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História Férias de Verão (BoruSara) - Capítulo 1


Escrita por: Carol_Medymel

Notas do Autor


Leiam com cautela e tente prestar atenção em alguns mínimos detalhes. Eles serão muito relevantes para os próximos capítulos. E qualquer dúvida ou críticas deixem nos comentários.

Capítulo 1 - Férias de Varão (BoruSara)


Fanfic / Fanfiction Férias de Verão (BoruSara) - Capítulo 1 - Férias de Varão (BoruSara)

Sarada on


~Férias de Verão ~

••• Há 5 anos •••


Deitada em uma ponte baixa. Com meus olhos fechados e com a respiração trêmula e pesada, puxando até o limite dos meus pulmões e solto o ar cautelosamente. Ouço a ponte ranger e as passadas familiares. Por acaso seria o-


Aqui está - Boruto me entregou meu picolé. 


Obrigada - digo. 


Sentados contemplando o horizonte, o silêncio habitava naquele local. Com a brisa fresca e refrescante aliviando o insuportável e atordoante calor. 


Como vai seu irmão? - questiona Boruto. 


Meu irmão? Boa pergunta. Não tenho notícias desde que viajou com o Papa para o exterior. - digo o respondendo. 


Quando você acha que será sua vez? - questiona novamente. 


Bom, acho que nunca. Organizar e tomar conta do exército nunca foi meu forte, e nem é o que eu quero para minha vida. - digo respondendo novamente. 


Ele apenas prolonga sua concordância em suas expressões e logo após seus olhos semi-cerrado ficam pesados e mórbidos - Sarada, como você tem tanta certeza do que você quer? -diz ele curiosamente esperando a resposta. 


Sinceramente, eu não sei. - digo soltando uma leve risada e com os olhos voltados ao horizonte - Uma pergunta difícil. Mas, você adora me perguntar coisas do nada, então deixa-me ver. - coloco minha mão no queixo para pensar e fecho meus olhos para me concentrar. - Para ser sincera, eu não tenho certeza disso. Ou se vou querer mudar isso algum dia, mas sei o que amo e quero tentar. - o respondo voltando meus olhos nas grandes esferas azuis, me olhando fervorosamente curioso e ligeiramente fascinado. 


Ele apenas solta um breve doce e caloroso sorriso e se prende a visão do horizonte. Meus olhos copiam os dele fazendo minhas orelhas queimarem a rubro. 


••• Atualmente •••

Alguns meses para as férias de verão. 


Estava lá encostada em uma árvore, folheando as páginas do meu livro favorito. Sopra um vento como uma brisa de um quase verão, quente e úmido, ouvimos sons de passarinhos e folhas balançando, pessoas de várias formas e estilos à nossa volta, aquilo era tranquilizador. Enquanto isso, Boruto está na minha frente, lendo uma partitura e tocando o violão harmonicamente ao clima do ambiente. 


Meu amor! - Ouço uma voz doce e gentil vindo de longe. - Aqui está sua bebida, e também trouxe para Sara-chan.- dá um sorriso iluminador e é gentil. 


Obrigada Sumire! - Um sorriso tímido foge de meus lábios. Seu adorável sorriso e voz, cabelos roxos e com um macacão de jardineira bordado com desenhos de flores.


Obrigado Sumire - diz ele sorrindo e delicadamente pegando de seus dedos o seu refrigerante. E logo após beber um pouco, sua atenção se volta ao violão. 


Meus olhos estreitos observavam cada expressão. Meus pensamentos fugiam do meu controle e voavam sem rumo, como um balão de gás hélio no céu. Mas logo em seguida, abrir meu suco e meus olhos se voltam às notas e marcações de meu antigo livro. E logo depois, Himawari e Inojin chegam. 


Olá Sara-chan - diz Himawari se sentando ao meu lado e abraçando meu braço. 


Oi, como vai? - digo enquanto vejo seus olhos dançarem em algumas notas, marcações e rascunhos do meu velho livro. Enquanto preocupava uma ponta solta para "provar" que tenho sentimentos pelo seu irmão. 


Bem e você... - as palavras fogem de seus lábios, enquanto lê uma nota que o Boruto escreveu em meu livro enquanto estávamos no fundamental. Seus olhos se estreitam e um sorriso lerdo fica mais amplo enquanto me olha. Sua expressão já diz muitas coisas, mas nego e meus olhos vagarosamente se fecham massageando as têmporas por mais uma vez ela insistir nisso. 


Eu cansada de tudo isso, apenas me debruço em suas pernas. Fecho meus cansados olhos e ela afaga meus cabelos. Eu fico ali aproveitando o colo dela com a brisa do lugar, é tão caloroso. Obrigado Hima-chan. 


Ouço ela pedir ao Inojin para que compre bebidas, eu peço um clássico chocolate quente e Himawari um suco de laranja. Enquanto continuo lendo as notas e marcações de meu velho livro a Himawari faz tranças em meus finos e lisos cabelos. Meu celular vibra ao meu lado e o pego, nele havia uma mensagem do meu pai. Que me deixou de cabelo em pé. 


"Kawaki e Yuko-kun voltam hoje." - ele sendo sempre tão direto.


Os olhos de Hima-chan são mais rápidos que os meus e junto suas reações exageradas. Um sorriso bobo se forma e quando seus lábios começam a se mover para formar uma frase, minhas mãos são ágeis e a calo. Mas de uma forma ou de outra, eu apenas chamo atenção dos meus amigos ali e ela fala bem alto. 


Então o Kawaki vai voltar hoje e por acaso, ficará em sua casa. Que coisa interessante. - Meu rosto queima a rubro e Himawari fica com um semblante de satisfação. 


Com a similaridade das cores de uma rosa, minhas bochechas queimam a rubro. Sumire rir baixo colocando seus longos dedos na frente da boca e Boruto me olha calorosamente e rir junto a sua namorada.


• Trimm! - o sinal toca. •


Preguiçosamente me levanto e vou até a sala. Sento-me em meu lugar e espero ansiosamente para aula do Shino-sensei. Mesmo assim, meus pensamentos são evasivos e confusos. O que vai acontecer quando ver meu irmão depois de 5 anos? E o Kawaki, ele está comendo direito? Será que eles carregam alguma culpa do campo de batalha, ou apenas não houve batalha a travar? Mil e uma perguntas são brutalmente lançadas em minha mente, me martirizando e remoendo tudo que pode ter acontecido. Abruptamente a porta corrida de madeira da sala é aberta, nela vejo o diretor Iruka. 


Bom Dia alunos, hoje o professor substituto será um novato. Sejam gentis com ele, por favor. - Um homem alto e robusto entra por aquela porta. Meus olhos não acreditam no que vêem e se arregalam e logo minha visão fica turva. Meu irmão, depois de tanto tempo. Sentir tanto a falta dele. Algumas lágrimas me fogem mas seguro outras.


Cho-cho sentado do meu lado, puxa delicadamente minha blusa pela borda e olho para ela, ela me entrega em lencinho e solta um doce sorriso e apenas faço uma leve reverência. Os olhos do meu irmão se encontram aos meus e ele sorri levemente para mim. Noto um medalhão diferente envolto em seu pescoço e me questiono o que talvez seja. 


Bom dia. Me chamo Yuko, o seu novo professor de Física. - Seus olhos ficaram diferentes, seu olhar está mais distante e vazio. Um pesar dói em meu peito, o que será que houve no exército? Esses pensamentos me assombram. Enquanto ele fala e gesticula, em um momento, ele entrelaça seus dedos e gira circularmente seus polegares entre si. Uma mania de nosso Papa quando está com problemas ou muito pensativo. Suas passadas são diferentes, suas expressões, sua voz e o jeito que impõe ela também mudaram. O que pode ter acontecido? Isso me preocupa. 


Meus olhos deslizam pela sala. Shikadai está com uma expressão muito séria e não dormiu, como normalmente faz. Mitsuki está mais pálido que o comum e a maioria das pessoas da nossa turma estão chocados. Meus olhos dançam novamente entre as pessoas, e olho para Boruto com as grandes esferas azuis encarando bem meu irmão. Algumas meninas estão cochichando e outras sorridentes olhando para meu irmão. 


Quando finalmente acaba a aula, os alunos rapidamente saem da sala. Meu irmão passa seus finos dedos entre os cabelos negros olhando para o teto suspirando, como se tudo aquilo ainda fosse um pesado fardo. Meus olhos pesam naquela visão e vou até ele com passos firmes e compassados. Meus braços se envolvem naquele tronco magro e logo seus braços copiam meus movimentos e se encontram no meio de minhas costas.


Há quanto tempo, maninha. - diz com um pesar e a doçura de cinco anos atrás.


As palavras ficaram presas e apenas intensifico a força do meu abraço escondendo meus olhos cheios de lágrimas. Eu respiro fundo e desentrelaço meus braços de seu tronco. Meus olhos ficam semicerrados e meu rosto fica enrijecido. As grandes esmeraldas que habitam dentro dos olhos de meu irmão me encaram de maneira confusa e meio engraçada. Seus olhos tentam achar algum sentimento exposto no rosto, um sorriso fica mais amplo em seus lábios e seus olhos sorriem junto a ele. Mas não retribuo. Realmente estou preocupada com ele


Seus olhos ficaram muito pesarosos, irmão - digo com um tom de uma mãe preocupada com seu filho


Sua preocupação é admirável. Fico grato. Mas não se preocupe tanto com isso Sarada. - sua voz de antes vem à tona, com a intensidade e a firmeza de um soldado. Sua expressão fica mórbida e seus dedos ficam envoltos a corrente em seu pescoço destacando sua clavícula muito aparente pela sua magreza. Ele está de novo, colocando essa máscara, gasta e cheio de rachaduras. Mas não vou insistir, seus olhos ainda carregam a dor da batalha.


Certo! Mama, Papa e Kawaki estão te esperando. Vamos? - tento colocar o melhor sorriso que tenho e entrelaço minhas mãos as dele e o puxo como uma mãe ensinado o filho a como andar nesse mundo cheio de coisas feras e belas rosas atrativas aos olhos. 


~ Algumas horas mais tarde


Estou debruçada no sofá folheando as páginas do mesmo livro de sempre. Olhando aquelas páginas cheias de recordações e dias nos quais gostaria de voltar. Passo meus dedos morenos sobre as letras, sentindo o relevo no qual mostra a marca da criatividade de uma autora. Destacado de azul, a frase que me marcou. 


"Escondida no peso de minha consciência, no lado mais obscuro e sombrio que pode ali existir. Escondo as rachaduras que ainda existem em minha máscara, com medo da luz que brilha expor meus erros e falhas, talvez eu ainda seja muito fraca para enfrentar o vazio de minha alma"


Essas palavras mesmo foram realmente uma realidade, talvez em dias distantes, como a própria autora relata. Em cima dessa marcação, Boruto escreveu uma nota. 


" Mesmo assim, mesmo que seja fraca, esteja cansada de diariamente lutar contra si mesma em uma batalha incessante, talvez fosse mais fácil se não carregasse toda essa mágoa e dor só, dívida ela, coloque toda essa dor e aflição que sente para fora. Você não está mais sozinha" 


Mesmo essa frase não sendo direcionado a minha pessoa mas sim a própria personagem, foi algo realmente impactante. Eu agradeceria se ainda tivesse a oportunidade, se ainda estivesse ao meu alcance. 


Isso realmente te fascina, não!? - diz uma voz meio arranhada. Meus lábios se formam em um amplo sorriso e meus olhos se voltam ao dono dessa voz familiar. 


Há quanto tempo, Kawaki - digo com um sorriso que deixa todos os dentes aparentes. Ele está mais alto, com ombros mais largos e com uma cicatriz do início do pescoço até a clavícula. Meus olhos pesam ao ver aquela cena, ele abre os braços para receber um grande abraço. Vou até ele e dou um caloroso abraço, o cheiro que dele emana é tão suave quanto o de uma cerejeira. 


Você não mudou nada - fala ele com sua voz brincalhona. 


Claro, já era perfeita. - digo puxando o ar e segurando para dar um semblante de homem robusto. 


Caímos na gargalhada e uma cerejeira entra pela janela e cai em meu cabelo, a pego delicadamente e sopro para bem longe. Puxo o pulso de Kawaki e o levo na janela e observando as lindas cerejeiras caindo, elas dançando no ar, como pequenos flocos de gelo no inverno. Com o céu pintado a cores do entardecer, meus olhos ficam naquela linda e calma paisagem. 


Obrigada por voltar sã e salvo - digo com a cabeça encostada em seu ombro e contemplo aquela pintura em movimento.




Notas Finais


Espero que todos tiveram uma boa experiência. Estou aberta a críticas construtivas e opniões.


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