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História Férias com você - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, vim reescrever essa fanfic, espero que gostem.

Só pra deixar registrado - A imagem de capa é da Eden.daphne no insta, e as imagens dos capítulos são da Thefalseviper, tb no insta

Bjs e boa leitura.

Capítulo 1 - Insuportável


Fanfic / Fanfiction Férias com você - Capítulo 1 - Insuportável

O ar condicionado gelava a sala de Marinette como nunca, afinal, estava sozinha às oito e meia da noite de uma sexta- feira, vulgo hora extra. Tinha aceitado ficar no lugar de uma colega, que jurou ter um compromisso indispensável, mas ela sabia que era apenas mais um noite de bebedeira, a qual ela não participaria.

Após o trabalho, teria um voo direto para Paris, era época dos festivais e sua família estaria a sua espera. Suas férias sempre eram resumidas à família, ela gostava, porém, tinha vezes que pensava muito bem antes de ir, queria poder aproveitar sua folga sozinha.

Trabalhava na área do marketing e adorava poder passar horas procurando a melhor cor para a nova coleção, mas hoje em especial estava cansada e sentindo-se péssima. Sabia que apenas mais uma pessoa estava na torre de vinte andares.

Seu chefe, o mesmo que implicava com ela desde o primeiro dia também se encontrava no prédio, provavelmente em uma ligação desnecessária com alguém desnecessário. Só se viam em pequenos horários, esses que eram os piores do dia, pois sempre se alfinetavam.

Marinette nunca soube o porquê da implicância, contudo, só retrucava sem pudor, sabia que o mesmo não a mandaria embora, gostava de esfregar em sua cara que fazia um bom trabalho como gerente de seu andar.

Desligou o computador assim que ouviu seu telefone tocar sobre a mesa e o alcançou com rapidez, deveria ser sua mãe preocupada, a mesma tinha pavor dos aviões  e gostava de estar informada sobre o paradeiro da filha.

 

-Me diga que você já está chegando - Ouviu a voz apreensiva.

-Mãe - Riu baixo - Eu ainda estou em Milão, nem sai do serviço.- Levantou-se e pegou sua bolsa. - E a senhora sabe que meu voo é só às dez da noite.

-Trabalhando ainda!? E suas malas? 

-Feitas, estou saindo agora e logo estarei no aeroporto - Passou pela copa em busca de uma última caneca de café.

-Me avise quando estiver dentro do avião.

-Sabe que não posso mexer no celular a todo momento - Ouviu a máquina de expresso acabar seu serviço. - Preciso ir, beijos, também te amo.- Desligou com um pequeno sorriso.

-Sabe que atender ligações no expediente de trabalho estão fora de cogitação - Desfez o sorriso em um passe de mágica.

-Você faz isso o tempo todo, Adrien - Suspirou com a caneca em mãos.- E eu já bati o ponto, não estou em expediente.

-Você estava em chamada desde a sua sala - Colocou as mãos no bolso. -E eu faço ligações a respeito do trabalho, não de família.

-Vinte andares, cada um com uma copa, você tem mesmo que vir nessa!? Sua sala é a última - Odiava as aporrinhações infantis dele.

-Gosto da máquina de expresso desse andar - Sorriu sarcástico.

 

Marinette balançou a cabeça e passou por ele sem dizer mais nada, ouvindo apenas uma risada fanha. Precisava mesmo de uma sessão de relaxamento, aprender a ignorar ele seria a melhor façanha de sua vida.

Adentrou o elevador o mais rápido que podia e já conseguia sentir a brisa de Paris passar por seus cabelos. Apesar de gostar de Milão, ter um descanso do emprego era revigorante, e melhor ainda sem ter que ver seu chefe ou qualquer colega de trabalho.

Seu carro tinha suas malas na parte de trás junto de uma bolsa de mão e uma blusa de frio, sabia como era horrível passar horas de voo congelando, precisava de uma manta.

Deu partida sem se importar com o barulho estrondoso do subsolo e saiu sem problemas, apenas acenou para um dos garotos da portaria e sorriu como uma despedida, ficaria longe por sete dias. 

Suspirou para mandar o cansaço embora e se ajeitou no banco, tudo estaria menos turbulento daqui algumas horas, seus pais estariam preparando alguma coisa e com certeza teriam visitas como todos os anos nessa época.

O casal de amigos de infância dos dois sempre estavam em épocas de feriados, e claro, sua tia sempre deixava seu primo por lá, ou seja, teria que dar atenção para ele, não que a mestiça não gostasse, ele sempre foi uma criança animada e comportada, mas talvez ela já não tenha mais o mesmo pique para aguentar longas sessões de pega-pega.

Deixou seu carro no estacionamento do aeroporto e sentiu seu bolso esquentar pelos dias que teria que pagar pela estadia do veículo, mas era a vida, não era fã de pegar Uber ou táxi, é uma escolha própria.

Tirou suas malas, agradeceu ao frentista e adentrou o saguão à procura do seu voo. Não gostava de ter que ficar uma hora esperando, porém, sempre pediam para chegar uma hora antes da saída do avião, regras um tanto chatas. Então apenas foi até o balcão com seu respectivo voo e depois sentou-se um tanto longe, já estava começando a ficar frio.

Esperou por um tempo antes de ouvir o número e nome de seu voo, assim se levantando com sua mala, finalmente poderia dormir em paz. Passou junto com outras pessoas até a aeronave e sentou-se na poltrona cinquenta e seis, agradecendo por ser dois e não três lugares, odiava ficar espremida entre duas pessoas, ainda mais quando as mesmas não tinham noção nenhuma de espaço.

Deixou sua mala de mão logo em cima e se aconchegou enquanto outros passageiros se arrumavam, porém, a voz nada amigável de um deles lhe chamou a atenção, fazendo todo o seu ânimo ir a baixo.

Fechou os olhos em desânimo e tentou se esconder com o gorro do que seria seu chefe, havia muitos lugares vagos e estava rezando para ele não ter comprado a poltrona ao seu lado, seria péssimo passar aquelas horas de voo com ele falando qualquer babaquice ao seu lado.

Abriu os olhos novamente e já não era mais possível vê-lo, alívio. Soltou seu nervosismo pela boca e jogou sua cabeça para trás, não precisava ter o desprazer de ser reconhecida, entretanto, tudo foi por água abaixo ao sentir seu gorro ser puxado com delicadeza.

 

-Temos uma pessoa perdida por aqui - Ouviu a voz baixa e olhou para cima, vendo o mesmo arrumar sua mochila no compartimento com a outra mão.

 

Deu um tapa leve contra a mão de Adrien e o ignorou, nem tudo são flores, ele tinha que comprar justo o assento de trás, melhor do que ao seu lado, mas ainda sim, tantos lugares…

Ficou quieta enquanto mexia em sua unha e não recebeu mais nenhum diálogo dele, apenas o silêncio reinava entre as pessoas e vez ou outra um murmuro de alguns passageiros. Estava feliz por não ter ninguém ao seu lado, poderia ficar esparramada do jeito que gostava e sem ninguém para atrapalhar.

Fechou os olhos assim que o avião decolou e colocou uma música baixa, finalmente dormiria.


 

[...]

 

Acordou com dificuldade durante uma turbulência e olhou o monitor à sua frente, faltava mais alguns minutos para pousarem, tinha tirado uma boa soneca nessas quase três horas. Sentia o frio forte contra suas mãos e ainda não tinha muito noção de onde estava de verdade, assim notando que seu encosto não era um encosto.

Se ajeitou rapidamente ao ver a luz do laptop em sua cara e teve vontade de gritar. Piscou várias vezes e olhou para o vão do seu assento, era para Adrien estar ali e não ao seu lado.

 

-Mas que merda você ‘tá fazendo aqui?! - Falou sonolenta.

-Você ficou escorada em mim durante uma hora e acorda assim, francamente - Riu. - Pedi para trocar de lugar, não dá pra ficar do lado de uma pessoa espaçosa, mas parece que você também é.

-Você consegue ser insuportável até fora do serviço - Se escorou contra a janela com os olhos pesados

-Não estou fora do serviço, na verdade estou trabalhando - Mostrou o computador e sorriu leve pela sonolência dela.

-Dúvido que seja diferente longe disso tudo - Bocejou.- Você é só mais uma pessoa rica, que tem o próprio negócio e que está se lixando para qualquer outra pessoa ao seu entorno que não te dê algum prazer.

-Boa percepção de mim, mesmo nunca tendo convivido fora daquele prédio - Ele sorriu.

-Sua ironia me dói - Bufou.

-Não foi ironia, foi sarcasmo - A encarou brincalhão.

 

Marinette revirou os olhos e se escorou novamente na parede do avião, que aparentava estar levemente gelada, assim colocando o gorro e apertando as mãos contra o casaco.

 

-Sempre passa as férias longe de casa!? - Adrien soltou com o olhar em seu laptop.

-Quer mesmo ter assunto? -Retrucou com um suspiro.

-Sei que me odeia, mas podemos conviver como dois adultos em um voo - Ele a encarou sem expressão.

-Como adultos!? Você me aporrinha o dia todo no escritório - Arqueou a sobrancelha.

-Faz parte da minha rotina, mas não estou dentro da rotina no momento - Balançou a cabeça.

-Você não presta - Soltou uma risada baixa e encarou a janela, já era possível ver a cidade.

-Vamos lá, ainda não me respondeu - Fechou o notebook e o guardou em sua mochila. - Temos exatos cinco minutos. Acho que podemos conversar sem nos matar.

-Tá bem… - O olhou desconfiada. - Minha mãe gosta de passar os festivais em família, por isso venho todos os anos desde que me mudei para Milão.

-Também vim para comemorar.

-Você!?

-Trabalhar também, tenho uma conferência daqui uns dias e aproveitei para ver meus pais, faz tempo que não os vejo - Falou entre um suspiro.

-Pensei que não ligasse muito para esse tipo de afeto - Sentiu a aeronave pousar em um solavanco.

-Claro que ligo, amo meus pais, você só não me conhece como antes - Levantou-se ao encontro de sua mochila.

-Como antes!? - Se espreguiçou mais uma vez e colocou suas botas.

-Droga -  Adrien ouviu telefone tocar.- Era pra isso estar desligado.

-Como assim, não te conheço como antes!? - Marinette se levantou e tentou pedir explicações, mas o mesmo já tinha se enfiado entre os outros passageiros para sair. - Sempre brincando comigo. - Bateu contra a poltrona e pegou suas coisas.

 

Sentiu suas costas doerem assim que se colocou totalmente ereta nas escadas até o saguão. Era madrugada, fazia frio e seu estômago pedia por comida de qualidade, nada como um bom jantar feito por sua mãe.

Viu a mensagem em seu celular, a qual indicava a chegada de seu pai e sorriu pela foto engraçada, Khalil, seu primo mais novo, fazia uma careta engraçada em uma das cadeiras do aeroporto.

 

-Pai! - Viu a figura mais velha logo a frente e não pode evitar de aumentar o passo.

-Mari, devia ter pego um casaco mais grosso, você está tremendo - Abraçou a filha e sentiu o cabelo gelado contra seu rosto.

-Eu ‘tô bem - Sorriu.- O que você faz acordado tão tarde!? - Perguntou ao menor sonolento.

-O tio deixou eu ficar acordado - A abraçou.

-Você mal se aguenta em pé - O pegou no colo e deu sua mala para seu pai.

-Mamãe deve ter adorado a ideia de trazer o Khalil - Falou sarcástica.

-Ela vai dar um desconto, Emillie e Gabriel estão em casa - Relembrou do casal de amigos.

-Vou precisar ficar em um hotel dessa vez!? - Perguntou apreensiva.

-Claro que não, temos dois quartos de hóspedes - Abriu o porta mala.- Um é para os dois e o outro para você e Khalil, vocês se dão bem.

-Noite do pijama!? - O menor perguntou contra o ombro da prima.

-Claro, noite do pijama - Balançou a cabeça, sabia que ele dormiria no caminho de volta. 

 

Chegarem em casa em poucos minutos pelas vias centrais e era possível ver a decoração diferenciada por todas as ruas, seria bom poder passar esse tempo com sua mãe, tinha saudades dos passatempos das duas, principalmente das idas ao shopping em dias nublados só para tomarem café.

Poder pisar novamente entre as flores coloridas e cintilantes do jardim lhe traziam a euforia de um tempo passado, sua infância. Muitos amigos vinham passar a tarde durante as férias de inverno, ficavam horas vendo filmes e tomando chocolate quente.

 

-Finalmente - Marinette tirou Khalil já dormindo de dentro do carro.- Posso ir na frente com ele!? - Mesmo pequeno ainda era pesado.

-Claro, sua mãe deve estar louca pra te ver.

 

Arrumou o menor em seus braços e passou pela porta do fundo sem delongas e pôde ouvir as risadas de sua mãe junto às de Emillie.

 

-Mãe!? - Chegou até a sala e viu as duas mulheres em frente a televisão.

-Marinette! - Esbanjou um sorriso e correu até a filha, não podendo conter um abraço apertando, fazendo Khalil acordar.

-Vocês duas estão me esmagando - Falou sem fôlego.

-Então vamos apertar mais - A mais velha fez mais força.

-Não! - Pediu com os olhos arregalados - Tioooo!

-Chega, mãe - A azulada pediu.

-Uma mãe não pode mais abraçar sua própria filha - Soltou lhe dando um beijo no rosto - Você está menos pálida, tem tomado bastante sol.

-Verão bem maldoso por sinal, o sol em Milão parece ser insuportável.

-Pelo menos está com uma corzinha - Emillie disso do sofá.- Cada vez que te vejo parece que está maior.

-Eu já parei de crescer tem um tempo - Riu, a mulher era como uma tia, estava sempre entre sua família.

-Coisa de mãe, quando você for vai ver que todas as crianças ao seu redor sempre vão parecer maiores a cada dia - Riu novamente. - Aliás, Gabriel deve estar chegando também.

-Ah, eu esqueci de falar isso - Tom apareceu com a mala.- Você vai dividir o quarto com o Khalil e com o filho deles.

-Lembra dele!? - A loira falou animada - Vocês brincavam bastante, mas ele não vem pra Paris já tem anos.

-Sim! O Adrien era todo apaixonadinho por você, filha - Riu junto da outra mulher.

-Oi!? - Arregalou os olhos.


 

Aquele garotinho fofo, todo bobinho e que vivia correndo atrás dela se chamava Adrien, são muitas coincidências em um dia só, ou seja, sete dias com a última pessoa que Marinette esperava.

Emillie logo se levantou ao ouvir a voz animada do marido e correu para os braços do loiro, acabando por dar um beijo em seu rosto e depois um abraço apertado. O mais novo parecia sorridente ao ver a mãe, que não lhe poupou nenhum abraço.

 

-Chega, mãe - Riu com um dos olhos fechados, estava sendo atacado sem pudor.

 

Adrien limpou o excesso de amor de suas bochechas e parou de sorrir ao ver o rosto sério da mestiça ao lhe encarar. Sabia quem ela era desde o primeiro dia de trabalho na empresa, mas se sentiu um tanto nervoso ao ser esquecido pelo seu amor de infância, então passou a ser infantil, mesmo sabendo que não era certo, queria que ela se lembrasse.

 

-Marinette, eu deixei o quarto arrumado - Sabine percebeu o clima tenso. - Você e Khalil podem ficar na cama de casal e eu arrumei um colchonete pra você, Adrien! Claro, se você não se importar de dormir no chão.

-Claro que não, ele não liga - Gabriel sorriu.

-Por mim tudo bem - Arrumou a mochila nas costas.

-Marinette!? - Seu pai percebeu o desconforto.

-Eu vou colocar o Khalil na cama e arrumar minhas coisas - Saiu.

-Ótimo - Emillie bateu nos ombros do filho.- Aproveita pra saber onde é o quarto.

 

A azulada suspirou pelo comentário e seguiu em direção a escadaria até o segundo andar e ouviu seus pais virem atrás com a mala  do loiro..

 

-Filha - Tentou falar sem que o loiro ouvisse.- Você não parece ter gostado.

-Posso ir para um hotel se preferir - Adrien se intrometeu.

-Dormir no mesmo quarto que o meu chefe não estava nos meus planos de férias - Pisou firme.- Não nos damos bem no trabalho, imagine nós dois tendo que dividir algo.

 

Adrien passou pelos pais de Marinette sem dizer mais nada, apenas reparou em como os dois param de andar e fixaram o olhar um no outro, não sabiam que trabalhavam juntos, não faziam ideia, mas pelo jeito, Emillie e Gabriel sabiam disso.

 

-Marinette - Ouviu sua mãe lhe chamar. - São sete dias, só isso, por favor. - Alcançou o braço de Adrien.- Colaborem.

-Eu já prometi isso para minha mãe - Riu.

-Você sabia disso tudo e fingiu demência!? - Falou nervosa para o chefe.

-Eu sempre soube quem era você, pelo amor dos deuses, só seu cérebro de passarinho que esqueceu de mim. - Falou entre uma risada irônica.

-Me tratar mal faz parte do pacote então, entendi - Suspirou ao ver o semblante atento de sua mãe, não parecia ter coragem de se intrometer na discussão.

-Não te trato mal, você que é muito nervosa atoa.

-Chega, hora dos dois dormirem - Bateu as mãos.- Filha, por favor. - Falou séria.- É uma comemoração em família, coloquem suas diferenças de lado e passem os dias como dois adultos educados.

-Sim, senhora - Virou-se e entrou no quarto.

 

Deixou Khalil sobre o colchão e sentiu o peso diminuir, seus braços doíam e seu humor estava piorando com rapidez, não teria a mesma privacidade de sempre e teria que se portar melhor. Gostava de dormir à vontade, com poucas roupas e esparramada, ou seja, teria que parecer uma dama, coisa que ela realmente não era.

Deixou sua mala perto da cama e evitou trocar qualquer olhar com o maior, apenas tentaria dormir e relaxar para ter uma semana um tanto desconfortável.

 

-Posso usar o banheiro!? - Ouviu ele pedir.

-Pode, não precisa me perguntar - Tirou seu moletom.- Tudo que for usar, depois arrume ou limpe, só isso.

 

Adrien acenou com a cabeça e fechou a porta do banheiro.

 

-É, paciência.- Disse para si mesma.

 

Trocou-se rápido antes que ele pudesse acabar o que pareceu ser um banho e se ajeitou debaixo das cobertas, dando uma última olhada em seu celular. Seria bom poder ver alguns amigos, sentia falta de poder tomar um sorvete com Alya e Nino. 

Assim que ouviu a porta ser aberta, fechou os olhos e se arrumou contra o travesseiro, vendo a imagem embaçada do loiro com a toalha na cintura, que apenas soltou um pequeno sorriso contra a imagem sonolenta da menor, continuava fofa, mesmo tentando parecer nervosa.

 

-Não sai assim do banheiro. - Afundou a cabeça no travesseiro e puxou o primo.

-Não gosta do que vê? - Colocou as mãos na cintura.

-Se troca logo. - Jogou a almofada contra ele.

-Como quiser. - Fez menção em tirar a toalha ali mesmo.

-NO BANHEIRO, CARALHO. - Viu o rosto dela ficar vermelho.

-Seu primo não precisa ouvir isso.

-E nem ver isso ai. - Apontou para ele. - Sai logo.

-Não diria isso se já tivesse experimentado. - Riu.

-Você não tem um botão de “mudo”!? - Tentava não parecer envergonhada.

-Tenho, quer testar? 

-SAI LOGO! - Apontou o banheiro. - O Khalil é uma criança.

 

Adrien riu e pegou sua roupa. Aquela paixonite de infância talvez existisse bem no fundo de seu peito, mas conseguia manter isso ocupado com trabalho e um com uma bela caneca de cerveja junto de seus amigos. Marinette não estava errada quando disse que ele não ligava muito para afeto, só precisava ser o afeto certo, todo mundo gosta de ser desejado, nada melhor do que ser atendido.


 

-Boa noite - Falou antes de entrar no banheiro. - Cuidado para não ser atacada durante a noite.

-Você não se atreveria! - Jogou a segunda almofada contra a porta do banheiro e o viu correr para dentro.

 


Notas Finais


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