do que eu pensava. –Concordou Emma.

-Sem dúvida, sua avó ama a Flórida.

-É por isso que não podia permitir que ela viesse apenas por mim. Precisava fazer algo para impedi-la.

Regina riu, seus olhos amendoados brilhavam intensamente.

-Mesmo que fosse algo absurdo?

-Acho que as palavras que utilizou para me descrever foram doida de pedra. –Emma observou Regina franzir a testa, por um momento como se tentasse lembrar-se de ter dito aquilo. –Mas disse que sou “loira e bonita”, então não fiquei ofendida, isso é, se Donna não tiver mentido para eu me sentir menos ridícula.

-Culpada. –Assumiu Regina levantando o dedo indicador. – De fato te achei doida de pedra, e – Ela deu uma analisada rápida na loira, - Você até que é bem ajeitadinha.

-Ajeitadinha? Quanta gentileza... -Emma mordeu o lábio inferior. –Acha que pode agüentar essa farsa por um mês?

-Eu disse que sim. –Respondeu a morena.

-As coisas podem se intensificar sabe, às vezes vamos precisar de “agir” como um casal na presença da minha vó.

-Eu sei... Sem problemas, sorte minha que você beija bem. –Brincou Regina fazendo Emma corar ao extremo.

-Ninguém nunca reclamou. –murmurou Emma.

Regina apenas riu e Emma continuou. –Você conta com a admiração total da minha avó. Terei que reclamar de você de vez em quando, senão, quando chegar a hora de terminar ela nem vai acreditar.

-Verdade. Talvez devesse dizer a ela que eu terminei com você, posso dá a desculpa de que você não sabe cozinhar. –Brincou a morena.

Emma jogou-lhe um guardanapo enrolado.

-Engraçadinha.

 -Emma, sinceramente estou curtindo isso sabe, é divertido tudo isso sabe... Preocupe-se com isso mais tarde. Por hora sua avó acredita no seu amor incondicional por mim e vice versa, no momento isso é tudo que importa.

Emma suspirou.

-Você tem razão. –Ela se levantou e se esticou. – Vou tomar um banho. –Ela deu a volta e deu um beijo no rosto de Regina. – Obrigada por tudo.

Regina ficou sem reação, não esperava por aquilo, ficou ali sentada por mais algum tempo, não queria que Emma se sentisse constrangida em trocar de roupas na sua frente.

 

 

 

-Então está me dizendo que a avó de Emma realmente acreditou nessa história? – August mergulhou a batata frita em um pouco de ketchup e colocou-a na boca. –Não acredito.

Regina deu de ombros.

-Estou lhe dizendo. Ela sequer nos lança olhares esquisitos ou algo do gênero.

Regina resolvera passar a metade da manha fora para proporcionar a Emma e à avó um pouco de tempo sozinhas, já que teriam que trabalhar no dia seguinte e também porque, depois de três dias fingindo, precisava de uma pausa. Após perambular pela cidade, dirigiu-se ao Jasper& Grille para ver como estavam indo as coisas por lá. Chegara quase ao mesmo tempo em que Ruby e Valentina adentraram no estabelecimento para visitar August durante a pausa do almoço, e fora convidada a se unir a eles.

Ruby posicionou a cadeira de Valentina próxima ao seu assento e mais afastada do de August. A menininha tentava trocar suas bananas cortadas em rodelas pelas batatas de fritas do pai. Regina não a culpava por isso.

-Sinceramente, não pensei que isso fosse dar certo.  –Disse August

-Nós também não acreditávamos. – Disse Regina e todos riram.

-Não é estranho? – Ruby lançou um daqueles olhares de esposa a August quando ele deu uma batata frita a Valentina e, em seguida olhou para Regina outra vez. –Não posso me imaginar vivendo com quem não conheço de fato.

-Assim, é estranho devido a situação em si, mas talvez devido meu tempo no exercito, tenho facilidade a conviver com quem aparecer, até comentei com Emma, estou até me divertindo um pouco com esta história. Não é tão ruim. E Cat cozinha muito bem.

-É preciso tão pouco para fazer um Mills feliz. –Brincou Ruby.

O marido sorriu e se inclinou sobre a cadeira para lhe beijar a bochecha e deu outra batata a filha.

-Eu me recordo de ganhar seu coração com hambúrgueres.

-Entre outras coisas. E só pra deixar claro, se Valentina tiver uma dor de barriga mais tarde, você vai cuidar dela, para aprender a dar besteiras a ela.

Regina desviou sua atenção da felicidade domestica para o prato de peixe e batatas fritas. Sentia-se feliz pelos primos casados e cuidando dos filhos, mas essa vida ainda não era para ela. Talvez em alguns anos, quando achasse um lugar ou alguém que gostasse o suficiente para formar uma família.

Quando Valentina decidiu que já estava farta de sua cadeira e começou a expressar seu descontentamento em voz alta, Ruby embalou todos os pertences do bebê e deu um beijo de despedida no marido.

-Boa sorte Regina. Vejo você no sábado.

-Então. –Disse August, ao ficarem sozinhos. –Como estão os arranjos? Digo as demonstrações de afeto, hora de dormir... Essas coisas.  

-Nada demais... –Desconversou.

-Sério? Cat acredita em vocês como casal vivendo como irmãs?

Regina rolou os olhos.

-A gente às vezes se toca de maneira mais carinhosa na vista dela...

August ainda não estava satisfeito com a resposta.

-Sei...

-Ok, nos beijamos umas duas vezes. E foi isso. Satisfeito?

-Acho que Maze cravou duas noites em uma aposta, aquela que você acabaria transando com ela.

-Céus, qual é o problema de vocês? Alias a Maze eu ainda entendo, ela acha que todo mundo é como ela, transa com tudo que se mexe. –Disse Regina um pouco chateada pela falta de crença da irmã caçula em seu autocontrole. –Querem saber? Vocês todos estarão de fora da aposta quando o mês terminar. E sem dinheiro.

Regina fez aquela afirmação, como se de fato acreditasse no que estava dizendo, mas se encontrava em um terreno movediço. Três noites dormindo no mesmo quarto de Emma estavam causando um estrago no seu ciclo de sono. Já tinha dividido quatro com varias mulheres antes, todas se trocavam e até mesmo compartilhavam chuveiros, mas nunca se sentiu incomodada ou se atraiu por alguma delas. E quando sonhou que Emma lhe invadia o chuveiro Regina ficou extremamente perturbada porque acordou “exitada”. Atravessou o quarto e foi direto para o chuveiro

Trabalhar no dia seguinte seria bom, pensou. Mesmo ficando sozinha com ela, um pouco de trabalho físico a distrairia. 

-Prima o papo está bom, mas vou ter que voltar ao trabalho. –Disse August lhe interrompendo seus pensamentos que era preferível não ter. –Seu almoço é por conta da casa.

-Obrigada.

 

Depois e concluir o almoço, Regina rumou para casa de Killian e Tinker. Quando tocou a campainha Tinker atendeu a porta, com uma aparência cansada, como se não estivesse em um os seus melhores dia.

-Oi Regina. Estava acabando de pensar: “Puxa, preciso abrir a porta para uma Mills impecavelmente vestida e desgraçadamente linda”.

Regina riu e adentrou o grande hall.

-Nem tanto... Laura está dando trabalho?

-Ela é uma Mills, ou seja, é irritante. Sem ofensas.

-Killian está escrevendo?

Tinker exalou um ruidoso suspiro e colocou as mãos nos quadris.

-Não. Killian está fingindo escrever para não segurar Laura no colo. Mas com certeza deve esta jogando Free Fire.

Do outro quarto veio um berro irritado que Regina esperava ser a filha deles, e não um animal selvagem revirando o lixo procurando por comida.

-Ele esta no escritório?

Tinker assentiu e apontou com a mão naquela direção, antes de se afastar para acalmar a filha.

Regina bateu duas vezes à porta do escritório e em seguida, entrou.

Killian olhou para cima com um sobressalto culpado e Regina soube que a esposa o conhecia muito bem.

-Tinker sabe que você está apenas fingindo escrever para não tomar conta da Laura.

Killian a olhou preocupado.

-Sério?

Regina apenas afirmou com a cabeça.

-Sabe o que realmente me irrita? É todo mundo ficar dizendo: “espere até ela ficar mais velha”. Como se as coisas pudessem piorar, tem trinta minutos que estou fingindo aqui dentro. Agorinha vou sair daqui e pedir para Tinker sair um pouco coitada. Sempre eu ou ela estamos pirando com as crises da Laura. Como que as coisas podem piorar meu Deus?

Regina ergueu as mãos em um gesto que dizia “não me pergunte”.

-Durante anos escrevi sobre bicho papões e demônios que se escondem por ai. Não fazia idéia de que não há nada mais assustador do que uma menininha.

Regina riu.

-Não pode ser tão difícil assim. Quantos quilos ela tem? Quatro quilos?

-Não. Seis quilos e meio de puro mau humor. Acredite.

-Vou acreditar em sua palavra.

Killian recostou-se na cadeira de couro do escritório e suspirou.

-Vamos falar sobre sua vida. Ainda esta com sua heterossexualidade intacta?

-Que?

-Ótimo. Na reformulação da aposta, apostei que você não agüentaria três semanas.

-Muito engraçado. Mas me diga, já tem um plano para as crianças sábado?

-Sim. Mas vai te custar.

-Sem problemas. Descontarei de todo dinheiro que receberei dos idiotas no final do mês.

Killian sorriu.

-Continue dizendo isso a si mesma querida.

Regina continuaria. Por mais que estivesse confusa, continuaria tentando até o fim.

 

  


Notas Finais


inté


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