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História FengHuang (SasuNaru) - Capítulo 3


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ayo ayo

Capítulo 3 - Presságio das flores


Fanfic / Fanfiction FengHuang (SasuNaru) - Capítulo 3 - Presságio das flores

Os flocos de neve caíam sobre as flores vermelhas, cobrindo-as com um fino tecido de pureza e trazendo com ele o frio impiedoso do inverno. O vento soprava gélido, agitando as vestes do homem solitário que pairava ali, seus olhos fixos no nada como se ele pudesse ver algo que as demais pessoas não podiam. As pessoas diriam que ele estava perdido; mas ele era o Imperador, uma pessoa mais fria que o próprio inverno e mais cruel que sua nevasca. Ele não estava perdido, ele nunca poderia estar. 

“Saudações ao Imperador, Sol do Império que ascende sobre o dia. Dez mil bênçãos para Sua Majestade!” Um conjunto de vozes falaram atrás dele. 

O Imperador se virou parcialmente, seus olhos fixos nas pessoas que respeitosamente abaixavam a cabeça ante ele, seus corpos tão curvados que se fossem um pouco mais, poderiam se partir no meio. Mas era na frente do Imperador que eles estavam, um movimento em falso e suas cabeças poderiam rolar pelo chão – é claro que o fato de seus corpos se partirem não era nada comparado assim.

“A vontade.” Falou, sua voz calma e baixa como um canto silencioso, mas tão poderosa quanto o rugido de um dragão. 

“Obrigado, Vossa Majestade.” 

As quatro pessoas se ergueram, embora ainda mantivessem seus olhos baixos e cabeças sutilmente inclinadas, não ousando encará-lo. Apenas uma delas ousou, em suas mãos ela tinha um manto pesado feito do melhor tecido do Império e revestido com peles de animais. Ela se aproximou com a elegância de um cisne, curvando-se diante do Imperador mais uma vez. 

“Vossa Majestade, essa serva humildemente pede para que seu senhor vista este manto.” 

“Acredita que este frio me afeta, senhorita Kuzunoha?” Ele cerrou os olhos para ela, mas a mulher apenas inclinou-se mais.

“Essa serva implora o perdão de Sua Majestade.” Falou, mas ela ainda tinha o manto estendido na direção dele. “O Imperador é o Sol que guia o Império e por mais poderoso que seja, até os Imortais podem adoecer. Essa serva apenas se preocupa pela saúde de seu senhor.” 

“Suficiente. Levante-se.” Ele pegou o manto das mãos delicadas da mulher, embora não o tenha colocado. 

A mulher se levantou e olhou com calmaria para o Imperador. Ela tinha uma beleza única; desde os olhos dourados como o ouro mais puro e o cabelo roxo, Ao Kuzunoha era uma beldade entre beldades. Seu comportamento elegante e gentil fizeram dela amada em todo o Império e as pessoas arrulhavam sobre como ela deveria estar reinando como Imperatriz ao lado do Imperador ao invés de ser uma mera concubina. Mesmo que Ao Kuzunoha não fosse uma mera concubina e sim uma Consorte Imperial, a qual estava abaixo apenas da própria Imperatriz no harém. Diferente dos outros Imperadores de sua Dinastia, Sasuke Uchiha não possuía um harém com todas os seres mais belos que ele pudesse encontrar. Havia apenas quatro deles, quatro Consortes Imperiais, que também eram as belezas mais marcantes de todos os lugares que o Imperador foi. Quando Sasuke Uchiha passou pelos outros três continentes, ele também capturou três ômegas que as pessoas diziam ser os mais belos de todos e as colocou sob sua posse. No início, apenas como uma forma de intimidação e de afirmar seu poder como líder do Império que era o mais poderoso dos Continentes. E que maneira melhor de afirmar isso do que roubando as belezas de todos eles? 

Do Continente do Ar, Ao Kuzunoha, uma mulher santa que dizem ser amada pelos Deuses; do Continente da Água, Hanabi Hyuuga, a segunda princesa – inicialmente, o Imperador queria a primeira princesa, Hinata Hyuuga, mas ela foi reivindicada pela Médica Imperial – do poderoso Império Hyuuga; do Continente da Terra, Shinra Yuyen, um mestre das seis artes que ficou conhecido por todos os continentes por sua dança com espadas; finalmente, do Continente do Fogo, onde o Império Uchiha estava, Karin Hebi, a sobrinha preciosa do Primeiro Ministro. 

Invejado e odiado pelos outros Impérios por ter as beldades mais cobiçadas dos Continentes, não era surpresa receber ataques surpresas no Palácio Imperial em prol de sequestrá-los, mas mesmo depois de anos, nenhum deles conseguiu.

E por onze anos eles tentaram.

Agora, com o décimo primeiro aniversário de morte da Imperatriz se aproximando, a segurança do Palácio Imperial foi ainda mais reforçada; a cerimônia grandiosa que ocorria em todo o Império era uma ótima oportunidade não só para sequestradores como também para aqueles que queriam assassinar o Imperador. Todos estavam atentos aos ataques, não só para proteger a honra da falecida Imperatriz, mas também porque da última vez que a cerimônia foi atrapalhada, a fúria do Imperador caiu sobre todo o Continente. Naquele ano, mais de cinco longas guerras foram realizadas; e o Imperador foi para todas elas sozinho, nem mesmo seus fiéis generais o acompanharam. Mesmo assim, a chacina que o Imperador fez serviu como um aviso que ressoou por todos os cantos do mundo: aqueles que se atreverem a trazer desonra para o nome da Imperatriz serão mortos.

Haviam boatos de que o Imperador jamais amou sua Imperatriz e sua morte nunca significou nada para ele; haviam boatos de que era uma cerimônia não de luto, mas de comemoração; haviam boatos de que uma nova Imperatriz ascenderia assim que as coisas se estabilizassem; haviam boatos de que o próprio Imperador matou a pobre falecida Imperatriz; e todos estes boatos caíram por terra, pois todos viram como o Imperador ficava mais louco, tirano e cruel a cada ano que se passava. Porque a cada ano que se passava, a falta dele tornava-se mais presente.

“O que os Consortes Imperiais querem deste Imperador?” Questionou com a voz monótona, voltando a se virar para observar a neve que caía sobre as flores. 

“Queríamos que Vossa Majestade nos acompanhasse em um passeio.” Karin se aproximou muito mais perto do que lhe era permitido. “Não acha que é uma bela manhã para passear, meu senhor?” 

A mulher agarrou sutilmente o braço dele, um sorriso traçado em seus lábios pintados cuidadosamente de vermelho. 

“Consorte Karin, isso não é apropriado.” Kuzunoha falou, franzindo levemente o cenho para a cena na frente dela. 

“Sua Majestade gosta da minha presença, Consorte Kuzunoha.” Karin a olhou com esnoba, um sorriso de escárnio em seu rosto enquanto ela se aproximava mais. Ela tinha confiança, afinal seu tio era o Primeiro Ministro, o homem que tinha toda a confiança do Imperador.

“Afaste-se.” A voz fria do Imperador era mais cruel que o vento que soprava de maneira impiedosa sobre eles. “Não pense que eu esqueci sua ofensa ao meu herdeiro, Karin.”

Ela se afastou rapidamente, suas pernas trêmulas ao lembrar das cicatrizes que marcavam e deformavam suas costas. 

“Devo puni-la novamente?” Questionou, cerrando os olhos perigosos para ela, uma das mãos indo até a espada presa sobre o quadril. “Cinquenta chicotadas talvez não tenham sido o suficiente.” 

Karin recuou com passos trêmulos e olhou para os Consortes Imperiais, seus olhos praticamente implorando para que a ajudassem. Infelizmente para ela, eles apenas a olharam brevemente antes de inclinarem a cabeça para o Imperador. Karin rosnou, olhando para Ao Kuzunoha como um último recurso; ela não era considerada uma santa? Uma alma bondosa que ajudava os necessitados? Certamente, intercederia por ela. 

Ao Kuzunoha suspirou antes de se curvar com um arco elegante para o Imperador, “Peço para que o Imperador perdoe a Consorte Karin. Certamente ela ainda não conhece seus próprios limites e acaba por fazer coisas inaceitáveis, mas se o Imperador lhe conceder perdão, esta humilde serva promete cuidar para que coisas assim não voltem a acontecer.”

“Senhorita Kuzunoha, como líder do harém imperial, você já deveria ter ensinado à esta mulher como se portar na frente do Imperador.” Ele se virou para ela dessa vez, os olhos brilhando com um vermelho ameaçador quando uma aura opressiva começou a cercar todo o território, forçando-os a ajoelharem. “Você também deve receber punição?” 

“Essa pecadora reconhece seus erros e implora para que Vossa Majestade a perdoe.” Ela declarou com a voz calma, embora também houvesse claros sinais de medo. 

“Nós também imploramos que o Imperador perdoe a Consorte Kuzunoha.” Os outros Consortes Imperiais, menos Karin, falaram. Afinal, Ao Kuzunoha era uma pessoa querida para eles, pois também os havia conquistado com sua gentileza e bondade. Uma mulher assim era refrescante no ambiente opressivo do Palácio Imperial e eles não gostariam de perdê-la.

Karin, por sua vez, se irritou por eles intercederem por Kuzunoha, mas não por ela. Porém, seu corpo trêmulo com a aura opressiva de Sasuke, que parecia estar ainda pior na direção dela, a impediu de reclamar.

“Este Imperador concede perdão à senhorita Kuzunoha.”

“Obrigada, Vossa Majestade.” 

“Quanto à senhorita Karin, ela também será perdoada.” Falou, recuando sua aura sufocante, seus olhos também perdendo o brilho vermelho e voltando para os negros profundos. “Porém, tenham em mente que se as perdoo hoje, é por conta de Sua Majestade a Imperatriz. Derramar sangue no local em que Sua Majestade foi assassinado seria uma ofensa a ele.” 

O Imperador retirou-se do Jardim Imperial, deixando para trás um silêncio mais aterrorizante do que qualquer coisa que eles tenham experimentado.

“Causando problemas para a Consorte Kuzunoha assim... Você não muda nunca, não é mesmo, Karin?” Hanabi Hyuuga falou, escondendo o sorriso de escárnio delicadamente com as mangas longas de suas vestes. 

“Você deve me chamar de Consorte também!” Karin rosnou, olhando furiosamente para a antiga princesa do Império Hyuuga. “É desrespeitoso me chamar pelo nome quando você ocupa uma posição igual à minha.”

“Pfft.” Ela riu, “Posição igual? Eu sou a segunda princesa dos Hyuuga, você é apenas a sobrinha de um Ministro.”  

“Como se atreve? Contarei ao Imperador sobre isso!”

“Você ainda acha que o Imperador escutará algo vindo de você, Karin?” Shinra Yuyen zombou, rindo de uma maneira estrondosa que não era digna de um Consorte Imperial, mas ninguém, além da própria Karin, parecia se importar.

“Um dia, o Imperador me escolherá como sua Imperatriz... Então todos vocês terão que se curvar diante de mim!” Ela rugiu, agitando as vestes e marchando furiosamente do Jardim Imperial, não se importando quando pisava nas flores em seu caminho. 

“Nem mesmo depois de onze anos o Imperador procurou outra Imperatriz, o que a faz pensar que seria ela?” Hanabi zombou com um sorriso de canto. “Se ele tivesse que eleger alguém, seria a Consorte Kuzunoha.”

“A Consorte Kuzunoha é mais do que adequada para o cargo, diferente dela.” Shinra Yuyen sorriu antes de franzir levemente o cenho. “Realmente, já faz onze anos desde a morte da Imperatriz. Por que o Imperador não elegeu ninguém até agora?” 

“Talvez ele amasse a falecida Imperatriz.” Hanabi falou, dando de ombros. “Dizem que ele era de uma beleza inigualável não encontrada nem mesmo entre os Imortais.” 

“Mais bonito que a Consorte Kuzunoha?” Yuyen questionou com um arquear de sobrancelhas.

“Parem com isso, por favor.” Kuzunoha falou suavemente, um sorriso educado nos lábios. “Não é respeitoso usar a Imperatriz como tema de assuntos tão triviais.”

“Consorte Kuzunoha talvez tenha conhecido a Imperatriz?” Hanabi questionou. 

“Não conheci, mas boatos sobre a Imperatriz do Império Uchiha chegaram até mesmo no Continente do Ar.” Falou calmamente. “Diziam que ele era um ser regado de bondade e gentileza que tratava com misericórdia desde o mais simples dos servos ao mais poderoso dos reis. Haviam também boatos de que ele era tão bonito que com um simples olhar podia encantar o animal mais feroz e abalar o coração de uma besta raivosa. Homem, Imortal ou Espírito, nada poderia resistir a ele.” 

“Escutei o mesmo, Consorte Kuzunoha, mas não é exagero? Claro que haveriam tais boatos, dado ao fato de que o Imperador jamais permitiria que uma pessoa com má reputação ficasse ao seu lado. E se no fim a Imperatriz fosse como Karin?” Hanabi franziu o cenho e zombou novamente, revirando os olhos.

“Eu não acredito que ele fosse igual àquela mulher, mas também não acredito que ele fosse um ser tão majestoso assim. Se fosse, o Imperador nunca deixaria que ele morresse, não é?” Yuyen questionou.

Kuzunoha prendeu a respiração, olhando ao redor com cautela, “Nunca repita isso, Consorte Yuyen. Uma ofensa à Imperatriz pode lhe custar a vida neste lugar.” 

Yuyen arregalou os olhos, fechando a boca imediatamente e olhando ao redor para ter certeza de que ninguém tinha ouvido. Seria trágico se ele morresse assim.

“Não nos convém dizer se os boatos eram ou não reais.” Kuzunoha repreendeu ambos com um olhar de seriedade pouco visto em seu rosto. “Evitem citar a Imperatriz em nossas conversas, digo isso pelo seu próprio bem.”

“Entendemos, Consorte Kuzunoha.” Os dois se curvaram, amedrontados com a ideia de perderem a vida por conta de uma palavra errada.

Quando a neve derreteu, uma flor dourada brilhou entre o mar de flores vermelhas.

[...]

“Saudações ao Imperador, Sol do Império.” 

“Estamos sozinhos, Itachi. Não há necessidade de cordialidade.” 

O Segundo Príncipe sorriu antes de se sentar em frente ao homem mais novo com elegância, suas vestes fazendo um suave farfalhar. 

“Por que me solicitou, irmãozinho?” Ele perguntou, suas mãos pegando a delicada porcelana que continha chá e segurando-a casualmente entre os dedos.

Sasuke o olhou antes de desviar os olhos para o guqin, seus dedos elegantes puxando as cordas com a maestria de um músico, produzindo um som etéreo que ressoou pela sala; calmo e pacífico, como as águas de um oceano álgido. Itachi não exigiu uma resposta, fechando os olhos para apreciar a música enquanto levava o líquido quente aos lábios, deixando a doçura explodir em seu paladar. Ao mesmo tempo, seus olhos se abriram e ele olhou para o chá. 

“Essas pétalas...” Falou, olhando mais atentamente. “São de narciso?” 

“Mn.”

“A flor que parou de florescer há séculos atrás?” Ele questionou exasperado e Sasuke apenas assentiu, seus dedos continuando a traçar os acordes do guqin. “Isso é impossível. Por que agora?”

“Eu não sei.” Falou, tirando os olhos do instrumento momentaneamente para olhar o homem mais velho. “Há coisas estranhas acontecendo no Norte.” 

“Ouvi dos Anciãos alguns dias atrás que os céus no Norte estão com uma cor estranha nunca vista antes.” 

“Mn.”

“Irmãozinho, o que acha que pode ser isso?” 

“Eu não sei.” Ele falou suavemente, suas mãos parando os acordes e descansando nas cordas do guqin. “Mas é suspeito estar acontecendo justamente quando o décimo primeiro aniversário de morte dele se aproxima.” 

Itachi ouviu a dor na voz de seu irmão e soltou um suspiro, colocando suavemente a porcelana sobre a mesa.

“Acredita que alguém está tentando atrapalhar a cerimônia?” 

“Matarei quem ousar.” Os olhos do Uchiha mais novo brilharam com ódio.

Uma das cordas do guqin estourou em um barulho agudo e feio.

“Irmão.” Itachi chamou com suavidade. “Eu... acredito que não precisamos de mais guerras.”

“Explique-se.”

“O povo está com medo, irmão. Não se passou um ano sequer em que você não fez uma guerra.” 

“Saímos vitoriosos de todas elas, conquistamos territórios e nos fortificamos. O Império Uchiha é mais poderoso do que nunca.”

Sei disso, irmão, e somos gratos. Mas já não está bom? Ninguém ousaria desafiar o Império Uchiha agora, então não é o suficiente?” 

“Não.”

“Irmãozinho, você derrama sangue de inocentes no chão.” Itachi franziu o cenho, suas mãos tremendo suavemente no colo. “Você queimou reinos inteiros, isso...”

“Eles zombaram de nós.”

“Seus líderes, irmão, não seus civis. Haviam crianças, ômegas e idosos entre eles.” 

Sasuke franziu o cenho, “Não matamos civis. Todos eles foram acolhidos pelo Império.”

“Eles foram escravizados!” Itachi rosnou. “Tratados e vendidos como animais!”

“Escravidão é...”

“Proibida em nosso Império desde que você a aboliu! Não se lembra, irmão? Não se lembra de como nosso povo o olhou com gratidão naquele dia? Não se lembra de como os escravos rugiram seu nome como se você fosse o herói deles?” 

Sasuke o olhou com os lumes negros arregalados, suas sobrancelhas franzidas como se ele buscasse entender as palavras de Itachi, “Eu... Eu não me lembro.”

Itachi arregalou os olhos e sua voz falhou, “O que?”

“Eu não me lembro, eu... Fiz isso?” Ele perguntou, mais para si mesmo do que para ele. “Quando eu...” 

“Sasuke...” Itachi o olhou com algo semelhante à pena. “Você está doente, meu irmão.” 

“Eu estou bem, Itachi. Apenas não me lembro.” Sasuke rosnou. “Ordenarei que tratem os prisioneiros de guerra como tratam qualquer outra pessoa no Império, se é isso o que quer.”

“Não, irmãozinho...” Itachi sussurrou. “Isso é o que nós dois quisemos, naquela época. Não apenas eu.” 

O cenho do Segundo Príncipe se franziu quando ele olhou para o Imperador novamente, desconfiança em seu olhar.

“Não é comum você esquecer as coisas, irmão. Certamente não coisas importantes como essa.” Ele falou, e suas olhos foram brevemente para o guqin antes de se voltarem para o homem mais novo. “Parece que coisas estranhas não estão acontecendo apenas no Norte.”

Sasuke estreitou os olhos para ele, “Não há nada estranho aqui, Itachi.”

“Irmão, por favor, vá ver a Médica Imperial.”

“Eu estou bem.”

“Irmão...”

“Eu já disse que estou bem!” Ele rugiu contra seu irmão e as mãos do príncipe tremeram em seu colo quando ele recuou.

Outra corda estourou.

“Naruto não gostaria de vê-lo assim.” Itachi disse e quis recuperar as palavras assim que elas saíram de sua boca. 

Sasuke prendeu a respiração e uma aura azul fria e poderosa circulou seu ser quando seus olhos ficaram ainda negros, escurecidos com o ódio que parecia perfurar cada fibra do corpo de Itachi.

“Não diga o nome dele!” 

Um som terrível e assustador ressoou no quarto quando o guqin foi de encontro com o chão junto  da mesa. Itachi levantou-se assustado, seus passos recuando quando os olhos de Sasuke cintilaram confusos entre o preto e o vermelho. 

“Sasuke, você não está agindo conscientemente.” Itachi murmurou com a voz suave, mas não foi o suficiente para aplacar a raiva do Imperador.

“Pare de insistir nessa bobagem, Itachi!” 

“Irmão, me escute...” 

“Eu não quero mais ouvir você, Segundo Príncipe.” Falou, a voz baixa e perigosa. 

Irmão...” Itachi lamentou e tentou se aproximar.

Já chega!” Rugiu raivosamente, a voz de comando poderosa que apenas um Imperador Uchiha poderia ter parecendo abalar todas as estruturas do Palácio Imperial.

Itachi tropeçou nos próprios pés e caiu, encolhendo-se contra o chão como se quisesse desaparecer daquele lugar, seu choro tão lamentável quanto o sangue que saía de seus ouvidos. Ele, sendo um ômega do clã Uchiha, poderia lidar facilmente com a voz de comando de um alfa qualquer. Mas não com a voz de comando de um alfa Uchiha e especialmente não com a de seu irmão, que era tão opressiva e esmagadora que, perto dela, levar cem socos parecia muito mais agradável.

Sasuke parecia ter voltado a si quando viu seu irmão jogado no chão com soluços escapando de seus lábios. Ele tentou se aproximar, mas o mais velho encolheu-se ainda mais. O Imperador respirou fundo antes de deixar os servos confusos entrarem e ajudarem o ômega a se levantar, embora ele ainda estivesse encolhido e teimosamente não encontrasse o olhar de Sasuke, tendo que ser totalmente apoiado por dois servos já que suas pernas mal podiam dar dois passos antes dele cair novamente. 

Sasuke assistiu impotente enquanto eles levavam seu irmão para longe, seus olhos fixos na porta por onde ele saiu. O Imperador nunca havia usado sua voz de comando em seu irmão; nem em nenhum ômega. Quando ele a usava, era apenas em campo de batalha, ciente da força poderosa que ela possuía, capaz de devastar mil homens com apenas um rugido; mas isso nem mesmo era frequente porque, para alguém como ele, quanto mais tempo a luta durasse mais divertido seria. 

Por que ele havia usado sua voz em seu irmão? Por que ele ficou tão irritado? Por que ele não se lembrava das coisas que Itachi falou? Por que, mesmo negando, Sasuke se sentia tão doente? Por que ele se sentia tão cansado?

E, sobretudo, por que ele sentia tão envenenado com seu próprio ódio? Sasuke não sabia, e temia que ninguém tivesse as respostas que ele precisava. 

Sasuke queria dormir, mas um Imperador deveria estar sempre acordado – principalmente quando ele era uma figura odiada em todos os quatro Continentes. 

Tantas pessoas queriam a cabeça dele, como ele poderia se dar ao prazer de descansar, afinal? Não, o Imperador tinha responsabilidades para cumprir.

“Sua Majestade o Imperador!” Um mensageiro invadiu a sala e Sasuke o olhou ameaçadoramente. “Trago notícias para o Imperador! É sobre Sua Majestade a Imperatriz!”

Os olhos de Sasuke se arregalaram no mesmo momento e ele se aproximou do homem, olhando-o com pressa.

“Fale!”

“O corpo da Imperatriz...” O servo engoliu em seco e inclinou-se profundamente com um arco. “O corpo da Imperatriz desapareceu dos domínios do clã Uzumaki!” 

Uma promessa de morte brilhou nos olhos do Imperador.


Notas Finais


sim tivemos um time skip de onze anos quem amou

a história tá começando a se desenrolar ehehehehe mas tem muita coisa ainda então não se empolguem muito 😳

enfim, espero que vcs tenham gostado, qualquer dia desses eu atualizo se deus quiser, abraço e bom dia


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