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História Felicidades de um não casamento - pré Linny - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Eu tive essa ideia hoje e quis escrever, deixando de lado minha outra fic que preciso atualizar e as minhas ones que tenho que terminar de reescrever. Mas, convenhamos, Linny é um casal muito fofo e eu adoro elas. Não sei se consegui pegar direito a essência delas, mas não resisti e escrevi essa one.
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Felicidades de um não casamento - pré Linny - Capítulo 1 - Único

Ginny estava nervosa. Apreensiva. Incerta. Isso não era nem um pouco bom, e definitivamente, não era uma característica dela. Ginny sempre soube o que queria na vida, ela fazia suas próprias decisões e agora, ela tinha medo de dar um passo em falso e acabar com tudo.

Quer dizer, dá um desconto! Ela está prestes a casar com o melhor amigo do seu irmão, o garoto que ela sempre gostou desde pequena e admirou por ser gentil e delicado com ela, diferente dos outros garotos que ela namorou quando era mais nova, que eram todos muito... masculinos seria a palavra?

Enfim, ela não tinha certeza se era isso o que ela queria. Harry era maravilhoso e sem dúvidas poderia a fazer feliz, mesmo que parecesse que tinha algo faltando no relacionamento amoroso deles.

Eles sempre foram bons amigos depois que ela superou a quedinha que tinha por ele logo que o conheceu. Os dois riam muito juntos e eram a alegria das festas, eram ótimos jogando juntos e compreendiam o que cada um estava passando e lhe dava aquilo que precisavam no momento, não o que seus amigos achavam que eles precisavam.

Harry quando estava triste ou irritado se fechava, tendia a machucar com palavras, e queria ficar em silêncio enquanto se acalmava e colocava os pensamentos em ordem. Ginny nunca viu problemas e fazer carinho no cabelo bagunçado dele ou só ficar deitada ao seu lado na grama, quase dormindo com o calorzinho do sol ou no quarto dele, na chuva. Hermione se metia e o fazia agir e Ron não fazia nada; simples assim.

Ginny, por outro lado, tendia a explodir com qualquer quando estava irritada e batia se a pessoa que a irritava era um garoto (o que já havia acontecido várias vezes). Ela precisava se mexer, agir, fazer algo para extravasar toda essa angústia até se acalmar e estar pronta para lidar com as consequências. Harry nunca viu problemas em correr com ela ou, como tudo começou na realidade, fazer sexo selvagem com ela. Luna era sua amiga mais próxima e ainda mais calma que Harry e não gostava de esportes, mas ela fazia o que podia para ajudar sua amiga a relaxar (como aquelas massagens maravilhosas que às vezes ajudavam mais do que Harry) e qualquer de um de seus outros amigos menos íntimos também não eram de muita serventia para ela.

Então, eles pareciam se entender muito bem. Foi natural o namoro que se seguiu e o pedido de casamento foi um completo equívoco. Harry, o cavalheiro que era, foi amarrar seus sapatos antes de saírem para jantarem juntos e compartilhar as fofocas e maiores acontecimentos da semana, e eles estavam rindo de alguma piada boba na hora que o moreno havia contado que o padrinho dele contou e sua mãe chegou e viu ele ainda ajoelhado, com uma das mãos posta displicentemente sobre o joelho e ela com uma mão na boca para abafar as risadas. Mas o verdadeiro descuido foi ela ter colocado suas poucas joias correndo e em vez de colocar no anelar, ela pôs no dedo ao lado do mindinho.

Molly Weasley gritou tanto e ligou para a família inteira dos dois e nem percebeu a cara de horror dos mais novos. Acabou que a nenhum dos dois foi pedido detalhes porque Molly se encarregou de tudo e nem os deixou falar, chegando onde ela estava agora. Na “Grande Decisão”, como Ginny estava chamando.

Agora, ela não sabia o que fazer. Era a felicidade de ambos que ela estava apostando, e pior do que ser parcialmente feliz era magoar Harry. Os dois nem mesmo terminaram a faculdade e já iam seguindo para o altar! Sua mãe havia perguntado se ela estava grávida para responsabilizar o casamento repentino, mas ela nem mesmo ouviu nada depois do “não!”.

Se olhando no espelho, pronta para o casamento apressado e celebrado, Ginny queria correr para o colo de Luna e pedir respostas. Ela estava tão absorta em sua discussão dentro da própria cabeça que não ouviu a loira entrar.

- Você está linda. – ela disse. A ruiva pode notar uma centelha de tristeza em sua voz, mas não pode identificar a razão. Nem mesmo sua alegria habitual estava lá, e a Lovegood sempre disse que casamentos eram para ser razão de muita alegria.

- Obrigada. – ela respondeu com a voz fraca.

Luna se aproximou e segurou sua mão, dando um suave apertão e soltando logo em seguida. Ginny se acalmou um pouco depois disso.

- Você está pronta?

- Eu não sei. Eu- eu não sei se é isso que quero. – confidenciou em um sussurro.

- Se você desistir agora porquê é isso que quer, então estará fazendo a coisa certa. Mas se fizer porquê está com medo...

- Eu estou com medo de magoar Harry, Luna. – a loira abraçou do melhor jeito que pode sem estragar o visual da noiva e quando se separaram minimamente, a ruiva percebeu as lágrimas não derramadas dos olhos azuis céu da amiga e percebeu também que estava do mesmo jeito.

- Harry vai entender. Ele jamais iria querer que você fosse infeliz, querida. Converse com ele.

- E se não der tempo agora? – as duas ouviam as vozes excitadas das mulheres se aproximando.

- Então eu vou esperar você fora da igreja com o carro ligado. Você não quer mesmo casar com ele?

- Eu o amo, mas não para passar minha vida inteira com ele.

- É isso então. Vamos passear depois que você fugir. – ela falou com sua voz sonhadora e doce.

- Certo.

Seu sorriso era de descrença que realmente faria uma coisa dessas. Era tão louco!

Lily Potter, mãe de Harry e sua mãe entraram, a última segurando o buquê simples e elegante.

- Pronta filha?

- É claro.

- Segure seu buquê, eu vou achar a câmera para tirar algumas fotos antes de você entrar!

E saiu, deixando ela e sua não futura sogra. Luna saiu sem as outras perceberem. Ginny estremeceu.

- Eu sei que você está nervosa agora, mas no final tudo vai ficar bem. – e deu uma piscadinha e saiu também.

Não deu tempo de ela entender o que Lily queria dizer por que sua mãe chegou, tirou as ditas fotos e então logo ela estava andando entre seus familiares com o braço enroscado no de seu pai.

A música era linda, todos bem vestidos e com sorrisos alegres e emocionados direcionados a ela e a... Harry estava lá na frente, com as costas tensas e obviamente nervoso.

- Eu pensei que você ia me abandonar aqui. – ele disse num murmuro baixo depois de pegar sua mão, dar um beijo e se virarem para o padre ao mesmo tempo em que todos sentavam e a música parava.

- Eu também pensei nisso. – sua voz era coberta pelas palavras do homem velho na sua frente e Harry lhe deu um sorriso, indicando que ouvira.

- Eu sei que você não quer casar, Gin.

Ela olhou meio alarmada para ele e viu que o nervosismo de antes não existia mais.

- O que você...

- Eu também não quero. Na verdade minha mãe percebeu isso antes mesmo de nós dois.

- E você está tudo bem com isso?

Ele deu de ombros.

- Eu preferiria que não estivesse acontecendo bem no casamento, mas agora que estamos aqui, vamos aproveitar a chance.

- Eu- obrigada Harry. Eu amo você, mas-

- Nós somos amigos demais para algo acontecer entre nós de verdade. O sexo era ótimo, mas nós não transamos à mais de, o que?, seis meses?

- Eu acho. – ela acenou com a cabeça.

- Pois bem. Seremos amigos sempre, certo ruivinha?

- Com certeza. – eles sorriram levemente um para o outro.

- Então, qual é o plano? Você quer fazer um escândalo, só sair correndo, um estilo Marotos ou quer uma saída digna de Ginny Weasley?

- Qual é uma saída digna de mim?

- Você me dá um tapa e sai correndo.

- Seu idiota! – ela lhe olha irritada, mas tem um sorriso no rosto.

- Escolha. Eu usei todo o tempo do meu banho para fazer esses planos.

- Luna já está me esperando lá fora com o carro ligado.

- Aquela Kombi? Digna de um Maroto então. – o sorriso agora era daqueles de quem ia aprontar; e os dois realmente iam – É o seguinte então, você diz bem alto para o casamento parar, fala que não quer casar comigo e corre. Só lembra de jogar o buquê antes. Aí eu posso aproveitar todo mundo aqui e chorar nos braços de alguém gatinho ou gatinha.

- Aproveite a festa por mim. E pegue alguns doces e um pedaço de bolo também. Luna já deve ter pego duas ou três garrafas de champanhe.

Ele riu e acenou, dando um beijo no rosto dela como boa sorte.

Num movimento calculado para não tropeçar na barra do vestido, Ginny se virou de um jeito bem impressionante, com as mãos para o alto e disse em bom som para todos ouvirem:

- Pare esse casamento!

Suspiros e pequenos gritinhos foram ouvidos. O silêncio era quase palpável.

- Eu não quero me casar com você, Harry Potter! Você faz piadas ruins e eu não amo você desse jeito!

- Eu também não quero me casar com você Ginny Weasley! Você ronca alto demais e eu também não amo você desse jeito! – ele participou da brincadeira.

- Ótimo!

- Ótimo!

- Ronald! – seu irmão mais velho deu um pulo com a menção de seu nome e ela jogou o buquê em seu colo – Case logo com Hermione seu lerdo!

E ela correu. Ginny estava muito eufórica. O vento passava zumbindo seus ouvidos e por um milagre não estragou seus cabelos. Ela conseguia ouvir as vozes altas de dentro da igreja, mas não se importou nem um pouco. As pessoas por ali apontavam, mas ela não se importou também. Ela só se importou quando Luna deu um sorriso brilhante em direção dela e disse:

- Fico feliz que tenha achado seu rumo novamente.

- Fico feliz que você tenha me acompanhado desde sempre nas minhas burradas.

- Eu jamais abandonaria você.

E então Ginny percebeu. Luna era sua resposta para tudo. Ela não hesitou em contar tudo que a atormentava há algum tempo para ela, ela não pensou duas vezes ao correr para ela quando tudo não estava certo, ela percebeu que um sorriso de Luna era sua felicidade. Tudo sempre esteve bem na sua frente e ela demorou tanto para perceber.

Luna ligou o carro e começou a acelerar. Ginny se virou para ela e começou a tentar falar alguma coisa coerento do que ela estava pensando.

- Luna, eu-

Luna freio na sinaleira e olhou para ela com seus olhos grandes e cor de céu, tão sinceros e puros.

- Eu seu, Ginny. Eu também.

Elas se deram as mãos, ainda desacreditadas e um sorriso feliz.

As duas tinham ainda um longo caminho pela frente, mas Ginny nunca se sentiria tão feliz pelas felicidades de um casamento que no final, não aconteceu.


Notas Finais


Curtinho, né? Mas obrigade por lerem. Logo mais trago as ones reescritas, vou deixar vocês saberem quando isso acontecer.
ac


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