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História Fênix - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Ella e Thoriana


Foi uma caminhada tranquila, uma hora para sair da floresta, mais meia hora para chegar ao centro do reino. Reino Arabelle, um reino pequeno, se formos comparar com as histórias contadas pela mãe, mas nunca vimos nenhum outro reino, para podermos realmente comparar.

Todos se conheciam no reino, então ao adentrarmos as pessoas nos olham como se fossemos estranhos, mas nós também fazemos parte do reino, moramos na floresta, aos fundos. O mercado está repleto de pessoas, pelas roupas, não consigo diferenciar, sei quem são os comerciantes pois estes estão atrás de grandes mesas expondo produtos para os compradores em sua frente, esses se agrupam em bandos e montes na frente das pequenas cabanas.

Os guardas, usam a armadura do reino, um conjunto de ferro prateado que cobre todo seu corpo, deixando abertura para as dobras dos ossos e a movimentação das espadas, longas espadas que vão de sua cintura até quase tocarem o chão, é a primeira vez que vejo espadas de verdade, não apenas as imagino em minha mente, através das histórias, todas estão em suas bainhas o que me deixa chateado, pois não consigo realmente vê-las.

O mercado fica do lado de fora do castelo, mas é possível vê-lo, uma grande construção feita de pedra maciça, torres altas, posso observar quatro torre laterais e uma central, a mais alta, com um sino no alto, um grande arco feito de pedra formam as muralhas do castelo, posso ver os guardas acima de nós, arcos na mão, aljavas com flechas nas costas, olhando o povo, preparados para atacar e defender, eles revezam, um olha para o povo o outro olha para fora, há grandes taças de ferro na muralha, mas estas aparentam estarem vazias quando vistas de baixo.

Ezra está sorrindo, tentado fazer amizade com as crianças locais, elas apontam, riem e saem correndo, mas é possível ouvir os sussurros trazidos pelo vento.

- Ele é pior que a cega. – Disse uma criança. – Vai nos contaminar com sua doença.

- É verdade, não vamos ficar perto dele, mamãe me disse que pobreza pega, eu não quero ficar pobre e ir parar na floresta. – Disse outra rindo e correndo.

Eu quis gritar, talvez dar umas palmadas nessas crianças, como são más, como podem falar isso de outra pessoa sem nem ao menos conhecê-la de verdade? Estava pronto para tomar uma atitude, mas sinto um toque gelado em minha mão, a voz de Ez soa triste, mas ele sorri.

- Não vale a pena irmão, hoje é o seu dia lembra? Vamos nos divertir e esquecer que algo aconteceu... não conte para a mamãe. – Ezra aponta a cabeça para a esquerda e posso ver a mãe caminhando em nossa direção.

- Comprei algumas ervas, que não crescem na nossa floresta... Farinha, carne... Vamos conseguir ficar algumas luas sem precisar caçar. – Os olhos castanhos brilham com orgulho, o peito estufado e o sorriso largo, ela depositou o maço de ervas na cesta que carrega nos braços. – Quem está pronto para escolher uma espada? – Ela me lança um sorriso de orelha a orelha.

Ao pensar nas espadas logo me esqueço do incidente anterior com Ezra, não posso me envolver em um acidente com crianças se quero fazer parte do exército. Caminhamos em direção ao que parece a única ferraria no reino. Lá dentro está um pequeno senhor de aparência simpática, os cabelos grisalhos estão cobertos por fuligem, ele usa luvas de couro nas mãos, para as proteger das chamas creio eu. Ouço um pigarro e o senhor continua debruçado sobre a mesa, observando fixamente um cabo de espada, ele nos ignora completamente, sorrio para Ezra e caminhamos pelo local, observando as paredes repletas de armas.

A bancada possui algumas pedras de amolar, as paredes estão repletas de armas, divididas por seções, uma possuí apenas machados e marretas, outra escudos, lanças, os peitorais e por último as espadas, a julgar pela baixa qualidade, comparado com a minha imaginação, presumi que ele não é um mestre artesão, pode ser baixo, mas não é como os mestres anões artesões das histórias que a mãe nos conta, mas não importa, não para uma primeira espada.

- Mãe... – Acredito que falei baixo de mais, pois precisei me repetir. – Mãe... eu gostei desta.

Aponto para uma espada curta, que timidamente se esconde perto de suas irmãs, a placa na parede detalha, 60 centímetros, lâmina reta, cabo e pomo revestidos de couro. Não é a espada que quero, nem de longe, mas não posso me permitir escolher algo que custe muito, não sei nem como a mãe consegue pagar pelas coisas aqui, já que não saímos da floresta e nunca a vi receber por morarmos lá.

- Quanto custa esta espada senhor? – Ela usa seu tom mais simpático e sorri, a cesta na dobra de seu braço com antebraço direito e a mão esquerda flutuando no ar.

- Nada, ela não custa nada. – O senhor respondeu, sua voz rouca e grave, provavelmente pelo tanto de fumaça que já havia engolido acabou com todo seu ar simpático em um instante. – Não está à venda, não para vocês. – Sua voz soa ríspida.

- Ora... Mas se estamos em uma ferraria, por que não podemos comprar uma simples espada?

- Por quê? Existem vários porquês, primeiro, vocês não têm classe para uma espada, não deviam nem poder andar na cidade, deviam continuar na floresta. Segundo, você é uma viúva, com sorte, foi abandonada, seu cabelo devia ser curto, você engana os homens da cidade com os cabelos longos, os mais novos não vão saber que você foi abandonada e já até tem filhos, terceiro, você está nova, mora aqui a muitos invernos, mas não envelhece, dizem que você é uma bruxa, que faz feitiçaria com seus filhos na floresta e feitiçaria e proibida pelo imperador.

O velho falou tão rápido e com tanta raiva na voz que precisou parar para recuperar o folego, ele parece estar prestes a desmaiar com tanto esforço, seu rosto branco está vermelho, mas ele não acabou seu ataque.

- Isso nos leva ao último, uma mulher que não conseguiu segurar o marido, foi abandonada, dá onde você consegue dinheiro? Você é uma mulher da vida ou uma bruxa, independente de qual dos dois, minha loja não aceita dinheiro sujo, não tem nada para você aqui, não há nada para você nem para suas crianças imundas.

Aquelas palavras me enfurecem, sinto meu sangue subir, Ezra também não parece nenhum pouco satisfeito com a forma com a qual nossa mãe está sendo tratada, mas ao olhar para ela, percebo que ela ainda mantem o sorriso em seu rosto, ela umedeceu os lábios com a língua e a estalou.

- Senhor, hoje é o dia de meu filho, só quero lhe dar um presente, prometo que o dinheiro é honesto, eu não sou da vida, muito menos uma bruxa, se eu soubesse como fazer dinheiro, não moraria na floresta, daria uma vida melhor para meus filhos, você não acha? – Sua voz é doce e os olhos encaram o comerciante, que finalmente se vira para nós, para poder dar sua resposta

- NÓS NÃO QUEREMOS O SEU DINHEIRO, VOCÊ É UMA PROS...

Antes que o velho pudesse concluir sua frase uma pedra de amolar voou, a pedra o acertou em cheio, de seu nariz escorria uma cascata de sangue, ele cuspiu alguns dentes e começou a gritar por ajuda, o nariz quebrado e a falta de dentes o fez soar indistinguível. Ezra está ao meu lado, suas mãos sangram, provavelmente apertou a pedra tempo demais antes de decidir arremessá-la.

- Vamos embora daqui, já chega. – Digo suspirando. – Nós não precisamos disso mãe, podemos comprar uma espada em outro lugar. – Mas mesmo em meu pensamento sei que isso é mentira, não há outro lugar assim no reino.

Me viro para ir para fora da pequena loja, mas uma pequena aglomeração se formou na entrada impedindo nossa passagem para fora, todos olhando para nós, incrédulos, alguns fazem sinais negativos com a cabeça, posso ouvir os sussurros, mas não os entendo, o dono do local grita alguns comandos que ninguém parece entender enquanto ele tapa o nariz com as mãos para tentar parar o sangramento.

- O que está acontecendo aqui? – Uma voz sem dono se sobressai sobre os sussurros que ficam mais altos, pontas de lanças se movem pela multidão, posso vê-las se aproximando por todos os lados, não há como fugir, os guardas estão tentando chegar até nós. – ABRAM CAMINHO! – Uma voz feminina bradou e logo se abriu um corredor para lhes dar passagem.

A moça tem cabelos escuros, enrolados, para cima, formando um grande cacho em volta de sua cabeça, os olhos cor de âmbar, um mel assassino, sua pele negra reluz com o brilho da armadura, e que armadura, um peitoral de metal, dourado, brilha como ouro, sua calça de couro, provavelmente de lagarto, ou alguma espécie de dragão, pois é aparentemente resistente, metal dourado também reveste a sua calça, deixando apenas as parte dobráveis livres, para agilidade. Na mão, uma lança, dourada, sua base toca o chão e a ponta dourada como ouro emite uma luz própria, fraca pela luz do dia, a ponta possui algumas runas cunhadas, por mais que a mãe nos tivesse ensinado a ler, não compreendemos esse tipo de runa, por fim a moça também carrega um chicote preso ao cinto, ele é escuro e parece estar pronto para machucar.

- Meu nome é Thoriana, sou a comandante em cargo das forças reais no reino de Arabelle, exijo saber o que está acontecendo... Agora! – Ela exclamou, percebendo que ninguém está disposto a falar.

O Velho correu se prostrando aos pés da moça, as mãos unidas, como se rezasse por ajuda. Ajoelhado aos pés dela, ele contou a história, surpreendentemente, contando a história verdadeira, sem alterar ou manchar nosso lado. O povo nos encara de cara feia enquanto ele conta a história, após o fim da história, Thoriana nos encarou e um sorriso preencheu seus lábios.

- Foi realmente isso que aconteceu? – A comandante perguntou, mamãe abaixou a cabeça e então respondeu com sua voz suave.

- Sim senhora... Ele disse a verdade, foi realmente o que aconteceu. – Thoriana suspirou, como se estivesse triste, pelo desfecho.

- Prendam a moça, pelas leis do nosso Imperador, o poderoso Mestre das Sombras, toda mulher viúva ou abandonada deve usar os cabelos curtos para que os homens saibam de sua posição. – Os guardas começaram a andar e Thoriana ergueu a mão no ar, fazendo um sinal de pare, os congelando no ar.

- Eu ainda não terminei. – Ela abaixou a mão e os guardas voltaram ao lugar, dessa vez apontando as lanças para nós. – Todo homem deve se apresentar ao comando mais próximo, no dia seguinte ao seu décimo quinto verão, para treinar e fazer parte da força do nosso Imperador, o garoto está preso por deserção.

Thoriana parou, ela estalou a língua no céu da boca, como se estivesse saboreando sua caça.

- Por agredir um comerciante legalizado e em dever de suas funções, defendendo as leis reais, o menor também está preso, vocês serão julgados pelo representante local do Imperador, o Rei Arthur e a Rainha Marilyn...

- Eu exijo a pena de morte, aos três. – Disse o velho se agarrando a barra das calças de Thoriana para tentar se levantar, ela deu dois passos para trás o fazendo cair de cara no chão e guinchar de dor.

- Sem dúvida suas exigências serão levadas ao sábio Rei Arthur, porém a decisão final é apenas dele. – Ela parou de falar e ficou nos olhando, pelo que pareceu uma eternidade, o silencio toma conta do lugar, até que ela bradou impaciente. – Agora! Seus idiotas, prendam os três!

- Senhora Thoriana, meu nome é Ella, esses são meus filhos, Sora e Ezra, eu assumo toda a culpa, por favor, deixe meus filhos irem embora... por favor. – Ela se ajoelha no chão, implorando para a comandante, enquanto os soldados avançam devagar em nossa direção.

- Eu já tomei a decisão, todos serão presos, não há nada que você possa fazer Ella, não para mim, agora você precisa apenas implorar o perdão real ao rei. – Thoriana se afastou caminhando para longe enquanto mamãe se mantém ajoelhada. – Quem sabe, você pode ser a primeira a conseguir um! – Sua voz soa alegre.

Um soldado segurou minha mãe pelo braço direito e o apertou com força a puxando para cima, enquanto os outros caminham na minha direção e de Ezra. Mamãe se debateu, ela tentou se soltar, gritando para que eles nos deixem em paz, que não havíamos feito nada de errado, o soldado relaxou para não ser acertado com os movimentos aleatórios, seu olhar incrédulo acompanhou, mamãe se soltando e correndo até nós, ela estendeu os braços, ficando na nossa frente.

Os soldados deram um passo para trás, formando uma parede de homens, as lanças estavam apontadas para nós, deitadas na horizontal quando Thoriana voltou sua atenção, o sorriso retornou ao seu rosto, ela encarou mamãe com um olhar assustador.

- Se você lutar, vai ser pior, eu não quero ter que machucá-los. – Sua voz soa mais como um "Por favor, resista, eu quero muito cravar a minha lança no peito de alguém hoje".

 - Sinto muito Thoriana, mas eu não vou deixar você tocar nos meus filhos. – Mamãe bateu o pé, ela sem dúvida não está vestida para batalha, Thoriana aparenta também não estar com seu traje de guerra, mas é obvio que a armadura de patrulha dá muito mais proteção que um simples vestido azul.

- Eu não pedi a sua permissão... E-L-L-A. – Ela soletrou as letras, fazendo parecer a palavra mais impropria já dita. - Aposto que você sente, você seria julgada, agora acabou de se condenar a morte, junto com suas crianças.

Thoriana bateu a base de sua lança no chão, o que deve ser um código, pois pude observar todas as lanças dos soldados se levantando, ficando em posição vertical, eles formam uma murada humana para não nos deixar sair, sem enfrentar Thoriana.

Mamãe percebeu o que estava acontecendo, ela foi rápida, pegou uma espada e um escudo nas paredes da loja, pude ouvir o vendedor nos jogando uma maldição.

Nunca tinha visto mamãe lutando antes, ela apenas nos ensinou a caçar na floresta, não sabia o que esperar, antes que eu pudesse pensar, a lâmina na lança da comandante brilhou, eu fiquei cego por alguns segundos, quando voltei a enxergar, vi que Thoriana já está em cima da minha mãe, o escudo está no chão, há alguns centímetros de sua mão esquerda, ela segura a espada na mão direita, mas Thoriana está pisando em seu pulso, o outro pé em seu peito.

Lágrimas rolam pelo rosto da minha mãe, enquanto a lança da comandante se aproxima de seu rosto.

- Por favor. – Ela implora mais uma vez, tentando mover o pulso, lágrimas brotando como cachoeiras. – Deixe meus filhos irem.

- Eu vou fazê-los assistirem a sua morte, depois, verei se mais alguém vai morrer...

Sua frase foi interrompida, a comandante foi arremessada contra a parede, ela não parece entender o que a atingiu, seu olhar furioso vai de seus soldados, que parecem tremer de medo por não terem percebido o que iria acontecer, a Ezra que está segurando um escudo nas mãos, ele bateu com força em Thoriana, mas não o suficiente para fazê-la desmaiar, ela não parece sentir dor, mas é possível vê-la engolindo seco ao perceber que sua lança fincou em seu braço. Devagar, como se fosse apenas uma farpa, ela retira a lança de seu braço, os soldados se movem um pouco impacientes, ela os encarou com seu olhar furioso e todos viraram estatuas novamente.

- Eu vou matar, todos vocês. – Ela trocou a lança de mão, a segurou na mão esquerda, a direita foi até a cintura, o chicote se desenrolando em nossa direção, foi possível ouvir a ponta rasgando o ar.

Aparentemente estamos fazendo um belo show, pois a plateia de comerciantes, compradores e soldados continuou se aglomerando na pequena porta da loja para tentar observar a confusão, sem dúvida o maior movimento que essa lojinha já teve.

Estamos encurralados, presos na loja do ferreiro, a parede atrás de nós, Thoriana e a multidão a nossa frente. Nós agarramos pedaços de ferro pré-moldados que estavam no chão, esses pequenos escudos estavam defendendo nossa vida contra um chicote e uma lança, possivelmente não por muito tempo, Ezra já estava ofegante, o escudo era pesado demais para ele.

Eu me perguntei por meio segundo, como poderíamos vencê-la, como é possível três pessoas da floresta vencerem uma comandante e um grupo de patrulha? A resposta mais óbvia logo surgiu em minha mente, não é possível, não sem ajuda divina e os deuses devem estar ocupados de mais fazendo seu majestoso nada, para nos ajudarem a sobreviver.

Thoriana está começando a ficar mais impaciente, o barulho do chicote está cada vez mais constante, parece que quanto mais nos cansamos, mais energia ela tem, está difícil manter o escudo em pé, com seus ataques mais fortes e com menos intervalos. Aquilo pareceu durar uma eternidade, mas tenho certeza de que resistimos, bem, por pouco tempo, então o inevitável aconteceu, alguém cedeu.

Dessa vez, rápido como um raio, o chicote estalou, Ezra não suportou o peso do golpe e caiu para trás, o escudo sobre ele, mamãe por sua vez tomou a frente, rápida, o protegendo, mas desequilibrada com o peso do escudo.

Foi possível ver as faíscas se lançando a esmo, com o choque da lança e a lateral do escudo, que foi arrancado das mãos dela com o impacto, esse voou para a parede, amassado, também não suportou o golpe, mamãe e Thoriana se encararam por mais meio segundo, até que a lança novamente brilhou, ergui o meu escudo para me proteger do flash.

Quando olhei novamente, mamãe já está desmaiada, a lança girou forçando a base contra o escudo de Ezra, ele o segura com toda sua força, o que é praticamente nada, a lança subiu e desceu, mais uma vez, mais forte, o braço de Ezra tremeu e seu escudo bateu contra sua cabeça, Thoriana sorriu ao ver seus olhos fecharem.

- Poucas coisas podem ser mais perigosas que o instinto protetor de uma mãe. – Thoriana disse, devolvendo seu chicote à cintura, caminhando devagar na minha direção. – Vocês três provavelmente serão executados, depois de tudo que fizeram, resta saber se vai ser aqui ou se vão tentar apelar ao Rei, o que você me diz? – Ela parou em minha frente, a lança em punho.

- Eu prefiro... o Rei! Não tenho chance alguma contra você. – Digo esperando que ela me dê algum golpe e me desmaie.

- Bem... Isso sem dúvida é um tanto decepcionante, seu irmãozinho tem mais coragem que você. – Ela diz arrancando o escudo da minha mão, machucando meus dedos, mas surpreendendo em me deixar acordado. – Já que você desistiu tão fácil, podem levá-los rapazes.

As estatuas voltaram a ganhar vida, um único soldado pegou Ezra e a mãe nos braços, ele jogou um por cima de cada ombro e seguiu caminhando para fora da lojinha, isso foi revoltante, esperava pelo menos que precisasse de três, um para cada um de nós, para nos levar presos, isso é humilhante!

- O show acabou pessoal, podem seguir com suas vidas, vocês não precisam se preocupar, a execução vai ser ainda hoje, na praça da cidade. – Thoriana repete isso algumas vezes tentando dispersar a multidão, ela segura minhas duas mãos, com força, me conduzindo para frente, como se eu fosse o mais perigoso ser que esse reino já viu, até que me dei conta.

- Que execução? Você disse que falaríamos com o Rei. – Perguntei não muito alto, não tenho certeza se realmente quero ouvir uma resposta, ela poderia apenas me ignorar e acabar de quebrar meus dedos, essa sem dúvida é uma opção mais divertida para ela, mas Thoriana se deu ao luxo de me dirigir a palavra mais uma vez.

- Vocês vão falar, não tem como ele julgá-los se não souber a verdade, o que aconteceu, mas eu apontarei a pena de morte, vocês causaram muita desordem, precisam ser punidos ou a confiança no Rei e no exército cairá drasticamente. – Sua voz é firme e direta, como se ela mesma acreditasse nisso e não apenas nos quisesse mortos.



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