História Fetiche. - Capítulo 4


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Categorias Chris Evans, Selena Gomez
Personagens Chris Evans, Selena Gomez
Tags Chris Evans, Chrislena, Fetiche, Fetish, Romance, Selena, Selena Gomez, Selevans
Visualizações 37
Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Meu irmão satisfaz você?


Fanfic / Fanfiction Fetiche. - Capítulo 4 - Meu irmão satisfaz você?

Confesso que foi difícil voltar a pegar no sono após o episódio no minimo desagradável durante a madrugada, com meu cunhado. Com que cara eu olharia para ele depois de ter o visto como veio ao mundo? Eu o evitaria o máximo que pudesse. Talvez ele nem tenha me visto e se viu, espero que daqui uns dias ele simplesmente esqueça.

Garrett saiu bem cedo. Ele não me acordou, mas vi, ainda que sonolenta, quando ele se despediu brevemente, beijando o alto da minha cabeça, como se eu fosse uma menininha e ele fosse um homem maduro. Eu gosto da ternura que ele me trata em certos momentos, mas em outros, gostaria que ele me tratasse como a mulher que sou. Cheia de vitalidade e desejo. Não uma florzinha delicada.

Eu não vou esperá-lo vir almoçar. 

Arrumo minhas coisas para voltar para casa e quem sabe mais tarde lhe dar um telefonema.

Ontem estava tão sedenta e nada aconteceu. Preciso extravasar a vontade de transar de algum modo. Poderia fazer isso me masturbando, mas eu quero contato. Contato com o meu homem, não comigo mesma. Então, decido daqui ir para a academia. Sorte ter roupa de treino na bolsa. E se não farei amor, vou malhar.

Escuto duas batidas na porta e em seguida a voz de Diana ecoa:

— Senhorita Selena, trouxe sua vitamina. 

— Por favor, entre. — digo e ela enfim abre a porta.

— Com licença.

— Coloque sob a mesa, por gentileza. — peço e ela o faz.

— Precisa de algo mais? — pergunta gentilmente.

— Por hora é só, obrigada. — ela concorda e está prestes a se retirar quando chamo seu nome — Diana, minha sogra já acordou?

— Sim e foi ao salão de beleza.

— E a Ashley? 

— Dormiu na casa de uma amiga, ainda não voltou. — mexo a cabeça e ela faz o percurso que faria antes de ser interrompida por mim.

Me direciono ao banheiro. Lá, penteio o cabelo e prendo-o num rabo de cavalo. Vasculho o armário da pia. Lembro-me de ter deixado um protetor facial aqui, está em algum lugar. Passo um pouco em meu rosto quando o encontro. São quase dez horas e já faz bastante calor, o sol está forte.

Dou um pulinho de susto ao voltar ao quarto e ver Christopher de pé diante da cama, com o sutiã vermelho que usei ontem em mãos. 

Ele mantém a cabeça baixa e ergue apenas o olhar para encarar a mim.

— O que faz aqui? — pergunto meio gaga e rapidamente me direciono até ele, puxando minha lingerie de sua mão.

O atrevido a tirou da minha bolsa, que está aberta sob a cama. Fecho-a.

— Vim dar bom dia pra minha cunhada. — ele analisa-me num sorriso — Bom dia, Sereia. — arruma sua postura.

Honestamente, não sei como me portar. Passei por duas situações embaraçosas com esse cara nas últimas horas. Ele me deixa desconcertada como ninguém e, eu o odeio por isso. 

— Bom dia. — pego a vitamina sob a mesa, encarando-o de canto.

Christopher olha em volta e dá alguns passos, parecendo avaliar o quarto do irmão.

— Esse quarto é tão cafona. — faz uma careta — A cara do Garre. Falta cor neste lugar. Você — aponta para mim — é a coisa mais interessante presente aqui.

— Coisa? — ergo uma sobrancelha, ele ri e encolhe os ombros.

— Era para ser um elogio. 

— Dispenso seus elogios. 

— Mentira. — diz e ergue a cabeça, olhando-me por cima — Se não gostasse, não ruborizava a cada elogio que eu te faço.

Dou um gole em minha vitamina. Ele se aproxima e continua a analisar-me, como fizera desde que chegou.

— O que você quer? — pergunto.

Ele não percebe que incomoda?

— Parece que atrapalhei algo entre você e o meu maninho ontem. — é o que ele brilhantemente diz — É sempre assim? Ele abre mão de foder com você para fazer favores ao meu pai e aos imbecis da Evans House?

Ele disse foder?

— Por que aceita isso? — nega — Olha, se eu fosse seu namorado...

— Ei, pode parar. — levanto uma das mãos — Não estou interessada em saber sobre suas ideias sujas e inconvenientes. — desvio o olhar.

— É mesmo? — ele sorri. Um sorriso extremamente maldoso. Sua cabeça pende para o lado.

Ele claramente está se divertindo as minhas custas.

— Inconveniente como você ficar me espionando? — oferece e eu quase engasgo, então olho para ele, perplexa — Sei que me viu na piscina. — seu olhar despe minha alma. Queima minha pele e toma meu fôlego. É intensamente intimidador — O que meu irmão pensaria se soubesse que você andou me espionando? — balança a cabeça e finge indignação.

— Cale a boca! — faço uma careta — Eu escutei um barulho e fiquei curiosa. Não fazia ideia de que era você. 

— E quando viu que era, ficou lá parada olhando.

— Não! — rosno — Eu dei as costas no momento em que te vi. 

— E o que achou? — ergue a cabeça e sobrancelhas, sugerindo que eu lhe responda.

— Eu não vou responder isso... — mexo a cabeça — até porque, eu não achei nada. Não vi nada, estava escuro e eu não enxergo bem de longe. — ele cruza os braços e comprimi os lábios, ele está prestes a gargalhar.

Eu não o olhava fixamente por muito tempo. Como disse, seus olhos me transmitiam coisas que eu não estou permitida a sentir. 

Christopher relaxa e dá mais um passo em minha direção, fico encurralada contra ele e a mesa atrás de mim. 

Merda!

— Meu irmão satisfaz você? 

Meu queixo cai e eu literalmente fico boquiaberta com sua audácia em me perguntar isso.

— Como ousa?

— O que? — ele dá de ombros e ri.

— É tão inapropriado quanto tudo o que já disse pra mim. 

— É uma pergunta simples, ué. — dá de ombros mais uma vez — É só dizer que sim... ou que não.

— Não! — rosno.

— Eu sabia. — assente.

— Não... — nego rapidamente — não vou responde-lo.

— Nem precisa. — ele inclina seu corpo em minha direção e sua respiração chicoteia meu rosto. 

Paraliso sem saber o que esperar desse lunático. Sei que deveria empurra-lo, gritar por socorro e correr para longe, mas tudo que faço é ficar imóvel e manter meus olhos focados em seus lábios perfeitamente desenhados. Minha respiração falha por um segundo. Ele é estupidamente lindo.

— A tensão sexual que minha presença causa em você evidencia que não. 

Eu não me movo um centímetro se quer, até porque, qualquer movimento que eu faça, parece poder resultar no encontro de nossas bocas. Christopher está muito próximo. Minha respiração e a sua estão em conflito e seu olhar oscila entre o meu e minha boca. E de repente ele se afasta.

— Tenha um bom dia. Sereia. — diz, sorri, pisca um olho e sai.

♦♦♦

Eu sentia raiva e muito frustração. Eu não fiz nada, não disse nada, mas dizer que não pensei em fazer ou que não pensei em como seria se eu fizesse é uma mentira e, é isso que me corroí. Como após um dia de sua volta, Christopher conseguiu bagunçar tanto a minha cabeça? Primeiro com seus olhares inconvenientes, depois com seus comentários desnecessários. Ele é bastante sedutor e sabe disso, mas que tipo de mulher eu seria se me deixasse levar? Contar ao Garrett parece o certo a fazer, no entanto, está fora de cogitação. A família Evans não é lá muito estruturada, revelar ao meu namorado as investidas do irmão dele em mim causaria um conflito terrível. Terei de afastá-lo por minha conta. Vou ignorá-lo e me esforçar o máximo para que seu olhar sexual e sorriso malicioso não atinjam-me. O filho da puta tinha de ser tão irresistível?

Eu corri por mais de quarenta minutos na esteira, com os fones de ouvido no último volume. Trinta minutos de bicicleta e treinei pesado. Cara não conseguiu me companhar e ela sabia que algo de errado estava acontecendo comigo. Eu tinha energia demais acumulada.

— O foco é bumbum na nuca mesmo, hum?! — pergunta quando termino os exercícios de agachamento na barra livre, e meu treino enfim.

Mexo a cabeça, tomando quase toda água de minha garrafa. Devo ter bebido umas três nas últimas horas.

— O que está rolando que eu não sei? Você só treina assim quando está bolada.

Solto um suspiro.

De fato, eu tinha muitas coisas na cabeça.

— É algo com o Garrett? — pergunta.

— Argh! Ele está tão ausente. — praticamente urrei.

— Os lances da empresa ainda? — balanço a cabeça — Será que não tem outra mulher na jogada, Selena? — ela estreitou os olhos.

— Ele não ousaria.

— Homens ousam de tudo.

— Eu daria o troco. — respondo debochada e a vejo gargalhar.

— Com quem? Garrett fez questão de afastar todos os caras de Los Angeles de você. E até suas amigas. Demi, Camila e eu só continuamos por perto porque somos afrontosas, mas você sabe que teve uma época que até de nós ele quis te afastar.

Tem certo rancor nas palavras de Cara, como se ela guardasse certo ressentimento por coisas que Garre já fez e disse à ela. Eles nem sempre se deram bem.

— Sei lá... com qualquer um. Com irmão dele, por exemplo. — dou de ombros e cito Christopher como quem não quer nada.

— Poxa, Selena... com o próprio irmão? Você não teria coragem.

Pego minha toalha e a levo ao ombro, então direciono-me ao armários.

— Não! — ela quase grita, passando a me seguir — Você teria? — Cara se esforça para olhar em meu rosto, mas eu não paro de caminhar — Usou ele como alguém aleatório ou está rolando alguma coisa?

— É claro que foi só um exemplo. Ficou maluca?

— E por que pensou logo nele? — cruzou os braços, me observando minunciosamente guardar minhas coisas.

— Esquece o que eu disse, Cara. — nego — Eu duvido muito que o Garrett tenha outra pessoa e, se tivesse, eu não teria coragem de pagar com a mesma moeda. Sabe que sou uma garota politicamente correta.

— Garotas politicamente corretas não valem nada pra mim. — rebate.

— O irmão dele fica o tempo todo flertando comigo e dizendo coisas. — de repente me altero, mas solto de uma vez o que está me afligindo.

— Coisas sexuais? — pergunta e eu mexo a cabeça — Então, isso não é sobre você e o Garrett estarem tendo problemas. É sobre o irmão dele.

— Se o Garre sonhar com isso...

 — Será o maior escândalo! — corta minha fala — O que você faz em meio as investidas dele?

— Me esquivo, é claro. 

— Selena ele é uma delícia.

— Eu sei. — aperto os olhos — Mas não vale o que a Nala enterra, — Nala é a gata da Cara — e eu não quero problemas. Garre e eu estivemos tendo algumas diferenças sim, mas eu gosto dele e o respeito. Jamais me envolveria com o Christopher. 

— Você está ferrada. Essa família Evans... — Cara balança a cabeça em negação — Como Lisa e George conseguiram fazer três filhos fisicamente perfeitos na medida certa? Você devia fazer a ponte para mim e um deles, aliás.

— O Christopher parece um verdadeiro mulherengo. Você não precisaria da minha ajuda para sair com ele. — Cara faz bico, concordando.

— Ele tem cara de quem fode fundo e forte, mas pelo que me contou agora quer fazer isso com você. Não vou dar em cima do cara que quer trepar com a minha melhor amiga. — balanço a cabeça em negação — Mas e a irmã dele? — ela sorri — Tem namorado?

— Não sei. — nego — Ela vive saindo, nunca a vi com ninguém e nós não conversamos muito.

— Ela ficou muito linda. Fazia uns dois anos que eu não a via. Não custa nada eu tentar me aproximar, quem sabe fazer ela experimentar algo novo. 

— Mas e o Aaron? Te achei bastante interessada nele ontem.

— Tenho tempo pra ele também. Sabe que eu não deixo passar nenhum rostinho bonito.

Cara é realmente impossível. Balanço a cabeça em negação, numa risada. Então, puxo-a pela mão.

Nós vamos almoçar na Camila. Demi está lá e preparou o almoço. Já mandou milhares de mensagens perguntando a que horas iremos para lá. Espero que nossa baixinha esteja melhor. E quem sabe passar um tempo com as minhas garotas me ajude a colocar a cabeça no lugar e esquecer ao menos que por instantes da semente de interesse que Christopher Evans plantou em mim.



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