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História Fetiche - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Você ainda quer estar aqui?


É a última casa de uma rua sem saída, e no momento se encontra em frente a ela. O vento da madrugada aumenta o tremor de seu corpo, disfarçando o nervosismo. Não há ninguém do lado de fora, provavelmente todos estão dormindo naquele horário.

Por mais que estivesse com tesão, não quis atrapalhar, entretanto a luz da varanda está acesa, então é um bom sinal, certo?

Ele se aproximou do portão, observando a fachada da casa entre as pequenas barras. Não parece um local assustador, poderia dizer que é até mesmo aconchegante pelo tom azul pastel. Há vasos de orquídeas espalhadas pelos cantos, além de pequenas mudas que não pôde identificar.

Quando procurou a campainha, encarou o botão diversas vezes. A ansiedade não vem sozinha, ela é um sentimento traiçoeiro que carrega no bolso o desespero com pitadas de medo. Às vezes, também é possível encontrar algo melhor em meio à ela, como a coragem.

Sem refletir muito, pressionou o botão. O silêncio ao redor era tanto que pôde ouvir o som da campainha do lado de fora.

Enfiou as mãos dentro dos bolsos de seu sobretudo macio, nem ao menos se sente apresentável, mas não conseguiu se preparar melhor. Ao menos mantém sua higiene em dia, principalmente em relação aos pêlos, detalhe que odeia encontrar em seu corpo.

Em instantes, passos captaram sua atenção para a porta. Ela foi aberta o suficiente para apenas a cabeça de um homem surgir.

— Posso ajudá-lo? — sua voz é rouca, combina bem com os olhos arredondados e escuros, por causa da pouca iluminação.

Hoseok não soube como explicar, então ergueu o passe em sua frente.

— Um amigo me deu…

— Quer entrar? — perguntou, abrindo toda a porta — Caso tenha dúvidas, eu sou Chae Hyungwon.

Não imaginou que ele seria tão esguio, seus ombros largos parecem combinar com a camisa longa. Além disso, quando o viu se aproximar pôde notar a grossura de seus lábios, cheios a ponto de parecer um pequeno coração.

O portão foi destrancado, trazendo consigo a fragrância suave de um perfume masculino, ele parece ter acabado de sair do banho.

— Acordei você? — quis confirmar, por mais que não haja nem uma gota de sono em seu rosto fino.

— Na verdade não. Hoje eu dormi cedo e acabei acordando no meio da noite por falta de sono. — ele respondeu, gesticulando para adentrar a varanda.

Hoseok o observou fechar novamente o portão, suas costas são bonitas.

— Raramente recebo visitas nesse horário, você me surpreendeu.

Hyungwon passou ao seu lado, dando-lhe um pequeno sorriso. Hyunwoo estava certo ao descrevê-lo, ele é bonito.

Ambos adentraram a casa, passando por uma sala pequena, indo em direção a um corredor.

— Seu amigo te contou alguma coisa?

Ponderou antes de respondê-lo, não sabe ao certo se deve ou não dizer aquilo.

— Não, nada além do seu horário.

— Apenas isso? — perguntou, parando no meio do corredor, em frente a uma porta branca.

— E sobre ter sido… bom.

— Qual o seu nome?

— Hoseok.

— Você é passivo?

A pergunta o pegou de surpresa. Sim, ele é, entretanto sentiu receoso para dizer, ainda mais com as órbitas escuras o encarando de forma meticulosa.

— Não precisa ter vergonha, você pode experimentar o outro lado a qualquer momento.

— Eu… sou passivo.

Hyungwon assentiu, pedindo que lhe entregasse o bilhete.

— Quatro horas? Você ainda quer estar aqui, pequeno?

O apelido arrepiou sua nuca, porém a pergunta veio como uma reflexão. Aquilo é certo? O homem em sua frente não parece alguém ruim, mas o que há atrás da porta que ele segura tão firme pela maçaneta?

— Eu não sei… — decidiu ser sincero.

— O que te trouxe tão tarde da noite?

Hoseok não soube responder, soaria pervertido se falasse o quão possesso se tornou em poucos dias, imaginando um desconhecido brincar com seu corpo. Ele está ali porque não aguenta mais ter sonhos eróticos e precisar se masturbar sozinho.

— Eu recebi esse passe há dias e ultimamente refleti sobre ele.

— Sentiu desejo? Curiosidade?

Preferiu apenas assentir com a cabeça.

— Eu não vou te machucar, caso tenha medo. Apenas quero te proporcionar prazer.

— Quantas pessoas vêm aqui? — decidiu lançar a pergunta presa na garganta.

— Não muitas. Eu não panfleto meu endereço pelas ruas, apenas em um site camuflado.

— Entendi.

Hyungwon girou a maçaneta, abrindo a porta branca. Ainda não conseguiu ver nada do lado de dentro por causa da falta de luz.

— Dê uma olhada. — ele pediu, apontando com o queixo.

Se aproximou receoso, esperando a luz acender. Quando aconteceu, notou a presença de máquinas com dildos nas pontas, uma estante repleta por vidros coloridos e brinquedos sexuais. O chão é estofado, escuro e plano.

— Todos os acessórios são limpos com frequência, também utilizo camisinhas, então não se preocupe.

Nem ao menos tinha pensado naquilo, mas ele está certo. Em passos curtos, se aproximou mais, só então percebeu a cama escondida no canto oposto da parede.

— Por que você faz isso?

— Não tenho outra razão além de gostar. — respondeu, também adentrando o local.

Quando a porta foi fechada, engoliu em seco. Ele não a trancou, mas de alguma forma sentiu-se sem saída, curioso demais para desistir.

— E o que você tem em mente? — precisou questionar, voltando a olhar ao redor. Tudo aquilo parece uma cena de filme pornô, com pessoas presas na cama ou até mesmo em pé, sendo torturadas por chicotes e afins.

— Você se excita com a dor?

— Eu não gosto muito.

— Certo, o que acha de tirar o sobretudo?

Tornou-se a engolir em seco, metade era vergonha pelo seu pijama simples. Hyungwon parece tão elegante por mais que também vestisse tecidos claros e lisos.

— Você vai me tocar? — resolveu questionar antes.

— Caso você queira, posso te penetrar com meu pênis também. Mas não é exatamente o que quero te mostrar aqui.

— E o que é?

— Responder todas as suas questões pode diminuir a experiência.

Hoseok assentiu, começando a abrir o sobretudo, retirando um braço de cada vez. Hyungwon encarou seu corpo com um brilho diferente nos olhos, mantendo a mesma expressão séria.

— Quer ajuda com o resto?

Aceitou, por mais que a presença esguia ainda o deixe nervoso. Ele se aproximou aos poucos, pegando o casaco e depositando em um canto qualquer.

— Levante os braços.

Obedeceu, logo sua camisa subiu pelo seu tronco até sair por completo.

— Seu membro parece duro, Hoseok.

Olhou para baixo, vendo o volume sob o moletom. Se distraiu tanto com o diálogo alheio que nem ao menos notou aquilo.

— Eu interrompi uma masturbação antes de vir até aqui.

Hyungwon abaixou em sua frente, desamarrando seus cadarços.

— Por que não gozou antes?

— Senti medo de perder a coragem depois. — respondeu, ajudando a retirar cada sapato. Agora é possível sentir a maciez do chão através das meias, que mais parece uma cama extensa.

— Posso retirar sua calça? — perguntou, ainda abaixado.

— Tudo bem.

Estremeceu quando sentiu os dedos finos em sua cintura. Ele abaixou o tecido aos poucos, forçando o membro para baixo até saltar para fora.

— Você ainda quer estar aqui? — tornou a fazer a mesma pergunta de antes.

— Sim. — a resposta veio automática a ponto de surpreender a si mesmo.

— Então fique de quatro sobre a cama. 



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