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História Feridas - Capítulo 2


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Notas do Autor


segundo capitulo eu falei que ia lansa

Capítulo 2 - Violência e superação


Fanfic / Fanfiction Feridas - Capítulo 2 - Violência e superação

Akame point of view

Esse é meu primeiro dia no ocidente e as coisas são exatamente como eu imaginava. Saímos do aeroporto e fomos direto pro prédio que minha mãe tinha comprado um apartamento. Como ela é extremamente ocupada e quase nunca tem tempo pra mim e minha irmã, escolhemos um que já tinha gente morando há alguns anos, por questão de segurança. Era um apartamento daora, com uma área gourmet e cômodos grandes, no centro de Madrid.

Meu pai é um puta cuzão. Tao ruim que tivemos que mudar de país pra ele nos deixar em paz, sair até do continente. A vinda pra Espanha também foi incentivada por uma proposta de emprego no Hospital San Rafael, ela fez enfermaria e promete que vai ganhar muito dinheiro.

Sobre meu pai ter praticamente expulsado ele da China foi o seguinte: ele sempre foi completamente abusivo com a minha mãe, nunca ajudou ela a fazer nada e queria tudo em suas mãos, até batia nela quanto seus gostos iam contra suas vontades. Depois de não aguentar mais ela pediu o divórcio, demorou uma eternidade, na china não é fácil se divorciar, mas ela conseguiu.

Infelizmente ele sequer precisou encostar um dedo na minha mãe pra acabar com a vida dela, espalhando notícias falsas e vídeos íntimos, que fizeram ela ser mal vista no país inteiro. Lá ela era relativamente conhecida, foi em alguns programas de televisão e tinha proximidade com o estado, que insiste em fingir que é democrático. Bem, ela recebeu a proposta aqui e viemos.

Amanhã já é meu primeiro dia de aula e eu definitivamente não queria que fosse tão rápido assim. Eu nem sei falar Espanhol direito e não conheço a cultura daqui, mas tô me esforçando, sabe? Espero que fique tudo bem.

Estava tendo esses devaneios enquanto minha mãe conversava com a dona do prédio, que mora no primeiro andar. Ela ficou tipo uns 40 minutos falando e falando enquanto uns rapazes carregavam nossas caixas com nossas coisas pro nosso apartamento, que é na cobertura. São só quatro andares, o que é bom porque não tem elevador aqui.

Um rapaz muito fofo que trazia um cachorrinho lindo me deu bom dia, eu respondi e comentei com minha irmã, que cagou pra mim, porque aparentemente o joguinho no celular dela é mais importante que a própria irmã.

Enfim, subimos e a casa era muito legal, o piso era de madeira e as paredes estavam descascando, mas mamãe falou que ia mandar pintar assim que as coisas melhorassem. Fui pro meu quarto arrumar minhas coisinhas, quando minha irmã questionou a falta de internet.

— é claro que não vai ter internet, a gente acabou de chegar!

— Nuwa olha o tanto de rede, você não pode ir em algum vizinho pedir só enquanto não colocam aqui ainda... por favor...

— Taiyang eu não conheço ninguém aqui, por que você não vai?

— ... eu tenho vergonha

— tá... eu vou no de baixo porque é o mais perto, mas se não tiver ninguém ou se não quiserem dar eu não vou em outro!

— tá bom, obrigada!!!

Acendi um cigarro, desci as escadas e toquei a campanhia. Pra minha surpresa quem me atendeu foi aquele garoto bonitinho dos olhos verdes que eu vi mais cedo.

— bom dia... posso ajudar? — disse ele meio tímido.

— er... na verdade sim. Eu sou nova aqui, meu nome é Nuwa Akame

— prazer, Nuwa

— Akame... eu prefiro

— ótimo. Como eu posso ajudar?

— a gente acabou de chegar e se for possível você poderia me dizer... a senha do seu wifi...? só enquanto ninguém veio instalar isso aqui ainda.

— ah — ele ri— é claro! Pode entrar, eu não sei a senha de cor vou pegar ali o papelzinho.

— muitíssimo obrigada

Entrei e a casa dele era muito legal. Tinha armários verdes, tudo muito fofinho. Como eu sou uma pessoa curiosa, saí entrando nos cômodos enquanto ele procurava a senha. Entrei no banheiro, na sala de jantar e acidentalmente no quarto dele. Era muito descolado, tinha umas coisas penduradas na parede e uma mesa com computador, dois tablets e várias folhas espalhadas, todas desenhadas. Ele desenhava muito bonito, fiquei olhando uma por uma.

— Akame? — ouvi ele me chamar vindo direto pro quarto

— que legal seus desenhos, você faz isso a quanto tempo?

— obrigado... eu desenho desde sempre eu acho — ele me entregou um papel— a senha tá anotadinha aqui.

— obrigada — coloquei o papel no meu bolso e continuei bulindo nas coisas dele. Ele tinha uma estante enorme cheia de livros, bonequinhos e fotos — essas coisas são caras, você deve ter muito dinheiro.

— bom, na verdade são todos presentes da minha namorada

— droga, você tem namorada? Já tava até começando a me apaixonar por você... — falei rindo

— é, sinto muito — ele também ri— ela é americana

— que azar, odeio os Estados Unidos. Tem estado no nome... — ele ri

— ela não é dos Estados Unidos, é da América do Sul... espera, você é anarquista? Achei que na China as pessoas cultuavam o governo.

— quando não se tem pelo menos dois dígitos de Q.I. é assim mesmo, só idiota acredita nessa merda. O estado é tipo um marido abusivo.

— como assim?

— uma vez eu li em algum lugar uma coisa assim “se ele tenta controlar você, o que você faz ou como se veste, se ele não deixa você ir onde quer e quando quer, se ele destrói sua propriedade pessoal ou objetos de valor sentimental, se ele te faz acreditar que mesmo com tantas falhas é o melhor que você pode ter, ele provavelmente é....

— um cara abusivo?

— ou o estado.

— faz todo o sentido!

— eu sei, eu sou inteligente as vezes.

Escuto barulhos de chave e sacolas vindos da porta.

— merda acho que minha mãe chegou...

— por que “merda”?

— ...ela não pode te ver aqui

— por que? Como ela pode me odiar se ela nem me conhece?

— ela é tipo MUITO super protetora. Se ela imagina que tem uma garota na minha casa, NO MEU QUARTO, sem ela saber, ela me mata!

— mas eu moro aqui em cima, você pode explicar que eu só vim pedir o wifi.

— ta e como eu explico que você ta no meu quarto, sentada na minha cama, fumando?

— você é muito medroso...

— não é medo, é que eu prezo pela minha vida.

— tá, então eu vou embora.

— não, né! Ela vai te ver saindo.

— ué então o que você quer que eu faça?

— fica aqui dentro, quando ela sair de novo você sai, eu vou lá, quando eu voltar e disser que você pode sair, você sai.

Reviro os olhos e fico esperando ele voltar, mas ele demora mais de 5 minutos pra isso e eu precisava voltar pra casa. Abri a porta do quarto e estava há uns 10 passos da porta da frente, que por algum motivo tava aberta. De fininho eu sai do quarto, mas pra minha sorte a porta da frente foi aberta, por um menininho de cabelo comprido que arregalou os olhos quando me viu.

— oi, meu nome é Jhon.

Coloquei a mão na boca em pedido de silencio e falei baixinho

— eu sou akame — ele sorriu

Continue minha jornada até a porta de entrada e obtive sucesso em minha missão. Subi as escadas e entrei em casa.

— que demora akame, o que você tava fazendo pra pegar essa senha?

— acho que fiz um amigo, pena que ele é extremamente medroso.

— e o wifi, conseguiu?

— claro — entreguei o papelzinho pra ela que foi toda felizinha pro quarto. 

 


Notas Finais


espero que tenham gostado levei a manhã intera pra faze essa bosta mas felizmente fico mt bom


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