História Ferrari - Capítulo 4


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, Ki Hyun, Min Hyuk, Won Ho
Tags 2won, Chae Hyungwon, Chaewon, Ferrari, Gowon, Hoseok, Hyungki, Hyungwon, Hyungwonho, Kihyun, Kihyungwon, Lee Minhyuk, Minhyuk, Monsta X, Romance, Shin Hoseok, Shortfic, Songfic, The Neighbourhood, Wonho, Yoo Kihyun
Visualizações 86
Palavras 1.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - III. you got me nervous to speak


Fanfic / Fanfiction Ferrari - Capítulo 4 - III. you got me nervous to speak

Hoseok continuava indo todos os domingos à igreja e eu continuava arrumando desculpas para escapar e poder conversar com ele.

Nós estávamos em uma área externa do prédio, onde ficavam os banheiros e bebedouros, que havia virado nosso ponto de encontro há umas duas semanas.

— Como é então? — eu lhe perguntei.

— Como é o quê? — indagou visivelmente confuso.

— Gostar de alguém. Você me disse que eu não gosto da minha namorada, já que você sabe tão bem sobre isso me conta.

— Eu não sou a melhor pessoa para explicar isso, não gostei de muitas pessoas, mas sei lá... Você sabe quando acontece, é diferente. Você sente o coração acelerado, fica o dia inteiro pensando em mim...

— Mas eu não disse que a pessoa é você.

— Não importa, qualquer pessoa que me conheça não vai conseguir pensar em algo que não seja eu porque eu sou  muito lindo. 

— Você é ridículo. — eu disse, mas ri. 

Ele nunca perdia uma oportunidade de fazer um comentário do tipo. Eu nunca o entenderia, ele vivia dizendo que era lindo, mas mesmo assim, eu não enxergava nem um pouco de amor próprio nele. Ele era um cara confiante, sabia do que era capaz e não tinha vergonha de mostrar isso, mas não parecia ter muito apreço por si mesmo.

— Você não acha? — ele questionou, a sobrancelha levemente arqueada.

— Acho o quê? — me fiz de desentendido, porque essa é sempre a melhor opção quando não se sabe o que responder.

— Você não me acha bonito? Atraente? — ele perguntou se aproximando mais de mim.

Eu acho que ele sabia que esse era um ponto fraco, porque foi só ele chegar perto que eu senti meu coração falhar umas batidas. Hoseok me deixava nervoso, nervoso para falar, para agir.

— E-Eu não acho homens atraentes.

Eu me xinguei mentalmente. Desde quando eu ficava nervoso assim e gaguejava na frente dos outros? Mas eu sabia a resposta pra isso. Desde que Shin Hoseok apareceu na minha vida eu tentava negar algo pra mim mesmo, mas ele era esperto demais para não perceber, e isso me deixava assustado.

— Tem certeza disso...— ele arrastou seu nariz pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar, e parou com a boca próxima do meu ouvido. — Wonnie? — sua voz pingava sarcasmo ao usar o apelido pelo qual Chaewon me chamava. — De qualquer forma, você sabe que eu não sou qualquer homem. — ele terminou de falar, ao se afastar de mim.

— Tem razão, você é um homem muito convencido e inconveniente. — eu refutei, tentando disfarçar todo meu nervosismo pela sua ação anterior.

Nós ficamos calados por um longo tempo. Ele fumando um de seus cigarros e eu tentando absorver o que tinha acontecido.

— Sai comigo. — ele soltou de repente, quebrando o silêncio. — Hoje à noite.

— Pra onde? — perguntei, um tanto atônito com seu pedido repentino.

— Você vai ver se for. Me encontra aqui às sete. Eu vou te esperar por dez minutos, se você não aparecer eu vou embora. — disse e entrou na igreja sem ao menos esperar uma resposta, me deixando sozinho e confuso.

 

(...)

 

Eram 7h08 da noite quando eu cheguei  onde havíamos combinado. Eu tinha dado uma desculpa esfarrapada para os meus pais de que iria sair com meus amigos, mas eles não ligaram muito, tinham parado de pegar tanto no meu pé desde que eu havia começado a namorar.

Como eu tinha me atrasado, fiquei com medo de ele já ter ido embora, mas logo avistei sua ferrari amarela estacionada ali perto. Abri a porta do passageiro e me sentei ao seu lado e ele logo deu partida.

— Quase achei que você não viria. — ele comentou.

— Não se tem muita coisa pra fazer num domingo à noite. — respondi, fazendo pouco caso.

— Admite logo que você gosta da minha companhia. — convencido como sempre.

— Eu não preciso admitir, se eu não gostasse eu não estaria aqui.

— E nem me procuraria todos os domingos. — ele adicionou. E como era verdade, preferi ficar calado.

Quando ele estacionou o carro, depois de uns 15 minutos, logo reconheci onde estávamos. Nós morávamos numa cidade pequena, então não era como se tivesse muitos lugares para ir à noite, no entanto, quando Hoseok me chamou pra sair o que passou pela minha mente foram festas e bares e não um cinema.

Nós entramos no cinema e ele comprou os ingressos para a sessão mais próxima. Antes de entrarmos na sala ele me perguntou se eu queria comer alguma coisa, e depois de eu responder que não, ele apenas comprou alguns chocolates e dividiu comigo. Ao contrário do que eu imaginei, ele passou as 2 horas e 6 minutos concentrado no filme, não disse uma palavra sequer. 

O filme em questão falava sobre a história de um casal, mas não era exatamente um romance, porque por mais que os dois tentassem continuar com o relacionamento, não dava certo. Não era um dos melhores filmes, mas também não era de todo ruim. 

Quando o filme acabou, ele simplesmente se levantou e saiu da sala e eu, é claro, o acompanhei.

Naquele momento, eu não entendi o porquê daquilo, de ele ter me chamado apenas para ir ao cinema assistir um filme, mas depois de pensar muito eu tinha uma teoria. Ele era um cara sozinho, pelo menos era o que aparentava. Nas nossas conversas ao longo dos últimos quatro domingos, eu nunca havia ouvido ele falar sobre outra pessoa, com exceção de Minhyuk,  do qual ele apenas falou uma vez. Ele era sozinho e talvez só quisesse uma companhia para fazer algo normal, como assistir um filme.

Nós estávamos andando a caminho do carro quando senti meu corpo ser jogado contra o muro do estacionamento, Hoseok estava na minha frente, suas mãos posicionadas uma de cada lado da minha cabeça, me encurralando, e seu corpo estava perto demais.

— Você tem lábios tão bonitos, Hyungwon. — sussurrou, ele levou uma de suas mãos até meu queixo e levantou meu rosto.

Eu estava imóvel, muito em choque para poder tomar qualquer atitude. Então ele me beijou, não exatamente um beijo, mas um selinho. Um simples selinho que já foi o bastante para fazer meu coração se transformar em uma escola de samba e minhas pernas bambearem. Enquanto eu tentava me recuperar encostado naquele muro, ele simplesmente saiu andando em direção ao carro. 

Depois daquilo ele permaneceu calado, só falou comigo quando perguntou onde eu morava e assim que me deixou em casa disse um “Boa noite, Hyungwon”. E por mais que eu quisesse sacudir seus ombros e gritar  “Por que você está fazendo isso comigo?” eu permaneci quieto. 

Naquela noite eu quase não dormi, fiquei revirando na cama pensando no toque de seus lábios nos meus e no que tudo aquilo significava.


Notas Finais


talvez pareça meio estranho o hyungwon não ter tido um gay panic nem pensado na chaewon, mas juro que faz sentido, amores.
até semana que vem ♡


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