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História Femboy - Capítulo 30


Escrita por: e tsukiaa


Notas do Autor


Olá, pensei q iria demorar mais ;-;

Espero q esteja bom, deixei um pouco maior mas provavelmente n tanto quanto o anterior.

Teve uma parte q eu tava fazendo no meu banho, e eu chorei ;-; chorei no banho mas ok
Boa leitura 🌙 e boa noite vou mimir

Capítulo 30 - Te salvar


Nós já estamos indo embora. Esse vestido me incomoda. Não consegui não olhar saiko. Fiquei com medo do Noah perceber. Eu quero voltar pra casa o mais rápido possível. Pra minha casa. Minha, da minha mãe, e da minha irmã. 


Ele me fala pra voltarmos e eu só concordei. Pediu a conta e puxou minha mão. Olhei de novo pro saiko, que pareceu dizer algo como "quando dormir, saía". Eu sempre entendi bem leitura labial, só não sei porque ele disse isso, será algo importante? 


Me empurra no carro e fecha a cara. Será que ele percebeu meus olhares pro saiko? Eu realmente espero que não. Ele liga o carro e sai do estacionamento, eu volto a olhar o que tem do outro lado da janela. Demora um pouco até chegar na casa e quando chegamos ele me da um tapa. 


— Quem você pensa que é?! Uma puta?! Hoje você dorme no sofá! Ou melhor! No porão! Sua puta. — ele segura meus braços e minhas pernas e me leva até seu quarto. 


Abre o armário e uma portinha que tinha ali. Me joga eu torço meu pé, o que o mundo tem contra meu pé?! E o esquerdo ainda! E desce as escadas com um sorriso sínico e amedontrador. Sobe em cima de mim e fica entre minhas pernas. De novo não. 


Ele rasga minhas roupas, me deixando nu. Pega uma faca e fica roçando ela em meu corpo, meu coração disparado e minha respiração desregulada fazia ele rir como doido. Deixou alguns cortes, uns profundos e outros não. O pior de tudo foi quando ele jogou álcool em mim, ardeu mais do que já estava ardendo. Pegou um chicote e me batia em todos os lugares possíveis, mas não era excitante ou algo do tipo. Machucava de verdade verdadeira, sei que algumas pessoas gostam mas eu não, me dói tanto fisicamente quanto psicologicamente. 


Por fim, mas não menos doloroso. Lembram da primeira vez que fiquei aqui? Ele me bateu no tornozelo com um martelo, mas agora é diferente e igual ao mesmo tempo. Sabe aquele martelão que quebra parede? (Eu n lembro o nome, é marreta? Eu n sei) Ele jogou no mesmo lugar, e com isso. Foi agoniante, doloroso e horrível, entre outras coisas que não sei dizer por conta da dor. 


Segurou uma alavanca e "ativou" ela. Assim desceu uma corda, ele prendeu meus pés ali e voltou a alavanca. A corda subiu e fiquei em mais desespero do que antes, estou me remexendo enquanto tento soltar meu pé. Não sinto mais minha cabeça no chão. Porra! Eu não quero ficar aqui! 


Ele sobe as escadas e me deixa aqui. Logo adormeço. 


Saiko on


Seguimos eles. Paramos na frente de uma casa meio espaçosa, quando entraram eu ouvi um grito, um grito fino. O que aquele bosta ta fazendo com ele?! Logo depois um barulho de algo pesado caindo, o som foi meio abafado mas ainda audível. Que nada de ruim esteja acontecendo com meu bebê. 


As luzes se apagaram, talvez se esperarmos mais uma hora ele esteja dormindo. Dito e feito. Encontramos um jeito de entrar, e foi por uma janela, qualquer um pode entrar ali. Procuramos algumas coisas pela casa. Reparei em algo estranho no chão, pareciam... Arranhões? Subimos as escadas e procuramos por outro quarto. Chegamos num banheiro, no primeiro tava tudo ok, mas no segundo... A banheira estava cheia de sangue, um cheiro forte entrou em nossas narinas. Um pedaço do vaso tava quebrado também. 


Fechei a porta e formos pra outro quarto novamente. Dessa vez acho que acertei, pois tinha o Noah dormindo. Mas onde ta o ycaro? Ele provavelmente deve estar perto do Noah, mas onde? 


— Menino — a voz grossa soa, mas bem baixinho — Tente o armário 

— Ah verdade cara, valeu — respondo o segurança da mesma entonação 


Abro a porta do armário e não vejo nada além de caixas. Vou olhando bem e não vejo nada. Escuto algo no colchão se mover, olho pra trás e ele apenas tinha virado. 


—Cuida dele ai ok? 

— Sim 


Fecho a porta a procuro algo bem suspeito. Tinha umas caixas em cima de algo que parecia... Na verdade não sei o que parecia. Tiro as caixas dali e era um tipo de portinha no chão, abro ela com a maior delicadeza do mundo e desço as escadas que tinha ali. 


Como estava escuto eu ligo a lanterna do meu celular e vejo uma cordinha, puxo ela e as luzes se acendem. A imagem me fez quase deixar o celular cair. O y-ycaro. E-Ele ta todo sangrando, cortado e com sua cabeça quase roxa de ficar de cabeça pra baixo. Vou até ele e toco sua pele, ta completamente gelada. 


O solto dali com o maior cuidado do mundo e o deixo em meu colo, quando me viro lá estava ele. Sorrindo sínico. 


— Ora ora. Parece que a pessoa que roubou o coração do meu amado e querido ycaro apareceu. Como se sente vê-lo assim? É lindo né? Uma imagem tão excitante e deslumbrante de uma pessoa assim torna tudo tão mais legal e perigoso de alguém encontrar — deixei o menino em meu colo no chão e me virei novamente o mais rápido possível. 

— Por que fez isso com ele? 

— Não é óbvio? Ele precisa entender que tem que amar apenas a mim — mostra um bastão de baseball em sua mão e vai se aproximando de mim — e não a você! 


Tenta me acertar mas eu saio do caminho e corro pro outro lado. Ele tenta me acertar de novo mas eu me agacho e sinto algo em minha bunda. É um martelão (novamente, não sei o nome), pego ele e seguro na frente dele. 


— Hoho, aparentemente o garoto sabe lutar com armas também — e novamente tenta me acertar mas eu quebro seu taco. 


Bato em seus dois pés e em suas mãos. Assim talvez ele não consiga nos seguir. Pego ycaro no colo e subo. 


— Hahahaha — riu como um louco — olha, eu juro que não sigo vocês, até porque não consigo. Mas... Vocês me verão novamente, me aguardem hahahahaha 


Saio dali o mais rápido possível e o segurança foi... Morto? Esse cara realmente assusta. Saio de lá e entro no carro. Deixo ycaro do meu lado e dou partida. 


Hoje foi realmente horrível. Mas pelo menos, tenho ele de volta, seguro sua mão, que ainda está gelada. Lembrei que ele ainda está nu e pego um cobertor tinha no carro, enrolo ele rápido pra não poder perde o sinal vermelho. Vou em direção ao hospital e quando chego espero um pouco. 


Eles vão querer uma explicação. E não acho que vão acreditar no que vamos falar, já que é bem exagerado, mesmo podendo acontecer com qualquer um, como aconteceu com ele. 


Saio do carro e pego ele no colo. Vou andando até a entrada, todos nos olharam de um jeito estranho. Logo vários enfermeiros chegam correndo e colocam ele numa maca. 


— Com licença senhor. Você é o que dele? 

— Sou o namorado dele 

— Hm então tá — me olhou feio, acho que ela pensou que eu que fiz isso com ele



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Já é duas e treze da manhã(meu horário aqui :) ) e eu ainda não vi ele. Por favor que ele esteja bem. Por favor. Por favor. Por favor. 


— Você é Rodrigo né? Ycaro já esta acordado e esta te chamando

— Ok


Sigo a moça e ela me leva onde ele estava. Depois me deixa sozinho com ele. Não falamos nenhuma palavra. Decido quebrar o silêncio que tava entre nós. 


— Ehh preciso saber uma coisa

— O que quer saber? — pergunta com a voz rouca 

— Aquilo que disse pra mim no hospital... É verdade? 

— O-O que? 

— Que estava grávido 

— A-An

— Eu não deveria saber? Você não queria me contar? 

— Não é isso. 

— Então o que é — pergunto ainda calmo

— Ehh... Desculpe por contar depois de um tempo. Depois de um mês pra ser mais exato. Eu achei que se eu contasse eu iria piorar sua vida e transforma-la é um total problema — começou a chorar — Eu sabia que ainda tinha o problema com seus pais e eu não queria deixar você mais trecado. E-Eu só pensei em mim, desculpa! Eu menti pra você, e foi uma das piores coisas que eu já fiz! Me desculpa, me desculpa, me desculpa! E-Eu só não quero te perder. 


Nós dois estamos chorando. E nesse ponto já estava o abraçando. 


— Eu tenho medo. Medo de não ficar mais com você. Medo de não poder dar tudo o que essa criança precisa. Medo de não aguentar. Medo... Medo de tudo

— Não precisa. Eu sempre vou ficar com você ok? A parte da criança eu não sei. E você vai aguentar, porque você é forte. Eu sei que é. Sempre que precisar pode me falar ok? 

— O-Ok — deita sua cabeça em meu peito — Mas como você ouviu? 

— Eu já tava acordado. Só não queria abrir os olhos. 



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